LAPProduções em hiatus

Novidaaaade, estarmo em hiatus, neh? xD

Quase um ano depois, LAP dando as caras nos blogs para avisar: realmente vamos entrar em hiatus tanto no Esconderijo do Mot-Mot, no LAP Produções e no Rabiscos da LAP.

Com nossos livros publicados e os compromissos assumidos, está realmente difícil conseguirmos tempo para produzir alguma material para esses blogs. Porém, no LAProom sempre teremos novidades, mesmo que elas não tenham um padrão de atualização e não sejam frequentes xD

Com esse espaço de tempo, é um bom momento para cavocar coisas antigas. Então, fique a vontade para revirar o baú da LAP e conferir o que já produzimos durante mais de uma década. Boa sorte! xD

B&C Secreto 2011 #6

De: P
Para: L

– Acho melhor não. – murmurou uma alguém, completamente convencido de que aquilo não daria certo.

– Vocês estão com medo do quê? – outra pessoa falou, dando um sorriso confiante – Vai dar certo. E elas vão adorar. – e ele pegou sua calculadora e começou a clicar.

***

A rua estava deserta. No meio do nada, sem civilização e apenas com a estrada ali, dois seres vestidos com roupas do Senhor dos Anéis esperavam ao lado de um carro parado.

– Eu disse que a gente devia ter vindo com meu carro. – murmurou uma delas, vestida de elfa.

– É, mas daí a Luna não ia poder ir ao parque hoje. – falou a outra, vestida de hobbit.

– Faz sentido, mas não é menos chato.

O carro havia estragado e elas já haviam chamado ajuda, que ainda não chegara, como sempre. Estavam indo a uma festa cheia de nerds e pessoas estranhas, como elas, que seria em uma chácara. Obviamente, o carro quebrou no meio do caminho e as duas estavam até aquele momento, esperando.

Uma luz surgiu, mostrando que a ajuda finalmente chegara. Mas, ao invés de ser um carro, era algo muito esquisito. Parecia um coche negro, muito distinto e com cavalos o puxando. As duas olharam melhor e perceberam que não era bem uma luz, e sim algumas velas que davam aquela iluminação.

O coche parou, fazendo com que as duas não conseguissem se mexer. A porta de trás se abriu e uma figura conhecida de ambas saiu dali.

– As senhoritas estão precisando de ajuda?

Apesar de não querer acreditar e achar que aquilo era a experiência mais bizarra de sua vida, P não resistiu:

– Quem é você?

– Eu sou o Nicholas Moringan – ele disse, pomposo.

Ao ver que as duas simplesmente abriram a boca em choque e nada mais falaram, o garoto deu um sorriso presunçoso, achando que elas se perderam admirando-o.

– Vocês querem ajuda ou não?

P abriu a boca para falar, mas um barulho de um inseto gigante fez com que se calasse. Acima delas um ser cor de laranja, com dois olhos enormes, pernas longas e finas e asas pequenas as sobrevoava. Então alguém gritou lá de cima:

– SAI DE PERTO DELAS, SEU IDIOTA!

O ser estranho pousou e, de dentro de uma cabine em suas costas, saltou outra pessoa conhecida. Com os cabelos parecendo ter vida própria e saltados para todos os lados, um garoto de 17 anos desceu, encarando o outro homem com superioridade.

– Eu que sou um cavalheiro em extição, portanto sai fora.

– Mas que audácia! E quem é você?

– Sou o Dragão de Fogo e isso é tudo o que você precisa saber. Agora pode ir embora.

– Não! – o moreno grunhiu, dando uma risada cínica – Quem vai sair é você!

P e L se entreolharam, surpresas e sorridentes e surpreendentemente uma bacia de pipoca surgiu nas mãos delas.

– E eu que achei que o Thi-chan ia mandar ajuda de verdade! –falou P.

– Mas isso foi muito melhor! Quem será que ganha?

– Ai, L. – P sorriu, dando uma piscadela – Nenhum deles vai ganhar. Até porque, os dois vão sair juntos daqui e lutar para nos salvar de qualquer forma. Afinal, eles nasceram de nossas cabeças ao mesmo tempo e criaram vida juntos. Nada mais natural do que ganharem juntos.

– É mesmo. – L sorriu também, comendo pipoca – Como dizia a música da LAP:

Desde aquele dia nós estamos desejando algo que não é visível
O que importa somos nós, que sempre estamos aqui
Todo dia, toda noite, todo momento, sempre é assim
O sentimento que nunca acabará

B&C Secreto 2011 #05

De: Thata
Para: P

Segunda geração

Apesar de trabalhar, ter que cuidar da casa, do marido e da filha, Devoy precisava ficar pronta, levasse o tempo que fosse preciso.  Essa seria a história que abriria as portas para o reconhecimento e faria valer mais a pena anos e anos de palavras e diversão com a LAP.

O problema é que todas as idéias haviam se esvaído. No editor de texto, o cursor piscava no meio de uma frase interrompida, quase pedindo uma resposta. Apesar de não querer, precisava de uma pausa.

Decidiu dar uma volta pela casa, e ao ver a porta do quarto de Luna entreaberta, deparou-se com uma das cenas mais belas da maternidade: a menina colocara o pai pra dormir. Enquanto Rodrigo ressonava, a pequena afagava o rosto dele. A criança ouviu a risada da mãe, ainda que abafada.

-Mamãe! – Ela sabia que Luna sentia muita falta dela. As brincadeiras já não tinham tanta graça.

-Vem filha, mamãe vai fazer um leite pra você.

Com toda a destreza adquirida com os anos, Paula fez tudo sem muita dificuldade. Mas, ao virar-se novamente para o resto da cozinha, viu que o local estava tomado de açúcar, farinha de trigo e fermento. Luna estava no meio desse caos, amontoando a mistura e jogando para cima, plenamente satisfeita.

-Filha! – Paula exclamou, em um misto de cansaço, medo e repreensão – Por que você fez isso?

-Mamãe, eu queria ver neve! – o bebê falou inocentemente.

“Essa menina realmente tem muita imaginação, a segunda geração da LAP já está garantida”, pensou P. Decidiu aproveitar a bagunça e brincar na “neve” com sua menina. Devoy poderia esperar um pouco mais e a paga de Rodrigo ter dormido seria a vassoura e a pá para quando a brincadeira deixasse de ser interessante para o bebê.

B&C Secreto 2011 #04

De: Elô
Para: Thata

Por que não trouxeram o Jun???

– Corre L, eles devem chegar logo. Vamos para o aeroporto. – Thata corria, calçando os sapatos e apurando a amiga. Sho e Nino estavam vindo para o Brasil, mais especificamente para Foz do Iguaçu, gravar um comercial nas Cataratas e Thaiza, como fã louca que era, não poderia deixar de recepcionar seus ídolos no aeroporto.

– Calma Thata, nós chegaremos a tempo. A Elô acabou de me mandar um sms dizendo que o vôo deles está atrasado em mais de 2 horas. – Lhaisa tentou acalmar a amiga.

Assim que terminaram de se arrumar, a mãe de Thata levou-as para o aeroporto, onde umas 20 pessoas estavam aguardando a chegada dos ídolos, não muito famosos na cidade.

Depois de mais de 4 horas de espera no maravilhoso ar condicionado do aeroporto, que aliviava o calor infernal da “cidade forno”, elas puderam ver o avião pousando.

Todas as 20 pessoas que aguardavam, estenderam as enormes faixas, escritas em japonês e até mesmo em português, saudando os ídolos que estavam chegando.

– Tá tudo ok! – Eloise gritou apontando as faixas. (NOTA: sim, é a Eloise que manda em tudo, e a Thata manda na Elô. o/)

*—————————-*

Enquanto isso, no avião…

– Aiin Sho-chan, será que temos fãs esperando por nós no aeroporto? – Nino perguntou, ansioso e muito cansado depois da longa viagem.

– Acho que não. Pelo que me disseram é uma cidade pequena, então eles nem devem saber da nossa existência.

– Hum, estamos pousando. – Nino falou.

Os dois desceram rapidamente do avião e encaminharam-se para dentro do aeroporto, esperando a paz e o sossego, quando ouviram vozes gritando por seus nomes.

– Sho-chan, tá ouvindo? – Nino falou, espantado apontando para dentro do aeroporto.

– Estou sim. Parecem fãs… gritando nossos nomes. HÃ?

Seguiram em frente e puderam ver algumas pessoas – nada assustador demais – segurando faixas e gritando por seus nomes.

            Foram até os detectores de metais, onde Nino passou primeiro. Quando Sho foi passar, ouviu um alarme irritante. Os guardas pediram que ele voltasse e Sho começou a retirar toda e qualquer coisa (sapatos, cinto, relógio, etc.) que tivesse alguma parte de metal, mas cada vez que passava pelo detector, novamente o alarme soava.

*—————————-*

– Thata, o que que tá acontecendo? – Lhaisa perguntou quando notou a demora dos ídolos.

– Parece que o Sho não consegue passar pelo detector de metais.

Nesse momento Sho esticou-se e sua camiseta subiu um pouco, deixando com que Thata vislumbrasse um brilho metálico em sua barriga.

– Meninas, fiquem quietas um pouquinho. – Thata falou.

– Silêncio rapidinho. – Eloise, que segurava uma enorme faixa escrita em japonês “Por que não trouxeram o Jun?”, gritou para as outras e o silêncio reinou.

*—————————-*

De uma hora para outra, depois de um grito de uma das meninas, todas se calaram. Sho e Nino não puderam deixar de perceber o silêncio que havia tomado conta do lugar.

– O que aconteceu, Kazu? – Sho perguntou, já estressado com a história do detector de metais.

– Não sei… mas não deve ser coisa boa. Melhor você arrumar um jeito de sair logo daí. (NOTA: não, eles não conheciam a fama de Foz, mas ficaram com medo igual!)

Sho olhou para o saguão do aeroporto e uma das faixas lhe chamou atenção. Nela estava escrito em japonês “Por que não trouxeram o Jun?” e ao lado da garota que segurava essa faixa, encontrava-se uma mulher.

– Sho, o piercing! – A mulher morena que estava ao lado da garota da faixa gritou em português, mas mesmo assim, chamou a atenção de Sho, que ergueu a camisa e vislumbrou o piercing que havia recolocado no dia anterior.

– Sho-chan, eu não acredito que você colocou o piercing novamente! – Nino olhou indignado para o amigo – Tira logo essa merda e vamos embora.

Sho rapidamente tirou o piercing e seguiu para fora do aeroporto, passando pelas fãs. Ao passar pela mulher morena que havia lembrado-o do piercing, ele parou e deu-lhe alguma atenção.

– Autografa meu iPhone? – Thata estendeu seu celular para que Sho autografasse.

NOTAS FINAIS: Eloise continua indignada por não terem trazido o Jun junto, mas fica feliz ao ver o tanquinho de Sho quando ele tira o piercing. Thaiza ganha autógrafos de Sho e Nino no iPhone e morre de felicidade. Lhaisa ampara a amiga.

B&C Secreto 2011 #03

De: Thi-chan
Para: Elô

Eloise Em Que País? 

Sentados ao redor da mesa redonda, eles se observavam sem realmente prestar atenção. Os pensamentos estavam voando para longe, perdidos nas lembranças de momentos mais felizes. L, P, Thata, Yuri e Thi estavam lá, todos vestidos de preto, em luto pela recente perda. Havia palavras que desejavam ser ditas, mas não havia coragem no coração de nenhum deles. Permaneceram assim, em silêncio, como se nada pudesse tocá-los.

Então, um barulho ensurdecedor enquanto o teto sobre a cabeça deles pareceu desmoronar e a sala toda se enchia de poeira. Todos levantaram e começaram a tossir, alarmados pelo que acontecera. Então, no meio dos escombros, uma figura se levantou, mas eles só conseguiram identificar aquela silhueta após o pó abaixar. O primeiro a conseguir foi o Yuri, que gritou:

– GENTE, A ELÔ VOLTOU COMO ZUMBI PARA BUSCAR A GENTE! – Gritou o vegetariano, quebrando uma das cadeiras e formando uma estaca com os pedaços de madeira.

– Não se preocupem, eu estou com a minha bazuca aqui! – Exclamou Thata, prontamente tirando uma capsula do bolso, acionando um botão secreto e fazendo com que o pequeno objeto se tornasse na sua arma secreta.

– YAY! ELÔ ZUMBI! PODEMOS FICAR COM ELA?! – Perguntou L, saltitando na direção da morta-viva.

– L! NÃO, VOLTA AQUI, ELA VAI COMER SEU CÉREBRO! – Exclamou P, correndo atrás da L para tentar segurar a amiga.

– Ela não parece um zumbi… – Disse Thi, vendo que a Elô parecia apenas uma pessoa que acabara de ser atirada por um canhão e caiu na casa de alguém que até agora o autor não conseguiu definir onde e agora estava cheia de pó branco na cara e no corpo.

– Ei, pessoal, eu não sou um zumbi! Estou viva! Sou eu, Elô! Fã de Arashi, fã do Jun, fã de Crepúsculo! – Exclamou ela, um pouco preocupada pela reação do Yuri e da Thata, mas nada grave.

– Iiiiih, falou que gosta de crepúsculo, é ela mesmo… Nenhum zumbi ousaria admitir isso. – Disse Yuri, recebendo acenos de cabeça afirmativos pela parte dos outros colegas da Liga Brigadeiro com Café.

– AEEE, TODO MUNDO ABRAÇANDO A ELÔ!  – E assim todos seguiram até a Eloise, que todos pensaram ter morrido após um terrível acidente.

FIM!

Não, brincadeira, na próxima página tem mais…

– L, você tem certeza que está aqui? – Perguntou Eloise, com um evidente nervosismo na voz.

– Sim, certeza absoluta, eu estava andando por aqui quando ele caiu. – Respondeu L, se referindo ao chaveiro perdido.

– Okay, então eu vou descer… – Retrucou Eloise, ainda não muito feliz por estar suspensa por apenas uma corda em um buraco enquanto Thi, P, Thata, Yuri e L a faziam descer lentamente dentro de um buraco no meio de uma floresta fictícia.

Todos estavam concentrados, focados na árdua tarefa que a quase-elfa-doméstica-efetivada quando, de repente, Thi-chan fez uma pergunta:

– L, o que é aquilo ali? – Perguntou ele, soltando a corda e apontando para um ponto brilhante no chão, próximo de onde eles estavam.

– Meu chaveiro! – Exclamou L, também soltando a corda e indo até o objeto, pegando-o com as duas mãos e tirando o pouco de terra que havia sobre ele.

– Eu falei que ele não tinha caído no buraco, L. – Disse Yuri, também soltando a corda. Colocou as mãos na cintura para fazer pose e soltou um suspiro cansado.

– Ok, então acho que já vou indo, tenho que buscar a Luna. – Disse P, largando no mesmo momento que a Thata.

– Tá, gente, o que vamos fazer agora? – Perguntou Thata.

– Vamos pra casa da Thata! Lá tem comida e Arashi! – Disse L, animada.

E, assim, todos concordaram em ir para a casa da Thata, sequer reparavam que…

– Gente, cadê a corda? – Perguntou Thi, logo que eles saíram da floresta.

– Que corda? – Perguntou L.

– Aquela que nós estávamos usando para segurar a… – E, nesse momento, todos se deram conta.

– ELÔ! – Gritaram todos em uníssono.

~~

Enquanto isso, no buraco…

– Pessoal…? – Essa foi a primeira pergunta que a Elô fez após a gigantesca queda para dentro do buraco e permanecer desacordada por algumas horas. Só então ela conseguiu perceber onde estava: uma sala circular com um teto altíssimo onde, no meio, um grande orifício se abria, mas que era tão cumprido que ela não conseguia saber para onde levava.

Ao seu lado, uma pequena mesa com tampo de vidro onde, sobre sua superfície lisa, havia uma pequena chave e um frasco de aparência estranha, escrito: “Beba-me”. Bem, considerando que Eloise é uma menina moderna e relativamente esperta, ela provavelmente pensou: “Hm… Uma bebida estranha deixada por um desconhecido em um buraco estranho… Bem, por que não?”. Mas, bem, como ela foi treinada pela L, na verdade ela pensou: “NEM MORTA QUE EU VOU TOMAR ALGO QUE UM DESCONHECIDO DEIXOU AQUI PARA A PRIMEIRA MOÇA DESAVISADA QUE VAI NUM BURACO!”, o que foi uma decisão um tanto quanto sábia.

Mas, então, o que ela poderia fazer? Pensou, pensou e pensou. E, no meio de sua pensação, ela deparou-se com uma cabeça flutuando ao seu lado, olhando-a com curiosidade.

– Você realmente devia beber o que tem dentro desse frasco. – Afirmou a cabeça.

– A-Aiba? – Perguntou ela, incrédula.

– Não, eu sou a sua consciência. – Respondeu a cabeça.

– Não, você é o Aiba. – Retrucou ela, bastante certa que aquela cabeça flutuante pertencia ao membro do Arashi que só sabia conversar vai onomatopéias.

– Não, eu sou a sua consciência! – Disse a cabeça, um pouco impaciente.

– Não, não, estou quase certa que você é o Aiba. – Eloise colocou as mãos sobre a cintura e olhou de maneira desafiadora para a cabeça.

– Ok, OK! Eu sou a sua consciência, que você deliberadamente fantasiou de Aiba, pois achou que a racionalidade combinava com ele. Eu não entendo, você não entende, então vamos logo com isso. Você realmente devia beber esse negócio. – Finalizou a cabeça, criando um braço, também flutuante, e apontando para o pequeno frasco sobre a mesa.

– Se você é minha consciência… Então, eu posso fazer o que eu quiser contigo? Tipo, como se você fizesse parte da minha imaginação? – Perguntou Elô, curiosa.

– Au! Au, au, au, au! – Respondeu Aiba, o que fez com que Eloise percebesse que seu teste realmente funcionara, ela fizera sua consciência latir! Porém, como era uma parte de Elô, ela entendeu o que Aiba quis dizer, e era algo como: Pode, mas não estou certo se deveria, eu tenho sentimentos, sabe? Ah, droga, você fez mesmo assim… Ok, eu realmente acho que você devia parar de brincar e tomar logo o líquido do frasco.

– Eu não vou beber isso. – Decretou Eloise, certa de que aquilo era alguma artimanha maléfica.

– Mas, se você não beber, não vai sair daqui. – Respondeu Aiba.

– Mas, não! Eu não vou beber isso! Nem morta. – Elô cruzou os braços, decidida.

Eis então que a cabeça faz outro braço flutuante aparecer e, utilizando de toda a sua capacidade motora, abre o pequeno frasco e vai levando em direção à Eloise, fazendo barulhinhos de avião enquanto se aproximava.

– Eu já falei que não vou beber isso! – Disse Elô, batendo na mão flutuante e fazendo com que o frasco voasse e batesse na parede mais próxima.

Tanto ela quanto a cabeça ficaram em choque ao perceber que a parede onde o frasco batera, quebrara e derrubara seu líquido havia começado a derreter.

– Viu? Eu estava certa. – Disse Elô, satisfeita.

– Eu sou sua consciência, não há certo ou errado. – Retrucou a cabeça e, mesmo assim, desapareceu enquanto Eloise adentrava a abertura da parede.

Do outro lado, ela avistou um mundo mágico, e incrivelmente imaginário: Plantas multicoloridas e cogumelos sorridentes, cachorros que andavam em duas patas e gatos que andavam em doze patas, centopéias com apenas cinco pés e vampiros que brilham no sol e que, por causa disso, sofrem bullying das fadas malvadas que, por uma incrível coincidência do destino, também brilham no sol, e existem poucas coisas mais ofensivas para um vampiro do que ser chamado de Sininho.

Porém, ela mal perdeu tempo com tudo aquilo, seguindo em direção à floresta, pois algo (sua consciência, provavelmente, que cantarolava ao seu lado) a dissera que aquele era o melhor caminho. A trilha parecia tranquila. As árvores cresciam altas e faziam uma agradável sombra e sensação de umidade.

– Ora, olá! – Ela ouviu uma voz vindo do topo de uma das árvores. Rapidamente procurou a origem, mas não encontrou.

– Quem está aí? – Perguntou.

– Não consegue me ver? – Perguntou a voz, novamente, e agora ela conseguia ver, mas dessa vez era apenas um sorriso flutuante. Percebeu, então, que o sorriso ganhava um rosto, e então um corpo, até que se tornou o…

– Cho? – Perguntou Elô, assim que o japonês se materializou bem na sua frente.

– Não, eu sou o gato sorridente. – Respondeu Cho, de uma maneira que parecia querer ronronar, mas não conseguindo muito sucesso.

– Não, você é o Cho. – Afirmou Elô, com convicção.

– Não, eu sou o gato sorridente. – Respondeu Cho.

Ah, isso de novo não, Elô conseguiu ouvir de sua própria consciência.

– Prove. – Ordenou Elô.

– Ok, OK! Eu vou provar para você… Prepare-se… – E então, antes mesmo que ela pudesse se preparar, ele abriu um largo sorriso e disse:

– Miau.

– É isso? Isso é a sua prova de que você é o Gato Sorridente? – Inquiriu Elô, incrédula.

Só dou tempo de Cho revirar os olhos antes de outros gatos aparecerem ao seu redor. No começo, parecia que eles miavam ao longe, mas à medida que eles se aproximavam, ela conseguiu identificar o coro. Então, ao som daquilo, Cho não agüentou, perdeu seu supremo disfarce ao se juntar com eles:

“Beeru! Beeru! Beeru! Beeru!”, e foram ao longe, a procura de um bar.

– Ah! – Sho lembrou, antes de ficar longe demais – Se você quiser sair daqui, só seguir para o leste. – E desapareceu, deixando apenas a sombra de um sorriso para trás.

O problema, contudo, é que ela não sabia para onde ficava o leste. Então, ela decidiu seguir a direção contrária à qual a sua Aiba-consciência apontara.

Andou, andou e andou. De repente, deparou-se com uma cena estranha. Em um trono feito de flores, uma figura azulada se erguia. Ao seu redor, uma fumaça multicolorida se espalhava, e sua aparência esguia estava confortadamente deitada sobre seu trono. Era algo parecido com uma lagarta, A Lagarta, mas era um pouco… Diferente…

– Jun? – Perguntou Elô, se aproximando, tentando abanar a fumaça com as mãos.

– Siiiiiim? Quer dizer, Nãaaao, eu não sou o Jun, moça. – Respondeu a Lagarta.

– Não, você é o Jun. O JUN! OMG! OMG! ME DÁ AUTÓGRAFO, POR FAVOR! – Pediu Elô, simplesmente perdendo o controle ao ver seu divo deitado em um cenário exótico vestindo apenas algo que parecia ser uma camisola azul. Bem, se sua consciência não julgava, por que ela faria?

– Ei! Não, eu não sou o Jun! – Exclamou Jun, franzindo as sobrancelhas para ela.

– É sim, eu estou vendo. Boca grande, corpo esguio, magrelo, voz esganiçada e invertebrado. É VOCÊ, JUN! ME DÁ UM AUTÓGRAFO! – Ordenou Elô, crente de que conseguiria.

Bem, não conseguiu. A Lagarta-Jun se desfez com a fumaça e desapareceu, abrindo um caminho atrás de si.

Deprimida, Elô seguiu o caminho que se abriu, ignorando todos os esforços de sua consciência para lhe animar. (E até uivar ele uivou).

Andou, andou e andou. Então, parou.

Na sua frente, uma mesa cumprida se estendia. Procurou pela Lebre e pelo Coelho atrasado, mas tudo que havia ali era uma pessoa na ponta da mesa, que ela reconheceu como… Hã, hã? Vocês conseguem adivinhar?

O Ohno, claro! Vestido de chapeleiro, mas o chapéu estava sobre a mesa. Naquele momento, ele olhava Elô de maneira catatônica, como se estivesse prestes a cair no sono. Porém, quando ela se aproximou, ele rapidamente pegou o chapéu sobre a mesa e colocou sobre a cabeça, transformando-se completamente. Nesse momento, como um robô, levantou-se e começou a dançar sobre a mesa. É, definitivamente era o Ohno.

– Oh-chan? – Perguntou Elô, mas não ouve resposta, ele apenas dançava, dançava, dançava. Então, começou a cantar. Daí, explodiu. Bem, acho que ele dançou demais.

Sem se abalar, Elô só queria sair dali, tudo parecia dorgas demais, era quase como se ela tivesse comido uma grande quantidade de Brigadeiro com Café e caído no… Sono.

Era isso! Isso que aconteceu! Ela comeu demais, dormiu e agora estava sonhando! Era isso! Porém, ela não gostava muito da ideia de se beliscar, então decidiu apenas seguir em frente.

Andou, andou e andou.

Enquanto isso, fora do buraco…

 

– Yuri, o que você está vendo? – Perguntou L, do topo do buraco enquanto um Yuri extremamente nervoso era lentamente abaixado até o fundo.

– Eu não vejo nada! É só um buraco normal que… GAAAAH! ME PUXA, ME PUXA! – Pediu o vegetariano, que prontamente foi atendido. Mas, só um pouco, eles ainda queriam saber o que ele estava vendo.

– Gente, a Elô se foi! Tem um lago aqui! Um lago, num buraco! Cheio de crocodilos! Em um deles eu vi a corda que usamos para carregar a Elô!… – Aquela revelação pareceu encher todos de choque. – Pessoal…?

Então, eles começaram a puxar o Yuri para fora do buraco, todos certos de que havia acontecido o pior com a Elô.

Agora, de volta ao buraco…

Ela chegou a um castelo. Geralmente o narrador colocaria algo desafiador aqui, mas acho que a Elô já sofreu demais, então a ponte estava abaixada e só havia uma porta para ela passar. Rapidamente, bateu três vezes, mas ninguém respondeu. Bem, não havia muita coisa para fazer, né? Girou a maçaneta e entrou no castelo, simples assim.

Lá, encontrou um cenário apocalíptico se estendendo à sua frente.  Os jardins, antigamente bem cuidados, agora estavam amarelados e quase mortos. Bem, ela nunca realmente se importou muito com paisagismo, então simplesmente seguiu em frente, andando pelos corredores de Hogwarts… Não, espere, essa é outra história. Bem, pelo castelo da Rainha de Copas, mas ela não sabia que era da Rainha de Copas, então não prestou muita atenção no ponto vermelho que se aproximava até que tropeçou nele.

– CORTE-LHE A CABEÇA! – Gritou o pequeno ser de cabelo comprido e vermelho, com vestido com um quê de oriental misturado com Idade Média.

– … Nino? – Perguntou Elô, identificando os traços orientais no rosto dele/dela.

– Não! Ignóbil! Sou o Rei de Copas!

– Mas, Nino, você está de vestido… – Respondeu Elô, pertinente, ouvindo sua consciência rir com a voz do Aiba.

– Ok, ok, já ouvi todo mundo me zoando por causa disso, já não basta o Jun-lagarta, o Cho-gato, o Ohno-chapeleiro e o Aiba-consciência rindo da minha cara, ainda vem uma menininha fã de crepúsculo querendo me desmoralizar, é isso mesmo? – Ele parecia evidentemente irritado.

– Desculpa, eu estava prestando atenção na sua peruca, o que você estava dizendo? – Perguntou Eloise, mas toda resposta que recebeu foi um pequeno ser de vermelho saindo apressado, afastando-se dela.

– Ei! Volta aqui, eu preciso saber para onde ir!

– Eu acho que você já sabe para onde ir – Disse Aiba, sua consciência. E era verdade, ela sabia, tinha visto o filme… Agora era o momento em que ela ia para o Castelo daquela princesa branquela. Suspirou, não sabia o caminho, então decidiu apenas seguir um caminho qualquer.

Andou, andou e caiu em um buraco. Sim, meus caros, mais um buraco.

A queda foi rápida, considerando que mais parecia um escorregador do que um buraco normal.

Quando, porém, parou de cair, encontrou-se em um lugar muito escuro, onde ela não conseguia ver absolutamente nada.

– E AGORA, SENHORAS E SENHORES, VAMOS VER A APRESENTAÇÃO DA NOSSA INCRÍVEL, FORMIDÁVEL! MEGA-POWER-SUPER-ESPECIAL MULHER CANHÃO! VAMOS LÁ, NO 3! QUERO TODO MUNDO CONTANDO COMIGO! 1… 2… 3!

E, nesse momento, Elô ouviu um barulho enorme e sentiu seu corpo ser lançado pelos ares. Não demorou muito até que ela estava voando sobre o País das Maravilhas, observando um turbilhão de flores coloridas passarem com velocidade, como se estivesse n’A Fantástica Fábrica de Chocolate, ou alguma coisa assim. Porém, algo a chamou a atenção, na parte de baixo, ela avistou um Gato, uma Lagarta, um Chapeleiro, um Rainha vermelha e uma Consciência cantando e dançando em um palco improvisado.

 Eu sabia! Exclamou para si mesma enquanto voava para longe, bem longe…

Agora, de volta ao presente…

-E foi isso que aconteceu. – Disse Elô. – Aí eu vim parar aqui. Não sei como, nem por que…

FIM!

Não, mentira, tem um pouquinho mais…

– Mas, ok, alguém sabe como tudo isso aconteceu? – Perguntou Yuri, curioso.

– Isso eu posso explicar! – Disse Aiba-consciência-de-corpo-inteiro-agora, entrando o aposento e chamando todas as atenções para ele. Todos queriam gritar, mas aparentemente algo impedia que eles o fizessem. Sim, o Aiba-consciência ganhou super-poderes e calou todo mundo.

– Então, tudo começou quando Elô caiu no buraco… Lá, ela acabou no lago dos crocodilos… Porém, mal sabia ela que há uma senha que, após ser dita, é levada para o QG de uma pessoa terrível, terrível, terrível. A senha, como ela deve se lembrar, é: “CROCODILOS! GAH! ME TIREM DAQUI!”, e assim ela foi levada para o quartel-general de um novo super-vilão. Lá, ela foi levada até uma incrível máquina capaz de prendê-la em um mundo fictício, completamente controlado pelos pensamentos mais alucinados de Elô. Lá, ela se perdeu e se encontrou várias vezes. Ela provavelmente não se lembra, mas enquanto ela imaginava que estava andando por um mundo inteiro, na verdade ela estava sendo cuidada por quatis mega-treinados para tratamento de unha, cabelo e massagem facial. Pelo menos até que o canhão estivesse pronto e ela fosse lançada de volta. Ah, eles usaram Seda, por isso o cabelo dela está tão lindo e brilhante…

Nesse momento, ele fez uma pausa para os patrocinadores

– Ou seja, Elô conseguiu achar o HQ de um vilão mais forte que vocês jamais viram. E, de acordo com a nova profecia, é ele que destruirá o mundo dessa vez… Mas, agora, o mais importante, o vilão é…

Nesse momento, ele explodiu em uma nuvem de purpurinas multicoloridas. Mas, como não havia muito que fazer além de limpar a sujeira, eles se contentaram em comer brigadeiro e conversar até o final do dia. Estavam felizes pela Elô estar de volta, então decidiram apenas esperar até que o vilão se mostrasse novamente. Aí, então, eles pensariam no problema.

Enquanto isso, no buraco…

 

Numa sala escura, uma pessoa estava sentada em seu negro trono. Em seu dedo do meio da mão esquerda, um anel brilhava intensamente enquanto ele acariciava um quati zumbi em seu colo. À sua frente, um monitor estava ligado. Estrelando, a Liga Brigadeiro Com Café, que mal sabia que estava sendo observada…

Continua…

Não, mentira, agora sim é o FIM! Pelo menos por enquanto…

B&C Secreto 2011 #02

De: Yuri
Para: Thi-chan

– Bom dia na cidade de Townsvi – KIHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAB!

Vinda de lugar nenhum, uma criatura estranha vestida de verde entra com uma voadora direto no peito do pobre narrador.

– L, quando pedi pra ser discreta, eu quis dizer NADA DE KIHAB! – um Yuri nervoso e agitado recolhia o corpo do narrador e escondia atrás de um sofá.

– Mas até parece que você não conhece a L, né Yuri – Thata, terminando de vasculhar o local em busca de outras pessoas, retorna ao grupo confirmando que o local está limpo – e devo confessar que essa ideia de visitar (P interrompe: InvadirCOF) a dimensão do Grande Narrador foi genial. De quem foi mesmo?

– MINHA! – responde Yuri.

– Nem dá pra acreditar né gente? – L, orgulhosa por ser uma das responsáveis pelos distúrbios na mente do pobre garoto – Por que viemos aqui mesmo?

– Bom, já que perguntou L, vamos relembrar o plano – enquanto fala, Yuri estende um grande papel em uma mesa ao lado do sofá, onde o corpo desmaiado repousava  – como podemos ver no diagrama que-MAS QUEM DESENHOU UMA GIRAFA AQUI? ÉLE!

– A culpa é da Luna que deixou o giz de cera perto de mim! O que você queria que eu fizesse? Guardasse? – L se defende prontamente, dando de ombros.

– GAH! Mas aqui tinha todo o plano e, droga! Ok, vamos improvisar. Thata, está vendo aquela janela ali? – Yuri aponta para uma cortina semi-aberta – preciso que você fique de vigia e, não importa quem apareça, desce o cacete!

– HAI, NI-SAN! – Thata incrementou seus poderes após um workshop com Capitão Nascimento, e agora podia identificar um mal elemento a quilômetros de distância.

– Ok, valeu Thata. Agora, voltando: estamos aqui por uma única coisa, que é narrar o aniversário do Thi-chan de maneira que nada de errado aconteça como na última vez que deixamos a L responsável por organizar a festa.

– Não se esqueça que ela liberou aquele dragão verde gigante que cuspia caramelo bem em cima de uma das namoradas do Thi, Yuri – P, sabiamente pontuando um fato importante da festa.

FLASHBACK

– CONSEGUI PEGAR A CALCULADORA DO THI CHAN EEEEE! – L correndo e batendo palminhas, e esquecendo que estava com o aparelhosuperpoderosonasmãos apertou todos os botões juntos.

– NOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – Thi gritou, enquanto enterrava os joelhos no chão e chorava descontroladamente – COMO isso foi acontecer? QUEM deixou a L pegar o controle?

– Mas Thi, são muitos botões e eu- uma rajada de caramelo ardente interrompe L- GAH! QUENTE QUENTE QUENTE!

– L, o que você fez? Thi! Tem um DRAGÃO voando no seu aniversário!

– Gente, a Lhaisa sempre surpreende né? Esses meninos! – a mãe do Thi, sem desconfiar que a culpa, na verdade, é do filho, que esconde um laboratório super secreto embaixo da cama, além de ser presidente e membro da OSMBPDM – Organização Secreta de Mentes Brilhantes Poderosas para a Dominação Mundial.

– Vamos procurar abrigo enquanto pensamos em uma estratégia! Thi, vem! – Yuri chama Thi, mas ele se encontra em uma poça de depressão, em um cantinho escrito, com legendas vermelhas enormes sobre ele, nas quais era possível identificar a palavra “DERROTADO” – droga! P, leve todos pro laboratório, vou buscar o Thi! E amarre a L!

– Ok! Podeixar! TODO MUNDO JÁ PRA DENTRO! VOU CONTAR ATÉ TRÊS! UM…

Não precisou contar o dois. Logo, só se encontravam Yuri, Thi-deprimido, L amarrada em uma árvore, Thata e P, todos prontos pro combate.

– Thi, para de drama, precisamos de você pra arrumar a calculadora! – P, em tom de mãe, mas não funcionou, já que o menino estava imerso em seus pensamentos repetindo palavras sem sentido como abobora, cachorro e caramelo fumegante.

– Pelo jeito, vai ser com a gente mesmo, Yu – Thata se posiciona com as mãos na altura do peito, pega o iPhone e seleciona um aplicativo, enquanto pronuncia: iCHAVE QUE GUARDA O PODER GENÉRICO, MOSTRE SEUS VERDADEIROS PODERES SOBRE NÓS, E OFEREÇA-OS A MIM, PORQUE SENÃO TE QUEBRO NO MEIO! – uma luz rosa rodeou a Thata, enquanto um samba acompanhava sua transformação superpoderosa, e logo, nossa heroína estava vestida pra guerra – literalmente.

– BHUGOI! – L, que também estava amordaçada além de amarrada, comentou o ocorrido.

– Nossa Thata, que demais! – diz P.

– É que você não viu ainda os aplicativos novos de combate!

E você deve estar se perguntando, caro leitor, o QUE DIABOS o dragão-verde-cuspidor-de-caramelo-fumegante estava fazendo neste meio tempo. Bom, como ele é um dragão, e voa, resolveu passar o tempo destruindo as redondezas, mais que óbvio.

– Thi, REAJA MENINO! – Thata usa o aplicativo da força de vontade, que dá a ela o poder do TAPA DE REALIDADE. O pobre rapaz é atingindo em cheio, e desperta de seu transe melancólico.

– Merlin! Obrigado Thata!

– Imagina!

– Thi, você precisa consertar a calculadora rápido. A L desconfigurou ao apertar vários botões ao mesmo tempo – Yuri, preocupado, enquanto ajudava a P a vestir a roupa de vampiro dela. (a gente precisa mesmo vestir essas roupas Yuri? – P, ainda duvidando daquilo) Claro que sim! Temos que salvar o mundo com estilo! Ninguém mandou você não ter aplicativos como a Thata! (eu tenho dentes! Afiados! \o/)

– Na verdade, o que aconteceu foi que a L não ativou nada. A calculadora está sem bateria. – diz Thi, analisando o objeto.

Todos param, incrédulos.

– O que aconteceu então? – questiona Thata.

– Ainda não sei. Mas não foi só o dragão que veio para nossa dimensão.

PAUSA DO FLASHBACK

– Mas hein, esse flashback vai durar até quando? – P, com sono.

– Espera né, afina é a drama queen que tá contando- mas L não pode terminar, porque uma cadeira voou na direção dela, coincidentemente vindo da mesma direção que Yuri estava. – EI!

VOLTA PRO FLASHBACK

– ENTÃO COMO EU IA DIZENDO, não foi só o dragão-verde-cuspidor-de-caramelo-fumegante que veio para essa dimensão. De acordo com esse relatório dos portais dimensionais da Terra, veio um monstro-mágico de dimensões aleatórias para cada ideia aleatória que a L já teve. – Thi arranca uma série de papeis da calculadora (que agora tinha uma impressora embutida) e distribui entre os presentes.

– Ok… mas isso não quer dizer nada. – diz Yuri.

– Não mesmo. Só quer dizer que foi mais um daqueles distúrbios da imaginação da L quando ela está muito feliz.

– Ah, tá. – todos concordam.

– E como resolvemos isso? – P pergunta – Eu já estou toda vestida e pronta pra matar!

– Acredito que precisamos apenas fazer a L dormir e tudo se resolve.

– NÃO! EU DEMOREI HORAS escolhendo essas roupas pra vocês! – diz Yuri triste – TUDO SUA CULPA L! – e sai batendo o pé.

– Bom, então P, já que você é mãe, você faz a L dormir. – Thata desliga o aplicativo e volta ao normal.

– É. – Thi guarda a calculadora – quem quer jogar Mortal Kombat?

– EU! – e todos saem sorridentes.

– Mas, mas, porque EU? – P, revoltada, indignada, encara L, resgatando toda a “mãe” que ela deixou um pouco pro Rodrigo em Curitiba,  enquanto ele cuidava da Luna com pão e jujubas – vai me dizer que você tomou energético de novo L?

L tenta murmurar algo, mas não conseguiu, pois sua língua estava dormente, a boca amordaçada e os braços, presos. Fez tudo que a situação lhe permitia: virou os olhos fingindo que não escutava nada.

– Quantos você tomou?

– MAMBfSMf.

– Ahn?

P resolveu usar seus poderes vampíricos, e desmaiou L.

 FIM DO FLASHBACK

– Por isso estamos aqui, na sala de onde TODO o universo é controlado: o escritório do… – Yuri faz uma pausa dramática, enquanto terminava com um sussurro – Grande Narrador… – e olhou ao redor desconfiado, como se estivesse sendo vigiado.

– Deixa comigo! Vou narrar uma festa de aniversário bem legal pra ele! – L, já se preparando pra ir ao Microfone-que-tudo-concretiza. Yuri tentou alcança-la, mas não conseguiu, pois tropeçou no pé do corpo, que não ficou atrás do sofá. P e Thata nem ligam muito, pois querem se divertir com a situação. L pigarreia, faz uma voz meio rouca, e começa – Era uma noite esquecida pelas estrelas. Um garoto caminhava pelas ruas silenciosas de sua imaginação, quando um meteoro verde interrompe o fluxo dos ventos-que-anunciavam-a-mudança-dos-tempos e se torna a pedra em seu caminho, abrindo uma imensa cratera entre sua casa e a loja de videogames e um gato-unicórnio-verd-

– VÉLE! É pra fazer algo pro aniversário dele! – interrompe Yuri, jogando ela pra longe do microfone com uma jogada de corpo – ENTÃO TUDO CORREU BEM NO ANIVERSÁRIO DO THI E-

– EU INVOCO A ELO-LHAISA! – E jogando uma pokébola na cabeça do Yuri, um clone da Lhaisa irrompe da luz verde (ela configurou a pokébola porque sempre achou a cor vermelha chata).

– LUCKY MAN! – L gritou em coro, com a Elo-L que saiu do instrumento.

– Elo? Você virou um pokémon? – P e Thata observavam a situação, intrigadas, agora sentadas no sofá, comendo pipocas fresquinhas, feitas pelo aplicativo que Thata baixou, aproveitando a internet de velocidade infinita do G. N.

– Na verdade, eu e a L temos uma pokébola que invoca uma a outra em situações de necessidade extrema. É muito útil quando estamos longe. (a minha é roxa, olha!) Como eu, que na verdade, deixei um bunshin em São Paulo, na casa da minha vó, enquanto vim aqui ajudar. Então L, o que você precisa?

– Vamos derrotar o Yuri! Você segura ele enquanto eu narro o aniversário do Thi!

– HAI! – e Elo parte em direção ao Yuri com toda a braveza que sua carinha fofa conseguia expressar – PREPARE-SE, Yu! Não terei dó de você! – Elo fez uma rápida sequencia de gestos com a mão, e estendeu a palma da mão no chão, dizendo “KUCHYOSE NO JUTSU!”.

– Não pode ser! Você sabe usar esta técnica! – Yuri se afastou com medo, espanto e cautela, enquanto o ambiente era preenchido por gelo seco verde e roxo, e raios de luz verde começaram a despontar de todos os cantos. Uma estrutura cilíndrica de dez metros de diâmetro (sim, a sala era bem grande) surge do chão, e cinco sombras são identificadas por todos, as quais lembravam um bando de pavões desconfigurados.

– YOOOOOOOOOO! – 5 rapazes vestidos de pena acenavam sorridentes.

– GAH! – todos.

– Hehehehe – Elo, orgulhosa de seu treinamento na colônia japonesa de Campinas.

VEVERYBODY ZENSHI! \o/ \o/ \o/

Logo, todos estavam dançando ao som de Arashi, embora não tenha durado mais que meia hora, que era o limite máximo da técnica da Elo. Mas Thata estava satisfeita, pois tirou várias fotos do Sho, enquanto Yuri abraçava o Nino e a Lhaisa gritava palavras em japonês como SUGEEEE e ERA PRA DISTRAIR O YURI ELO MAS TUDO BEM e corria com o Aiba pelo local, completamente desgovernada e de olhos fechados, com os braços pra cima.

Todos estavam cansados. Menos a P, que não gosta de Arashi.

– To com fome. – Yuri abrindo a geladeira e pegando energético e chocolate pra todos, enquanto comentavam e riam do breve show.

– Nunca pulei tanto na minha vida! – diz L, sorrindo satisfeita.

– Eu tirei várias fotos! – Thata apresentava um slide com todos os momentos marcantes daquele momento inesquecível.

– Pena que o Thi não estava aqui né? – diz Elo.

– Pois é, mas a gente leva doce pra ele e- L é interrompida por uma voz misteriosa vinda do além.

– Ai… quem bateu na minha cabeça?

– MELDELS ELE ACORDOU! – Thata, desesperada, dá outra voadora no G.N., voltando para a roda – bom, temos que decidir o que narraremos pro aniversário do Thi.

– DRAGÕES! – L.

– NÃO! – Todos.

– RINOCERONTES! – L, de novo.

– NÃO! – Todos.

– Só de vocês estarem comigo já estou feliz, amigos. – voz misteriosa.

– OWN! – L.

– L, não achou estranho uma voz, do além, falar isso? – P.

– Thata, rápido, use seu aplicativo que detecta calor. – Yuri, a postos para qualquer situação.

– Gente, pra que o desespero? É o Thi. – e puxa do nada um lençol, que até então estava invisível, revelando um Thi, com coca numa mão e brigadeiro na outra.

– Oi!

– … – todos.

– Você estava nos vigiando? – Thata, em um misto de alegria/raiva/vontade de quebrar alguém.

– É… pode-se dizer que era quase isso. Na verdade eu estava aqui antes, vigiando o G.N., fazendo anotações para a dominação mundial e tudo mais. Então vocês chegaram e, bem, o resto já sabem.

– Então, nossa festa surpresa, já era? – Yuri, amargurado, se joga no sofá como uma diva traída.

– Ééé… pode ser que sim. – Thi.

– ADOREI! Como conseguiu o manto de invisibilidade, Thi? – L e Elo, se cobrindo, e descobrindo, a todo instante. Vira, e enquanto o Thi fala, cobre e descobre ele.

– Bom, eu invadi o mundo do Harry Potter (L joga o manto), e já que ele ão usava mais (tira o manto) resolvi pegar emprestado pra sempre (joga o manto). Não é difícil quando se tem um a calculadora (tira o manto) como essa.

– Ah, bom, já que nos resolvemos, vamos lá em casa ver um show do Arashi? – sugere Thata.

– Melhor jogarmos brigadeiro com café – sugere P – já que sou maioria e imortal.

– Eu também sou imortal! Sou um shinigami! – Yuri protesta.

– Tá, tá, Yuri, senta lá. – diz L.

E assim, todos voltaram felizes pra sua dimensão, pra comer brigadeiro com café, ouvir Arashi e cometer bullying com o amigo alternativo selecionado Yuri.

B&C Secreto 2011 #01

Ok, super atrasados, mas vamos postar todos o/

De: Lhaisa
Para: Yuri

Leoninos: pontos de luz essenciais no palco do universo

No mundo existem as mais variadas e extraordinárias criaturas, mas de todas elas uma se destaca absoluta quando o critério é pensar que está acima das outras. Esse ser, repleto de – segundo eles – qualidades que ofuscam qualquer um de seus inevitáveis defeitos, conquista seu lugar sob os holofotes sem muita dificuldade, simplesmente porque corre atrás do facho de luz onde quer que ele esteja. Estes são os nossos amigos alternativos selecionados: os leoninos.

Agora, para conhecer melhor essas fascinante seres, existem alguns pontos básicos e importantes que devem ser levados em conta, já que são essenciais para que você possa manter um leonino em nível minimamente suportável ao seu lado. Conheça 10 desses pontos:

1) Leoninos são comunicativos. Comunicativos demais e não importa se a sua comunicação seja reciclada de algum outro leonino, são falas que merecem ser eternizadas para guiar o caminho da humanidade. Por isso, cuidado ao entregar um microfone nas mãos de um deles;

2) Leoninos caminham decididamente em direção ao sucesso e só se contentam com glória ou no  mínimo dinheiro suficiente para comprar um super videogame de última geração todo o mês.

3) Leoninos não perdem, apenas se deixam superar para que as pessoas reconheçam que a pose de humildes também lhes caem muito bem de vez em quando;

4) Leoninos não têm amigos no Facebook ou seguidores no Twitter. Ele tem fãs aos quais permite saberem em primeira mão sobre seus passos através das Redes Sociais;

5) Leoninos são ambiciosos e vaidosos, mas como não se deixam aprisionar pelos limites impostos da sociedade, nem sempre sua medida de ambição e vaidade é vista como aceitável. Por isso, quando um leonino acordar e decidir se vestir com se estivesse indo para a premier mundial do filme da sua vida – mesmo que apenas esteja indo para a feirinha comer pastel – não conteste;

6) Leoninos pensam grande e enxergam o futuro sob uma ótica brilhante e colorida. Então, nunca tente desencantá-lo lhe contando coisas como leis, impostos, limites territoriais instransponíveis ou dimensão inalcançável, isso só vai alimentar a sua força de vontade em alcançar seu objetivo;

7) Leoninos são dramáticos por natureza. Se ele lhe conta em detalhes, gestos e interpretações como acordou de manhã e o leite da geladeira tinha acabado, aplauda no final. É o mínimo que ele espera;

8) Leoninos são líderes, mesmo que ninguém tenha votado neles. Uma dica para evitar que leoninos se prontifiquem a serem líderes de alguma ou qualquer atividade é criar um departamento/cargo exclusivo para ele, onde ele pense que está fazendo algo fundamental que apenas um leonino pode fazer;

9) Leonino é leal e espera lealdade dos outros mesmo que em um nível mínimo. Portanto, cuidado ao excluí-lo da sua lista de convidados. Caso a exclusão seja inevitável, trate de marcar um compromisso exclusivo com o seu amigo leonino, para que ele se sinta especial e entenda o outro compromisso ao qual não será convidado como uma simples obrigação sua perante a sociedade com seus outros amigos menores.

10) Leoninos se magoam muito fácil. Tome muito cuidado principalmente com os últimos pedaços de doces que estão na geladeiras: eles sempre serão os tesouros de um leonino e comê-los só o fará receber uma terrível maldição eterna e hereditária.

Se você zelar por esses 10 pontos, com certeza conseguirá conviver tranquilamente com seu amigo leonino, o deixando feliz – sem risco de abrir um vórtice dimensional no tempo e espaço que irá sugar todo universo e que com certeza o leonino alegará ser toda e exclusivamente culpa sua… E os leoninos viveram felizes para sempre \o/