FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 3 – E foi assim que tudo começou…

28/08/2012 – Em frente ao Kokuritsu

Fazia algumas horas desde que o show havia acabado e na frente do Kokuritsu se encontravam cinco seres parados com olhos brilhando. Alem de curtir o show com vista privilegiada, os visitantes ganharam uma atenção toda especial dos cinco integrantes do Arashi.  Todos ganharam kits especiais by Arashi com DVDs de Show e outros trabalhos dos integrantes e um daqueles celulares super-chiques que eles faziam propaganda.

Como bônus, a Thata ganhou pôsteres e fotos autografadas de todos os membros, Thi-chan ganhou um DS velho que Nino não usava mais, L ganhou alguns bichos de pelúcia (os verdes) do Aiba, Yuri ganhou desenhos especiais do Sho (e alguns do Ohno, que são desenhos de verdade) e a P ganhou vestidos costurados pelo próprio Jun (que decidiu dar porque os outros começaram a querer tirar foto quando ele os vestia), que os fazia como passatempo.

– … Thi, como viemos parar aqui? – após alguns minutos que eles ficaram parados admirando seus novos pertences, P perguntou com a voz rouca depois de gritar durante o todo o show. E nesse momento todos voltaram sua atenção para ele com curiosidade.

– Nada demais, só testei algo que aprendi na faculdade. – O elfo respondeu simplesmente.

–x–

28/08/2012 – Cinco minutos após o aparecimento no Show

A porta causou um estrondo ao ser aberta com demasiada força e deixou um pouco de luz entrar na câmara escura. Do lado de fora apenas uma silhueta imponente podia ser observada. O ser deu alguns passos para dentro da sala e bateu palmas, fazendo as luzes se acenderem.

– QUE IGNÓBIL CRIATURA OUSA PERTURBAR MEU SONO DE BELE- … REJUVELESCIMENTO FACI-… QUE IGNÓBIL CRIATURA OUSA ME PERTURBAR?! – Perguntou Mot-mot retirando as fatias de pepino cortado que cobriam seus olhos e olhando ao redor.

Pouco da parede branca da sala aparecia e até o teto estava completamente encoberto pelos cabos que gambiarravam pelo lugar, ligados ao que antigamente era o computador-supremo-dumal do Mot-Mot no centro da sala.

– EITO BLACK! CADÊ VOCÊ?

– A-Aqui. – Respondeu o Eito em um canto da sala enrolado entre os cabos.

– Como isso aconteceu? – Agora o Mot² tirava a toalha que estava amarrada na cabeça e limpava o creme verde que cobria seu rosto.

– Ali. – O ajudante apontou para uma pequena tela na máquina que estava no meio da sala.

Ele leu os cinco nomes que estavam escritos, coçou o queixo e fez uma pose de pensativo.

– … Que seja. – Concluiu, bateu palmas para apagar as luzes e saiu da sala para o seu sono de beleza.

– … Mestre? – Sussurrou eito na sala escura.

–x—

28/08/2012 – Em frente ao Kokuritsu – 5 minutos depois

– Aaaah! – Exclamaram todos após a breve explicação cientifica do Thi-chan sobre a gambiarra, mas o que eles entenderam foi: fio, computador e botão vermelho!

Todos continuaram em silêncio por mais alguns minutos, sentindo que faltava alguma coisa, entretanto ninguém conseguia se lembrar do que era. Eles andaram um pouco seguindo uma direção qualquer.

– Ah! Como nós vamos embora? – Perguntou Thata sendo a primeira a lembrar. Novamente toda a atenção foi para o elfo doméstico.

– Que foi? Eu fiz a minha parte, que era nos trazer aqui. – Replicou cruzando os braços.

– Hm… Ok, eu desenho a vaca! – Comemorou L e todos se lembraram da ideia da rifa que originalmente os levariam até ali.

Entretanto, antes que o resto deles pudesse comemorar a grande ideia e a P cair em desespero, tudo começou a tremer. Um clarão e todos sumiram.

A quantidade absurda de cabos amorteceu a queda dos cinco seres que surgiram do nada dentro da sala. Eles levantaram e se localizaram: aquela era a sala super secreta do Mot-mot. Porém, não fora isso que deixara os nobres intrusos que acabaram de voltar do show do Arashi paralisados, mas sim a A que estava parada com os braços cruzados e um olhar mal-encarado.

– A, por que tem dois orcs com vestidos de escoteiras atrás de você? – Perguntou L.

– É, e por que eles estão segurando Mot-Mot e o Eito Black? – Acompanhou P.

– Eles fazem parte da minha nova experiência e- – Ela pigarreou. – Não importa! Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu A apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

P, Thata, Thi-chan e Yuri apontaram para a L. L apontou para o Eito Black.

–x–

Bônus 2

Esconderijo do Mot-Mot – Realidade paralela nº 2

– Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu Mot-mot apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

L, P, Thata e Yuri apontaram para o Thi-chan. Thi-chan apontou para L.

– Como você ousa mexer na minha máquina?! Você tem alguma noção do que você pode ter causado? Essa máquina construída excepcionalmente por mim tem o poder de modificar não apenas o espaço, mas tambem o tempo em que vivemos! Você pode ter causado uma catástrofe! Essa máquina alterará algum fato muito importante que mudará a vida de vocês para sempre! – Ele deu uma pausa e bebeu um copo d’água – De acordo com os meus cálculos, vocês têm cerca de… – Ele tirou uma calculadora do bolso e começou a apertar os botões freneticamente – 105 anos para descobrir qual fato foi mudado antes que suas vidas tomem rumos diferentes! E vocês nem viverão para ter consciência disso! Um buraco negro se abrirá e o mundo todo será engolido! – A versão nerd do mot-mot terminou o discurso ofegante.

~~

Realidade paralela nº2 – Passado não tão distante

– Olha, A! Mangás! – Exclamou L apontando para a vitrine de uma loja.

– Esse eu não tenho, vamos entrar! – Disse P com animação um pouco antes de abrir a porta da loja.

– Nós não deve-

Entretanto, antes que a A pudesse terminar sua frase, as duas já estavam dentro da loja, então ela não tinha outra escolha e seguiu as outras.

– IRASHAAAAAAAAAAAI! – Gritou um ser saindo de trás do balcão para atender suas novas clientes.

– Oi, eu sou a Pa-

Antes que nossa heroína pudesse terminar sua frase, todos ouviram um trovão que vinha de algum lugar perto. Todos olhavam ao redor assustados, procurando a origem do som.

– Olha, um pavão! – Disse L apontando para o bicho que havia surgido em um dos cantos da sala. – Posso pegar para mim, A? – Continuou enquanto saltitava na direção do animal.

– Claro que n-

A negação da A que faria L começar a uma insistência interminável até o fim dos tempos foi interrompida pela explosão do pavão em milhares de penas multicoloridas e fazendo com que uma silhueta imponente aparecesse e rapidamente tomasse forma no lugar onde o pavão estava.

– NÃO, NÃO, NÃO! ESTÁ TUDO ERRADO. – Gritou o novo visitante enquanto fazia gestos extravagantes com os braços.

– … Quem é você e o que faz… – Começou o dono da loja enquanto se aproximava.

– … – Visitante.

– … – Dono da loja.

Eles se encararam durante alguns minutos de tensão.

– AAAAAAH! – Gritou o dono vegetariano da loja enquanto corria para trás do balcão.

– Tsc tsc… E você! Você não deveria estar aqui! – Exclamou o ser do futuro apontando para a P.

– Ploc! – Proferiu a palavra mágica e fez com que a P desaparecesse.

– E vocês! Esvaeçam-se daqui. PLOC, PLOC! – E rapidamente fez com que as outras duas tambem sumissem.

O aparente mago olhou ao redor por alguns minutos sentindo que havia esquecido de algo.

-… Ah! Yuri, você já deve ter entendido, vem pra cá. – Afirmou para a criatura que saía trêmulo detrás do balcão.

– Você… Sou eu?

– Sim, vim do futuro para organizar os rumos da historia.

– Mas- Eu- Com- … Ok… – balbuciou sem conseguir chegar onde queria.

– Entretanto, como sou um ser bom eu te darei a chance de me fazer uma pergunta sobre o futuro, qualquer pergunta.

Os olhos do Yuri do passado brilharam com entusiasmo.

– …

– …

Eles continuaram se encarando por mais um minuto.

– … Onde você comprou essa roupa?

-… – Yuri do futuro colocou a mão sobre o rosto com indignação, que se limitou a dizer a palavra mágica para voltar para seu próprio tempo:

– Shuá.

-//-

Hora do intervalo

Y: Falando nisso, Thi-chan. Por que eu fui para o passado? E não você, que teve a ideia?

Thi: Foi porque me disseram que, quando você vê você mesmo do futuro, há uma pequena chance de você perder a sanidade.

A: …

L: …

P: …

Thata: …

Y: … Ainda bem que não funcionou, né?

Thata: Se isso faz você dormir a noite, querido…

Y: OH MY G-!

Thi: Agora voltamos com a nossa programação normal!

-\\-

Fim do bônus

–x–

– Eles fazem parte da minha nova experiência e- – Ela pigarreou. – Não importa! Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu A apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

P, Thata, Thi-chan e Yuri apontaram para a L. L apontou para o Eito Black.

Nesse momento A e Mot-Mot se olharam e iniciaram uma conversa mental:

A: O que você acha que deveríamos fazer com ela?

Mot: FOGUEIRA! FOGUEIRA!

A: …

Mot-mot: … Um piquenique?

A: Feito!

 

– Escoteiros! Vocês agora concorrerão a uma nova medalha: Quem prepara um piquenique mais rápido. Um, dois, três, valendo! – Disse A enquanto batia palmas e mandava os dois orcs vestidos de escoteira preparar comida.

– Vamos para a cozinha, o Eito Black fez brigadeiro com café.

– YAY! – Gritaram os outros seguindo rapidamente para a cozinha.

Mot-mot, o único integrante que ainda continuava na sala, refletiu sobre tudo que acontecera nos últimos anos… Desistiu, coçou a cabeça e decidiu ir comer brigadeiro com café.

E assim essa nossa grande família conversava e comia com uma felicidade abrangente, tendo como base assuntos aleatórios e divertidíssimos que viraram normalidade para todos eles, sempre com animação e imaginação explodindo por todos os lados.

Afinal, não há nada melhor que dividir brigadeiro-com-café com aqueles que são nossos melhores amigos.

Pensaram que tinha acabado, né?

–x–

Bônus final: A invasão

Thi-chan voltava para casa dirigindo a bisônica após uma sessão de brigadeiro-com-café na casa da L e, infelizmente (ou não), havia continuado a comer enquanto os outros exerciam atividades hiperativamente e caíam no sono. Contudo, sem realmente notar, parou na frente de um grande portão. Já passavam das duas da manhã quando o elfo apertou o interfone.

– Alô? Eito Ranger Black?

– Que foi?

– Me deixa entrar, quero fazer algo.

– Suma daqui, elfo-doméstico inútil.

 Se não abrir eu contarei para a P quem deu doce para a Chibi naquele dia.

– Mas- Como-… Você não faria!

– Experimente.

– Esssh! Ok, espere só um pouco…

Um ‘tzzzzt’ e o portão abriu. Thi-chan colocou a bisônica, que havia usado para chegar até ali, para dentro e seguiu diretamente para o laboratório.

– Ei, você não pode entrar aí!

– Sabe, Eito. O prejuízo naquele dia foi tão~ grande e a P ficou tão~ irritada, não sei o que ela faria com o responsável.

– NÃO! A P NÃO! E e e a Lilith pode aparecer e… E… *sniff*

– Ótimo! Então seja um bom menino e abra a porta.

– … Tá, mas não conta, por favor. *snif* – E abriu a porta.

E nesse momento, Thi-chan lembrou-se de algo muito importante. Entrou no laboratório e começou a digitar algumas coisas enquanto o Eito fazia movimentos circulares com o dedo.

– Eito! Me dá um autógrafo? – Pediu Thi-chan mostrando um pedaço de papel e uma caneta.

– Awwwn! – Os olhos do Eito brilharam e ele foi saltitante assinar o papel.

– Pronto, agora sua lealdade me pertence. A partir de hoje, você é meu espião. – Concluiu o elfo-doméstico mostrando o contrato que havia sido escondido.

– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! – Gritaria o Eito Black se Thi-chan o tivesse dado permissão.

– Heh. Vamos ao trabalho.

… E foi assim que tudo começou.

FIM

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 2 – Quando as possibilidades não acabam

Casa da L – 20 minutos antes da aparição no show.

Yuri, Thata, L e P estavam sentados ao redor da mesa na cozinha. Todos tinham expressões sérias em seu rosto. Yuri olhava concentradamente para o prato a sua frente enquanto os outros o fitavam com ansiedade.

– DRRRRRRRRRRRREEEEEEEEEEEEAAAAAAAM CHANCE! – O grito de Sho aprisionado dentro do celular da L fez todos se sobressaltarem.

– Alô? – Disse L tirando o celular de dentro do bolso e levando-o ao ouvido.

– Oi, L! – Respondeu o elfo da LAP do outro lado da linha.

– Thi-chan, O Yuri está prestes a pagar aquela aposta!

– Aquela do bacon?

– Essa mesmo.

– Yay! Pode passar o celular para ele rapidinho?

– Ok, espera aí… Ele quer falar com você, Yuri. – Afirmou enquanto passava o aparelho para o vegetariano.

– Sim?

– HEREGE!

– Obrigado pelo apoio, Thi-chan. – Retrucou Yuri sorrindo.

– De nada, posso falar com a P?

– Ele quer falar com você. – E passou o telefone para a P.

– Oi? – Pediu P assim que colocou o celular no ouvido.

– P! Você deixou a chibi em um lugar seguro?

– Ahn… Eu… Sim. – Respondeu desconfiada.

– Ótimo! A A está aí?

– Não, espera… L, cadê a A?

P passou o celular para L.

– Ela disse que precisava resolver alguns assuntos na terra-média. Acho que era algo relacionado com orcs escoteiros. Enfim, por que não está aqui ainda, thi-chan?

– Eu explico, pode colocar na viva-voz?

– Tá, só um pouco.

Thi-chan ouviu alguns barulhos estranhos que acreditou ser a L apertando botões aleatórios do celular até que algum deles pusesse na viva-voz.

– Pronto, pode falar.

– Se eu dissesse que, nesse momento, nós temos como ir pro show do Arashi, o que vocês diriam?

Os quatro que estavam na casa da L se entreolharam confusos.

– Nós pularíamos e gritaríamos!… Mas, porque pergunta? – Disse Thata tomando a iniciativa.

– Porque há! Vocês se lembram da página 17, capítulo 1.2 sobre aparições misteriosas do manual?

– Hai! – Confirmaram Thata, Yuri e L enquanto P ficava ainda mais preocupada por ter deixado o manual de “O que fazer ao invadir o show do Arashi” de lado quando L o havia escrito um ano antes.

-Perfeito! Segurem seus pertences. – Retrucou Thi-chan com simplicidade.

E, de repente, tudo começou a tremer ao redor deles. L agarrou seu celular, Thata segurou sua mochila e Yuri e P seguraram a L. Um clarão e todos desapareceram.

–x–

Bônus

Bastidores do Arashi – Realidade paralela um

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.

Contudo, antes que qualquer um deles pudessem se mover, um trovão estrondou e fez as paredes tremerem. Eis então que surge um buraco negro no meio da sala e de dentro dele sai um ser tão, mas tão perverso que seria capaz de deixar o gato do Shrek sem um novelo de lã pelo resto de sua vida felina. Ele vestia um longo sobretudo e um chapéu-coco azuis com estrelinhas amarelas que piscavam, entretanto isso não diminuía nada da tensão, uma vez que as luzes começaram a piscar freneticamente.

– Quack! – O mago proferiu a palavra mágica e mexeu os dedos no ar, fazendo toda a sala começar a brilhar.

Após cerca de um minuto desacordados, L acordou e levantou-se atordoada. Sentia-se estranha, parecia que o mundo havia ficado… Mais baixo. Não encontrou sinal do mago e arrastou-se até um espelho e olhou seu reflexo: Ela estava no corpo do Aiba.

– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

L ouviu a voz Thi-chan gritando do seu lado e, ao olhar, rapidamente entendeu.

– POR QUE NO CORPO DO JUN!? – Gritou novamente a voz de Thi-chan vindo de um Jun perplexo na frente do espelho.

Fim do bônus
–x–

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.

– Infelizmente… – Começou ele após todos sentarem organizadamente no grande sofá. L, Thata e Yuri entendiam o que ele dizia enquanto Thi-chan e P sentavam lado-a-lado para compartilhar o tradutor instantâneo.

– Ah! Eu não consigo fazer isso. – Sho concluiu enquanto seguia para o canto da sala junto do Aiba.

Nino deu um passo a frente e pigarreou:

– Então, infelizmente vocês não poderão ver o show porqu-

Entretanto, antes que ele pudesse terminar a fatídica frase Yuri e Thata caírem aos prantos, L abraçar os joelhos, Thi-chan começar um plano de sabotagem e P atacá-los violentamente por terem feito tamanha maldade, o celular rosa powerpuff na mão de P começou a tocar.

– ÔôÔôÔ ôÔôÔ ÔôÔ Caught in a bad romance. – Jun correu rapidamente e pegou o celular das mãos de P antes que ela visse o coração com “Jhonny” escrito no centro e purpurinas girando ao redor que aparecia quando o mestre ligava.

– Mo- … Hai… Hai… Hai, Jhonny-sama. – O ser esguio desligou o telefone e se dirigiu novamente para o lado de Nino.

Agora o foco de todos estava no Jun, que teve que se controlar para não começar a se contorcer devida a tanta atenção. Até mesmo Sho e Aiba o olhavam de canto de olho com uma ansiedade crescente.

– Jhonny-sama acabou de ligar e… Vocês têm permissão para assistir o resto do show!

– YAY! – Gritaram os outros, exceto Nino que havia esquecido do aviso que tinha que dar e jogava DS concentradamente.

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 1 – Luz, câmera, ARASHI!

28/08/2012 – Kokuritsu

O show transcorria normalmente. Love so sweet havia acabado de tocar e agora os integrantes do Arashi se separavam e cada um corria para uma direção: Fight Song iria começar a tocar. Entretanto, antes que o primeiro HOI! pudesse ser gritado, cinco feixes de luz multicoloridos desceram do céu no meio do palco.

Silêncio predominou enquanto a luz se dissipava e deixava aparecer cinco pessoas alinhadas uma do lado da outra por altura. A banda parou de tocar e todos observaram os visitantes. Alguns membros da platéia se perguntavam se aquilo fazia parte do show, outros imaginavam que os Power Rangers surgiriam, outros simplesmente continuavam a gritar como se nada tivesse acontecido.

Quanto aos integrantes do Arashi, cada um teve uma reação, que seriam as normais deles:

-> Ohno e Aiba sorriam para as cinco figuras, imaginando que aquilo fosse alguma ideia do Jun;

-> Sho sabia que o Jun não faria aquilo e era o mais chocado de todos;

-> Jun estava preocupado em procurar uma câmera ao invés prestar atenção nos visitantes;

-> Nino acreditava que o mundo acabaria naquele ano, então aquele acontecimento não era nada alem do esperado, portanto decidiu não se importar.

Os intrusos se olharam por um instante e formaram um círculo com as cabeças para dentro, iriam decidir sua tática.

– Nós temos que fazer isso. – disse L séria.

– Uhum. – Concordou Yuri balançando a cabeça.

– É, parece que não temos escolha. – Afirmou Thi-chan.

– Yoshi! – Complementou Thata com um sorriso.

– Mas… – Tentou argumentar P, e logo os olhos brilhantes dos outros integrantes a fizeram desistir. – Ok, vamos lá. – decidiu, vencida.

– Ok! Quando eu disser três… 1, 2… – Começou Thata enquanto os outros entravam em formação.

– TRÊS!

You’re my soul, soul. Itsumo sugu soba ni aru. Yuzurenai yo daremo jama dekinai. Karadajuu ni kaze wo atsumete. Makiokose, Arashi! Arashi! For dream! – Os cinco cantaram em uníssono de maneira empolgada (e devo dizer que até ficou bonitinho, tirando as desafinações de alguns), com direito a dancinha e papel picado que os Jhonnys Júniors jogavam automaticamente ao ouvir essa música.

Novamente o silêncio, os outros continuavam a observar os cinco pontinhos parados ofegante com a mão estendida, mas dessa vez todos observavam com a atenção devida. Até mesmo o Jun, que estava chocado por ter encontrado a câmera, porém a mesma não estar voltada para ele.

Foi nesse momento que a L tirou de seu bolso uma faixa e, com a ajuda dos outros, estendeu-a e exibiu para os integrantes do Arashi. A faixa dizia: “Viemos em paz” em japonês. Nino foi o primeiro a se aproximar. Olhou-os de cima abaixo e apontou com o dedo para o palco maior.

– Movam-se. – E todos prontamente seguiram a ordem do andróide.

– Jun e Ohno, diga aos fãs que já voltamos. Sho, cuide do Aiba e o mande parar de fazer dança tribal ao redor deles. – E virou-se para os visitantes – Eu irei escoltá-los, me sigam. – continuou cruzando os braços e seguindo em direção aos bastidores, acompanhado por cinco seres alegres e saltitantes (pelo menos era assim que ele os via).

–x–

Bastidores do Show do Arashi – 10 minutos depois.

Enquanto Thata explicava em japonês fluente para Sho e o Jun o que acontecia, L conversava via onomatopéias e dividia alguns gizes de cera com o Aiba, Thi-chan discutia jogos com o Nino usando um tradutor instantâneo que imaginou ser necessário para essa viagem, Yuri discutia sobre arte surrealista e pescaria com o Ohno e a P estava em um canto usando o celular-rosa-powerpuff-com-pompons-que-brilham-no-escuro do Jun para tentar ligar para sua casa e ver como a chibi-p estava.

– Alguém aí sabe fazer ligação Japão-Brasil? – Perguntou P esperançosa, mas recebendo apenas acenos negativos como resposta. – Droga! – Disse conformada enquanto continuava a discar números na esperança que funcionasse.

– Então você quer dizer que vocês simplesmente apareceram aqui?  – Perguntou Sho após Thata finalizar a explicação.

– Exato! – Confirmou Thata orgulhosa da explicação que havia dado, sendo apoiada pelos balanços de cabeça dos outros intrusos.

– Certo, aguardem um pouco… Arashi! Reunião. – Disse Jun chamando os colegas e abrindo a porta.

– Você sabe que não precisa falar assim, né, Jun-chan? – Perguntou Aiba enquanto saía da sala.

A resposta de Jun não pôde ser ouvida devido à porta fechada. Rapidamente os visitantes correram e se amontoaram para colocar o ouvido na porta para ouvir o que o Arashi dizia (até mesmo a P havia desistido de tentar ligar e foi ouvir). Eles conseguiram detectar algumas poucas palavras soltas, elas eram: Giz de cera, lápis de cor, 2012 e ornitorrinco. Porém, decidiram parar de ouvir ao se darem conta de que o único que se fazia ouvir era o Aiba.

A porta abriu novamente e permitiu que os cinco voltassem para dentro da sala. Todos mantinham olhares sérios, como quem tinha uma notícia trágica para dar. Contudo, o maior sinal disso foi Aiba chegar cabisbaixo na sala, tirar seu celular do bolso e ir sentar-se no canto do lugar.

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.