ESPECIAL – WE GET A CHANCE!

L abre a porta da LAProom dramaticamente, berrando:

– WE GET A CHANCE! (como foi a L quem falou, saiu algo parecido com ‘uigetitchansi’).

Depois de quase terem morrido do coração com essa intromissão repentina da amiga, P (com a Chibi-P), Thata, Yuri e Thi-chan, deixaram de prestar atenção aos planos de dominação mundial espalhados pela mesa e lançaram olhares questionadores para a recém-chegada.

– Que que foi agora, L? – perguntou P – Chibi! Tira o Loro da boca!

– Olhem isso! – L jogou na frente deles cópias de uma notícia impressa da internet – Definitivamente vamos trazer os Arashi para o Brasil!

Thata e Yuri agarram as folhas e começaram a ler no mesmo instante. Thi-chan os observou pegando a folha e lendo, conferiu como estava o clima pela janela e então meditou um tempo, pensando em quais conseqüências efetivas aquela leitura resultaria na sua vida dali por diante. P correu atrás da Chibi que tinha tirado a fralda e a usava para tentar capturar o Loro fujão.

– Pelo Senhor da Glória e Juventude! – Thata praticamente jogou aquele e outros papéis para cima, tentando resumir nessa única frase e gesto toda a sua opinião sobre o assunto.

– O que estamos esperando?! – Yuri subiu em cima da cadeira, sem muita certeza do que fazer.

Thi-chan terminou de ler a sua folha e concordou com um aceno de cabeça.

– TEMOS que escrever uma carta para o Congresso Nacional! – declarou L, orgulhosa de ter trazido a novidade.

– Uma carta pra quê? – perguntou P voltando para a mesa, com uma Chibi-P embaixo do braço e o Loro refugiado em cima da sua cabeça, para ler a sua cópia.

***

– Muito bem. – L despejou professoralmente folhas sulfite, canetas bics, giz de cera e colas glitter e tesouras sem ponta no meio do círculo que eles formavam sentados no chão – Primeiro passo é a discussão. Então, por favor anotem tudo o que for importante para não esquecermos. Depois reunimos tudo em uma folha só para digitar.

– Projeto Mais Feliz? – P terminou de ler a cópia impressa da notícia – Deixa eu ver se entendi o raciocínio de vocês: vão usar essa nova-futura-improvável-lei da Constituição como desculpa para trazer o Arashi para cá?

– Sim! – L, Yuri, Thata com sorrisos enormes.

– … – P, dando uma olhada na Chibi P que dormia tranquilamente no carrinho ao seu lado – E acham que isso vai dar certo?

– Eles não querem felicidade? – perguntou L – Arashi abre um evento de artistas com explosões de papel colorido picado, luzes coloridas piscando e eles cantando Happiness! Quer mais felicidade que isso?

– Mais do que ficar se lamentando para o vento, se você imaginar que as coisas irão bem, então um dia uma mudança pode acontecer! – Thata começando a cantar, usando uma cola glitter como microfone.

Corra! Corra! Nós mesmos vamos buscar o amanhã! – os outros continuando em coro – Deixe-me escutar aquele som que só você possui, o sentirei totalmente! Não pare! Não pare! Os sentimentos que movem o ‘agora’! Não importa o quão pequeno seja o botão de nossa flor, é a nossa maior e única FELICIDADE!

– Mas, L! Eles falam japonês. – P – Acho que o pessoal só iria entender a parte das luzes e do papel picado.

– A gente também não entendia nada no começo, né? – L falou com os outros, que confirmaram com um gesto de cabeça.

– Mas… Ah, não adianta argumentar com fã de Arashi, né? Kitto Daijoubu, We Can Make It e  We Gonna Step and Go (Tudo Ficará Bem, Nós Vamos Conseguir e Vamos Dar um Passo e Ir).

– Isso, P, está pegando o jeito! – elogiou L.

– Tá, vamos supor que esse projeto seja aprovado e que de alguma forma miraculosa vocês consigam trazer o Arashi para o Brasil-

– YAY! – demais, empolgados com a perspectiva, inclusive o Loro.

– Quanto que vai ser a entrada? Vocês vão consegui pagar?

– … – L.

– … – Yuri.

– … – Thi-chan.

– Iiiihhh! – Thata.

– Vamos fazer uma rifa! – L, jogando canetinhas e giz de cera para o os lados com a empolgação da grande idéia – Vamos fazer uma rifa em prol de conseguir pagar nossos ingressos para o show!

– … É. – Thata.

– Seria uma boa. – Yuri.

– … – Thi-chan – E o que vamos rifar?

– Um computador! – L – Todo mundo compra rifas de computadores!

– … E que computador? – P.

– O computador de… – L meio que apontou para o Yuri.

– Ainda nem terminei de pagar meu Mac e agora que estou aprendendo a mexer nele! – Yuri negando imediatamente.

L passou a apontar para a Thata.

– Nananinanão! Já tenho que dividir ele com o meu irmão! Nem pensar em rifar a minha metade! – Thata saiu fora.

L apontou incerta para o Thi-chan.

– Não. – ele disse simples e redondamente.

– Se for para vender meu computador para pagar a entrada eu nem quero pensar em ir! – P se manifestou.

– Huuumm… – L – meu computador não vale uma entrada do show do Arashi… E acho que o pessoal que visita o blog ia ficar chateado se tivéssemos que dar a desculpa de que não podemos atualizar porque não temos mais o pc central da LAP…

– E se rifássemos uma vaca? – sugeriu Thi-chan – Vacas são úteis.

– Ééééé! – L – Boa idéia!

– Agora estamos indo bem! – Yuri.

– E enquanto a rifa está em andamento podemos vender o leite da vaca para ir começando a nossa poupança para o show! – Thata pensou sabiamente.

– Isso! – L batendo palmas e então perguntou para a P – Algo contra promotora de acusação?

– A rifa e a vaca são de vocês. Façam o que achar melhor. – P foi dar atenção para a Chibi, que resmungava entrando no processo de acordar com as pilhas recarregadas.

– Yay! Vamos rifar uma vaca para irmos no show do Arashi! – L resumiu a decisão do dia – Anotou isso secretária?

– Sim, senhora. – Thata, escrevendo na sua folha com giz de cera azul.

– Yuri, faça um modelo das rifas! – L, coordenando.

– Ryoukai desu! – Yuri, separando as canetinhas.

– Thi-chan, me ajuda a fazer uma lista das pessoas que VÃO comprar a rifa, tipo, nossos pais, tios, padrinhos…

– Hum. – concordou Thi-chan, escolhendo a cor de canetinha que iria usar.

– Sabe… – começou P pensativa, lá do carrinho da Chibi – Onde vão arranjar uma vaca?

L e os outros se entreolharam.

– Ok. – L com um suspiro  – Eu desenho a vaca…