B&C Secreto 2011 #6

De: P
Para: L

– Acho melhor não. – murmurou uma alguém, completamente convencido de que aquilo não daria certo.

– Vocês estão com medo do quê? – outra pessoa falou, dando um sorriso confiante – Vai dar certo. E elas vão adorar. – e ele pegou sua calculadora e começou a clicar.

***

A rua estava deserta. No meio do nada, sem civilização e apenas com a estrada ali, dois seres vestidos com roupas do Senhor dos Anéis esperavam ao lado de um carro parado.

– Eu disse que a gente devia ter vindo com meu carro. – murmurou uma delas, vestida de elfa.

– É, mas daí a Luna não ia poder ir ao parque hoje. – falou a outra, vestida de hobbit.

– Faz sentido, mas não é menos chato.

O carro havia estragado e elas já haviam chamado ajuda, que ainda não chegara, como sempre. Estavam indo a uma festa cheia de nerds e pessoas estranhas, como elas, que seria em uma chácara. Obviamente, o carro quebrou no meio do caminho e as duas estavam até aquele momento, esperando.

Uma luz surgiu, mostrando que a ajuda finalmente chegara. Mas, ao invés de ser um carro, era algo muito esquisito. Parecia um coche negro, muito distinto e com cavalos o puxando. As duas olharam melhor e perceberam que não era bem uma luz, e sim algumas velas que davam aquela iluminação.

O coche parou, fazendo com que as duas não conseguissem se mexer. A porta de trás se abriu e uma figura conhecida de ambas saiu dali.

– As senhoritas estão precisando de ajuda?

Apesar de não querer acreditar e achar que aquilo era a experiência mais bizarra de sua vida, P não resistiu:

– Quem é você?

– Eu sou o Nicholas Moringan – ele disse, pomposo.

Ao ver que as duas simplesmente abriram a boca em choque e nada mais falaram, o garoto deu um sorriso presunçoso, achando que elas se perderam admirando-o.

– Vocês querem ajuda ou não?

P abriu a boca para falar, mas um barulho de um inseto gigante fez com que se calasse. Acima delas um ser cor de laranja, com dois olhos enormes, pernas longas e finas e asas pequenas as sobrevoava. Então alguém gritou lá de cima:

– SAI DE PERTO DELAS, SEU IDIOTA!

O ser estranho pousou e, de dentro de uma cabine em suas costas, saltou outra pessoa conhecida. Com os cabelos parecendo ter vida própria e saltados para todos os lados, um garoto de 17 anos desceu, encarando o outro homem com superioridade.

– Eu que sou um cavalheiro em extição, portanto sai fora.

– Mas que audácia! E quem é você?

– Sou o Dragão de Fogo e isso é tudo o que você precisa saber. Agora pode ir embora.

– Não! – o moreno grunhiu, dando uma risada cínica – Quem vai sair é você!

P e L se entreolharam, surpresas e sorridentes e surpreendentemente uma bacia de pipoca surgiu nas mãos delas.

– E eu que achei que o Thi-chan ia mandar ajuda de verdade! –falou P.

– Mas isso foi muito melhor! Quem será que ganha?

– Ai, L. – P sorriu, dando uma piscadela – Nenhum deles vai ganhar. Até porque, os dois vão sair juntos daqui e lutar para nos salvar de qualquer forma. Afinal, eles nasceram de nossas cabeças ao mesmo tempo e criaram vida juntos. Nada mais natural do que ganharem juntos.

– É mesmo. – L sorriu também, comendo pipoca – Como dizia a música da LAP:

Desde aquele dia nós estamos desejando algo que não é visível
O que importa somos nós, que sempre estamos aqui
Todo dia, toda noite, todo momento, sempre é assim
O sentimento que nunca acabará

B&C Secreto 2011 #04

De: Elô
Para: Thata

Por que não trouxeram o Jun???

– Corre L, eles devem chegar logo. Vamos para o aeroporto. – Thata corria, calçando os sapatos e apurando a amiga. Sho e Nino estavam vindo para o Brasil, mais especificamente para Foz do Iguaçu, gravar um comercial nas Cataratas e Thaiza, como fã louca que era, não poderia deixar de recepcionar seus ídolos no aeroporto.

– Calma Thata, nós chegaremos a tempo. A Elô acabou de me mandar um sms dizendo que o vôo deles está atrasado em mais de 2 horas. – Lhaisa tentou acalmar a amiga.

Assim que terminaram de se arrumar, a mãe de Thata levou-as para o aeroporto, onde umas 20 pessoas estavam aguardando a chegada dos ídolos, não muito famosos na cidade.

Depois de mais de 4 horas de espera no maravilhoso ar condicionado do aeroporto, que aliviava o calor infernal da “cidade forno”, elas puderam ver o avião pousando.

Todas as 20 pessoas que aguardavam, estenderam as enormes faixas, escritas em japonês e até mesmo em português, saudando os ídolos que estavam chegando.

– Tá tudo ok! – Eloise gritou apontando as faixas. (NOTA: sim, é a Eloise que manda em tudo, e a Thata manda na Elô. o/)

*—————————-*

Enquanto isso, no avião…

– Aiin Sho-chan, será que temos fãs esperando por nós no aeroporto? – Nino perguntou, ansioso e muito cansado depois da longa viagem.

– Acho que não. Pelo que me disseram é uma cidade pequena, então eles nem devem saber da nossa existência.

– Hum, estamos pousando. – Nino falou.

Os dois desceram rapidamente do avião e encaminharam-se para dentro do aeroporto, esperando a paz e o sossego, quando ouviram vozes gritando por seus nomes.

– Sho-chan, tá ouvindo? – Nino falou, espantado apontando para dentro do aeroporto.

– Estou sim. Parecem fãs… gritando nossos nomes. HÃ?

Seguiram em frente e puderam ver algumas pessoas – nada assustador demais – segurando faixas e gritando por seus nomes.

            Foram até os detectores de metais, onde Nino passou primeiro. Quando Sho foi passar, ouviu um alarme irritante. Os guardas pediram que ele voltasse e Sho começou a retirar toda e qualquer coisa (sapatos, cinto, relógio, etc.) que tivesse alguma parte de metal, mas cada vez que passava pelo detector, novamente o alarme soava.

*—————————-*

– Thata, o que que tá acontecendo? – Lhaisa perguntou quando notou a demora dos ídolos.

– Parece que o Sho não consegue passar pelo detector de metais.

Nesse momento Sho esticou-se e sua camiseta subiu um pouco, deixando com que Thata vislumbrasse um brilho metálico em sua barriga.

– Meninas, fiquem quietas um pouquinho. – Thata falou.

– Silêncio rapidinho. – Eloise, que segurava uma enorme faixa escrita em japonês “Por que não trouxeram o Jun?”, gritou para as outras e o silêncio reinou.

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De uma hora para outra, depois de um grito de uma das meninas, todas se calaram. Sho e Nino não puderam deixar de perceber o silêncio que havia tomado conta do lugar.

– O que aconteceu, Kazu? – Sho perguntou, já estressado com a história do detector de metais.

– Não sei… mas não deve ser coisa boa. Melhor você arrumar um jeito de sair logo daí. (NOTA: não, eles não conheciam a fama de Foz, mas ficaram com medo igual!)

Sho olhou para o saguão do aeroporto e uma das faixas lhe chamou atenção. Nela estava escrito em japonês “Por que não trouxeram o Jun?” e ao lado da garota que segurava essa faixa, encontrava-se uma mulher.

– Sho, o piercing! – A mulher morena que estava ao lado da garota da faixa gritou em português, mas mesmo assim, chamou a atenção de Sho, que ergueu a camisa e vislumbrou o piercing que havia recolocado no dia anterior.

– Sho-chan, eu não acredito que você colocou o piercing novamente! – Nino olhou indignado para o amigo – Tira logo essa merda e vamos embora.

Sho rapidamente tirou o piercing e seguiu para fora do aeroporto, passando pelas fãs. Ao passar pela mulher morena que havia lembrado-o do piercing, ele parou e deu-lhe alguma atenção.

– Autografa meu iPhone? – Thata estendeu seu celular para que Sho autografasse.

NOTAS FINAIS: Eloise continua indignada por não terem trazido o Jun junto, mas fica feliz ao ver o tanquinho de Sho quando ele tira o piercing. Thaiza ganha autógrafos de Sho e Nino no iPhone e morre de felicidade. Lhaisa ampara a amiga.

FIC THATA – Série Esquetes Estúpidas IV #09

O APERTO DA VITÓRIA
“Nino, por que você vive apertando a bunda do Riida? Você não acha isso esquisito?” perguntou Aiba do nada, perturbando seu amigo durante um jogo intenso de Dragon Quest.“Você deveria saber que eu ganho cem pontos toda vez que meto a mão na bunda dele.” Ele disse, vagamente, olhando pra tela.“Parece divertido! Que jogo é esse?”Nino suspirou.

“É um jogo que você ganha um prêmio especial depois de acumular um milhão de pontos.”

“E qual é o prêmio especial?”

“Você tem que fazer mil pontos no Jun pra saber.”

“AH! Vou fazer agora!” exclamou Aiba, procurando pelo Jun.

“É, ele teve uma vida ótima, uma pena que vai morrer hoje.” Nino disse para si próprio, voltando à atenção pro DS novamente.

FIC THATA – Série Esquetes Estúpidas IV #08

PENSANDO

“Aiba, pára de coçar a cabeça, isso me deixa nervoso.”

“Sho-chan?”

“O quê?” respondeu um Sakurai bem irritado.

“Acho que eu tô com piolho.” Aiba falou.

“Por que você acha que tá com piolho?” perguntou Sho, se afastando.

“Minha cabeça coça.”

“Não se preocupe, Aiba.” Disse Nino do sofá de onde estava sentado. “É só porque você teve uma idéia; é muita coisa pro seu cérebro, então a cabeça coça mesmo. Isso quer dizer que você tem que parar de pensar.”

“Você pensa?”

“Eu sim. Mas você não deveria.”

FIC THATA – Série Esquetes Estúpidas IV #07

MATAR, MATO, MOTO

“E é assim que eu pretendo matar o editor da revista.” Disse Nino terminando sua explicação.

“E você vai rir?” Seriamente perguntou Aiba.

“Se eu vou rir? Quando eu for matá-lo? Acho que não.”

“Sem dente, sem acidente. É assim que funciona.” Aiba explicou.

“Isso não faz sentido nenhum.”

“Por que não? Se em ‘sem chuva, sem guarda-chuva’ faz, por que não esse?”

“Se você está dizendo; então eu vou dar uma risada enquanto esmago a cabeça dele na parede.”

“Eu não esperava menos de você, Nino.”

FIC THATA – Série Esquetes Estúpidas IV #06

SINTOMAS

“Tenho náusea desde a manhã, meu estômago tá parecendo um balão de gás e eu quero comer picles com sorvete de morango; será que eu tô grávido?” exclamou Aiba super feliz com a idéia.

“Não, pra você, só quer dizer que você comeu sushi estragado – de novo – e comeu demais de manhã. E o picles com sorvete de morango, não foi o seu lanche de ontem?”

“Você se enganou, Jun; era sorvete de baunilha, que não teve muito gosto.”

“Eu devia saber.”