FIC – Dois Passados Tembras

Cap 13 – Rarus

– Tio Jorge? – perguntou Meggy, confusa – O tio Jorge que nunca voltou?

– Então era por isso que ele era tão parecido com o papai! – Gareth concluiu, conseguindo entender porque foram tão facilmente enganados no trem.

Draco encarou Emily, fazendo suas próprias ligações e finalmente entendendo algumas coisas. Ela, por sua vez, ao compreender que o marido percebera que as acusações que os levaram àquela separação estavam sendo esclarecidas, retribuiu o olhar tentando dizer que no momento ele precisava ficar atento ao que acontecia.

Fred continuou olhando surpreso para Jorge, como se ainda não tivesse entendido porque era seu irmão quem estava ali e não um bruxo das trevas, como os que ele costumava capturar em seu trabalho. Vendo a conflito dele, Charlotte segurou forte a sua mão, para lhe lembrar que a sua família estava ali, e então disse para Jorge:

– Não importa quantas razões me dê para acreditar que o que está fazendo é certo! Você passou dos limites quando ousou tocar nos nossos filhos!

– Hunf. – fez ele simplesmente em resposta, em tom zombeteiro – E falou aquela que foi educada para estar no lugar em que estou agora… Não minta para mim, Charlotte! Antigamente eu não entendia como era ser alguém como você. Como uma menina de aparência tão frágil e com uma personalidade estranha poderia ter sido criada para obter e ter poder. Mas hoje, não só compreendo como sei lhe dizer exatamente onde errou… – ele ajeitou melhor os ombros na cadeira, movimentando minimamente a cabeça – Não sente vontade de saber como seria, Charlotte?

– Não. – ela respondeu rapidamente, estreitando os olhos.

– Não tem curiosidade de saber como é manipular alguém assim, com algo mais poderoso do que qualquer coisa que já usou? – sem palavras ou gestos, ele fez com que Selene andasse de um lado para o outro, de forma graciosa, mas sinistramente sem vida, como se ela fosse uma boneca manipulada por fios invisíveis – Se soubesse fazer isso, não teria sido reconhecida pelo Lorde?

Dessa vez, Charlotte pensou por um tempo e então disse:

– Se tenho curiosidade em saber como funciona um encantamento tão poderoso e proibido como esse? Sim, tenho. Se me ocorre a idéia de poder controlar e o que fazer com esse controle? É claro que sim. Se eu não usaria isso para mostrar para o bruxo que me criou como sou essencial para os seus planos? É lógico.

Todos os outros olharam assustados para Charlotte, e dessa vez foi Fred que apertou sua mão.

– Tudo isso passa pela minha mente e eu seria um hipócrita em dizer que não. – ela continuou – Não posso negar ou escapar meu passado sombrio. Porém – ela olhou para Selene, que a encarava com seu olhar velado – estou vivendo o presente, Jorge. Assim como a Emily, agora tenho a oportunidade de escolher meu futuro. E o resultado das minhas escolhas estão aqui, diante de você. – ela indicou as crianças escondidas atrás do marido – Então, não pense que tem o controle de tudo, assim como uma vez eu pensei! Existe uma força maior do que qualquer feitiço proibido, e ela só pode ser usada para defender, nunca para controlar!

– AGORA! – a voz de Lune ecoou na câmara, fazendo com que Charlotte e Fred compreendessem na hora.

Charlotte já havia percebido que Jorge não podia se mexer enquanto controlava Selene e a única coisa que eles podiam fazer era ganhar tempo para Lune poder por o plano dela em prática, qualquer que fosse. Rapidamente, mandou as crianças para Emily e Draco, e então ela o marido correram em direções opostas: Charlotte partiu para cima de Selene e Fred para a professora Fauche.

Selene, com os olhos enevoados, não apresentava o menor sinal de reconhecer a mãe, e se preparou para atacar. Assim que Charlotte ficou próxima dela, a menina levantou a mão, jogando um feitiço contra ela. Apesar de anos sem treinar, Charlotte conseguiu desviar, mas instantaneamente foi atingida por outro e foi jogada longe. Caindo de mau jeito no chão, ela olhou para a filha, que agora caminhava lentamente na direção dela.

– Vai lutar contra sua filha, Charlotte? – perguntou Jorge, dando uma risada de escárnio.

Mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, Lune havia se aproximado de Jorge, murmurando algum tipo de encantamento. Fred lutava com a professora, tomando toda a atenção dela. Charlotte ainda olhava para a filha, que ainda caminhava na direção dela, quando tudo ficou desfocado e toda a força que ela tinha nos joelhos para se manter em pé desapareceu. Quando finalmente voltou a se estabilizar, viu Lune caída do outro lado da câmara e Fred amarrado ao lado da professora, a encarando com um misto de choque e preocupação.

Emily estava atrás com Draco, protegendo as crianças e prontos para defendê-las. Assim que viu os amigos serem dominados, ela pediu para os mais velhos cuidarem dos mais novos e encarou o marido, tentando dizer sem palavras o que iria fazer, e correu na direção de Jorge.

– Droga, Emily! – Draco grunhiu, correndo atrás dela, ao ver que ela nem olhava para trás.

Sentindo um pouco de medo, Draco jogou um feitiço na professora, que estava distraída em manter Fred e Lune sobre controle e não o viu chegar. Enquanto lutava com ela, pode ver que Emily seguia diretamente na direção de Jorge, com a varinha em punhos.

– Quer me atacar, Emily? – Jorge deu uma grande gargalhada – Você, que mal consegue defender seus filhos direito?

– Eu nem preciso lhe lembrar o quão difícil eu posso ser quando irritada, não é? – ela resmungou, atirando um feitiço diretamente nele.

Jorge usou Selene, que habilmente tomou o feitiço por ele. Charlotte correu para desamarrar Fred, enquanto Lune começava a retomar a consciência.

Apesar da proximidade de Emily, Jorge não pareceu se alterar. Ele ainda sorria, encarando a ruiva com um olhar cínico.

Draco viu Emily continuar a jogar vários feitiços em Jorge sem parar, tentando acertar qualquer um que fosse, mas Selene sempre o defendia. Sentindo seu peito se apertar de desespero, com medo de que ela fosse ferida por aquele maluco, resolveu que precisava se livrar da professora. Viu que a irmã havia conseguido libertar Fred e os dois se separaram; Fred indo ao lado de Draco e Charlotte voltando para a filha.

– Sabe, Emily, eu até convidaria você para se tornar a rainha do novo mundo que irei criar. – ele comentou – Mas do que me adiantaria alguém que vê virtudes em uma pessoa tão inútil quanto esse Malfoy?

– Não aceite as provocações, Emily! – alertou Charlotte, mas foi tarde.

Emily inspirou com raiva e soltou:

– NÃO DIGA QUE O DRACO É UM INUTIL QUANDO VOCÊ USA CRIANÇAS INOCENTES PARA FAZER O QUE NÃO CONSEGUE!

E em resposta, ela foi atingida pelas costas, com um feitiço vindo da professora, e foi jogada para frente batendo a cabeça no chão.

– Chega de brincadeira! – ela declarou, e com um gesto elaborado da varinha, todos foram jogados contra a parede, inclusive as crianças. Imediatamente, tiveram os pés e mãos presos por algemas invisíveis e silenciados por um encantamento de lábios selados. As varinhas foram arrancadas de suas mãos e jogadas para longe e, por mais que tentassem e forçassem para se libertar, todo o esforço era revertido em mais firmeza no aprisionamento.

– Desculpe por dar esperanças para vocês até agora. – disse a professora com um risinho falso de boa menina – Mas isso já foi longe demais. Não vou deixar que insultem meu mestre. Sei que já enfrentaram muita coisa quando ainda eram jovens, e que a herdeira de Voldemort e a WIB têm muita experiência, mas… Lamento informar que o agora é nosso! Por mais que unam suas forças, por mais que dêem tudo de vocês e por mais que se sacrifiquem, essa é uma batalha perdida. Meu mestre é insuperável! – ela olhou para Jorge, parecendo extremamente satisfeita em dizer aquilo – Esses pirralhos já se mostraram suscetíveis ao tembrae e úteis para o nosso plano. Portanto, não se preocupem com eles. Cuidaremos bem dos pirralhos depois que nos desfazermos de vocês.

Sem conseguir se mover ou dizer alguma coisa, tudo o que eles puderam fazer presos à parede foi expressar através do olhar suas reações de raiva e desespero diante da situação.

– Menos essa pequena aqui. – ela indicou Selene, e no mesmo instante fez aparecer na sua mão o dragãozinho de pelúcia que a menina sempre carregava consigo.

– Como ela foi a nossa primeira tentativa de usar um tembrae tão potente, e por se tão nova… – ela começou a brincar com o dragãozinho, movimentando suas patas, com a calma de alguém que estivesse em uma tarde quente de verão tomando chá com conhecidos –  Provavelmente ela não sobreviva quando a ligação for desfeita… Ah! Como vocês estão a um passo de desaparecer, que tal eu contar uma coisa legal?

Dessa vez, com um sorriso sinistro, ela estalou os dedos e, no mesmo momento, tanto Jorge quanto Selene, desabaram onde estavam.

– E então, WIB? Admita que sou genial!

Demorou um tempo, mas logo os olhares de Lune e Charlotte indicaram que elas haviam compreendido a situação, apesar de parecer ser algo difícil de acreditar. Porém, os outros continuaram sem entender.

Contente, a professora estalou novamente os dedos e Jorge e Selene voltaram a acordar.

– Não é muito melhor conseguir as coisas usando alguém e, melhor ainda, fazendo essa pessoa acreditar que faz o que faz por si mesma? Sim, meu mestre também é meu fantoche, assim como foram outros antes de chegar onde estou agora: prestes a ser o maior nome dentro da magia! Aquela que conseguiu superar a todos e vai subjugar tanto o mundo da magia quanto o trouxa!

– LOUCA! – Charlotte, finalmente conseguiu se livrar em parte do encantamento de lábios selados, e isso foi tudo o que conseguiu pronunciar.

– Louca? – a professora riu – Acha que sou louca?… Meu conceito sobre o termo é um pouco diferente. Penso que ela deve ser aplicado àqueles que têm capacidade de estar no poder e abdicam de tudo por coisas tão simplórias e desnecessárias, como gastar sua vida em fazer coisinhas como essas sorrirem! – ela indicou Selene – Gastam todo o seu tempo e esforços para se dedicar exclusivamente a elas e o que acontece? Elas crescem e seguem seu próprio caminho, enquanto você simplesmente se esgota! Não, eu não vou fazer o mesmo que você fez, Charlotte. Amizade e família são coisas totalmente desnecessárias, descartáveis! – e, para enfatizar o que dizia, ela torceu e arrancou a cabeça do dragãozinho de pelúcia.

Então, algo inesperado aconteceu.

Um impacto atingiu a todos, como uma explosão de ar. Antes que qualquer um pudesse entender o que estava acontecendo, uma voz estridente gritou:

– RAAAAARUS! – e as paredes começaram a tremer.

BASTIDOR FINAL – Especial de Natal

L: Dingou Beul! Dingou Beul! Láláláláláláláláááááá!

A: Pára L! Já cansou!

P: Me ajuda aqui! Me enrolei com esses piscas! Socorro! (azul) Eiii (vermelho) NÃO é (verde) pra ligar (rosa) ainda (amarelo) L!

L: Aaaah… perdão, P. Sabia que hoje você tem que perdoar todo mundo? Porque hoje é um dia muiiiito especial! Dingou Beul! Dingou Beul! Láláláláláláláláááááá! (POW) AAAIIiii, A!

A: CA-LA-A-BO-CA-L!

L: Você também tem que perdoar, A! Respeita o dia, ok!

A: (com expressão de Eu vou te matar se você não parar!)…

L (desenrolando a P): Ok, eu vou ficar quietinha aqui.

Emily: Deixa que alguém com um pouco mais de coordenação faça isso, P

P: Ótimo! (azul) cansei de (vermelho) ver cores (verde) diferentes!

Draco (entrando): Ainda não está pronto?!

Charlotte: E só agora você aparece?!

L: Dingou Beul! Dingou Beul! Láláláláláláláláááááá!

A: Grrrr!

Harry: Trouxemos os refrigerantes!

Rony: Eles soltam tsssss quando a gente abre!

Hermione (revirando os olhos): E o peru já está à caminho!

Lune: Que bom! E todos já compraram os seus presentes para o Amigo Secreto?

L: Anhm…

A: Bom…

P: Abem da verdade… Vamos passear, LA?!

A: Vamos! Anhm, (saindo pela porta com as amigas) só dar uma voltinha, né? Para respirar um pouco de ar fresco depois de toda essa decoração!

L: Dingou Beul! Dingou Beul! Láláláláláláláláááááá!

A: L! Você tá pedindo pra apanhar de novo!

Charlotte (olhando ameaçadoramente para Emily): Não devíamos ter convidados elas!

Emily: Mas é Natal, Charlotte!

Antes da ceia:

Emily: Muito bem, pessoal! Antes de cortarmos o peru, anhm, o frango-assado, vamos para a nossa brincadeira de Amigo Secreto!

Geral: Aaaah!

Emily: Vai ser rapidinho! Vamos lá, eu começo! Bom,… o meu amigo secreto é… anhm… meio doida e… é… tá! Adora gatos!

Todos (menos L): L!

L: OBA! OBA! OBA! OBA! PRESENTE! (pulando)

Emily: Não sei se você vai gostar, mas… (ela entrega uma caixa pomposamente embrulhada que a L rasga sem cerimônias)

L: OBA! Gatinhu! Gatinhu! Gatinhu! Gati… rosa?

Emily: É! Não é muito fofo?!

L: Anhm… éééé… é lindo… hum-hum, agora é a minha vez! O meu amigo secreto…

A: NÃO PRECISA SUBIR NA MESA, L!

L (descendo): Você tá muito chata hoje, sabia A? Hunf!… O meu amigo secreto faz parte da DP1/2! Ele … é… parece ser figurante e tem a personalidade do Percy!

David: EU! EU!… Sou eu?

L: …é. é você sim. Ah, eu tinha planejado tanto para vocês demorarem para adivinhar! Tó! (ela lhe entregou um envelope pardo com uma folha sulfite dentro).

David: Isto é um… alien?

L: Não, olha bem… É você! E tem até o meu autógrafo!

David: Anhm… legal! Obrigado!

Emily: Sua vez, David!

David: O meu amigo secreto já está com vocês desde o começo de tudo!… Ele, anhm, te o cabelo vermelho e sardas!

Fred, Jorge, Gina e Rony: Eu?

David: Não todos. Só o Rony! (ele lhe entrega uma caixa) Eu soube que você gostava de ver o comportamento dos trouxas, então a minha mãe mandou isso!

A caixa estava repleta de fitas de vídeo com os programas do Big Brother de vários países.

Rony: Legal!… o que são essas coisas?

Emily: Depois você explica, David.  Sua vez Rony!

Rony: Meu amigo secreto é um grande cara que torce para o mesmo time que eu!

cri, cri, cri

Rony: Anhm… É o Tio Laranja!

Tio Laranja:… Que time você torce mesmo?

Rony: Chudley Cannos!, oras! (entregando o presente)

Tio Laranja:… Obrigado, Rony. Eu não torço para esse time, mas é um boné laranja muito legal! Agora é a minha vez… hum-hum, meu amigo secreto é uma grande profissional e um personagem com muitos mistérios. Em geral ninguém gosta dele, mas ele prefere assim.

Tom-Tom: EU! SOU EU!

Tio Laranja: Não é você Voldemort! É o Snape!

Snape: Eu?! Quem não gosta de mim? Menos cinco pontos para vocês!

Tio Laranja entregou o presente e o professor o abriu sem cerimônias:

Snape: O que será? Oh, um kit completo para tratamento de cabelos oleosos! Era justamente isso que eu queria!… Cai fora que agora é a minha vez! Meu amigo secreto é o Fred!

LAP: NÃO É ASSIM!

Emily: Você tinha que falar como ele era para tentarmos adivinhar!

Snape (entregando o presente): Que diferença faz?! Vocês nunca iriam adivinhar o meu enigma! E pegue logo isso que eu já fiz muito participando dessa brincadeira idiota!

Fred: Tá, tá… É só um pedaço de pergaminho… Ah, tá escrito aqui do outro lado: Eu, professor Snape, concedo à Fred Weasley 1 ponto na matéria de poções. Só um ponto?

Snape: Se não quiser é só jogar o pergaminho fora. Eu não me importo!

Fred: Está brincando?! É um ponto, mas ajuda!… Ok, a minha amiga secreta é uma dessas doidas que promoveram esse bastidor!

P: Eu?

Fred: Não! a outra doida!

A: Eu?

Fred: É!

A: Presente! Presente! Presente! Me dá!… Ah! Um pato de pelúcia! O que está escrito aqui? Me abrace (QUACK) Ah! Que legal! Eu… (QUACK)… Snif… eu (QUACK)… ELE… (quack) ELE É… SNIF… (QUACK)… Lindo!! (QUACK)

EMILY: Chega A! Fala logo quem é o seu amigo!

A: Ah, sim… meu amigo secreto é uma cópia de quem me pegou como amiga secreta!

…cri, cri, cri…

Jorge: Sou eu, né?

A: é sim! Olha… (ela tirou o presente do bolso) É um passaporte de ida e volta para a Terra do Mágico de Oz com direito a um acompanhante e uma bala de brinde!

Jorge (já metendo a bala na boca): Legal! Obrigada pela gasp, gasp, gasp cofcof É UM CARAMELO INCHA LÍNGUA?!

A: AHÁ! Eu falei quando você menos esperasse eu iria dar o troco!

Jorge (já com o efeito da bala): Hunf… ueu aigo equeto é ua enina eio oida ue esá o ieio no.

Fred: Deixa que eu o ajudo: É a Sara!

Sara: Oba! Eu!

Jorge lhe entrega por cima da sua grande língua uma coleção completa de mangás da Sakura Card Captors embrulhadas com um laço rosa)

Sara: UAU! Obrigada Jorge!

Jorge: iada…

Sara: Meu amigo secreto é um cara muito justo que nos apóia sempre. E nós adoramos ele! É o nosso advogado!

LP (emburradas): Hunf…

A: Aiaiai…

Advogado do Tom-Tom: Obrigado, Sara… anhm, o que é isso?

Sara: É a carta da justiça para ajudá-lo nas decisões e vencer a nossa causa!

Advogado do Tom-Tom: Anhm… será que eu consigo usar essa carta mesmo não sendo bruxo?

Sara: Eu posso ajustar!

Advogado do Tom-Tom: Ok… então, meu amigo secreto é uma grande jogador que sempre faz umas pontas nas fics daqui.

Quase todos: UHUUUU! WOOD! WOOD! WOOD!

Wood: Obrigado! Obrigado! Obrigado povo! Eu sei que sou de mais! Obrigado!… Nossa! Uma goles autografada pelos grandes jogadores da última Copa!… hum… todos eles já tiveram um processo sério com os clubes… Todos seus clientes?

Advogado do Tom-Tom: Pois é, né. Ossos do ofício!

Wood: Meu amigo secreto é uma pessoa muito legal que adora quadribol como todos os seus outros irmãos! GINA!

A garota levantou-se em um pulo e correu para pegar o seu presente: uma camiseta do time que Wood trabalhava autografada por ele, é claro, e pelos seus colegas.

Gina: Meu amigo secreto é uma pessoa que pode ser contra nós nas fics, mas na vida real nos ajuda muito. Principalmente agora com o nosso movimento contra as escritoras).

LAP: EIII! Estamos aqui se não repararam!

Gina: É o TOM-TOM!!!

Ela jogou o presente para ele e saiu correndo se escondendo atrás do HP.

Tom-Tom: Você só escapa hoje por que é natal! Hunf… (ele abriu o embrulho) Um livro!… Hum, Manual para o Vilão mau sucedido… Interessante… Bem, meu amigo secreto é uma pessoa, entre tantas, da minha lista negra. Será que vocês conseguem adivinhar?

cri, cri, cri

L: É muita gente! Dá uma dica, Tom-Tom!

Tom-Tom: Hunf! Não tem uma cicatriz na testa, não é amigo de classe do que tem a cicatriz na testa, não é a Charlotte, não são as escritoras, não tem cabelos vermelhos e…

Emily: Tá, tá, já deu para ver que sou eu.

Ela pegou o presente.

Tom-Tom: é uma poção rara… Não sei para que serve, mas você pode ter a honra de ser a primeira a testá-la.

Emily: Anhm, bem, Eu posso tentar usá-la de abajur no meu quarto, já que ela fica piscando com essa cor de diabrete… E agora? Quem se oferece para vir aqui na frente?

P: Eu! Eu vou! Eu posso? Diz que posso!

Emily (revirando os olhos): Pode…

P: Oba! Oba! O meu amigo secreto é uma pessoa que entrou faz pouco tempo, mas tem tudo para seguir os passos de uma personagem perfeita como a Emily!

Todos: Kira.

P: Ué… como acertaram tão fácil?

Eles apontaram  para a capa do livro que ela segurava: Guia para uma Mary Sue iniciante.

P: Droga! Eu devia ter embrulhado… Vai Kira, sua vez!

Kira: A minha… anh… amiga secreta é uma anh, pessoa muito poderosa que esse Natal excepcionalmente decidiu não fazer maldades.

cri, cri, cri

Lilith-Du-Mau (versão demoníaca da P): Podem falar que sou eu. Hoje não vou machucar ninguém… Se não me provocarem!

P: Que bom Lilith! Acho que posso cancelar o Cantinho da Lilith então.

Lilith-Du-Mau (praticamente flutuando para pegar o seu presente): Oh, agradeço. Sempre quis ter um olhar não humano. (ela sorria +/- enquanto admirava um par de lentes em formato de fenda, como os de uma cobra) Olhe, Voldie! Agora vamos poder combinar nosso olhares.

L (sussurrando): Por Merlin! E ainda querem processar a gente! Nós nunca tentaríamos juntar esses dois!

Lilith-Du-Mau: E a minha vití, ops… amigo secreto é uma pessoa que tem o nome em minha homenagem, mas não tem nada parecido comigo. Venha cá pequena Lilith!

Lilith-vampira ganhou um destilador de sangue humano que foi logo interceptado pelo professor Snape que falou que aquilo não era coisa para se dar a uma vampira em formação e acabou levando um superPowerpuffpoderzinho da Lilith-Du-Mau e caiu desmaiado.

Lilith-vampira: Obrigada, Lilith!… Mas temos um problema: minha amiga secreta ainda não chegou. É a Hermione…

Rony: Pois é. Ela nunca tinha atrasado desse jeito…

Hermione: Já cheguei, pessoal! (huf) Não se preocupem mais! (huf) Isso tá pesado… af, af, af… é o meu presente! (ela respondeu o olhar interrogativo que todos lançavam para o carrinho de mão que ela trazia comum embrulho enorme dentro)

Todos: Aaaah…

Lilith entregou o presente para a garota E como ninguém suspeitara, era um livro, Hermione continuou a brincadeira:

Hermione: A minha amiga secreta é uma pessoa quase querida aqui.

Personagens: Ela! (apontando para a P)

Emily: Foi a única escritora que sobrou.

P: Oba! Presente grande! Presente grande! Mais grande que os bichinhos que vocês ganharam! Nhénhénhéééé!

P abriu seu presente o mais rápido possível e sua expressão de alegria desapareceu assim que ela leu o título do livro… Sim! Era uma livro!

P: Edição completa e reformulada do Enciclopédia Britânica?… Legal…

Ela voltou para o seu lugar em meios aos risos das amigas..

Hermione: Esse foi o primeiro livro que eu li, e essa é uma edição especialíssima! Daqui alguns anos será uma obra rara!

P: Vai valer muito dinheiro?! Mesmo?! Blé, para vocês suas sem-obra-rara! (para as amigas que fecharam os sorrisos).

Emily: Vai Harry! Começa de novo!

Harry: Meu amigo secreto é uma pessoa que adora se fazer de bonzinho nas fics e o seu disfarce favorito é de Bad Boy com pai opressores que sempre s apaixona pela Gina Pobre.

Todos: Draco.

Draco: Ei! Eu não sou Bad Boy! E não tenho culpa se me pagam bem para eu fazer papel de menino incompreendido. E quanto a vocês (para LAP) que me transformaram em um retardado, hein? Hein?

Emily: Cala a boca e pega logo esse presente!

Draco: Hunf! (pega o presente de mau humor) Um dragão de pelúcia? Que presente nada criativo, Potter! Ele pelo menos grunhe se apertar? AAAAAAAHHHHHH! (um líquido verde espirrou do focinho do dragão bem na cara do garoto e imediatamente furúnculos enormes começaram a surgir) POTTER, SEU IDIOTA! FAÇA ISSO DESAPARECER AGORA!

Harry: Acho que vamos ter que esperar um pouco, Malfoy. (disse ele entre os risos e gargalhadas geral da sala)

Emily: Harry, tira! Ou ele não vai nos deixar continuar.

Harry (retirando os furúnculos): Desmancha prazeres!

Emily: Quem é o seu amigo Draco?

Draco (ainda atordoado): Meu amigo secreto é uma pessoa que precisa muito do meu presente! Ela tem sérios problemas com a lua.

Lune: Não precisa dizer mais nada e me passa logo esse presente. (Ela desembrulhou uma focinheira de couro de dragão e agradeceu com o rosto vermelho de raiva) O meu amigo secreto é uma pessoa que sempre me apoiou aqui. Eu adoro ela e quero todo o bem do mudo para a Charlotte.

Charlotte: Mais falsa impossível…

Lune: Hunf! Essa exclusividade é sua. Mas considere o meu presente como caso encerrado.

Charlotte abriu a caixa que continha um jogo completo de fitas e laços rosa-cheguei.

Charlotte: (Também ficando vermelha até as orelhas) Só não jogo isso no fogo agora mesmo porque a Chrisbell parece gostar dessas coisas e você me poupou de comprar um presente de Natal para ela,.. O meu amigo secreto é uma pessoa que basicamente é a razão de todos nós existirmos e estarmos aqui.

L: Anhm… Merlin?

A: Não, anta! É o Harry!

P: Ah, é!… é o Harry, né, que óbvio… eu sabia.

Harry pegou o seu presente um pouco contrariado: um kit de maquiagem para esconder cicatrizes.

Logo depois de algumas reclamações de última hora (que não vamos descrever por que esse bastidor já está enorme de grande demais…) Dumbledore desceu pela chaminé trazendo um monte de…

(L: Ué?! Tem chaminé na sala dos atores?…

P: Cala a boca, L, que agora tem!)

… doces da Dedosdemel.

Então depois de muita festa eles foram finalmente dormir, sonhando que Papai Noel iria trazer presentes bem melhores para eles quando amanhecesse.

(L: que final lindo! Dingou Beul! Dingou Beul! Láláláláláláláláááááá!

A: VAI-DOR-MIR-L!!!)

Bastidor 08 – Especial Niver da LAP

Charlotte: NÃO!

Harry: Nem pensar!

Draco: Pirou, é?!

Voldemort: Está pedindo um Avada por tabela?!

Emily (com bico): Por que não?

Rony: Pergunta ainda?!

Emily: Elas merecem… um pouco… um pouquinhozinho.

Demais:… (pisc, pisc)…

Emily (com um sorrisinho amarelo): Tá. Elas não merecem tanto assim. Mas, apesar de tudo, foram elas que nos criaram! Sem elas não estaríamos aqui agora!

Harry: ÊPA! Fale por você, mi hermana de fic! Eu sou o astro de tudo isso! Sou marca registrado e já existia muito antes dessas doidas aprenderem a escrever!

Rony: Isso aê! Somos originais!… Não igual a certas pessoas que vieram de algum lugar muito próximo ao Paraguai.

Charlotte (com a varinha no nariz dele): Quieto, Ronald!

Hermione: Mas ele está certo!

Gina: As únicas perdidas aqui são Emily, Charlotte e companhia limitada!

Emily: mas…

Harry: Nem mais nem menos! Falei, tá falado!

Draco: E eu também! Falei, tá falado!

Fred: Você já nos obrigou a fazer uma vez aquela festa surpresa para a Charlotte, que até que foi legalzinha. Mas uma festa surpresa para a LAP é outros quinhentos e quatro!*

Voldemort: Onde está a sua crença no MMADP**, traidora partidária?!

Emily (com carinha de por favor): Mas…

Demais: NÃO!!!

* = gíria de início de milênio, 500 anos do ‘descobrimento’ do Brasil. Se dizia ‘são outros 500’ quando se queria dizer ‘é outra coisa totalmente diferente’. Como estávamos em 2004 quando escrevemos isso, eram outros 504 xD…

** = Movimento Matem as Autoras da DP.

***

Harry (enchendo balão): Como ela consegue? (Fuuuuuuu)

Draco: Você eu não sei! (Fuuuuuuu) Mas quando ela fez aquela carinha de choro… (Fuuuuuuu)

Rony: (Fuuuuuuu) Bem que o Snape poderia criar uma poção contra a insistência da Emily! (FuuuuPOW!) AIII!

Snape (tentando pendurar um faixa retamente com a varinha na parede): Veneno é cura de todos os males.

Charlotte (com chapéu de chefe, batendo clara de ovos em uma bacia): Ela sempre consegue! É por isso que ela é a nossa Mary Sue oficial!

Emily (entrando): Eu trouxe mais balões!

Lune (entrando atrás dela de novo com sacolas até nos dentes): hunn!

Harry: (Fuuuuuuu) Mais balões?

Jorge: E a bebida? (Fuuuuuuu) Ninguém falou nada de bebida ainda!

Fred: É! Queremos cerveja amanteigada! (FuuuuuPOW!)

Draco: Vamos precisar de muita cerveja amanteigada para conseguir engolir o bolo da Charlotte!

Charlotte: Calado ou te faço engolir as raspas da panela com a panela!

Emily: Elas saíram e vão demorar! Temos bastante tempo para arrumar tudo!

Lune: Onde elas foram?

Emily: Sei lá… O que importa é que vai dar para fazer uma surpresa!

***

Mais tarde…

LAP entrando na sala do bastidor que estava totalmente escura:

P (espiando pela porta): Tá limpo! Pode entrar!

A: Que sorte!

L: Tá escuro! Acende a luz antes que eu tropece em mais alguma AAAHHH!!! (BAAAM!) Ai…

Personagens (menos Charlotte, Snape e Tom-Tom) acendendo as varinhas: SURPRESA!!!

LAP (largando as sacolas que carregava e erguendo as mãos para o alto): AAAAAAAHHHHHH!!!

A: FOI SEM QUERER!

P: NÃO FOI NOSSA CULPA!

L: BUUUUUÁÁÁÁÁÁ!

Personagens:…

A (notando os balões): Anh… balões?

P: Festa?

L: BOLO! UÊBA!

Charlotte (se colocando entre a LAP e a mesa de doces): Peraí! O que vocês aprontaram?

LAP (olhando em volta para disfarçar, ainda com os braços erguidos): Nada!

Draco: E essas mãos para o alto?

Harry: Da última vez que vocês tiveram essa reação foi quando acabaram com os nossos estoques de feijãozinhos!

Rony: O que tem nessas sacolas?

LAP (pegando as sacolas e tentando esconderem atrás delas): Nada!

L: Nadinha.

Voldemort: É o que veremos! Accio sacolas!

LAP (sendo arrastadas junto com as sacolas): NÃÃÃÃÃO!

Voldemort separa elas das sacolas conjurando cordas e as suspendendo no ar, totalmente presas.

Voldemort (olhando o conteúdo das sacolas): Chocolate?

Hermione (olhando outra): Pirulitos e papel crepom?

Harry (outra): Pipoca, cola e cartolina?

Charlotte: Muito bem! Quem vocês assaltaram dessa vez?

L: Ninguém em especial.

A: Quieta, L!

Emily: Por Merlin! Não acredito que consegui convencer todos a fazerem uma festa e vocês me aprontam isso!

P: Não foi um assalto! Não somos tão desesperadas assim!

L: É! Nós só pegamos sem pedir!

Charlotte: Desembuchem logo!

A: Mas e a festa?

P: Você nem cantaram parabéns ainda!

L: É aniversário de quem mesmo?

Snape: Vou pega o meu frasco de Veritaserum…

A: Tá! A gente fala!

P: Tudo começou em um lindo dia de sol…

L: E estava chovendo!

A: E tava frio!

P: É… era um lindo dia!

L: Muy hermoso!

A: Very beatiful!

Voldemort: parem de enrolar ou eu publico os meus mangás em um jornal sério!

L: Duvido que alguém aceite.

Voldemort: Ora, sua…

Emily: Parem! E vocês falem logo!

P: Bom. É que nós também queríamos fazer uma surpresa para vocês. Só que vocês são em muitos!

A: Então nós compramos os doces e iríamos montar um kit para cada um.

L: De lembrança! Como aquelas cestinhas do coelhinho da páscoa que vem com rabinho!

Draco: Que meigo. Agora vão para a parte onde vocês aprontaram!

P: O único problema é que gastamos todo o nosso dinheiro bruxo para bancar o LAP vai a Londres.

A: E gastamos todo o nosso dinheiro trouxa na estréia do HP03!

L: Ficamos sem nenhum centavo ou nuque!

Gina: E como conseguiram os doces?

P: … ééééé… Já falamos que os doces eram para vocês?

Harry: Isso não vem ao caso agora! Onde conseguiram os doces?

LAP:…

Voldemort: Vão falar ou não?!

LAP (de uma vez só): nósalugamosvocês!

Personagens: Anh?!

P: ALUGAMOS VOCÊS!

Os personagens ficaram paralisados por alguns instantes e, sem conseguirem falar, saíram da salinha batendo as portas.

L:

A:

P:

A: Viu, será que eles ficaram chateados?

L: Será que eles não vão querer os chocolates?

P: Quieta L! Não vê o problema que arranjamos?!

A: Quem vai nos tirar daqui?

L:… eu quero pipoca!

BASTIDOR – 07

Charlotte (entrando na sala das escritoras):… Por Merlin!

LAP esparramada no chão, juntamente com a Sara, cercadas de pipocas, papéis, bagulhos, cartas, embalagens de coisas que não prestam para os dentes e bonequinhos de animes:

LAP + Sara: VOLTE A FORMA HUMILDE QUE MERECE, CARTA CLOW!!!

Charlotte:… O que estão fazendo?

P: Oras, assistindo!

A: Pesquisando!

L: Torcendo!

Sara: Ensaiando!… Quer pipoca?

Charlotte: Eu só vim avisar que-

Emily escancara a porta com um olhar anormal de fúria.

Charlotte: a Emily vai matar alguém e a culpa não é minha.

Emily: ON-DE-ES-TÁ-A-MI-NHA-CRI-A-DO-RA?!

P (estranhando): Anhm…Fala.

Emily: Que história é essa de repetir minhas cenas com o Snape? Já não chega todo aquele sofrimento?!

Charlotte: Isso aê, Emily! Quebra tudo!

L: Você fica quietinha, Charlotte!… Anhm, quer dizer… por favor, deixe elas se acertarem, ok?

Emily (para a amiga): Posso azarar as duas?

P: Ai, ai… eu falei que não era para deixar ela enfeitiçar aquele menino no mundo trouxa. Agora ela fica se achando Du-mau-rebelde-sem-causa! A, dava para você… A?

P e L percebem que a A, a Sara e a TV sumiram e na porta do armário surgiu uma plaquinha de Não perturbe!

L (sussurrando para a amiga): É melhor sairmos rapidamente daqui, P. Ou essas duas vão fazer um aparatamento permanente em nós!

Emily: E então? Vai ter mais cenas dessas ou não?!

Charlotte: Até que enfim alguém fez justiça ao Movimento Matem as Autoras da DP!

L e P: Gaaaaaaaah! (fugindo desesperadas)

Emily: IÁÁÁÁÁÁ!

FIC – Dois Passados Tembras

 



Cap 13 – A pessoa escura 

– Tudo está saindo como o planejado, mestre. – disse a Parvana Fauche se curvando em frente a uma grande cadeira de madeira, onde alguém parecia cochilar tranquilamente – Mas tenha que confessar que aqueles pirralhos me surpreenderam! Não esperava que eles superassem tão rápido uma maldição Tembrae no nível um!

Quem estava na cadeira se mexeu quase que imperceptivelmente e riu:

– Afinal… uma geração sempre supera a anterior, não?… Faucher, pode reuni-los! Nossa atração principal já está quase pronta.

– Sim, mestre! – assentiu ela se curvando novamente, parecendo contente com a ordem, e saindo.
***

Todas as portas que Charlotte e Meggy encontravam, levava a mais e mais corredores com mais e mais portas. Continuavam no mesmo lugar subterrâneo, que parecia não ter fim e estavam há um tempo correndo por intermináveis corredores de parede de pedras, iluminados apenas por archotes.

– Já passamos aqui! – disse Meggy ofegando, olhando para o chão – Já desviei desse buraco umas duas vezes!

– Não vai adiantar ficarmos dando voltas… Meggy, tente sentir onde está a fonte da ilusão.

Charlotte sabia que era uma armadilha, uma barreira de ilusão mágica. Mas não conseguia encontrar o ponto de onde a ilusão começava, que seria o único lugar possível de escapar dela.
A garota se concentrou, mesmo não sabendo direito o que teria que fazer. Podia sentir que havia magia ali, em toda a sua volta, mas nada mais do que isso.
– Não está dando certo, mãe.
Nesse mesmo instante, uma das portas atrás delas foi aberta e elas ouviram uma voz conhecida:
 – Charlotte! Meggy!
– Fred! Onde você… Gareth!
O menino correu para a mãe e abraçou.
– Você está bem, Gareth? Seu rosto está esfolado!
– Pai! – Meggy, meio indecisa, finalmente viu que era seu pai mesmo e correu até ele quase chorando – Me desculpa! Eu disse para eles que estava tudo bem e saímos do trem!
– Tudo bem, Meggy, não se preocupe com isso. Tivemos alguns problemas. – disse Fred para Charlotte – Gareth estava sendo controlado e me atacou.
– A Meggy Também. Então isso quer dizer que existem pelo menos duas pessoas.
– Não encontrei nada pelo caminho, somente salas vazias e corredores que levavam a lugar nenhum.
– É um labirinto de ilusão. Temos que encontrar a fonte dele ou podemos ficar presos aqui para sempre.
Outra porta abriu na frente deles e, no mesmo instante, outra foi aberta mais distante. Pela primeira apareceu Lune e na segunda Emily junto com o seu filho menor.
– É magia antiga! – disse Lune antes que qualquer um pudesse falar alguma coisa. – Encontrei aquela professora com quem deixamos a Selene no Ministério! Ela me contou o plano deles! Estão usando Tembrae nas… São as crianças? Elas estão bem?!
– Elas estavam sendo controladas. – explicou Fred.
– Sim, alguém estava controlando o Malthus. – disse Emily – Era alguém que nos conhecia, mas não consegui saber quem…
– É uma maldição com os mesmo princípios da Imperius, porém é mais cruel. Ela aprisiona as pessoas em seus medos, enquanto o controlador usa o corpo. A única maneira de se fugir é superando o medo.
Mais uma porta abriu e dela saiu mais alguém.
– Gregory! – Emily correu até o filho, mas parou no meio do caminho quando Draco apareceu logo atrás dele.
Sem dizer nada, ele passou direto pela esposa e foi até a Charlotte.
– Acho que não podemos fugir da nossa sina do passado, não? É duro admitir que a minha irmã estava certa desde o começo, mas agora temos que encontrar o responsável por tudo isso e acabar com ele!
– Os preparativos já terminaram. – disse uma voz alegre do final do corredor – Agora vocês já podem parar de brincar de labirinto!
– É ela! Como você… – Lune não pôde terminar a pergunta, porque no mesmo instante houve um estralo e o chão começou a tremer.


Todo o corredor sumiu e eles se encontraram em uma enorme caverna bem iluminada, diferente de todo o cenário que haviam percorrido até agora. As paredes eram lisas e acinzentadas, fazendo parecer que toda a superfície fosse feita de metal. Apesar de parecer uma sala de um castelo, a sensação de que estava debaixo da terra era inconfundível, principalmente agora que a ilusão havia terminado.
– É incrível o que podemos fazer com um pouco de espaço, não? – a professora divertia-se com a surpresa deles, aparecendo do lado oposto onde estavam – Esse tempo todo vocês estava no mesmo lugar em que caíram quando entraram na casa abandonada! – e acrescentou olhando diretamente para Lune – Achou que conseguiria me deter com tão pouco, WIB? Eu falei que sou a única aprendiz aceita, não me subestime!
– Do que ela está falando, Lune? – perguntou Emily em voz baixa.
– Eu tinha a prendido copiando o feitiço que ela usou em mim… Ou ao menos eu achei que a tinha prendido.
– Finalmente está na hora de começarmos! – continuou a professora como se anunciasse o início de um espetáculo – A partir de agora, vocês irão ter a honra de serem os primeiros a ver o mais excepcional aperfeiçoamento de magia antiga que um bruxo já criou! E para ser a estrela principal eu chamo a pequena, mas surpreendente…
A professora estralou os dedos e sumiu em meio a uma fumaça rosada e densa. Assim que a fumaça se dissipou, alguém diferente surgiu nela.
– Selene! – a voz da professora ecoou pela sala.
A menina estava branca como nunca, com os olhos embaçados, exatamente como seus irmãos e primos estavam há um tempo atrás. Porém, havia algo muito diferente nela se comparado com os outros. Ela parecia estar desmaiada, inconsciente, mas ao mesmo tempo em pé como se uma força invisível a mantesse assim.
Nenhum deles tentou fazer algum movimento, pois sabiam que ela estava sendo controlada e atacaria. Charlotte segurou Meggy pelo braço quando a garota fez menção de correr até a irmã:
– Não. – murmurou ela – Temos que saber o que fizeram com ela.
– Eles estão usando magia antiga sem varinhas. – Lune começou a explicar, tentando compactar as informações para poder falar em pouco tempo e não deixar nada importante de fora – É uma prática extremamente proibida, com um número infinitamente maior de fracassos do que sucesso. Nem mesmo Voldemort ousou executar algo assim!
 – Aqui está a o melhor exemplo de Tembrae nível três e ainda evoluindo! – disse novamente a voz da professora vinda de algum ponto indefinível – Primeira demonstração!
 – Tinniens. – disse Selene com uma voz baixa, calma e indiferente.


Imediatamente, todos sentiram uma dor aguda na cabeça e um zunido insuportável ecoando em seus ouvidos. Os menores logo estavam de joelhos no chão, segurando os lados da cabeça e fechando os olhos com força. Os maiores ainda mantinham-se de pé, mas todos tremiam e estavam visivelmente impossibilitados de reagir.


Desino. – disse novamente Selene, anulando o efeito do seu primeiro feitiço, e agora todos estavam no chão de joelhos, ofegando.
Tembrae nível um permite que não só uma, mas várias pessoas sejam controlada de uma distância considerável. Seu defeito é que pode ser anulada com muita força de vontade do próprio controlado. O nível dois não só resolve esse problema, como ainda garante um tempo maior de controle, mesmo se o corpo do controlado estiver esgotado. O nível três, usado com sucesso agora, permite que o simples pronunciamento do feitiço desejado cause o efeito esperado, sem necessitar de varinha ou mesmo gestos. Agora o nível quatro…
Nove bolas luminosas verdes de tamanho médio surgiram em torno de Selene e imediatamente cada uma partiu em direção de um deles.
– São bolas de fangulis! – disse Charlotte, correndo para proteger os filhos ao mesmo tempo em que se desviava da sua bola perseguidora. – Usem protego!
Com a ajuda dos pais, as crianças conseguiram escapar das bolas antes que qualquer uma delas causasse algum dano grave.
– Vocês têm muita experiência com esse feitiço, não? – a professora riu – Mas devo anuncia para vocês que tudo até agora foi um pré-aquecimento.
– O que vamos fazer? – perguntou Emily para Charlotte, ainda segurando firmemente Malthus nos braços.
– Temos que nos dividir. – disse Charlotte para Lune – Emily e Draco devem ficar na defesa, cuidando das crianças. Elas não são capazes de se defender de feitiços desse nível.
– Mas Emily e Draco também não sabem se defender de todos os tipos de ataques, ainda mais se eles usarem magia antiga! – contestou Lune.
– Fred pode ajudá-los! – continuou Charlotte – Apesar de há muito tempo eu não fazer isso, sempre usei magia para ataque e defesa. Você como WIB também, além de conhecer magia antiga. Como a professora falou, o nível que estão usando para controlar minha filha não permite que ninguém mais além do controlador consiga libertá-la. Então temos que chegar até ele.
– Certo. – concordou Lune – Você segura a Selene enquanto eu tento passar por ela e achar o controlador.
– Esse é o problema. – disse Charlotte – Não é professora quem está controlando eles. Essa pessoa ainda não se revelou, temos que-
– Eu queria poder aguardar um momento mais apropriado para isso, mas acho que disponho de pouco tempo antes que o nível cinco seja executado. – disse uma voz diferente da professora, uma voz de um homem.
Todos procuraram em volta, mas nem a professora e nem essa outra pessoa estava visíveis.
– Essa voz… – sussurrou Emily olhando para todos os lados, para tentar confirmar o que estava pensando.
– Chega desse jogo idiota de se esconder! – gritou Lune para o teto – Já chegamos até aqui e continuar escondendo a sua cara não vai adiantar nada!
– Eu não teria tanta certeza disso. Pode ficar mais complicado para vocês se descobrirem quem sou eu.
– Eu sei quem você é! – disse Emily, mas depois pareceu ter se arrependido e olhava para os outros se sentido culpada.
– Você sabe, Emily? – perguntou Lune surpresa.
– Eu já sabia, mas… Tínhamos eliminado essa possibilidade, então eu…
– Realmente era muito estranho você ainda não ter percebido, Emily. Eu tinha uma idéia melhor da sua capacidade, mas vejo que o tempo apaga algumas das melhores habilidades das pessoas.
– Quem é ele, Emily? – exigiu saber Draco – Como você sabe quem ele é?
Ela parecia estar prestes a chorar e olhava do marido para os outros.
– Por que fez isso? – ela perguntou enfim – Por que pegou nossos filhos? Por que está usando eles contra nós? Por que agora depois de tanto tempo?
– Quem é, Emily? – insistiu Charlotte, mas a outra apenas balançou a cabeça negativamente, se segurando para não começar a chorar.
‑ Sim, houve um tempo em que eu pensei que não valia à pena. Mas depois de analisar, eu cheguei à conclusão que não havia nada a se perder… Eu já tinha perdido muito mais antes, e não havia conseguido nada.
– MENTIRA! – gritou Emily. – VOCÊ NÃO PERDEU O QUE TINHA! FOI VOCÊ QUE NÃO QUIS ACEITAR!… Não, vê?! Quem jogou tudo fora foi você mesmo! Não foram os outros que o abandonarem! Foi você quem nos abandonou!
– Abandonou?… Será que seria?… – Charlotte olhou para o marido que também olhava para o teto como se uma luz houvesse se acendido em seus pensamentos. – Não pode ser…
– Quem é, mãe? – perguntou Meggy baixinho ao lado dela, segurando a manga de suas vestes.
– Vejo que agora não será uma surpresa. – comentou  voz – Faucher, pode tirar a ilusão.
Houve outro estralo de dedos e a parede atrás de Selene começou a se retorcer, formando um buraco. Logo, a parede lisa tinha dado lugar a um grande camarote, onde estavam a professora e alguém sentado em uma confortável poltrona, os encarando com desprezo.
Todos, até mesmo as crianças prenderam a respiração com o que viram.
– Pai! – exclamou Gareth que estava ao lado de Fred – É você!
-… Jorge. – foi a única coisa que Fred conseguiu dizer, com os olhos fixos no camarote.
– Há quanto tempo, meu irmão. – disse Jorge sorrindo.

BASTIDOR – 06

L: É mais um lindo dia aqui nos bastidores! E a nossa salinha foi ampliada para o nosso grande amistoso de qua-dri-bol!!!… embora não seja tãããão grande assim porque não deixaram as nossas pessoas participarem, maaaas… Vamos narrar mesmo assim!
A:… tem certeza de que vamos deixar ela narrar, P?
P: E acha que ela vai fazer isso sozinha? É meu sonho narrar uma partida de quadribol!… bem, um dos meu sonhos… Eeeee vamos para os times!!!
L: No sensacional, inigualável, insuperável, biônicosperpawerpuff time da LAP: Charlotte Malfoy e Lune Lupin como batedoras! Uma parada e tanto para os Weasleys! Como artilheiras Emily Potter, Kira Pettigrew e Sara Granger! Como goleira Lilith Mcnikon! E o Tio Laranja como bendito fruto entre as mulheres e como apanhador também! O time rival dos Personagens Originais sem muitas novidades: Weasley gêmeos como batedores, os outros Weasleys como artilheiros juntamente com a Granger. De goleiro o Mot-Mot e como apanhador o Menino que sobreviveu.
A: Buuuu!
P: Realmente. O time dos personagens não tem nenhuma chance.
L: É… mas voltando para o jogo… O nosso estimado juiz advogado do Mot-Mot e… A? Não vai falar do Wood?
A (sussurando): Não dá, P. O Advogado do Tom-Tom tá aí também.
P: Anh… então nesse caso… O JUÍZ DEU INÍCIO AO JOGO!!!(músiquinha do Space Jam de fundo) MANDA VER, L!!!
L: E a goles começa com o time dos Originais! Draco com a posse, arremessa para Hermione que desvia de Sara e joga para Rony que aproxima-se do aro e UAU! Ganha um balaço bem no nariz lançado por Charlotte e deixa a goles cair! O time da LAP com a posse agora. Emily, Sara, Kira, Sara de novo que dá um loopin em Draco e parte para marcar! Um balaço passa zunindo pela sua cabeça e ela acaba deixando a goles cair gritando que aquela bola voadora está possuída por uma carta Clow… Mas a goles é recuperada rapidamente por Emily que parte para o aro com toda a velocidade! Mas parece que Fred não vai deixá-la passar, ele… WOW! Ganha um balaço da batedora Lupina, quer dizer, da Lune! E EMILY MARCA!!! 10X0 PARA O TIME DA LAP!!!
A: WOW!
P: D+!
L: Mas EIII! Charlotte jogou um balaço na companheira que conseguiu desviar a tempo! Que ‘ops’ nada, Charlotte!  Que feio e vingar por seu namorado!… hum-hum, voltando. A goles está sendo disputada no campo e os apanhadores ainda sobrevoam o campo sem sinal do pomo (que é um pêssego que o Mot-Mot enfeitiçou porque nós não ter  um bolinha pequena com assas…).
A:… pêssego… ah, então foram vocês que pegaram o meu lanchinho?!
P: Pêssego é bom… Mas alguém quer pipoca quentinha?    
L: UHU!  Pipoca! E o (nhoc, nhoc) time das personagens originais (nhoc, nhoc) estão com a posse das goles (nhoc, nhoc)
Algum tempo depois…
L: 1000×130 PARA O TIME DA LAP! Se aveche Mot-Mot e segura essas goles!
Mot-Mot:  É tudo culpa dessa Emily! Assim vou ter que matá-la antes do final da fic! 
P: Não, não! Ela é MINHA personagem e eu não deixo! 
LA: É! Ela é a NOSSA Mary Sue!
L: Emily ainda está comemorando o seu milésimo gol sobrevoando a torcida organizada (literalmente, os ursinhos e bonecas da LAP)
P: Continua L! Olha lá. A goles está com o Draco!
L: Mas não por muito tempo! Draco recebe um balaço da irmã e Sara recupera a goles para o time da LAP e passa para Emily e vocês já sabem o que acontece… mais 10 para a LAP! Ninguém pode com essa cambada! E… HEI!!! Fred joga um balaço em Emily e Draco vai tirar satisfação com ele gritando furioso! Lune tenta interferir e acaba levando uma bastonada perdida. Charlotte e Voldemort entram na briga também! (pisc pisc) E os outros entram também… que confusão… (para a platéia) SERÁ QUE NINGUÉM CONSEGUE APARTAR ESSE POVO?!
P: E agora?
A: … vamos brigar também?
L: UHU! VAMOS!
Harry: ACHEI O POMO!… Pessoal?… EU-A-CHEI-O-PÊ-SSE-GO!… Será que ninguém me escuta (nhoc, nhoc)… Você não querem (nhoc, nhoc) não?… Legal! (nhoc, nhoc)