B&C Secreto 2011 #02

De: Yuri
Para: Thi-chan

– Bom dia na cidade de Townsvi – KIHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAB!

Vinda de lugar nenhum, uma criatura estranha vestida de verde entra com uma voadora direto no peito do pobre narrador.

– L, quando pedi pra ser discreta, eu quis dizer NADA DE KIHAB! – um Yuri nervoso e agitado recolhia o corpo do narrador e escondia atrás de um sofá.

– Mas até parece que você não conhece a L, né Yuri – Thata, terminando de vasculhar o local em busca de outras pessoas, retorna ao grupo confirmando que o local está limpo – e devo confessar que essa ideia de visitar (P interrompe: InvadirCOF) a dimensão do Grande Narrador foi genial. De quem foi mesmo?

– MINHA! – responde Yuri.

– Nem dá pra acreditar né gente? – L, orgulhosa por ser uma das responsáveis pelos distúrbios na mente do pobre garoto – Por que viemos aqui mesmo?

– Bom, já que perguntou L, vamos relembrar o plano – enquanto fala, Yuri estende um grande papel em uma mesa ao lado do sofá, onde o corpo desmaiado repousava  – como podemos ver no diagrama que-MAS QUEM DESENHOU UMA GIRAFA AQUI? ÉLE!

– A culpa é da Luna que deixou o giz de cera perto de mim! O que você queria que eu fizesse? Guardasse? – L se defende prontamente, dando de ombros.

– GAH! Mas aqui tinha todo o plano e, droga! Ok, vamos improvisar. Thata, está vendo aquela janela ali? – Yuri aponta para uma cortina semi-aberta – preciso que você fique de vigia e, não importa quem apareça, desce o cacete!

– HAI, NI-SAN! – Thata incrementou seus poderes após um workshop com Capitão Nascimento, e agora podia identificar um mal elemento a quilômetros de distância.

– Ok, valeu Thata. Agora, voltando: estamos aqui por uma única coisa, que é narrar o aniversário do Thi-chan de maneira que nada de errado aconteça como na última vez que deixamos a L responsável por organizar a festa.

– Não se esqueça que ela liberou aquele dragão verde gigante que cuspia caramelo bem em cima de uma das namoradas do Thi, Yuri – P, sabiamente pontuando um fato importante da festa.

FLASHBACK

– CONSEGUI PEGAR A CALCULADORA DO THI CHAN EEEEE! – L correndo e batendo palminhas, e esquecendo que estava com o aparelhosuperpoderosonasmãos apertou todos os botões juntos.

– NOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – Thi gritou, enquanto enterrava os joelhos no chão e chorava descontroladamente – COMO isso foi acontecer? QUEM deixou a L pegar o controle?

– Mas Thi, são muitos botões e eu- uma rajada de caramelo ardente interrompe L- GAH! QUENTE QUENTE QUENTE!

– L, o que você fez? Thi! Tem um DRAGÃO voando no seu aniversário!

– Gente, a Lhaisa sempre surpreende né? Esses meninos! – a mãe do Thi, sem desconfiar que a culpa, na verdade, é do filho, que esconde um laboratório super secreto embaixo da cama, além de ser presidente e membro da OSMBPDM – Organização Secreta de Mentes Brilhantes Poderosas para a Dominação Mundial.

– Vamos procurar abrigo enquanto pensamos em uma estratégia! Thi, vem! – Yuri chama Thi, mas ele se encontra em uma poça de depressão, em um cantinho escrito, com legendas vermelhas enormes sobre ele, nas quais era possível identificar a palavra “DERROTADO” – droga! P, leve todos pro laboratório, vou buscar o Thi! E amarre a L!

– Ok! Podeixar! TODO MUNDO JÁ PRA DENTRO! VOU CONTAR ATÉ TRÊS! UM…

Não precisou contar o dois. Logo, só se encontravam Yuri, Thi-deprimido, L amarrada em uma árvore, Thata e P, todos prontos pro combate.

– Thi, para de drama, precisamos de você pra arrumar a calculadora! – P, em tom de mãe, mas não funcionou, já que o menino estava imerso em seus pensamentos repetindo palavras sem sentido como abobora, cachorro e caramelo fumegante.

– Pelo jeito, vai ser com a gente mesmo, Yu – Thata se posiciona com as mãos na altura do peito, pega o iPhone e seleciona um aplicativo, enquanto pronuncia: iCHAVE QUE GUARDA O PODER GENÉRICO, MOSTRE SEUS VERDADEIROS PODERES SOBRE NÓS, E OFEREÇA-OS A MIM, PORQUE SENÃO TE QUEBRO NO MEIO! – uma luz rosa rodeou a Thata, enquanto um samba acompanhava sua transformação superpoderosa, e logo, nossa heroína estava vestida pra guerra – literalmente.

– BHUGOI! – L, que também estava amordaçada além de amarrada, comentou o ocorrido.

– Nossa Thata, que demais! – diz P.

– É que você não viu ainda os aplicativos novos de combate!

E você deve estar se perguntando, caro leitor, o QUE DIABOS o dragão-verde-cuspidor-de-caramelo-fumegante estava fazendo neste meio tempo. Bom, como ele é um dragão, e voa, resolveu passar o tempo destruindo as redondezas, mais que óbvio.

– Thi, REAJA MENINO! – Thata usa o aplicativo da força de vontade, que dá a ela o poder do TAPA DE REALIDADE. O pobre rapaz é atingindo em cheio, e desperta de seu transe melancólico.

– Merlin! Obrigado Thata!

– Imagina!

– Thi, você precisa consertar a calculadora rápido. A L desconfigurou ao apertar vários botões ao mesmo tempo – Yuri, preocupado, enquanto ajudava a P a vestir a roupa de vampiro dela. (a gente precisa mesmo vestir essas roupas Yuri? – P, ainda duvidando daquilo) Claro que sim! Temos que salvar o mundo com estilo! Ninguém mandou você não ter aplicativos como a Thata! (eu tenho dentes! Afiados! \o/)

– Na verdade, o que aconteceu foi que a L não ativou nada. A calculadora está sem bateria. – diz Thi, analisando o objeto.

Todos param, incrédulos.

– O que aconteceu então? – questiona Thata.

– Ainda não sei. Mas não foi só o dragão que veio para nossa dimensão.

PAUSA DO FLASHBACK

– Mas hein, esse flashback vai durar até quando? – P, com sono.

– Espera né, afina é a drama queen que tá contando- mas L não pode terminar, porque uma cadeira voou na direção dela, coincidentemente vindo da mesma direção que Yuri estava. – EI!

VOLTA PRO FLASHBACK

– ENTÃO COMO EU IA DIZENDO, não foi só o dragão-verde-cuspidor-de-caramelo-fumegante que veio para essa dimensão. De acordo com esse relatório dos portais dimensionais da Terra, veio um monstro-mágico de dimensões aleatórias para cada ideia aleatória que a L já teve. – Thi arranca uma série de papeis da calculadora (que agora tinha uma impressora embutida) e distribui entre os presentes.

– Ok… mas isso não quer dizer nada. – diz Yuri.

– Não mesmo. Só quer dizer que foi mais um daqueles distúrbios da imaginação da L quando ela está muito feliz.

– Ah, tá. – todos concordam.

– E como resolvemos isso? – P pergunta – Eu já estou toda vestida e pronta pra matar!

– Acredito que precisamos apenas fazer a L dormir e tudo se resolve.

– NÃO! EU DEMOREI HORAS escolhendo essas roupas pra vocês! – diz Yuri triste – TUDO SUA CULPA L! – e sai batendo o pé.

– Bom, então P, já que você é mãe, você faz a L dormir. – Thata desliga o aplicativo e volta ao normal.

– É. – Thi guarda a calculadora – quem quer jogar Mortal Kombat?

– EU! – e todos saem sorridentes.

– Mas, mas, porque EU? – P, revoltada, indignada, encara L, resgatando toda a “mãe” que ela deixou um pouco pro Rodrigo em Curitiba,  enquanto ele cuidava da Luna com pão e jujubas – vai me dizer que você tomou energético de novo L?

L tenta murmurar algo, mas não conseguiu, pois sua língua estava dormente, a boca amordaçada e os braços, presos. Fez tudo que a situação lhe permitia: virou os olhos fingindo que não escutava nada.

– Quantos você tomou?

– MAMBfSMf.

– Ahn?

P resolveu usar seus poderes vampíricos, e desmaiou L.

 FIM DO FLASHBACK

– Por isso estamos aqui, na sala de onde TODO o universo é controlado: o escritório do… – Yuri faz uma pausa dramática, enquanto terminava com um sussurro – Grande Narrador… – e olhou ao redor desconfiado, como se estivesse sendo vigiado.

– Deixa comigo! Vou narrar uma festa de aniversário bem legal pra ele! – L, já se preparando pra ir ao Microfone-que-tudo-concretiza. Yuri tentou alcança-la, mas não conseguiu, pois tropeçou no pé do corpo, que não ficou atrás do sofá. P e Thata nem ligam muito, pois querem se divertir com a situação. L pigarreia, faz uma voz meio rouca, e começa – Era uma noite esquecida pelas estrelas. Um garoto caminhava pelas ruas silenciosas de sua imaginação, quando um meteoro verde interrompe o fluxo dos ventos-que-anunciavam-a-mudança-dos-tempos e se torna a pedra em seu caminho, abrindo uma imensa cratera entre sua casa e a loja de videogames e um gato-unicórnio-verd-

– VÉLE! É pra fazer algo pro aniversário dele! – interrompe Yuri, jogando ela pra longe do microfone com uma jogada de corpo – ENTÃO TUDO CORREU BEM NO ANIVERSÁRIO DO THI E-

– EU INVOCO A ELO-LHAISA! – E jogando uma pokébola na cabeça do Yuri, um clone da Lhaisa irrompe da luz verde (ela configurou a pokébola porque sempre achou a cor vermelha chata).

– LUCKY MAN! – L gritou em coro, com a Elo-L que saiu do instrumento.

– Elo? Você virou um pokémon? – P e Thata observavam a situação, intrigadas, agora sentadas no sofá, comendo pipocas fresquinhas, feitas pelo aplicativo que Thata baixou, aproveitando a internet de velocidade infinita do G. N.

– Na verdade, eu e a L temos uma pokébola que invoca uma a outra em situações de necessidade extrema. É muito útil quando estamos longe. (a minha é roxa, olha!) Como eu, que na verdade, deixei um bunshin em São Paulo, na casa da minha vó, enquanto vim aqui ajudar. Então L, o que você precisa?

– Vamos derrotar o Yuri! Você segura ele enquanto eu narro o aniversário do Thi!

– HAI! – e Elo parte em direção ao Yuri com toda a braveza que sua carinha fofa conseguia expressar – PREPARE-SE, Yu! Não terei dó de você! – Elo fez uma rápida sequencia de gestos com a mão, e estendeu a palma da mão no chão, dizendo “KUCHYOSE NO JUTSU!”.

– Não pode ser! Você sabe usar esta técnica! – Yuri se afastou com medo, espanto e cautela, enquanto o ambiente era preenchido por gelo seco verde e roxo, e raios de luz verde começaram a despontar de todos os cantos. Uma estrutura cilíndrica de dez metros de diâmetro (sim, a sala era bem grande) surge do chão, e cinco sombras são identificadas por todos, as quais lembravam um bando de pavões desconfigurados.

– YOOOOOOOOOO! – 5 rapazes vestidos de pena acenavam sorridentes.

– GAH! – todos.

– Hehehehe – Elo, orgulhosa de seu treinamento na colônia japonesa de Campinas.

VEVERYBODY ZENSHI! \o/ \o/ \o/

Logo, todos estavam dançando ao som de Arashi, embora não tenha durado mais que meia hora, que era o limite máximo da técnica da Elo. Mas Thata estava satisfeita, pois tirou várias fotos do Sho, enquanto Yuri abraçava o Nino e a Lhaisa gritava palavras em japonês como SUGEEEE e ERA PRA DISTRAIR O YURI ELO MAS TUDO BEM e corria com o Aiba pelo local, completamente desgovernada e de olhos fechados, com os braços pra cima.

Todos estavam cansados. Menos a P, que não gosta de Arashi.

– To com fome. – Yuri abrindo a geladeira e pegando energético e chocolate pra todos, enquanto comentavam e riam do breve show.

– Nunca pulei tanto na minha vida! – diz L, sorrindo satisfeita.

– Eu tirei várias fotos! – Thata apresentava um slide com todos os momentos marcantes daquele momento inesquecível.

– Pena que o Thi não estava aqui né? – diz Elo.

– Pois é, mas a gente leva doce pra ele e- L é interrompida por uma voz misteriosa vinda do além.

– Ai… quem bateu na minha cabeça?

– MELDELS ELE ACORDOU! – Thata, desesperada, dá outra voadora no G.N., voltando para a roda – bom, temos que decidir o que narraremos pro aniversário do Thi.

– DRAGÕES! – L.

– NÃO! – Todos.

– RINOCERONTES! – L, de novo.

– NÃO! – Todos.

– Só de vocês estarem comigo já estou feliz, amigos. – voz misteriosa.

– OWN! – L.

– L, não achou estranho uma voz, do além, falar isso? – P.

– Thata, rápido, use seu aplicativo que detecta calor. – Yuri, a postos para qualquer situação.

– Gente, pra que o desespero? É o Thi. – e puxa do nada um lençol, que até então estava invisível, revelando um Thi, com coca numa mão e brigadeiro na outra.

– Oi!

– … – todos.

– Você estava nos vigiando? – Thata, em um misto de alegria/raiva/vontade de quebrar alguém.

– É… pode-se dizer que era quase isso. Na verdade eu estava aqui antes, vigiando o G.N., fazendo anotações para a dominação mundial e tudo mais. Então vocês chegaram e, bem, o resto já sabem.

– Então, nossa festa surpresa, já era? – Yuri, amargurado, se joga no sofá como uma diva traída.

– Ééé… pode ser que sim. – Thi.

– ADOREI! Como conseguiu o manto de invisibilidade, Thi? – L e Elo, se cobrindo, e descobrindo, a todo instante. Vira, e enquanto o Thi fala, cobre e descobre ele.

– Bom, eu invadi o mundo do Harry Potter (L joga o manto), e já que ele ão usava mais (tira o manto) resolvi pegar emprestado pra sempre (joga o manto). Não é difícil quando se tem um a calculadora (tira o manto) como essa.

– Ah, bom, já que nos resolvemos, vamos lá em casa ver um show do Arashi? – sugere Thata.

– Melhor jogarmos brigadeiro com café – sugere P – já que sou maioria e imortal.

– Eu também sou imortal! Sou um shinigami! – Yuri protesta.

– Tá, tá, Yuri, senta lá. – diz L.

E assim, todos voltaram felizes pra sua dimensão, pra comer brigadeiro com café, ouvir Arashi e cometer bullying com o amigo alternativo selecionado Yuri.

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