FIC THI-CHAN – Manual do Mot-Mot

Manual de um capítulo de lições que o Thi-chan pode ensinar ao Mot-Mot (ou não)

Prólogo

Mot-Mot estava concentrado em sua aula de Yoga, respirando e alongando para fazer seu chi fluir. Entretanto, sua mente não estava relaxada. Ele estava, como sempre, estressado e sobrecarregado de coisas para fazer, desde dominação mundial à se livrar da LAP.

BAM!

– MESTRE, MESTRE! SOCORRO, ELES ESTÃO VINDO! – Gritou Eito-Black adentrando a sala super-secreta balançando freneticamente os braços no ar e correndo em círculos ao redor do Mot-Mot.

– E lá se foi minha aula de yoga. – Disse ele pegando a esteira no chão e suspirando conformado enquanto L, A, P, Yuri e Thata surgiam na sala e iniciavam uma formação estilo meninas-super-poderosas.

“Você está cansado dessas pessoas que impedem seus planos de dominação mundial?”

Mot-Mot acenou positivamente para o holograma da cabeça de Zordon que flutuava no centro da sala enquanto o resto realizava uma estranha dança tribal câmera lenta.

“Está cansado dessas pessoas traumatizarem os seus servos?”

Ele olhou para o Eito Black, que estava abraçado nos joelhos e rodando pela sala um pouco antes de seguir para um canto e montar um altar para louvar a deusa-minhoca. Novamente acenou positivamente.

“E ainda mais cansado dessas pessoas te fazendo passar vergonha na frente de seus entes queridos?”

Mot-Mot olhou para uma foto dele com os irmãos e lembrou-se dele ser chamado de inútil e sempre estar sob eles. Acenou que sim novamente e sentiu uma vontade imensa de procurar um buraco e se esconder.

“Ótimo, tenho o que você precisa! Tudo por um preço razoável de 199,99 R$ mensais!”

Mot-Mot olhou para ele desconfiado e cruzou os braços.

– Prove que funcionará!

Eis então que tudo se iluminou.

Capítulo um – Como torturá-los

L havia acabado de acordar e sua cabeça girava. Olhou ao redor e não sabia onde estava, mas isso era comum para ela. Ao tentar se mover, entretanto, não conseguiu. Seu corpo estava atado à uma cadeira por cordas incrivelmente resistentes. Tentou gritar, se soltar, se debater, contudo nada funcionava. Foi quando uma música estranha começou a tocar que ela notou a TV que estava a sua frente.

No começo tudo estava bem, até o momento em que seres de oito patas e aparência amedrontadora surgiram na tela e, ao redor do globo de vidro onde ela estava, diversos desses seres apareceram também.

– GAAAAAAAH! ARACNOFOBIA NÃÃÃO! ARANHAS NÃÃÃÃÃAO! POR FAVOR, MOT-MOT, ME TIRA DAQUI! PROMETO SER BOAZINHA! – O desespero era evidente em sua voz conforme ele ameaçava abrir uma portinhola e deixar as aranhas entrarem.

– Me conte seus planos, espiã.

– Você realmente deveria parar de ver filmes de terroristas, Mot-Mot… NÃO, ARANHAS NÃO, POR FAVOR! GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

-//-

– MAIS, MAIS! – Gritou Mot-Mot assim que a ilusão se desfez.

“199,99 por mês.”

Ok, ok, eu pago. – Ele tirou a primeira mensalidade da sua carteira em formato de planeta Terra (sempre que podia a usava para brincar de dominação mundial)

“Perfeito! Então vamos continuar.”

-//-

A acordou na mesma sala que a L na ilusão anterior: uma sala completamente branca com um globo de vidro no meio, onde ela estava presa. Mot-Mot estava do lado de fora e olhava com um olhar superior para sua presa. No entanto, dessa vez ela não estava atada pelas cordas super-powerpuffs de Mot-Mot, mas sim solta e livre para se mover dentro do globo.

– Me tira daqui agora. – Ordenou A.

– Me conte os segredos da LAP! – Pediu ele.

– Nunca! – Retrucou A andando até ficar o mais próximo dele que conseguia e começou a bater no vidro.

– Veremos. – O olhar de superioridade dele permanecia quando ele apertou o botão vermelho.

– Espera aí, esse botão não estava aí antes! – Reclamou A.

– Isso é uma ilusão, queria o que?

Contudo, não houvera tempo para uma resposta, o botão foi acionado e uma parte da sala e do vidro se abriram, permitindo que uma multidão de crianças viessem correndo e se organizassem em ordem alfabética e por tamanho dentro do globo (não reclame, ainda é uma ilusão). O vidro se fechou no momento em que a ultima criança entrou.

– Agora todos vocês estão ao cuidado da Tia A!

– Me tire daqui ago- – Nunca saberemos o fim dessa frase pois, no momento seguinte, A fora soterrada por uma avalanche de crianças alegres querendo sua atenção.

– OK, OK, EU CONTO!

-//-

O coração de Mot-Mot foi preenchido por um raio de esperança.

-//-

Novamente a mesma sala, entretanto agora não havia o globo e a P estava presa no centro, atada igualmente a primeira. Dessa vez não havia TV, mas o Mot-Mot se encontrava do lado de fora.

– O que você está tramando, Mot-Mot? – Inquiriu P com uma sobrancelha levantada.

– Onde fica o esconderijo da LAP, me conte!

– Jamais! – Respondeu ela firmemente.

– Então você não me deixa outra escolha… Eito, deixe o primeiro entrar. – Pediu Mot-Mot delicadamente.

Uma porta se abriu e um ser loiro e cabeçudo entrou na sala.

POW! E recarregou a espingarda.

– POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? ELE ERA LOIRO E E E… – P começou a se desesperar.

– Próximos!

A porta abriu-se novamente, dessa vez deixando dois seres loiros entrarem.

– NÃÃÃÃO! O LÉGOLAS E O DRACO NÃO! EU CONTO, EU CONTO.

-//-

Mot-Mot agora saltitava de alegria, estava chegando o dia em que ele enfim se livraria daquelas crianças e daquele cachorro estú- Ops, fala errada. Estava chegando o dia em que ele enfim se livraria daquelas ignóbias criaturas que ousaram o aprisionar com um contrato.

-//-

Mesma sala (L: Eita, Mot-Mot sem criatividade!), só o alvo mudara e a sala estava agora menos iluminada. Thata (Thata: Oxe, sobrou para mim?) estava igualmente amarrada na cadeira. Mot-Mot estava do mesmo jeito que nas outras ilusões, contudo dessa vez havia uma pilha enorme de papéis amontoados.

– Me conte onde você escondeu o Eito Black! – Pediu ele quase em prantos devido ao seu leal escudeiro desaparecido.

– Não sei de nada! – Respondeu Thata.

– Tenho testemunhas que relatam que você estava, na noite de quinta-feira, carregando um oriental no seu ombro, amarrado e amordaçado. Me diga onde está o Eito! – Ordenou.

– Mas… Aquele era o Sho.

– … Argh! – Disse ele tirando o primeiro item da pilha de papel: Um pôster do Arashi. Exibiu-o como uma daquelas assistentes de mágicos que giram um objeto para provar que não é um truque, mas que na verdade era um truque e sua função era enganar os espectadores. Então o rasgou.

– QUE?! NÃO FAÇA ISSO! MEU PÔSTER, MEEEEU! TIRA, TIRA A MÃO! NÃO, NÃO! NÃO PEGUE OUTRO, NÃO RASGUE, NÃO OUSE RASGAR MEUS PÔSTERES! – Berrou Thata enquanto ele pegava o próximo.

– Simples: Me diga onde ele está!

– … Ok, eu digo!

-//-

Mot-Mot refletia se realmente precisaria dessa parte, entretanto sabia que informação era poder, então seria o mais poderosos do universo após aquela sessão. Havia feito um pacote de pipoca de microondas e agora o aproveitava enquanto a nova ilusão começava.

-//-

Agora a sala aparentava estar desbotando. No centro dela estava Yuri, amarrado no chão e com uma venda nos olhos.

– Ah! Onde eu estou?! Cadê a luz? – Perguntou Yuri tentando ver algo através da faixa.

– Me diga! – Mandou Mot-Mot.

– Te dizer o quê?!

– Não sei, só me diga!

– Mas eu não sei o que dizer! Aaah!

– Pois bem, veremos se você não diz depois disso. – Concluiu Mot² um pouco antes de retirar do bolso um fone de ouvido e colocar nos ouvidos do vegetariano. Tirou um CD-player do bolso e apertou o play.

Yuri sentiu o objeto ser colocado ao redor de seus ouvidos e esperou uma música tocar. Entretanto, tudo o que ouviu foi uma voz repetindo:

Você não é a pessoa mais importante do universo. Seus amigos não gostam de você. Seus gatos também não te acham importante. Você não é a pessoa mais importante. Você não é. Você não é…”

E assim se repetia diversas vezes (e de vez em quando surgia a voz do Thi-chan dizendo: “Você não come carne. Você não toma coca.”, porém ele não prestou atenção nessa parte). Logo após começar a terceira repetição, Yuri gritou:

– OK, EU CONTO, EU CONTO! MAS FAZ ISSO PARAR!

– Há! – Mot-Mot disse triunfante.

-//-

O cenário mudou, era dia das crianças e Thata, Thi-chan, Yuri e a LAP estavam reunidos ao redor da mesa brincando de Brigadeiro com café concentradamente. O cronômetro girava no centro da mesa até dar o tempo de trocar de folha. PLIM! Era hora de trocar.

As horas passaram e eles continuaram se divertindo sem parar, até que P perguntou:

– Thi-chan, como você conseguiu fazer com que o Mot-Mot cuidasse da Luna e de todas as outras crianças do bairro da L?

– Então, se lembram daquele dia que ele foi no dentista? Então, ele estava um pouco… Alterado quando voltou para o esconderijo.

-//-

Thi-chan entrou na sala super-mega-hiper-que-qualquer-um-consegue-invadir e olhou ao redor. Não viu nada que pudesse ser útil na sua tarefa de construir androides de alta tecnologia e decidiu sair da sala. Entretanto, antes que chegasse a porta, ouviu um murmúrio vindo de um canto da sala.

Ele olhou ao redor novamente e viu Mot-Mot sentado em um canto da sala. Aproximou-se e viu que o vilão dormia. Contudo, aquilo estava estranho. Talvez ele tenha achado isso porque Sr.Dumau babava, ou porque sua boca estava aberta mostrando gazes de uma recém cirurgia dental, ou até mesmo porque murmurava “Hê, não é o mais importante, não é.

– AGORA É A VEZ DAQUELE ELFO! – Gritou Mot-Mot e balançou os braços fazendo Thi-chan se afastar. Entretanto, ele ainda dormia e Thi decidiu se aproximar novamente.

-//-

A sala não era nada igual a de tortura dos outros. A ilusão estava ainda mais desbotada e qualquer outra coisa que não fossem as pessoas (Mot e Thi-chan) era um borrão indefinível. Thi-chan estava em pé ao lado do Mot-Mot, que olhava ao redor confuso.

– Hum… Vamos ver como tortura-lo – Disse o vilão esfregando as mãos em uma pose de supervilão.

– Torturar quem? – Pediu o Elfo.

– Você, oras! Ignóbil criatura que nem sabe que será torturada até me contar todos os mais secretos segredos da LAP.

– … Ok, para me torturar o que você precisa fazer é assinar essa folha em branco. – Um *PLIM* e uma folha de papel e uma caneta apareceram.

-… Bem, se essa ilusão é minha, você deve ser parte do meu subconsciente e eu sempre estou certo, então assinarei. – Concluiu Mot-Mot pegando a caneta e indo assinar o papel.

– NÃO, NÃO FAÇA ISSO, POR FAVOOOOOOR~ – Thi-chan suplicou falsamente enquanto ele aproximava a caneta do papel.

– Hehehe – E assinou seu nome.

-//-

– Aaaaaah! – Os outros exclamaram após Thi-chan contar-lhes a história, agora com o contrato em mãos – E ainda dei um jeito dele nunca poder usar o que descobriu contra vocês, adoro contratos mágicos do mundo dos elfos. – E sorriu.

-//-

Yuri: Parando para pensar… Mot-Mot descobriu uma maneira de torturar todos nós, menos o Thi-chan…

P: É…

L: Isso não é justo!

Thi: Claro que é! Eu escrevi. *Cruza os braços*

Thata: Não vale!

*Shuá!*

Eis que surge uma figura no centro da sala usando um grande manto verde-limão.

Ser verde-limão: ELE TEM CÓCEGAS! *Aponta para o Thi-chan*

Thi: AH! PLOC, PLOC, PLOC!

*PLOC*

A figura sumiu.

A, L, P, Thata, Yuri: Huuuuuuum…

Thi: Não.

Entretanto, isso não for a o suficiente para impedí-los de se aproximarem. E foi nesse dia que Thi-chan jurou nunca mais usar viagem do tempo em uma fanfic.

(Obviamente o autor não colocaria a maneira verdadeira de ser torturado. Portanto, vocês nunca saberão como.)

FIM!

2 thoughts on “FIC THI-CHAN – Manual do Mot-Mot

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