VI EP FIC – 31 de outubro de 1981

Por Maaiy

N/A: Essa não é a passagem original da história, é modificada. Os nomes permaneceram no original.

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Não era de se esperar que Lilian continuava radiante.

No meu ponto de vista, sua cara aterrorizada e desesperada a realçava mais ainda.

– continua linda, Srt. Potter. – comentei me aproximando aos passos lentos.

– FIQUE LONGE DE MIM! – ela gritava, tentando inutilmente me despistar pelos cômodos da casa.

– porque eu faria isso se posso ficar perto de uma moça tão bela? – continuei a caminhar pelos cômodos à sua procura.

Ouvia seus soluços e seu desespero se arrepiando por todo o seu corpo. Suava frio como o vento daquela noite.

– LILIAN! – aquela voz grossa e irritante gritou atráz de mim.

Virei-me, certificando-me de quem era, do outro canto da sala de estar. Cheio de arranhões e hematomas pelo corpo. Pequenos cortes que expelião filetes de sangue. Esboçei um sorriso ainda mais macabro.

– VÁ PARA O QUARTO! – o moreno gritou, sem tirar por um segundo os olhos ferozes da minha pele acizentada. – PROTEJA O HARRY!

Ouvi passos atráz de mim. Era Lilian saindo do quarto ao lado e correndo apressadamente ao quarto do fim do corredor. Podia vê-la quase escorregando e se debatendo nas paredes para tentar chegar mais rápido.

Aquela cena me fez rir. Ela estava patética. Mas continuava linda.

– ahg! – eu gemi quando uma bola comprensada de ar atingiu-me.

Fui arrastado por dois metros quando apoiei-me na parede ao meu lado e o olhei.

– Ainda não morreu Potter? – me recompus, apontando a minha varinha para seu rosto. – você é realmente persistente.

Ele respirava forte. Estava exausto, seu corpo já o declarava derrotado. Não era mais ele que o mantia-se em pé, mas não conseguia identificar oque era.

Ele enxeu seu pulmão de ar, sua alma com energia o suficiente e gritou, como um última tentativa suicida.

– ESTUPEFAÇA!

– EXPELLIARMUS! – contra ataquei.

James saio voando. Suas costas bateram bem onde havia um quadro com a moldura de vidro. Ele gemeu de uma dor agúda antes de cair com tudo no chão. Tremia. Seu corpo cuase com falta de sangue o provocava uma morte lenta e dolorosa.

– Isso sim deveria estar em um quadro na parede. – sorri.

Potter não aguentava nem mais falar. Gastava o resto de sua força mordendo seu lábio inferior em uma tentativa de não chorar. De não mostrar-se naquele estado de derrota a um inimigo. Provavelmente pensando em sua falímia, na sua adolecência ou na felícidade em que estava antes daquela noite chegar.

– Você  poderia ter sido muito mais doque isso Potter. Você sabe disso. – o deixei aqui, semi-morto. Indo em direção ao quarto do fim do corredor.

– você… não tem idéia… – ele pareçia ter dado seus ultimos segundos de vida para dizer mais algumas palavras. – de como… eu tenho orgulho… de ter feito essa decição. – e sorriu.

Fiquei em silênçio por alguns instantes antes de mostrar uma expressão que eu raramente faço. A raiva.

– AVADA KEDAVRA!

Toquei em seus cabelos mais algumas vezes. Aqueles finos fios de cabelo vermelho.

– o erro foi seu minha querida. – passei meu dedo pela face lisa e clara, agora fria.

Solto sua cabeça ao ar, e seu peso a leva de encontro com o chão. Seus olhos fechados, sua boca morta e suas lágrimas manchadas em seu rosto.

– …uunhhé unhéé – eu ouvia um barulho incrivelmente irritante.

Pareçia ter sido um som criado por Dumbledore especialmente para me irritar.

– unhéée… – eu tampo meus ouvidos e olho para sua origem, vinha de um Sangue-Ruim rescem-nascido coberto por panos coloridos, dentro de um berço. – unhééé uuuunnhhé…

– CALE-SE! – eu gritei apontando minha varinha para a criânça. – AVADA KEDAVRA!

O quarto se envolveu em branco e meus olhos foram momentaneamente cegados. Após alguns instantes tudo volta à escuridão da noite e a criânça continuava em seu lugar morta. Com um enorme corte em sua testa.

Pensei ter acabado com todos, e que poderia ir embora. Mas a criânça volta a respirar. Aperto meus olhos com desgosto. Estou certamente surpreso, e não gosto de supresas.

Aproximo-me do Sangue-ruim mais uma vez. Lá estava, se mechendo, espregiçando-se  e enojando-me. Como poderia essa criânça estar viva?

Olho vagamente para o corredor. E penso em James Potter. Era raro James ser subestimado, seu poder não era ao todo comum.

E então, a criânça me chamou a atenção mais uma vez.

– … Harry. – lembrei da luta. – Harry… Potter. – conclui.

Ao pronunciar esse nome algo ruim surgiu em meu estômago. Uma sencação desagradavel.

Penso mais uma vez em usar minha maldição da morte naquele cujo nome tinha acabado de falar. Mas senti a energia de Sirius Black se aproximando. Cojitei a possibilidade de lutar contra ele, talvez ele soubesse onde james havia colocado a sua famosa capa. Mas o tempo estava curto. E eu tinha certeza que aquela criânça machucada, e viva, algum dia iria me entregá-la.

Vou em direção a janela. O céu daquela noite estava nublado, e eu prefiria assim. Fui embora pensando nos próximos 14 anos de vida que estariam pela frente.

  Tom Marvolo Riddle   Ou  “Você-Sabe-Quem”.

VI EP FIC – O último Ato

Eu estava esperando-o; tinha certeza de que viria… Ah, o heróizinho Potter! Mas sua demora estava deixando-me impaciente… Eu aguardaria, até que ele viesse, e ele viria, sim!

       Dolohov e Yaxley reuniram-se ao círculo que formávamos na orla da Floresta Proibida, onde, alguns minutos atrás, habitava uma colônia de Acromântulas, que meus servos colocaram pra correr.

– Não há sinal dele, milorde. – informou Dolohov.

Ele virá, eu pensei, não deixará que mais pessoas morram por ele… Tolo! Meus dedos acariciavam, inconscientemente, minha varinha… A Varinha das Varinhas. Agora, eu era seu Senhor, seu dono. E Dumbledore pensou que eu não descobriria, que eu não teria coragem de violar seu túmulo, que eu não teria coragem de matar Severo Snape, meu espião.

– Milorde… ­– Belatriz falou.

       Evitei que prosseguisse com um simples aceno de mão. Ela continuou me olhando… Ah sim, agora ela era minha serva mais devotada…

       Quase senti penaem matar Snape, mas afinal, agora ele não iria me servir pra mais nada,  logo eu passarei a dominar todos os bruxos, e depois os trouxas também, serei o senhor de todos e ele não poderia viver sendo dono da minha varinha!

– Pensei que ele viria… ­– encarei as línguas de fogo, tentando manter minha idéia de que Harry Potter realmente viria – Esperava que viesse.

       Ninguém ousou quebrar o silêncio.

– Aparentemente… – eu falei depois de alguns segundos – me enganei.

– Não se enganou. ­– o garoto apareceu à um canto do círculo, sem nem mesmo segurar sua varinha… Pelo visto, não haveria um duelo, somente sua morte.

       Eu tinha certeza de que ele viria, e eu estava certo, como sempre! O Lord das Trevas nunca erra em seus julgamentos.

       Os gigantes bradaram quando meus servos se ergueram juntos, gritando e rindo.

       Ele me encarava, e vinha em minha direção, como se não tivesse medo de mim. Garoto imbecil! Agora, somente a fogueira nos separava. Depois de tantos anos, finalmente, eu iria acabar com ele, aquele que poderia me destruir, aquele que tentou… Mas antes que ele sequer pensasse em tentar novamente, eu o mataria… Sim, eu tinha o controle da situação, e eu iria escolher o momento certo, que poderia ser agora.

– Harry! Não! – o meio- gigante imbecil, que eu havia feito ser expulso de Hogwarts há tantos anos, agora berrava.

– Não! Não! Harry que é que você… – ele se debatia e gritava, amarrado a uma árvore. Estava me irritando, mas eu não iria tirar os olhos do garoto, que estava bem na minha frente, desarmado. Enfim!

– Calado! – Rowle gritou e silenciou-o.

       Belatriz levantou-se, e nos olhava, anciosa por meu próximo passo.

       Nagini estava segura… Se ele tentasse pegar a varinha, antes de tê-la em mãos, estaria morto.

       Eu sorri, examinando o garoto. Como uma pessoa tão insignificante pôde me atrapalhar tanto? Ah sim, o amor.

–Harry Potter – falei suavemente, analisando sua reação – O menino que sobreviveu.

       Ninguém se moveu, tampouco falou algo. Belatriz ofegava. O garoto fixou os olhos, eu ergui a Varinha das Varinhas.

Avada Kedavra – ordenei à varinha; um jorro de luz verde atingiu o garoto, e ele desmontou. Entretanto, eu senti uma dor lancinante e perdi meus sentidos.

       Passados alguns segundos,  recuperei a consciência, que havia perdido momentaneamente. Meus servos me rodeavam, perguntando-me se eu estava bem.

– Milorde… Milorde – Belatriz ofegava, quase aos prantos.

– Agora chega – eu gritei, dispensando ajuda. Eu temia que o garoto Potter tivesse sobrevivido novamente. Mas não seria possível… Ele estava estendido no chão, não poderia estar vivo. Não havia amor que pudesse salvá-lo dessa vez.

       Levantei-me, meus servos se afastaram rapidamente, somente Belatriz continuou ajoelhada.

– Milorde, me deixe… – ela tentou me ajudar… Como se eu não pudesse fazê-lo sozinho!

– Não preciso de sua ajuda. – recusei, e ela afastou a mão. – O garoto… está morto?

       Ninguém respondeu. Era difícil admitir, até pra mim mesmo, que eu estava com medo de que ele tivesse sobrevivido. Todos o observavam, como se ele pudesse mexer um dedo.

– Você! – apontei a varinha para Narcisa Malfoy, que soltou um gritinho. – Examine-o. Me diga se está morto.

       Ela encaminhou-se lentamente até o corpo do garoto, examinou-o durante alguns segundos, curvou-se sobre o garoto e sentou-se no chão.

– Está morto! – ela anunciou.

       Nesse momento, todos meus temores não admitidos me deixaram, tive certeza de que realmente havia matado o garoto. Finalmente!

       Meus servos gritaram, berraram vivas, bateram os pés no chão e lançaram luzes vermelhas e prateadas com suas varinhas. Deixei-os comemorar por um tempo, enquanto eu, comemorava minha vitória pessoal, meu grande triunfo.

– Viram? – gritei mais alto – Harry Potter foi morto por minha mão, e agora, nenhum homem vivo poderá me ameaçar! – nesse momento, eu tive a idéia de proporcionar mais alguns segundos de diversão para meus servos – Vejam! Crucio!

       Eu o ergui no ar, uma, duas, três vezes, e a única coisa que aconteceu, foi que seu corpo continuou mole e sem vida, flácido. Quando o levantei pela última vez, seus óculos voaram do rosto, causando ainda mais risos e insultos entre meus servos.

– Agora – eu falei, abafando a comemoração –, vamos ao castelo lhes mostrar o que restou do seu herói. Quem arrastará o corpo? – Enfim, encontrei uma utilidade para o semi-gigante que estava em prantos amarrado à árvore – Não… esperem…

       Soltei Hagrid com uma ordem de varinha.

– Você o carrega! – ordenei – Ficará bem visível em seus braços, não é mesmo? Apanhe o seu amiguinho Hagrid. E os óculos… reponha os óculos… ele precisa ficar reconhecível.

       Yaxley colocou os óculos, bruscamente, no rosto de meu inimigo morto. Hagrid, aos prantos, ergueu-o nos braços.

– Ande! – Ora, quanto sentimentalismo! Ele começou a andar aos tropeços por entre as árvores em direção ao castelo. Os gigantes nos acompanhavam, fazendo muito barulho… Mas, afinal, nós não precisávamos nos esconder, éramos vitoriosos.

– AGORO! – Hagrid berrou, tirando-me de meus devaneios. Um grupo de centauros nos observava.

– Estão felizes agora, por não terem lutado, seu bando covarde de mulas velhas? Satisfeitos de ver Harry Potter… m- morto…? – Então, ele sucumbiu ás lágrimas e continuou andando.

– Pare! – gritei quando chegamos á orla da floresta.

       Dementadores se aproximaram de nós… Passei ao lado do garoto morto, e anunciei, com a varinha, de modo que minha mensagem se propagasse pelos terrenos da escola e nas localidades próximas.

Harry Potter está morto. Foi abatido em plena fuga – ele não precisava morrer como herói, não é? –, tentando se salvar enquanto vocês ofereciam suas vidas por ele. Trazemos aqui o seu cadáver como prova de que o seu herói deixou de existir.

       “A batalha está ganha. Vocês perderam metade de seus combatentes. Os meus Comensais da Morte são mais numerosos que vocês, e O-Menino-Que-Sobreviveu está liquidado. A guerra deve cessar. Quem continuar á resistir, homem, mulher ou criança, será exterminado, bem como todos os membros de sua família. Saiam do castelo agora, ajoelhem-se diante de mim e serão poupados. Seus pais e filhos, seus irmãos e irmãs viverão e serão perdoados, e vocês se reunirão á mim no novo reino que construiremos juntos.”

       Só silêncio. Eu estava ao lado dele, e tive que conter um impulso de derrubá-lo no chão.

– Venha. – continuei andando em direção ao castelo, Nagini enroscada em meus ombros, agora livre, já que não sofria mais ameaça alguma. Meus servos e Hagrid carregando o garoto, em meus flancos. Alguns raios de luar nos iluminavam agora, estávamos chegando á saída da floresta.

– Harry – Hagrid ainda soluçava, me irritando – Ah, Harry… Harry…

– Parem – ordenei quando estávamos na frente do castelo.

       Todos pararam, logo formando uma linha em frente ás portas abertas da escola. A luz do saguão de entrada nos iluminando fortemente. As pessoas estavam saindo ás pressas do castelo, e observando meu prêmio: o garoto morto.

–NÃO! – McGonagall gritou, estridente. Belatriz riu de seu desespero.

       Eu avancei alguns passos e parei bem em frente á ele, acariciando a cabeça de Nagini.

–Não!

–Não!

– Harry! HARRY!

       Uma sangue-ruim, amiga dele, e dois dos Weasley, também seus amigos, gritaram mais alto ao ver seu corpo flácido sobre os braços de Hagrid. Até que vários dos sobreviventes se uniram aos Weasley e á sangue-ruim, gritando e berrando insultos para meus servos.

–SILÊNCIO! – ordenei, e em seguida lancei um feitiço que obrigaria á eles que obedecessem minha ordem, e o silêncio se impôs sobre eles – Acabou! Ponha-o no chão, Hagrid, aos meus pés, que é o lugar dele!

       O gigante colocou o garoto onde eu havia ordenado, com cuidado demais.

– Estão vendo? – eu falei, andando de um lado a outro de meu inimigo morto que jazia aos meus pés, e observando minha platéia silenciosa. – Harry Potter está morto! Entenderam agora, seus iludidos? Ele não era nada, jamais foi, era apenas um garoto, confiante de que os outros se sacrificariam por ele!

– Ele o derrotou! – Um dos Weasley gritou, e todos recomeçaram a gritar e a insultar, até que com outro movimento de varinha, e mais um estampido, ordenei que se calassem novamente..

– Ele foi morto tentando sair escondido dos terrenos do castelo– eu sentia prazer em contar aquela mentira, em fazer com que Potter não fosse o herói –, morto tentando se salvar…

       Parei de falar quando um dos garotos investiu contra mim, mas antes que estivesse á meio caminho, foi atingido, soltou um gritinho e caiu desarmado no chão. Eu atirei sua varinha para o lado e não podendo me conter, soltei um risinho.

– E quem é esse? – perguntei a ninguém em especial – Quem está se voluntariando para demonstrar o que acontece com os que insistem em lutar quando a batalha está perdida?

       Belatriz urrou de prazer.

– É Neville Longbottom, milorde! O garoto que andou dando tanto trabalho aos Carrow! O filho dos aurores, lembra?

– Ah, sim, lembro – eu falei, baixando os olhos para o garoto que fazia força pra se pôr de pé, sem arma, e parado entre os sobreviventes e eu e meus servos. – Mas você tem sangue puro, não tem, meu bravo rapaz? – perguntei ao garoto, que me encarava, as mãos em punhos.

– E se tiver? – o garoto estava me desafiando.

–Você demonstra vivacidade e coragem, e descende de linhagem nobre… Você dará um valioso Comensal da Morte. Precisamos de gente como você, Neville Longbottom. – Nada que uma Maldição Imperius não resolva.

– Me juntarei a você quando o inferno congelar. Armada de Dumbledore! – ele gritou, a multidão de sobreviventes, gritou vivasem resposta. Meusfeitiços silenciadores pareciam incapazes de contê-los.

– Muito bem – eu falei, suavemente, imaginando meu próximo passo – Se essa é sua escolha, Longbottom, reverteremos ao plano original. A culpa será toda sua.

       Acenei com a varinha, e segundos depois, das janelas estilhaçadas do castelo, o chapéu seletor voou na semi obscuridade e pousou em minha mão. Eu sacudi-o e deixei pender, para que todos vissem o que era.

– Não haverá mais Seleção na Escola da Hogwarts – falei – Não haverá mais Casas. O emblema, escudo e cores do meu nobre antepassado, Salazar Slyterin, será suficiente para todos, não é mesmo, Neville Longbottom?

       Apontei a varinha para o garoto, que estava rígido e calado, então, forcei o chapéu a entrar em sua cabeça. A multidão parecia querer lutar, então, meus servos, rapidamente, apontaram suas varinhas, acuando-os.

– Neville agora vai demonstrar o que acontece com quem é suficientemente tolo para continuar a se opor a mim. – anunciei, e com um aceno de varinha, o Chapéu começou a pegar fogo.

       O garoto começou a gritar, ardendo em chamas, pregado ao chão, incapaz de se mexer.

       Então ouvi um clamor nas distantes divisas da escola, dava a impressão de que centenas de pessoas escalavam os muros fora de meu campo de visão e corriam em direção ao castelo, proferindo retumbantes brados de guerra. Nessa hora, outro gigante apareceu contornando a quina do castelo e berrou “HAGGER!”. Seu grito foi respondido pelo urro de meus gigantes: eles avançaram para o outro gigante estremecendo a terra. Depois ouvi os cascos, a vibração de arcos distendendo e flechas começaram repentinamente a chover entre meus Comensais, que romperam fileiras, gritando, surpresos.

       O garoto Longbottom colocou-se em pé num salto, e com um movimento rápido e fluido, se libertou do Feitiço do Corpo Preso que o imobilizava. O Chapéu em chamas caiu de sua cabeça e, do fundo dele, o garoto puxou uma espada prateada com o punho cravejado de rubis.

       O ruído da espada de prata cortando o ar não pôde ser ouvido acima do vozerio da multidão que se aproximava, ou do estrépito dos gigantes se enfrentando, ou a cavalgada dos centauros, contudo, pareceu atrair todos os olhares. Com um único golpe, Longbottom decepou a cabeça de minha Nagini, que girou no alto, reluzindo á luz que vinha do castelo, e minha boca se abriu em um berro de fúria, que ninguém pôde ouvir e o corpo da cobra bateu com um baque surdo aos meus pés… minha Nagini…um pedaço de minha alma…NÃO!

       Antes mesmo que eu pudesse erguer a varinha, surgiu um Feitiço Escudo, entre mim e o garoto que acabara de matar Nagini. Então, mais alto que todos os gritos, rugidos e do sapateio dos gigantes em luta, ouvi o berro de Hagrid.

– HARRY! – ele gritou – HARRY… ONDE ESTÁ HARRY?

       A investida dos centauros dispersava meus Comensais, todos fugiam das pisadas dos gigantes, e cada vez mais próximos, estavam os reforços do inimigo, que eu não sabia de onde tinham vindo. Grandes criaturas aladas, testrálios, e um hipogrifo, rodeavam a cabeça de meus gigantes, enquanto o outro gigante os esmurrava. Agora, os defensores de Hogwarts, bem como eu e meus Comensais, estávamos sendo empurrados para dentro do castelo, e era impossível negar, que eu estava em desvantagem.

       Mas, enquanto tudo isso acontecia, minha mente não registrava nada… eu só pensava em minhas horcruxes… Estariam elas seguras? O diário, há anos, não existia mais; o anel de Servolo, Dumbledore havia encontrado, então certamente, estava destruído; o medalhão de Slyterin, suponho que também estaria destruído; a taça de Hufflepuff havia sido roubada do cofre dos Lestrange no Gringotes, menos uma; Nagini, acabara de ser morta, pelo Longbottom; agora me restava uma esperança… o Diadema escondido na Sala Precisa, no 7º andar, atrás das tapeçarias, e onde, somente eu pude entrar… e mesmo que ele conseguisse entrar lá, encontraria, numa sala cheia de objetos velhos e insignificantes o Diadema perdido? Creio que não… está segura.

       Eu estava disparando feitiços para todo lado, recuando para dentro do Salão Principal, berrando ordens para meus servos. Feitiços Escudo apareceram entre mim e minhas vítimas, que passaram correndo e entraram no Salão Principal, onde se uniram á luta que acontecia ali.

       Muitas pessoas irromperam pela escadaria da entrada, sendo liderados por um dos Weasley e Slughorn. Aparentemente, eles haviam assumido a liderança dos familiares e amigos de cada estudante de Hogwarts que ficara pra lutar contra mim, acompanhados dos lojistas e habitantes de Hogsmeade. Os centauros invadiram o salão, no momento em que a porta que levava a cozinha era arrancada das dobradiças.

       Uma enxurrada de elfos domésticos adentrou o saguão, gritando o brandindo seus trinchantes e cutelos, e o elfo estava á frente deles, usava meu medalhão pendurado ao peito. Pude reconhecê-lo como o elfo de Régulo Black, que eu havia abandonado na caverna onde escondi o medalhão.

       – À luta! À luta! À luta pelo meu senhor, defensor dos elfos domésticos! À luta contra o Lord das Trevas, em nome do corajoso Régulo! À luta!

       Eles cortavam e furavam os tornozelos de meus servos, e por onde quer que eu olhasse, meus servos estavam se dobrando á superioridade dos números, vencidos pelos feitiços, arrancando flechas dos ferimentos, esfaqueados na perna pelos elfos, ou simplesmente tentando fugir.

       Eu atacava e destruía tudo ao meu alcance. O salão estava cada vez mais cheio, pois todos que podiam andar entravam á força.

       Yaxley foi nocauteado por um dos Weasley e outro garoto, Dolohov caiu com um grito ás mãos de Flitwick, Macnair foi atirado do outro lado do salão por Hagrid, bateu na parede de pedra e escorregou, inconsciente, para o chão. Longbottom e outro dos Weasley abateram Lobo Greyback, Aberforth estuporou Rockwood, o Weasley pai e seu filho que trabalhava no ministério, derrubaram Thicknesse, e Lucio e Narcisa Malfoy corriam entre a multidão, sem sequer tentar lutar, chamando aos berros, por Draco.

       Eu agora duelava com McGonagall, Slughorn e Kingsley ao mesmo tempo. Eles trançavam e se protegiam ao meu redor, incapazes de acabar comigo.

       Belatriz continuava a duelar, á uns cinqüenta metros de mim, e como eu, ela duelava com três de uma vez: a sangue-ruim amiga de Potter, a única Weasley garota, e a filha de Xenofílio Lovegood, todas empenhadas ao máximo, mas Belatriz valia por todas juntas, ah sim, e uma Maldição da Morte passou á centímetros da garota Weasley.

       – A MINHA FILHA NÃO, SUA VACA! – a Weasley mãe, atirou sua capa para longe enquanto corria, deixando os braços livres. Belatriz gargalhou, ao ver quem seria sua nova desafiante.

       – SAIAM DO MEU CAMINHO! – Weasley mãe gritou ás três garotas, e fazendo um gesto largo com a varinha, começou a duelar. Ela golpeava e girava, e o sorriso de Belatriz vacilou e se transformou em um esgar. Jorros de luz voavam de ambas as varinhas, o chão em torno dos pés das bruxas esquentou e fendeu; elas travavam uma luta mortal.

       – Não! – a Weasley mãe gritou quando algumas crianças correram, em seu auxílio. – Para trás! Para trás! Ela é minha!

       Seria interessante observar essa luta, como centenas de pessoas agora faziam, encostadas á parede, se eu não estivesse tão ocupado com meus três oponentes.

       – Que vai acontecer com seus filhos depois que eu matar você? – Belatriz provocou, saltando para evitar os feitiços que dançavam ao seu redor. – Quando a mamãe for pelo mesmo caminho que o Fredinho?

       – Você… nunca… mais… tocará… em… nossos… filhos! – a Weasley mãe gritou.

       Belatriz deu uma gargalhada exultante. O feitiço da Weasley mãe, passou por baixo do braço esticado de Belatriz e atingiu-a no peito, diretamente sobre o coração.

       A risada triunfante de Belatriz congelou, seus olhos pareceram saltar das órbitas: por uma mínima fração de tempo, ela percebeu o que ocorrera e, então, desmontou. A multidão que assistia bradou e eu gritei.

       Era difícil acreditar, que minha última e mais fiel tenente havia sido abatida. Mas afinal, ela era descartável… O Lord das Trevas nunca iria se deixar derrotar, NUNCA!

       Com um movimento de varinha, arremessei McGonagall, Slughorn e Kingsley para trás, debatendo-se e contorcendo-se no ar, ante minha fúria à queda de Belatriz. Apontei a varinha para Molly Weasley.

       – Protego! – alguém no salão berrou, e o Feitiço Escudo espandiu-se no meio do Salão. Olhei admirado ao redor, procurando de onde viera, e para meu horror, encontrei o dono da voz que havia salvado a Weasley. De um canto do Salão, despindo uma Capa de Invisibilidade, estava Harry Potter. Afinal, ele não havia morrido.

       Berros de choque, vivas, gritos de todos os lados de “HARRY!”,” ELE ESTÁ VIVO!”, foram imediatamente sufocados, quando Harry e eu nos encaramos, e começamos no mesmo instante a nos rodear.

       – Não quero que mais ninguém tente ajudar – no silêncio total, sua voz ecoou como o toque de uma trompa. – Tem que ser assim. Tem que ser eu.

       Essa não era uma atitude comum de Potter, geralmente ele escondia-se atrás de outras pessoas, deixando-se ser salvo. Agora, era o último ato.

       – Potter não está falando sério – arregalei meus olhos. – Não é assim que ele age, é? Quem você vai usar como escudo hoje, Potter?

       – Ninguém – ele respondeu simplesmente, para meu horror. – Não há mais horcruxes. Só você e eu. Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver, e um de nós está prestes a partir para sempre.

       – Um de nós? – ele não podia ter encontrado o Diadema. Era impossível. E se tivesse encontrado, e realmente travássemos um duelo, certamente, a vitória seria minha, eu possuía o conhecimento e a perícia, ele era só um mero garoto, que foi protegido a vida inteira. – Você acha que vai ser você, não é, o garoto que sobreviveu por acaso e porque Dumbledore estava puxando os cordões?

       – Acaso, foi? Quando minha mãe morreu pra me salvar? – ele estava me desafiando. Continuamos a nos movimentar de lado, em um círculo perfeito, mantendo a mesma distância, e para mim, só existia um rosto, o de Harry Potter. Ele iria se atrever a começar com a história do Amor? –Acaso, quando decidi lutar naquele cemitério? Acaso, quando não me defendi hoje á noite e, ainda assim, sobrevivi e retornei para lutar?

       – Acasos! – berrei, sem atacá-lo. A história de ele ter sobrevivido de novo ainda me deixava curioso. Eu o deixaria viver para me contar, assim, não cometeria o mesmo erro novamente. As pessoas no salão observavam imóveis, quase nem respiravam, exceto Potter e eu. – Acaso e sorte e o fato de você ter se escondido e choramingado atrás das saias de homens e mulheres superiores a você, e me permitindo matá-los em seu lugar!

       – Você não matará mais ninguém hoje á noite – seus olhos verdes estavam fixados nos meus – Você não será capaz de matar nenhum deles, nunca mais. Você não está entendendo? Eu estive disposto a morrer para impedir que você ferisse essas pessoas…

       – Mas você não morreu! – que garoto mais tolo, confiando que iria me atingir. Harry Potter nunca será páreo para Lord Voldemort.

       –… Mas tive intenção, e foi isso que fez a diferença. Fiz o que minha mãe fez. Protegi-os de você. Você não reparou que nenhum dos feitiços que lançou neles são duradouros? Você não pode torturá-los. Você não pode atingi-los. Você não aprende com seus erros, Riddle, não é?

       – Você se atreve… – como aquele garoto insolente poderia se atrever a chamar o Lord Voldemort de Riddle? Como ele se atreve a usar o nome sujo de meu pai trouxa? Ah, claro, Dumbledore lhe ensinou. Mesmo depois de morto, ele continua a me atrapalhar.

       – Me atrevo, sim. Sei coisas que você ignora, Tom Riddle. Sei muitas coisas importantes que você ignora. Quer ouvir algumas, antes de cometer outro grande erro?

       Não pude responder, mas continuei a rondá-loem círculo. Qualseria o segredo? Não, não poderia haver segredo… Harry Potter não iria saber nada que eu não soubesse. Só um garoto…

       – É o amor de novo? – não tive como conter a zombaria, ah, o amor! – A solução favorita de Dumbledore, amor, que ele alegava conquistar a morte, embora o amor não o tivesse impedido de cair da Torre e se quebrar como uma velha estátua de cera? Amor, que não me impediu de matar sua mãe sangue-ruim como uma barata, Potter; e ninguém parece amá-lo o suficiente para se apresentar dessa vez e receber minha maldição. Então, o que vai impedir que você morra quando eu atacar?

       – Só uma coisa – continuávamos a nos rodear. O que poderia ser? É claro que não seria nada, ele só estava querendo prolongar por mais alguns minutos sua vida.

       – Se não for o amor, o que irá salvá-lo desta vez – deixei que ele absorvesse as palavras, mas Potter parecia irredutível. –, você deve acreditar que é dotado de uma magia que não tenho, ou, então, de uma arma mais poderosa que a minha?

       – Creio que as duas coisas – Comecei a rir… Como ele poderia ter uma varinha mais poderosa que a minha? A Varinha das Varinhas! E que tipo de magia que ele poderia ter que eu não conhecesse? Afinal, eu havia ultrapassado todos os limites, criando minhas Horcruxes.

       – Você acha que conhece mais magia do que eu? Do que eu, do que Lord Voldemort, capaz de magia com que o próprio Dumbledore jamais sonhou?

       – Ah, ele sonhou, sim, mas sabia mais do que você, sabia o suficiente para não fazer o que você fez.

       – Você quer dizer que ele era fraco! – berrei. Como ele poderia insinuar que Dumbledore era mais sábio que o Lord das Trevas? O grande Lord das Trevas, que teve coragem de mutilar sua própria alma a fim de se salvar, de manter-se vivo. – Fraco demais para ousar, fraco demais para se apoderar do que poderia ser dele, do que será meu.

       – Não, ele era mais inteligente que você, um bruxo melhor, e um homem melhor.

       – Eu causei a morte de Dumbledore! – Esse garoto estava me tirando do sério. Lord Voldemort é superior à todos, é maior que qualquer um que já tentou ser grande. Lord Voldemort é inatingível.

       – Você pensa que causou, mas se enganou!

       Todas as pessoas que nos assistiam, fizeram o mesmo movimento. Todos prenderam o fôlego diante tal revelação. Eu mesmo, quase fiquei sem palavras.

       – Dumbledore está morto! – esse era seu ponto fraco, ele iria sentir essas palavras. – O corpo dele está apodrecendo no túmulo de mármore nos jardins desse castelo, eu o vi, Potter, e ele não irá retornar.

       – Dumbledore está morto, sim – Potter respondeu calmamente –, mas não foi você que mandou matá-lo. Ele escolheu como queria morrer, escolheu meses antes, combinou tudo com o homem que você julgou que era seu servo.

       – Que sonho infantil é esse? – exclamei, mas ainda assim, não ataquei. O choque quase escapou de meu controle, mas eu não deixaria meus olhos me traírem, eu continuava irredutível.

       – Severo Snape não era homem seu. Snape era de Dumbledore, desde o momento em que você começou a caçar minha mãe. E você nunca percebeu, por causa daquilo que não pode compreender. Você nunca viu o Snape conjurar um Patrono, viu, Riddle?

       Não pude responder, mas continuamos a nos rodear como dois lobos prestes a se estraçalhar. Ele não podia estar falando a verdade, era só uma mentira pra tentar me distrair… Para que eu não o matasse. Eu até podia vê-lo correndo e se escondendo atrás de alguém, que eu mataria, eu mataria todos, mataria qualquer um que estivesse no meu caminho, e depois, eu o mataria.

       – O Patrono de Snape era uma corça – o garoto continuou, ao ver que eu não responderia –, o mesmo que o de minha mãe, porque ele a amou quase toda a vida, desde que eram crianças. Você devia ter percebido – não pude deixar de mostrar meu ódio por ele, por aquele garoto. Como ele poderia saber mais que eu? Lord Voldemort sabe de tudo. –, ele lhe pediu para poupar a vida dela, não foi?

       – Ele a desejava, nada mais – desdenhei. Amor, ah o amor! –, mas, quando ela se foi, ele concordou que havia outras mulheres, de sangue mais puro, mais dignas dele…

       –Naturalmente foi o que Snape lhe disse, mas ele se tornou espião de Dumbledore a partir do momento em que você a ameaçou, e dali em diante trabalhou contra você! Dumbledore já estava morrendo quando Snape o matou!

       – Não faz diferença! – não pude deixar de acompanhar com atenção cada palavra do garoto, mas em seguida, soltei uma gargalhada. – Não faz diferença se Snape era meu seguidor ou de Dumbledore, ou que mesquinhos obstáculos ele tentou colocar em meu caminho! Eu os esmaguei como esmaguei sua mãe, o pretenso grande amor de Snape! Ah, mas isso tudo faz sentido, Potter, e de modos que você não compreende!

       “Dumbledore tentou me impedir de possuir a Varinha das Varinhas! Queria que Snape fosse o verdadeiro senhor da varinha! Mas passei a sua frente, garotinho: cheguei à varinha antes que você pudesse por as mãos nela, compreendi a verdade antes que você a percebesse. Matei Severo Snape há três horas, e a Varinha das Varinhas, a Varinha da Morte, a Varinha do Destino é realmente minha! O último plano de Dumbledore falhou, Harry Potter.”

        – É, falhou. Você tem razão. Mas, antes de você tentar me matar, eu o aconselharia a pensar no que fez… pensar, e tentar sentir algum remorso, Riddle…

       – Que é isso? – De tudo que ele havia me dito, nada me chocara tanto quando isso. Onde aquele garoto estava tentando chegar? Porque ele não parava de me desafiar e se entregava ao seu destino?

       – É a sua última chance – o garoto continuou –, e é só o que lhe resta… vi em que se transformará se não aproveitá-la… seja homem, tente sentir algum remorso…

       – Você ousa… – Como? Ver o que eu me transformaria? Do que ele estava falando? Remorso? Lord Voldemort não sente essas coisas.

       – Ouso, sim, porque o último plano de Dumbledore não saiu ás avessas para mim. Saiu ás avessas pra você, Riddle.

       Minha mão tremia em torno da Varinha das Varinhas, tremia de ódio. O garoto apertou sua varinha com mais força.

       – A varinha não está funcionando corretamente pra você, porque você matou a pessoa errada. Severo Snape jamais foi o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas. Ele jamais derrotou Dumbledore.

       – Ele matou… – não pude segurar um pequeno urro de descrença.

       – Você não está prestando atenção? Snape nunca derrotou Dumbledore! A morte de Dumbledore foi planejada pelos dois! Dumbledore pretendia morrer sem ser derrotado, o último e verdadeiro senhor da varinha! Tudo ocorreu conforme ele planejou, o poder da varinha morreria com ele, porque jamais foi arrebatada de suas mãos!

       – Mas, então, Potter, Dumbledore praticamente me entregou a varinha! – minha voz tremeu com o prazer dessas palavras, garoto tolo. –Roubei a varinha do túmulo do seu último senhor! Retirei-a, contrariando o desejo do seu último senhor! O seu poder é meu!

       – Você ainda não entendeu, não é, Riddle! Possuir a varinha não é o suficiente! Empunhá-la, usá-la, não a torna realmente sua. Você não escutou o que Olivaras disse? A varinha escolhe o bruxo… A Varinha das Varinhas reconheceu um novo senhor antes de Dumbledore morrer, alguém que jamais tinha posto a mão nela. O novo senhor tirou a varinha de Dumbledore contra sua vontade, sem perceber exatamente o que tinha feito, ou que a varinha mais perigosa do mundo lhe dedicara a sua fidelidade…

       Meu peito subia e descia rapidamente. O que ele estava dizendo era mentira, ele estava criando falsas evidências para suas conclusões. Eu era senhor da Varinha das Varinhas. Pude sentir a maldição crescendo dentro de mim e alcançando a varinha, que estava apontada para o rosto de Harry Potter.

       – O verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas era Draco Malfoy.

       Não pude evitar que transparecesse o aturdimento que eu sentia, mas logo me recompus.

       – Que diferença faz? – ele só estava me irritando, Harry Potter de nada sabia, nem mesmo possuía perícia para duelar comigo. Ele seria morto antes mesmo que percebesse. – Mesmo que você tenha razão, Potter, não faz a menor diferença para você nem para mim. Você não possui mais a varinha da fênix: duelaremos apenas com a perícia… e depois de tê-lo matado, posso cuidar de Draco Malfoy…

       – Mas é tarde demais. Você perdeu sua chance. Cheguei primeiro. Subjuguei Draco faz semanas. Arrebatei a varinha dele.

       O garoto girou a varinha de Draco Malfoy e todos os olhares convergiram sobre ele.

       – Então a questão se resume nisso, não é? – o garoto sussurrou – Será que a varinha em sua mão sabe que o seu último senhor foi desarmado? Porque se sabe… eu sou o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas.

       Um retalho ofuscante de sol surgiu no parapeito da janela mais próxima. A luz iluminou á nós dois ao mesmo tempo.

       – Avada Kedavra! – gritei, mirando em sua testa, sobre sua cicatriz.

       – Expelliarmus!

       O estampido foi de um tiro de canhão e as chamas douradas que jorraram entre as duas, no centro absoluto do círculo que havíamos descrito, marcando o ponto em que os feitiços colidiram. O jato verde de minha maldição veio ao meu encontro, quase que em câmera lenta, mas antes que eu fosse atingido por meu próprio feitiço, pude sentir a Varinha das Varinhas sendo arrebatada de minhas mãos pelo feitiço de Potter, e girou pelo ar em direção a ele, que agarrou a varinha.

       Somente agora, vendo meu próprio feitiço vindo contra mim, pela segunda vez, eu tomei consciência de que era meu verdadeiro fim, não havia mais como fugir.

       Pude sentir o feitiço me atingir no peito, e então fechei os olhos, sabendo que nunca mais tornaria a abri-los.

 

Fim!

V EP – 1º lugar Desafio de Fanfics

Por Ana Marcondes

O Testamento de Lupin

Depois da batalha de Hogwarts, os Weasley e amigos se uniram para um grande funeral em homenagem aos que perderam a vida em nome da paz. A cerimônia fúnebre aconteceu alguns quilômetros perto da casa da família.

Foi cerca de uma semana após a batalha. Todos ajudaram nas preparações, os corpos de Fred, Tonks e Lupin foram levados pelo próprio Sr. Weasley. Muitas pessoas começaram a chegar no inicio da noite. Harry e Hermione os recepcionavam indicando os lugares.

Com todos acomodados, Jorge iniciou o discurso. Falou um pouco de seu irmão gêmeo, e garantiu a todos que Fred não gostaria de um funeral mórbido e triste, mas sim de algo alegre e divertido. Claro que disse isso com intenção de descontrair o memorial, porém só agravou a situação. Depois de Jorge,  Sr. Andrômeda discursou em nome da filha. Não conseguiu falar muito. Então finalmente Harry pôs-se em pé para homenagear Remo Lupin, mas antes disso tomou em seus braços seu novo afilhado Teddy (que ao toque de seu padrinho mudou os cabelos para o mesmo tom dos de Harry):

– Não tenho muito para falar sobre Lupin, apenas me arrependo de não ter tido tempo para perguntar a ele algumas histórias sobre meu pai, e os Marotos. Acredito que essa é a coisa que mais vou sentir falta, porque o único verdadeiro amigo do meu pai que restava se foi. Mas é com grande honra que tenho em meus braços o filho dele, Teddy. Eu prometo que durante toda a minha vida, vou cuidar do Teddy como se fosse meu próprio filho, em forma de agradecimento a esse grande homem que o Lupin foi. Obrigado Lupin e Tonks por me darem esse grande presente. – Levantou Teddy em seus braços.

Mais tarde, Harry voltou para a Toca. Estava subindo para o quarto de Rony, mas foi parado por Sr. Weasley.

– Harry, venha comigo. Quero te mostrar uma coisa.

Os dois desceram até a sala. Sr. Weasley tirou um pedaço de pergaminho dobrado do bolso e entregou a Harry.

– Achei isso no bolso do Lupin, entendo a intenção que ele tinha quando escreveu. Confesso que também fiz um, mas não falei para ninguém. Acho que Molly surtaria se soubesse, iria achar que eu estava “antecipando minha morte”.

Harry abriu com cuidado, o pergaminho estava um pouco molhado. Leu com atenção as palavras escritas com letras pouco legíveis:

“Testamento de Remo John Lupin:

para Harry Potter

Se você esta lendo isso, é porque algo aconteceu comigo. Escrevo isto agora, horas depois do nascimento de meu filho. E espero que as palavras que colocarei aqui sejam um dia cumpridas Harry. Primeiramente e gostaria de lhe pedir do fundo de meu coração, que você cuide muito bem de Teddy, como se ele fosse seu próprio filho. E corrija-o se aprontar algo. Agora vamos a parte que você deve procurar saber. No seu terceiro ano em Hogwarts quando eu ainda lecionava lá, recebi dois pedidos, um de Dumbledore e outro de Sirius. Dumbledore me pediu memórias, da época de colégio. Memórias que eu achasse importante que você visse. Coisas que presenciei com seu pai e os Marotos, coisas que um dia você se divertisse vendo. Deixei-as com Dumbledore, procure vê-las um dia. E Sirius também deixou algumas memórias comigo antes de morrer, nunca as vi. Porém imagino que sejam importantes, talvez tenham uma mensagem para você. Todas estão no escritório de Dumbledore. Por favor, Harry quando tiver tempo dê uma olhada nelas.

Eu sei que não lhe deixei nada de valor material, pois também não tenho muito. Mas espero que aproveite.

R. Lupin.”

Harry encarou o pergaminho por mais alguns segundos. Era como se Lupin tivesse ouvido suas palavras no memorial. Então brevemente lhe passou pela cabeça o desejo de voltar a Hogwarts, mas então lembrou horrorizado da imagem do castelo ardendo em chamas. Guiado pelo medo, resolveu abandonar a idéia de voltar para lá, pelo menos por alguns anos.

*  *  *

Aproximadamente 20 anos depois.

– Harry! Você viu isso? – Disse Gina examinando uma carta com o velho brasão de Hogwarts.

Atordoado, ele levantou assustado de sua cama. Havia perdido a hora do trabalho, estava furioso. No dia anterior havia se deliciado com varias caixas de sapos de chocolates e tortas de abóbora, que os meninos haviam esquecido em casa nas férias de páscoa. O que o deixou acordado a metade da noite.

– Vi o que? – Disse ele esfregando os olhos e bocejando.

– Essa carta… Parece que Alvo entrou para o time de Quadribol e não nos avisou. Por que ele faria isso?

– Vai ver ele tem medo de não ser tão bom quanto eu. – Disse ele rindo sarcasticamente. – Brincadeira, mas Gina, ele deve ter um bom motivo pra não nos contar. Vou mandar uma carta pra ele e pra Tiago perguntando o por que.

Saiu apressado, e aparatou para o Ministério. Chegando lá, deu de cara com Teddy Lupin. O garoto trabalhava de estagiário no mesmo lugar que Harry, Quartel General de Aurores. Estava apressado com uma grande quantidade de papeis nas mãos.

– Bom dia Padrinho, até quando vou ter que fazer isso antes de começar a treinar? – Disse o rapaz desanimado.

– Até eu achar alguém pra colocar no seu lugar. – Disse Harry com tom de superioridade. – Brincadeira, isso é o que tem de sobra. Mas vai continuar assim até me provar que tem responsabilidade suficiente pra ser um Auror.

Viu o garoto sair apressado muito indignado. Se dirigiu ao seu escritório, onde começou a escrever uma carta para Alvo.

Alvo,

Sua mãe encontrou sua carta de admissão no time de Quadribol, eu falei pra você sumir com ela. Agora ela quer uma explicação… Invente algo e escreva imediatamente. E dê os parabéns a sua irmã pelo prêmio de Herbologia, estamos muito orgulhosos.

Pai.

Ele sabia que Alvo odiava que Gina o paparicasse, por isso resolveu não contar a ela que havia entrado no time. Chamou Teddy e o pediu para mandar uma coruja a Hogwarts.

Foi um longo dia de trabalho, logo depois de escrever a Tiago, Harry foi chamado para investigar uma velha bruxa que havia enfeitiçado os itens de uma família de trouxas. Sua vida era assim, não havia muito para fazer como um auror. Não havia nada tão grande, para o homem que havia enfrentado o Lorde das Trevas. Porém Harry não estava acostumado com uma vida tão calma, gostava de ação, e eram esses pequenos problemas que o traziam felicidade. Durante as férias acampava com os meninos, e os ensinava a duelar e jogar Quadribol, Tiago sempre quis ser goleiro, já Alvo sonhava em ser batedor, apenas a pequena Lily se espelhava nos dotes de apanhador do pai.

Chegou em casa cansado e com fome, tinha sorte de ter casado com uma mulher tão boa em culinária, com certeza herança de sua mãe. Mal abriu a porta e foi surpreendido pelo delicioso cheiro de torta de limão vindo da cozinha. Porém ao chegar lá, sua felicidade foi por água a baixo…

– Vamos para Hogwarts. – Disse Gina muito séria.

– O quê? – Disse Harry chocado.

– Isso mesmo, recebi uma coruja de Alvo hoje com uma desculpa esfarrapada sobre não ter me contado que entrou no time. Percebi que estava mentindo e como castigo, nós dois estamos indo para lá ver o próximo jogo dele.

Harry boquiaberto não entendia a situação, não queria voltar para Hogwarts. Depois de tudo que passou lá, fazia quase vinte anos desde a Batalha. Mas teve que admitir para si mesmo que tinha saudade do castelo. Sentiu uma pequena vontade de chorar, mas logo essa vontade se preencheu de raiva.

– Não Gina, não vamos! Você sabe que evito me lembrar de lá há muito tempo. E não tem nada para eu fazer lá, claro que eu gostaria de ver o Alvo jogando, mas tenho mais coisas para resolver aqui. E alguma vez você já viu algum pai visitando os filhos em Hogwarts?

– Harry, já falei com Teddy, ele não se importa de preencher seu cargo por uns dias, aliás, ficou muito feliz. Também mandei uma carta para Neville, ele está providenciando um quarto para nós. E não, nunca vi. Mas você é Harry Potter se lembra? Isso é muito importante para mim, meu único filho no time de Quadribol, quero muito ver um jogo dele. Nós vamos e ponto.

– Vá Gina! Mas eu fico!

Os dois não se falaram mais depois disso. Harry fico a noite toda pensando em como seria voltar para Hogwarts, será que haveriam mudanças? Já fazia vinte anos… Será que os outros pais achariam estranho? Afinal, ele nunca tinha visto os pais visitarem os filhos lá. Mas espera… Tinha sim uma coisa para ele fazer no castelo.

No outro dia de manhã acordou decidido. Iria para Hogwarts, tinha que cumprir com o ultimo desejo de Lupin.

– Gina já me decidi, vou com você. – Disse ele risonho.

Um grande sorriso surgiu na face de sua amada, ela correu até ele e lhe deu um grande beijo, como ele sentia falta disso.

– Então, quando começamos a arrumar as malas?  – Perguntou Harry.

– Já arrumei querido…

– Mas sem me consultar? – Perguntou angustiado.

– Eu sabia que você iria ceder Harry, além disso, não preciso da sua autorização.

Por isso ele a amava, uma mulher decidida, forte, e independente. Gina era perfeita, apenas não acertava a receita de doce de abóbora que ele tanto gostava.

No dia seguinte os dois partiram para a Toca, para pedir o carro voador de Sr. Weasley emprestado. Molly não concordara.

– Gina, não é preciso ir para Hogwarts como castigo. Apenas mande um berrador para ele, tenho certeza que é o melhor jeito. Se eu tivesse ido para lá a cada coisa que vocês faziam, imagine como seria! Harry querido, não tem jeito de convencer ela mesmo…

– Pare de ser neurótica mulher! – Gritou Sr. Weasley, saindo da sala. – Deixem eles criarem seus filhos sozinhos! Harry, já chequei o carro. Está perfeito, voando como um pinguim.

-Mas senhor Weasley pinguins não… Ah, esqueça.

No começo foi estranho dirigir um carro, ainda mais sem estrada. Gina ficou aterrorizada, nunca havia sequer entrado em um.

– Gina, você sabe se a sala de Dumbledore continua a mesma?

– Não, você não se lembra? Logo depois da batalha, muitos bruxos enviaram cartas ao Ministério pedindo a eles para manter a sala de Dumbledore intacta. Então parece que criaram uma nova…Temos que perguntar ao Neville.

Em algumas horas de vôo, avistaram no horizonte as torres do castelo, mais perfeitas do que nunca. Harry sentiu uma grande nostalgia ao ver a floresta proibida, as estufas de Herbologia, o campo de Quadribol, o salgueiro lutador e por fim o grande castelo.

Pousaram o carro, e foram recepcionados por muitos alunos curiosos. Parece que ninguém havia lhes avisado sobre sua visita. Harry ouvia os burburinhos: “Olhe, é Harry Potter!”, “Nossa, como está velho…”. Não foi muito agradável.

– Papai, mamãe!  – Lá vinha Lily, a única filha do casal que foi para Sonserina, talvez a única da família. Mas para eles não importava, um grande homem havia sido de lá também. Logo atrás vinham Tiago e Alvo.

– O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntou Tiago, era o que todos queriam saber. Gina lhe contou a história. Logo em seguida apareceu Neville, estava muito magro com uma pequena porção de cabelo branco crescendo em sua cabeça, e uma barbicha rala.

– Harry, Gina! Que prazer em vê-los! Vamos, sigam-me.  – Disse Neville animado.

Ele os levou até terceiro andar, Harry conhecia muito bem aquela parte do castelo, era onde havia embarcado em sua primeira aventura em Hogwarts. Parece que tinha se transformado em um grande quarto, havia uma grande cama de casal, dois abajures, e muitos quadros. Harry sentiu uma ponta de saudade do salão comunal da Grifinória. Deixaram suas coisas, então desceram até o Salão Principal. Gina deixou cair uma pequena e única lágrima ao ver o céu enfeitiçado. Seguiram em frente indo em direção à mesa principal, todos os olhares no casal. Se sentaram na ponta direita, Harry estava distraído ao perceber que uma mulher muito velha se levantara. Imediatamente a reconheceu como a Profª Minerva McGonagall, ela seguiu até a frente da mesa e murmurou:

Sonorus . – Não tinha a mesma voz forte e superior de Dumbledore. Prosseguiu o discurso – Hoje alunos, como vocês já devem ter notado, temos a presença ilustre de dois pais que muitos de vocês já devem conhecer, Gina Weasley e Harry Potter! Os dois estão aqui para presenciar a abertura da temporada de Quadribol de Hogwarts. Aplausos pessoal!

Ao amanhecer Harry e Gina acordaram felizes, se arrumaram e seguiram em direção ao campo de Quadribol. Sentaram na arquibancada, e observaram o pequeno Alvo entrar em campo com o uniforme bordô e dourado. Pode se dizer que era meio desajeitado com a vassoura, mas com o correr do jogo se posicionou bem. O placar terminou em 100 para Corvinal, e 170 para Grifinória. Todos estavam muito felizes, o Salão Principal foi decorado com bandeiras vermelhas e dourado por todos os cantos. Todas as mesas estavam muito agitadas. Harry chamou Neville para um canto.

– Neville, eu vim aqui com um propósito. Claro que gostei muito de ver Alvo jogar, mas tem outra coisa que quero fazer.

– Diga Harry, se estiver ao meu alcance providencio para você.

– Então, eu tenho certas coisas para resolver no escritório de Dumbledore. Lupin deixou algumas memórias para eu ver. Gina disse que o escritório continua intacto, a penseira está lá?

– Sim, mas Harry, ninguém entra lá há anos. Não sabemos a senha.

Neville o guiou até a estátua, Harry parou diante dela, e falou a primeira coisa que lhe veio a cabeça.

– Pateta ! Chorão! Destabocado! Beliscão!

Neville ficou pasmo, lembrou de seu primeiro ano em Hogwarts, nem imaginara tais palavras.

– Harry, precisa de ajuda?

– Não, a partir daqui eu me viro sozinho.

– Ok, até.

Harry entrou no escritório, viu todos os livros, todos os quadros que Dumbledore deixara, todos empoeirados até o poleiro onde ficava Fawkes a Fênix. Agora sim, Harry chorou. Então olhou ao redor, e viu o antigo armário de memórias e a penseira. Estava muito sujo, cheio de poeira. Harry abriu devagar a porta, e viu os pequenos frascos de cristal. Procurou um com o nome de Lupin, finalmente o achou. Despejou o frasco na penseira, e mergulhou a cabeça.

Tudo ficou esfumaçado, todas as formas se criavam aos poucos, Harry viu um garoto de cabelos pretos muito desarrumados, com mais ou menos 12 anos andando pelos gramados do colégio. Era seu pai, Tiago ao lado estava Sirius, paparicando umas menininhas, Pedro estava se escondendo, pois Tiago estava tentando conjurar um gato, e logo atrás estava Lupin lendo um livro.

– Sirius, eu estava pensando. – Disse Lupin alegre – Já pensou, em como seria ter um mapa…

– Que mapa? De onde? Do dormitório feminino? Não adianta cara, já tentei subir lá. – Disse Sirius rindo.

– Não, um mapa de… Hogwarts.

– Hahaha, e de onde você acha que conseguiríamos um mapa de Hogwarts?

– Na sala do Filch – Disse Pedro se achando inteligente – Ele tem uma porção de mapas, deve ter um de Hogwarts. O castelo é gigante, o cara não deve lembrar de cada passagenzinha que tem.

– Mas Remo, o que a gente faria com um mapa? – Perguntou Tiago

– Exato amigos. – Disse Lupin. – Pensem no que poderíamos fazer com um mapa.

– Acho que você está nos dias Remo… – Todos riram com a piada infame de Sirius.

– Querem ver, eu vou conseguir um mapa. E só pra provar pra vocês que isso vai ser incrível.

– Espera, eu acho que ele ta certo. Mas um mapa normal seria inútil, se saíssemos de noite só com ele o Filch nos pegaria. Temos que criar um mapa que mostre as pessoas, e onde elas estão. – Disse Tiago.

Tudo ficou esfumaçado novamente, e Harry se viu em uma sala escura, na sala de Filch. Todas aquelas correntes e cordas eram amedrontadoras. Ouviu um barulho. Mas não viu nada.

– Por aqui, vem logo Pedro. – Disse Lupin apressado tirando a capa da invisibilidade. – Procura naquelas gavetas, eu procuro nessas.

Os dois reviraram a sala de cabeça para baixo, todos os papéis no chão. Até que Pedro diz:

– Achei Remo! Achei! Olha como é grande! Nooossa – disse ele abrindo um mapa de quase dois metros de comprimento.

– Shhh! Fala baixo Pedro… ótimo, agora vamos.

Os dois se cobriram com a capa e saíram da sala de Filch. Tudo ficou esfumaçado, e Harry se encontrou no dormitório masculino da Grifinória.

– Ok, Sirius alcança o livro de feitiços. – Disse Lupin.

Remo ficou alguns minutos lendo, até que voltou a falar.

– É o seguinte, o feitiço tem que se renovar. Então vamos usar um código pra abrir e outro pra fechar o mapa, assim ninguém vai roubar ele. E cada vez que o código para abrir for pronunciado o mapa vai ser renovar, assim vamos poder usar até nosso ultimo ano em Hogwarts sem ter que alterar com novas pessoas e tal.

– Você é um gênio Remo. – Disse Pedro fascinado.

– Qual vai ser o nome? – Perguntou Lupin.

– Acho que uma coisa que combina com a gente, Mapa do Maroto! – Disse Tiago.

– Pode ser, e o código para abrir?

– Fácil… Juro solenemente que não farei nada de ruim. Temos que passar confiança. – Disse Pedro.

– Que confiança cara? É um mapa, e os únicos que vão saber dele somos nós, seus amigos. Você não confia nos seus amigos? Nós confiamos em você. – Disse Tiago.

Nesse momento Harry fez uma careta indescritível.

– Então: Juro solenemente que não farei nada de bom. É a nossa cara, vai dizer. – Falou Sirius rindo.

Lupin esboçou um sorriso e disse:

– Perfeito! E o código para fechar, depois de tudo isso, “Malfeito Feito”.

Todo o cenário tornou a esfumaçar, Harry agora se viu no Salão Principal pela manhã, viu os Marotos agora mais velhos com no mínimo quinze anos. Sirius e Pedro estavam de um lado da mesa, e Lupin de outro. Tiago entrou correndo de mão dadas com uma garota ruiva muito bonita, reconheceu sua mãe. Os dois estavam rindo feito bobos. Sentaram ao lado de Lupin. E a garota disse:

– Então Sirius, como vai indo entre você e a Camile Abbot?

– Normal sabe, mas ela é muito ciumenta.

–  Entendo, vão fazer algo hoje de noite? Eu e o Ti vamos na beira do lago, relaxar um pouco.

Os três garotos olharam para Tiago assustados.

– O que foi? – Perguntou contrariado.

– Hoje é… não posso falar aqui. – Disse Sirius olhando para Lilían, que disse:

– Ok, já entendi. Assunto de garotos, vou falar com minhas amigas então. Conversem entre vocês. – e se retirou da mesa.

– Tiago! É lua cheia! – Falou Pedro com a boca cheia de comida.

– Ok, ok vou falar com a Lily.

A cena se esfumaçou. Harry sentiu os pés no chão, havia voltado ao escritório de Dumbledore. A memória havia acabado.

Olhou novamente para o armário, achou a memória de Sirius. Despejou-a na penseira. E enfiou a cabeça.

Harry agora estava na Sala de Troféus, viu um garoto alto com cabelos grandes castanhos. Sirius estava cumprindo detenção, o que para ele era comum. Harry o viu tirando um pedaço de espelho dos bolsos, imediatamente reconheceu o Espelho de dois Sentidos. O padrinho havia lhe dado de presente antes de morrer, dizia que usava para se comunicar com seu pai nas detenções.

– Tiago Potter – Pronunciou Sirius dando ênfase a cada sílaba.

– Oi! – Ouviu Tiago

Harry se aproximou. Sirius derrubou um troféu que rachou no meio. Ouviu seu pai dizendo:

– Cara, há anos você faz isso, como consegue quebrar um troféu agora? Haha.

– Aff, fica quieto Tiago. Quantas correntes enferrujadas do Filch você já não quebrou também? – Falou Sirius rindo. – Reparo. – O troféu voltou ao normal.

– Então cara, eu tava pensando. Estamos no nosso penúltimo ano de Hogwarts, temos que aproveitar.

– Eu acho que aproveitamos bem, olha o resultado de ser o único grupo da escola que sabe a entrada para a cozinha. Ninguém mais tem um mapa do castelo! Agora estamos aqui, limpando troféus e correntes. Só temos que ter mais cuidado com o Filch, não deixando o Pedro vigiar o mapa.

– Eu sei cara, mas eu digo que poderíamos aproveitar muito mais…

– Como? Ei, eu não torço pra esse time não hein… – Disse Tiago rindo.

– Haha, não “esse” tipo de aproveitamento. Mas o que acha de nos tornarmos animagos?

– Isso é ilegal, não somos maiores ainda.

– Quem disse que vamos pedir autorização pro Ministério?

– Bom, quem sabe… Assim poderíamos passar um tempo com o Remo, já que lobisomens só atacam seres humanos. Mas não sei se Lilían concordaria…

– Você não precisa falar pra ela, afinal vamos aproveitar entre amigos.

Tudo tornou a se esfumaçar, Harry estava no pátio da escola. Lílian estava deitada com Tiago, Sirius estava conversando com Pedro, e Lupin estava tentando consertar os óculos de Tiago.

– Ei, olha quem vem vindo…o Ranhoso.

– Sirius, você não vai fazer nada com ele! – Disse Lilian furiosa.

Sirius se levantou, e disse:

– Lilian, relaxa. Minha vida ta muito parada ultimamente, não vai ser nada demais.

– Não! – Disse ela, mas era tarde demais…

Levicorpus! – Disse Sirius apontando para Snape.

– Olha, olha… quem resolveu aparecer por aqui hoje… Ranhoso, como vai? Por que você não comprou um pouco de xampu em Hogsmeade semana passada como eu mandei eim?

– Black! Você vai se arrepender disso! – Disse Snape tentando voltar ao normal.

– Tiago, faz ele parar! Por favor! – Disse Lilian atordoada.

– Sirius, deu, acho que ele já teve o que merece…

– Ok ok, mas lembre-se disso da próxima vez, não fique andando com aqueles Comensaizinhos ta? Liberacorpus – Disse Sirius, fazendo Snape cair de cara no chão. Seu nariz começou a sangrar.

– Você não vale nada Black!

– Sirius, seu idiota! – Disse Lilian correndo até Snape, ela o levou à enfermaria.

Lupin olhou de esguelha e disse:

– Eu acho que você foi longe demais, é melhor ir se desculpar ou a Lilian nunca mais vai falar com você, sério.

– Ok, já que você insiste. – Falou Sirius sarcasticamente.

Harry o acompanhou. Chegando na enfermaria viu Lilian, e Snape deitado em uma cama com Madame Pomfrey cuidado de seu nariz. Sirius fez uma cara de nojo ao ver o sangue escorrendo no pano. Harry sabia que Sirius jovem não ia se desculpar, como diziam antes “não era a cara dele”.

– Lilian, eu vim aqui te pedir desculpas.

– Não é pra mim que você tem que pedir, é pro Severo!

– Mas é com você que eu me importo em falar depois, é a namorada do meu melhor amigo.

– Esse é o único jeito Sirius. – Disse ela com a cara amarrada.

Ele olhou mais uma vez para o sangue escorrendo, Madame Pomfrey já havia saído. Pensou rapidamente, então decidiu.

– Lilian, vou falar com ele. Mas preciso que você saia.

– Não, você vai azarar ele de novo!

– Te prometo, não vou.

– Ok, depois não tem volta hein. – Lilian disse saindo da enfermaria.

– Então Ranhoso…

Snape olhou com cara de nojo para Sirius.

– É o seguinte, eu pensei em algo que vai te animar. Como desculpas, quero que semana que vem, durante a meia noite, você vai até o Salgueiro Lutador perto da cabana do Hagrid, lança um immobilus nele. Então vai achar um túnel, entre nele e siga em frente. Vai ouvir uns gritos, mas somos apenas nós fazendo uma festinha. Não conte nada pra Lilian.

– Como eu posso saber que você não está armando pra mim?

– Você não meu viu acabando de prometer pra ela que nada vai acontecer com você?

O cenário se desfez, Harry estava perto da floresta proibida, viu Snape saindo do Castelo e correndo em direção ao Salgueiro.

– Immobilus!  – A árvore parou de se mexer.

Harry entrou no túnel seguindo Snape, estava tudo escuro. “Lumus” sussurrou o rapaz. Então o caminho se iluminou, cheio de teias de aranhas, e ratos correndo de um lado para o outro.

Andaram por mais ou menos fez minutos, até encontrar uma luz. Snape correu em direção a ela, já ouvia os gritos. “Será que é uma festa?” falou para si mesmo. Encontrou-se no porão de uma casa. Os dois subiram as escadas, os gritos cada vez mais altos. Começou a ficar com medo, viu a porta de um quarto, estava toda arranhada. Receoso decidiu voltar, já imaginava Sirius Black dizendo “Maricas, não foi na festa! Covarde, eu falei que nada ia acontecer”. Mas não importava, os gritos eram muito altos, urros, ele sabia que tinha algo errado. Virou-se em direção a porta do porão, mas foi surpreendido por um cachorro muito grande e preto, com olhos que cintilavam no escuro. Snape pulou para trás e caiu no chão de medo.

– Não, sai! Sai! Sai! – gritava, mas o cachorro não se mexia, apenas rosnava.

Começou a avançar em direção a ele, que foi indo para trás até chegar na porta do quarto de onde viam os barulhos. O cachorro começou a latir para ele, com os pelos eriçados. Por impulso abriu a porta.

Impedimenta! – Ouviu a voz de Tiago Potter.

O cachorro não avançava mais. Snape virou-se em direção à porta do quarto, ficou cara a cara com um monstro, parecia um lobo em pele de humano, cheio de pelos, bípede, com as costas muito arqueada. O lobisomem urrava  gritos ensurdecedores. Não acreditando no que via, mortificado de medo, Snape caiu de joelhos no chão de madeira do quarto. Apenas viu o monstro avançando até ele, que não tinha mais forças nem para empunhar a varinha e lançar qualquer feitiço. Quando o monstro estava a apenas um metro e meio de distância, ouviu:

Petrificus Totalus! –  Na voz de Tiago Potter. O monstro caiu duro no chão, produzindo um barulho tremendo.

Harry sentiu seus pés baterem no chão do escritório de Dumbledore. Já sabia que aquilo havia acontecido, estava na memória de Snape anos atrás. Não entendia o sentido do padrinho em lhe mostrar algo tão forte, por que queria que Harry soubesse que ele fez algo tão horrível, arriscando a vida de uma pessoa? Então Harry enfiou as mãos nos bolsos, e retirou a carta de Lupin em um pergaminho muito velho, guardado durante tantos anos. Leu novamente as palavras escritas com uma letra borrada e garranchosa:

(…) “Sirius também deixou algumas memórias comigo antes de morrer, nunca as vi. Porém imagino que sejam importantes, talvez tenham uma mensagem para você.” (…)

Harry voltou para o quarto intrigado, conversou com Gina sobre o acontecido.

– Onde você estava querido?

– Fui acertar uns favores antigos com Lupin.

– Com Lupin?  – Perguntou a mulher não entendo a situação.

Harry contou sobre a carta, e as memórias. Então apresentou a ela sua dúvida sobre a última memória. Recebeu tal resposta:

– Harry, talvez Sirius tenha lhe mostrado essa memória, não para mostrar ele. Mas sim seu pai, não foi ele que salvou Snape? Talvez Sirius gostasse que você entendesse que seu pai foi um grande homem, enquanto ele pôs a vida de Snape em risco, seu pai estava lá para salvá-lo. Sirius queria que você crescesse, se inspirando em seu pai, já que não teve a oportunidade de conhecer bem ele. Foi o único jeito que ele achou de te mostrar isso Harry, mostrando seus próprios defeitos, mas expondo as qualidades de seu pai. Só tenho pena que não tenha visto essa memória antes querido. Quem sabe um dia você mostre ao Tiago, pra ver se ele aprende algo com o avô.

Com essas palavras Harry foi dormir, pensando em cada parte das memórias de Lupin e Sirius. Cada uma delas tinha um significado, Os Marotos realmente eram incríveis. Harry pegou no sono, e tudo estava bem.

FIM

V EP – 2º lugar Desafio de Fanfics;

Por Fabrício Luciano Kerber Betto

A Vingança de Snape

Era o ano dos Marotos em Hogwarts. Tiago, Sirius, Remo e Pedro eram amigos de dar inveja. E provocavam. Foram sete anos de alegrias, diversões, aventuras. Não esquecendo também dos amores.

Tiago amava Lilian. Lilian amava Tiago. Mas havia outra pessoa que sempre olhava Lilian. E sempre invejava Tiago. Seu nome era Severo. Severo Snape.

Neste último ano em Hogwarts a vida dos Marotos não foi tão boa. Isso por causa do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Professor Epitacus Storm (um homem baixo, rechonchudo e com cara de que não ia com a cara dos quatro). Ele adorava tirar pontos da Grifinória, é culpava os quatro por tudo. Não que eles fossem inocentes. Mas Epitacus tinha um eterno admirador: Snape.

Snape dizia que Epitacus era sua inspiração e que um dia ainda seria um professor como ele. Em parte, a culpa de Epitacus perseguir os Marotos, era de Snape, que sempre os dedurava ou simplesmente induzia o professor contra os quatro.

Agora a formatura estava próxima. E os Marotos decidiram se vingar: Epitacus merecia isso.

Eles planejaram e decidiram o que iriam fazer: à noite, um dia antes da formatura, iriem até o escritório de Epitacus e pegariam o seu querido sapo de estimação: o Bufo, um sapo que vivia mudando de cor e fazendo barulhos durante as aulas.

Quando a noite chegou, Tiago pegou sua capa da invisibilidade cobriu-se junto com Sirius e desapareceu no quarto. Remo e Pedro passaram apenas a ouvir as vozes dos dois.

Tiago e Sirius saíram e andaram pela penumbra do castelo. Passaram por um fantasma e depois chegaram no corredor do escritório do Professor. As mãos de Sirius estavam quase tocando a maçaneta quando ouviram passos se aproximando. Perceberam que o dono dos passos estavam prestes a se revelar e neste exato momento Tiago pisou na barra da capa, o que a puxou, revelando a sua cabeça e a de Sirius. Agora eles eram cabeças flutuando.

Os donos dos passos se revelou: Severo Snape.

– O que vocês fazem aqui?

– Nós que perguntamos Snape.

– Eu tenho autorização do professor Epitacus. Ele ouviu comentários de que Bufo corria perigo e me mandou vigiar. Pelo jeito ele estava certo.

– Prove que nós iríamos roubar alguma coisa! – Disse Tiago, encarando Snape.

– Não provo. Mas vocês levarão um belo castigo.

– Eu sei que você só tem inveja da gente, Severo! Você sempre quis Lilian. Você sempre quis ser legal, amado, assim como eu! Você não é nada, Snape!

– Sectusempra! – antes que Snape pudesse perceber, ele mesmo havia sacado a varinha e lançado seu feitiço contra Tiago.

A pele de Tiago começou a rasgar e Sirius ficou desesperado.

– O que você fez?

Assim que voltou a si, Snape se ajoelhou ao lado de Tiago e fez o seu feitiço revertedor:

– O que você fez comigo? O que foi isso?

– Não foi nada.

– Vamos embora logo, Tiago!

– Não deixarei vocês irem!

– Você me atacou, Snape. Isso é muito pior do que a gente fez.

Os dois foram embora e Snape continuou ajoelhado. Depois de já cansado de ficar ajoelhado, se encostou na parede e pensou nos doces lábios de Lilian. E uma lágrima escorreu pelo seu rosto.

***

Era a noite de formatura do sétimo ano. Todos estavam em festa. Mas Snape estava isolado em um corredor.

Ouviu passos se aproximando. Então Lilian se revelou.

– Boa noite, Snape!

– Olá, Lilian! Por que não está na festa?

– E por que você não está na festa? – Disse Lilian com um sorriso no rosto.

– Eu acho que ninguém me quer lá. Nem meus amigos. Se é que eu tenho algum.

– Severo! Apenas se cale.

Lilian se aproximou de Snape e tocou os lábios dele nos seus.

Snape sentiu o gosto da poção do  amor.

Lilian se retirou e em seguida Severo observou ela se aproximar de Tiago.

V EP – 3º lugar Desafio de Fanfics;

One-shot-capitulo único
Gênero – livre
Temática – marotos

Por Gabriela Balduino


– Não,para!!

– Mas,não vai dar tempo…e se …

– Claro que não vai dar tempo se você ficar tagarelando aí…agora cala a boca e anda logo cara !

– Abre essa porta logo cara !

Nisso ouve-se um barulho. Um barulho de metal entrando em contato ao piso gélido do castelo.

– Eu não acredito que você fez isso!

– Ah sirius,aquele Lucio mereceu isso,foi lindo ver ele voando pelo campo! – disse Thiago com um sorriso zombeteiro,enquanto andavam pelas praças e jardins de hogwarts.

– Mas, você sabe que isso foi errado, não sabe?

– Mas… hehehe tudo que é contra as regras é mais divertido. Ou vai negar ? –Thiago disse com seu conhecido sorriso estampado em sua face.

– E mudando de assunto, nos temos que ter… – Thiago interrompeu Lupin.

– Espera, espera! Olha quem esta chegando!

Lílian mostrava seu lindo sorriso andando com Laila a encontro dos garotos.

– Oi meninos! – disse Lilian ainda com seu sorriso estonteante – Vocês vão jantar hoje ?

– AM…é…é…s sim. – disse Thiago gaguejando, tonto pela beleza de Lilian.

– Ok então espero vocês ! – disse Lilian já indo embora.

– Cara,essa garota te hipnotiza mesmo! – comentou Lupin para Thiago.

– A culpa não é minha que você é um encalhado!

– Encalhado! EU! – gritava Lupin inconformado. – Eu não sou encalhado, mas espera aí…você disse pra Lilian que iríamos jantar,mas temos um compromisso! E só pra esclarecer as coisas…ELA NEM LIGA PRA VOCÊ! O que te faz um encalhado também.

Nisso vinha Lilian,agora, sem sua companhia, porém desta vez parou no meio do caminho.

– Lulu,vem aqui por favor?

– Lulu? kkkk Essa é ótima! – zombou Sirius, enquanto Thiago e Pedro estava de bocas entreabertas.

– Mas.. não,não,não pode ser – Thiago já vermelho de raiva e inconformado.

– Encalhado. Sei! – disse Lupin em um volume quase baixo demais, o que provocou Thiago ainda mais.

– É…dessa vez ele ganhou – disse Sirius em uma tentativa frustrada de consolar o amigo.

Horas se passaram e todos já estavam se preparando para o “compromisso”.

– E qual é aquela de lulu, hein Lupin? – Pedro começara o alvoroço entre os meninos.

– kkk, Adorei essa!!

– Cada um tem o que merece mesmo! Olha os amigos que eu tenho!!

– Pedro,Pedro,nenhum risco??

– Não, nenhum luluzinho.

– Pára!

– A capa esta aí?

– Sim lulu – Pedro ainda brincando com o amigo.

Lupin o encarou friamente fazendo-o se calar, se voltou aos outros e falou:

– Todos prontos?

– Sim!

– Aham!

Lupin tomou novamente a palavra e disse:

– Vamos?

– Ta!

Eles se cobriram com a capa de invisibilidade, porém estavam grandes demais para caber todos eles na pequenina capa, então Pedro se transformou em rato, ficaria mais espaçoso.

Eles saíram silenciosamente.

Após a abertura do quadro se fechar, ouviram a voz de Sirius atrás deles.

– Seus pés estão aparecendo!

Eles rapidamente se arrumaram e Sirius disse:

– Obrigado.

– Não podemos cometer mais esse tipo de erro. – disse Sirius com tom de preocupação – Sabem que o Snape quer um motivo, por menor que for para ver-nos fora daqui.

– Para de falar, ouvir-nos falando já é um bom motivo para chutar-nos daqui.- Pedro alertou Sirius.

– Tá bem, Thiago abra o mapa.

– Aqui, está aberto.

– Bom, não tem nada de ameaçador hoje. – disse Thiago tranquilamente.

– Ah, tem sim. – disse Pedro corrigindo-o.

– Nossa o que ele faz fora da cama a essa hora? – disse Lupin assustado.

– Não sei, mas ele é perigoso.

– Ele é um completo idiota!

– Sai, anda logo, temos que sair daqui! Ele ta correndo pra cá!

– Será que ele sabe? Quer dizer sobre o mapa, a capa, nós…

– Não, não, não tem como, eu, eu acho.

– Corre!!!

– Espera,espera! – interrompeu Lupin.

– Eu tenho a chave da sala de poções.

– Uhul, lulu salvou a nossa vida…- cantarolava Pedro enquanto tentava saltitar por debaixo da capa.

– Será que dá pra ficar quieto Pedro?

– Ta, ta, como quiser.

– Chegamos! Cadê a chave agora?

– Cara anda logo, ele ta chegando…

– Quer saber eu vou sair e dar um jeito nele agorinha mesmo!

– Não, para!!

– Mas, não vai dar tempo…e se …

– Claro que não vai dar tempo se você ficar tagarelando aí…agora cala a boca e anda logo cara!

– Abre essa porta logo cara!

Nisso ouve-se um barulho. Um barulho de metal entrando em contato ao piso gélido do castelo

– Lupin, o que você fez?

– Bom… Hehehe eu derrubei a chave… – Lupin com um sorriso estampado no rosto que enfureceria qualquer um que o visse.

– Eu juro que te mato, cara, isso é, se a gente sobreviver a isso.

– Ah… Ta Senhor machão… – disse Sirius tentando conter a discussão -. Abra a porta.

– Não dá – disse Lupin relutantemente.

– Como assim?

– Eu disse que derrubei a chave, daí o Senhor machão veio discutir e chutou a chave para dentro da sala.

– 10, 9, 8,7…

– Que foi Thiago?

– Ele ta vindo droga, acabou de entrar no corredor!

– Ta calma…

– Lupin dá um jeito – ordenou Sirius.

– Ta!

Alohomora!

Escutou um estralo, a porta se abrira, o alivio transbordava dentro dos garotos.

– Vamos. Ele já passou, temos de ir amanha temos prova de poções.

– É, eu já estou com sono – disse Thiago entre um bocejo e outro.

– Temos de ir correndo agora! – disse Sirius rapidamente.

– É, é mais seguro.

Todos correm até os dormitórios, mas ao tentarem subir a escadaria ouviram o alto ruído da velha cadeia da sala se mexer. Então se viraram.

Lilian, sentada na cadeira de cara fechada, como uma mãe que acabara de ver o filho cometendo alguma negligencia.

– Aonde é que vocês estavam e, porque não foram ao jantar?

– Estávamos sem fome, mas depois ficamos com sede e saímos para beber água! – disse Thiago com uma cara quase indecifrável.

– Ele nunca soube mentir tão bem. – cochichou Sirius no ouvido de Lupin.

– Ta como quiserem, estou cansada e vou dormir boa noite.

Todos já na cama e então Pedro faz cara de perdido.

– O que foi Pedro? – perguntou Lupin.

– Vocês estudaram?

– Hã?

– Pra prova de amanhã.

– Ai, eu esqueci completamente – falou Thiago.

– Mas… Lupin.

– O que foi Thiago?

– O que a gente foi fazer hoje? Por que a gente não fez o que era pra fazer, e eu fiquei curioso. O que era?

– Bom… Hehehe… A gente ÍA pegar as respostas da prova de poções!

– Droga!

V EP – 4º lugar Desafio de Fanfics

Inspirado na obra: Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Personagens utilizados da serie: Harry Potter

Criado por: Alan M. Amaral

Temática: Os Marotos

Classificação: Livre

Estilo: Aventura, Drama, Magia.

***

Por Alan Marc do Amaral

Histórias Perdidas

12:50

O sol cintilava sobre os casarões quadrados de Londres, a calmaria que por ali se instalara dava um ‘‘ar’’ de abandono à cidade já que seus moradores haviam preferido as sombras frescas que se alojavam dentro de seus lares. Porem, o sol daquelas férias de verão parecia não afetar uma jovem debruçada em um quintal verdejante em frente de uma casa simplória.

_Lilian! Entre já menina! Olha só este sol. – pela porta entre-aberta, dizia uma mulher de pijama amarelado como seus longos cabelos Lisos.

_Deixe-a mamãe, quem sabe ela não se queima de uma vez!

_Petunia! – urrou a jovem senhora – Não diga essas coisas para sua irmã. – concluiu olhando para uma garota a seu lado que encarava a irmã com ar de reprovação.

_Tudo bem mamãe, não precisa se importar com isso – dizia Lílian, uma garota de longos cabelos acaju, trajada de sapatilha e saia preta e camisa branca, que se colocava a sentar sobre o gramado. – Já entro, só mais um pouquinho.

_Esta bem Lílian, só mais um pouco. – disse a mulher que ao terminar de falar com a filha adentrou em sua casa acompanhada por Petúnia.

13:00

_PSIU! – chamava um jovem de cabelos negros escorridos sobre o rosto pálido, e com o corpo ocultado em um arvoredo. – Lílian.

_O que você quer Severus? Ontem a conversa não bastou?

_Me perdoe, não sei o que me deu ontem, eu…eu…

_Mas eu sei! – retrucou Lílian – Você não se controla quando o assunto é o Potter.

_Mas…

_Mas nada! Ele é meu amigo e você também. Por isso não quero perder nenhum de vocês.

_Então… – Começou Severus.

_Então… por ser sua amiga eu deixo passar desta vez. So oque espero é que não tenhamos que discutir novamente.

_Que bom ouvir isto. Apropósito… você ira este ano a Hogwarts?

_Vou sim Severus, porque pergunta?

_Por que talvez eu não va…

_São seu pais novamente?

_Sim. Eles não entendem, ou parecem não me aceitar por ser um bruxo.

_Com o tempo eles aceitaram, pois vão ver a ótima pessoa que você é.

_Agradeço as palavras Lílian – dizia Severus de forma carinhosa.

_É para isso que servem os amigos – respondeu a garota retribuindo o sorrido do amigo.

15 anos após a morte dos Potter.

Sala de Severus Snape.

A sala do professor snape, diferente das demais salas, era escura e um tanto sombria. Entretando, naquela noite em particular ela estava um tanto iluminada, afinal, aquele dia seria o dia que Snape escolhera para ensinar á Harry Potter um treinamento contra Lord Voldemort, o controle da própria mente.

_Novamente! – falava o professor de trajes Negros.

_Nao podemos parar. Já estamos nisso á horas.

_Você é como seu pai Potter. Preguisoso e Arrogante.

_Não fale mal do meu pai!

_Fraco!

_Eu não sou fraco!

_Então, prove. Controle sua mente, e discipline-a. Legilimens!

_Protego! – Para a surpresa do ex-comensal, Harry se atrevera à contra golpear, e assim pode descobrir a verdadeira Face de James Potter.

Algumas décadas atrás, em algum lugar de Hogwarts.
( e nas memórias de Snape).

Através das memórias de Snape, Harry pode observar que a antiga Hogwarts não era tão diferente de como é em sua época – Um grande castelo medieval, com quintais enormes o rodeando, em outras palavras, bem comum. À medida que Harry seguia pelos caminhos estreitos dos corredores externos conseguia identificar rostos, e alguns em particular, quatro garoto que seguiam em direção de uma arvore que Harry conhecia muito bem, o salgueiro Lutador – uma arvore que mantinha a todos os alunos afastados, exceto aqueles quatro jovens, que o próprio Potter conhecia pelo nome de Os Marotos.

(A partir daqui colocarei apenas a Visão de Harry, sem colocá-lo como personagem.)

Sentados algum metros do salgueiro – onde ele não os alcançariam – o grupo do marotos planejavam algo.

_James, o que você pretende fazer hoje com o Severus? – perguntou um jovem de estatura baixa e com pontudas orelhas.

_Estava pensando em colocá-lo de ponta cabeça, se bem que isso já esta ficando monótono. – respondeu um garoto de cabelos castanhos e estatura mediana.

_Já estamos ficando sem idéias. – reclamou um jovem de alta estatura e cabelo esbranquiçados.

_Relaxem pessoal, ate a tarde vamos pensar em algo. – desta vez era um garoto de cabelos negros e estatura mediana que dava a sua opinião.

_Quem sabe tenhamos alguma idéia agora, olhem quem esta lá. – disse James apontando para um jovem de trajes negros e pele pálida.

_Vamos lá então! – convidou o segundo integrante.

Ao anoitecer, no banheiro Feminino (abandonado).

_Calma Severus, tudo vai terminar bem! – dizia uma garota que um dia já fora humana.

_Murta, você não entende, se chegassem a lançar feitiços em você, você não chegaria a sentir. Mas eu sinto. – sussurou Severus sentado com os joelhos e braços ocultando seu rosto.

_Se você quiser, eu vou ate eles e…

_Não, Murta! Eu prometi a Lílian que não a magoaria, apesar dela não acreditar quem na verdade é esse tal de James Potter. Porem não sei se agüentarei mais as humilhações deles.

_Ok! Qual quer coisa estarei por aqui. – disse a garota fantasma se despedindo, e atravessando a parede branca.

_Obrigado!

10 minutos mais tarde.

Após sair do banheiro um pouco mais calmo, Severus decidiu ir ate a biblioteca onde pretendia estudar mais para as provas de fim de ano. Depois de passar por longos corredores iluminados por tochas, subir e descer escadas que insistiam em mudar, e passar despercebido por algumas pessoas, finalmente havia chego á biblioteca.

“Secspeliarmus. Estuliarmus. Sectunsempra! É esse! “ – pensava Snape com sigo mesmo sem levantar suspeitas. – Agora, onde será que está aquele maldito livro. Achei! – concluiu ao tirar um espesso livro empoeirado da estante.

“Não vai ser fácil, mas vou conseguir” – voltou a pensar assim que dera uma demorada olhada nas paginas envelhecidas.

Na manhã do dia seguinte…

O salão principal naquele dia estava pouco movimentado pelo fato do natal estar chegando, muitos dos estudantes de Hogwarts haviam decididos passar aquele tempo em casa, exceto Snape, trajado do uniforme verde e prata da Sonserina o garoto encarava um velho livro atentamente, tão distraído estava que não notara uma voz feminina que surgia atrás dele.

_Severus. Severus!

_Ah, oi Lílian – comprimento o Sonserino ao se virar.

_Estava preocupada, não lhe vi ontem. Aconteceu algo?

_Não, esta tudo bem.

_Que bom. Apropóxito… Onde você ira passar o Natal?

_Em Hogwarts mesmo, e você?

_Em casa.

_Esta levando o suficiente na bagagem? – ironizou severus, assim que viu as três malas de mão da garota.

_Ha Há! – riu Lílian como se não houvesse graça alguma.

_O que é isso? – perguntou a jovem se aproximando do livro de capa negra.

Mas, antes que Harry Potter pudesse acompanhar a visão da mãe, seu professor – Severus Snape – conseguiu escapar da magia refletida.

_Desculpe-me – tentava dizer o grifinoriano, apesar de estar sendo segurado pela gola de sua camisa.

_Saia já daqui Potter! – Severus sibilava as palavras enquanto soltava seu aluno.

Assim que se livrara das mãos de Snape, Harry se apresava em direção á porta de saída da sala enquanto era seguido pelo olhar enfurecido de seu professor.