FIC – O Retorno da LAP

CAP 07 – MWHAAHAAHAA, diz Mot-Mot

– P, o que aconteceu? – L

– Vocês me conhecem? – P – Ou, diante dessa situação bizarra, a pergunta correta seria: EU conheço vocês?

– É claro que conhece! – A, impaciente – Somos a LAP!

E L tentou ajudar explicando:

– Elas são a JAM, nossas cosplayers, e a gente gosta de anime, mangá, harry potter…

– Isso é loucura! Tirando a parte de gostar de anime, mangá e Harry Potter eu não conheço vocês, seres anormais!… E eu não sou louca! Minha mãe fez o teste.

– … – JAM.

– … – A.

– … – L – Isso foi uma piada, P?

– Bazinga!

– Sai desse corpo que não te pertence, Sheldon! – A (da LAP) chorando e chacoalhando a P.

Habilmente, com a destreza de uma lombriga tendo espamos, P se livra das garras da A (da LAP), e ajeita suas vestes, concluindo sua conversa:

– Nunca vi vocês na minha vida. Portanto, não sou essa pessoa que vocês dizem que conhecem.

– Mas, P. – L quase a ponto de chorar.

– Não me faça ter que explicar novamente. Com licença.

P não dá a mínima atenção para a cara de bichinho de pelúcia abandonado da L e olha em volta. Por um momento ela parece refletir alguns segundos e então começa a andar na direção contrária ao ponto. Desesperadas com o que uma P sem memórias e abduzida por algo não identificado pudesse fazer, JAM e LA correram atrás dela, tentando em vão convencê-la a voltar para o ponto.

– Vocês não vão parar de me seguir?

– P, você tem que lembrar quem você é! Olha! – L apontou para o ponto ao longe – Foi lá que fomos teletransportadas para a Terra Média e-

– Teletransportadas? – P pareceu se interessar – Mas isso é impossível. Se alguém tivesse descoberto o teletransporte seria eu… E o que a Terra Média tem a ver com isso?

– Oras, estávamos lá até agora! – J falou, tentando ajudar LA.

– É! – A (da JAM) – E você queria um elfo loiro, lembra?

– E quase morremos na mão da temível Imperatriz YAYA. – contou M.

– E você gosta de loiros, já falamos isso? – A (da LAP)

– Mas gostar de pessoas loiras é algo genético! E eu já fiz esse teste em mim. Na verdade eu gosto de ruivos. Os morenos não batem com meu código genético, mas os loiros estão no meio disso. Então talvez eu goste de um loiro, mas isso não é algo que eu possa escolher. Até porque, contatos carnais não são algo que procuro.

– O_O – JAM e LA

– O que foi? Não entenderam? – P dá um longo suspiro e revira os olhos, lamentando – Isso que dá tentar uma conversação com leigos. Agora, com licença, preciso voltar àquele ponto e descobrir que o teletransporte de vocês é uma farsa.

Ao caminhar até o ponto novamente, L e A tentavam inutilmente lembrar P de coisas de sua vida.

– P, lembra de quando seu computador da era passada sugou a gente?

– Isso é fisicamente impossível – P balançou a cabeça, dando uma risada de escárnio – E eu nem vou tentar explicar como é impossível, pois vocês não entenderiam.

– Mas a gente foi! – L falou, tentando alcançar a amiga – E seus livros de SDA? E Harry Potter?

– O que tem os meus livros? Vocês não mexeram neles, não é? Eu os coloquei em ordem alfabética, depois os reorganizei por cor e por último por número de páginas. Se alguém mexeu neles, eu saberei.

Assim que voltaram ao ponto, P começou a analisá-lo em silêncio, sobre o olhar atônito de JAM e LA

– E agora, L? – perguntou J – O que vocês vão fazer?

– É… eu perdi a memória já, mas eu não agia assim. – comentou M – Se bem que eu não lembro direito do que eu fiz quando estava desmemoriada, mas… isso com certeza deve ser mais estranho.

Enquanto P avaliava o ponto de ônibus e as outras se entreolhavam sem saber o que fazer, ouviram o que parecia ser uma risada. Mas não fora uma risada qualquer. Era uma risada maléfica, algo como deboche. JAM e LAP (sim, até a Psheldon resolveu olhar) olharam e viram, em cima do telhado do ponto, ninguém menos que Mot-Mot, o vilão, assistindo toda a cena.

Magicalmente exibido, ele desaparatou e aparatou no chão na frente delas:

– Vocês são sempre assim burrinhas, ignóbeis criaturas? – disse mot-mot, dando mais risadas maléficas.

– Então é você que está por trás disso, Mot-Mot? – A, nervosa.

– É claro que não. Como sempre, vocês que auto-caminharam para essa enrascada.

– E quem é essa pessoa tão simetricamente desenhada?

Mot-mot olhou para P, que o encarava como se estivesse vendo algo sublime.

– Veja os contornos do chapéu! Você que o fez? Em qual programa de computador?

– O que é isso, ignóbia criatura mais estranha do que considero comum?

P começou andar em volta de Mot-Mot, ressaltando o quanto a simetria dele a agradava.

– Vocês duas! – ele apontou para LA, enquanto P segurava a barra da capa dele e admirava os pontos – O que fizeram com essa terceira pessoa que vocês chamam de amiga?

– O que você fez, Mot-Mot! – reclamou A, apontando para ele.

– É! Se não tivesse nos mandado para Terra média, a P não estaria assim! – acusou L.

– Espera! Não falta um nariz aí? – P estreitou os olhos, encontrando um defeito nele.

– Saia! – gritou Mot-mot enfurecido, e jogou ela longe com um feitiço.

– Ok, agora estou irritado! – Mot-Mot se recompôs, ajeitando o chapéu na cabeça – Posso resolver esse problema de vocês e o meu com um só contrato.

– Um contrato? – perguntou L desconfiada, já que tinham bastante experiências com contratos.

– É. Se vocês me prometem o Yuri como escravo e eu resolvo isso de uma forma correta.

– NÃO! – J, horrorizada.

– NUNCA! – A (da JAM).

– JAMAIS! – M.

– Pra que o Yuri? – perguntou L perdida.

– Ora, para desenhar meus mangás! Já que descobri que esse é um meio eficaz de dominar o mundo, será muito mais rápido usar alguém como ele no processo.

– Sim, é lógico. Ai, ai, como não pensamos que poderia ser isso… – A.

– Bom, nesse caso, temos que pensar um pouco. – L – A, reunião de duas, já que a P foi abduzida pelo Sheldon e nessa condição o voto dela não conta.

L e A foram para um lado mais afastado, atrás da árvore, e abaixaram as cabeças, reunindo-se secretamente. JAM, que ainda as encarava com horror, ficaram na expectativa:

– Será que elas vão aceitar? – J, preocupada.

– É claro que não! – M – Nossas ídolas não fariam isso!

– Não sei não… – A (da JAM) – Elas parecem estar pensando mais do que seria normal…

Então L e A concluíram a reunião secreta e se colocaram na frente de Mot-mot.

– Tá bom. – disse L, sorrindo.

– Trato feito. – A (da LAP).

– COMO ASSIM???? – JAM.

– Ótimo! Pela primeira vez vocês escolheram corretamente. – falou Mot-mot, dando um sorriso maléfico – DeLoren! – ele chamou, assoviando como se chamasse um cachorrinho.

Ao longe LAP (sim, ela resolveu olhar para algo além do Mot-mot) viram um carro prateado se aproximar numa velocidade muito alta. Então ele parou na frente do ponto e abriu as portas para cima. LAP e JAM olharam maravilhadas para o original e inigualável carro de De Volta para o Futuro.

– Muito bem, DeLoren. – Mot-Mot afagou o capô do carro – Agora, LAP, pra dentro! Vamos voltar ao passado com esse veículo útil que eu roub-, quer dizer, que eu achei na rua.

– Uma máquina que volta no tempo? – perguntou P, cética – Essa eu pago para ver.

– Vocês têm certeza do que estão fazendo? – murmurou JAM, ao ver que a LAP entrava alegremente no carro.

– Não se preocupem… – A (da LAP) deu uma piscadela – A gente sabe lidar com o Mot-Mot.

E então Mot-Mot e LAP entraram no carro e fecharam as portas, deixando JAM no ponto, ainda as encarando estarrecidas.

FIC – O Retorno da LAP

CAP 06 – Cosplayers de LAP ao resgate

– Chegaram bem na hora! – A (da LAP) comemorando.

– Acabem com eles! – P feliz – Damos nossa autorização WIB para que vocês detonem com essas pessoas malvadas que querem nos machucar!

– Quem aí quer machucar nossas ídolas?! – esbravejou A (da JAMS), olhando feio para todos.

– Acho que devem ser aqueles ali que as estão segurando presas. – informou M apontando.

– PÓ’PARACOMISSOESOLTARELAS! – exigiu A.

– Ou vão ter que enfrentar a nossa ira! – ajudou J, acrescentado de forma sinistra.

– Trouxemos nossas kunais! – informou M, mostrando de forma ameaçadora o kit de armas de plásticos.

– Mas sem violência, gente. Acabei de fazer minhas unhas e não tô a fim de destruir elas lutando com vocês. – se manifestou S.

Os Rangers começaram a se entreolhar e a olhar para o seu Chefe, totalmente sem saber o que deveriam fazer.

– O que estão esperando?! – urrou o chefe, ficando estampado com pele de leopardo – Peguem elas também!

E imediatamente os Eito Rangers avançaram para cima das recém chegadas, prontos para imobiliza-as. Porém, tudo o que eles agarraram foram tocos de árvores recém cortados.

– Eu quero aprender a fazer isso! – pediu L com olinhos brilhando – Funciona com tigrinhos de pelúcia ao invés de tocos de árvore?

– Onde elas foram? – se espantou o Mago Descolorido, olhando em volta surpreso – Segurem bem as outras três para que não façam o mesmo!

– A gente é da geração de meninas que vieram sem essa tecnologia. – informou P.

– O máximo que podemos fazer é isso, ô. – L dá uma cabeçada no queixo do Eito Ranger que a prendia, segura o braço dele, dá uma cotovelada no estômago, então o puxa pelo braço, fazendo com que vire de ponta cabeça e caia estirado no chão – Daí finaliza assim. – ela vai para acertar bem no meio das-

– NÃÃÃO! – gritam os outros, e a L pára no meio do caminho.

– Ah, mas essa é a parte mais legal…

– CORRE, L! – AP.

– Quê?

Imediatamente outro Ranger prende a L, cuidando para que seu queixo não fique ao alcance dela (o que não era exatamente difícil), enquanto outros resgatam o amigo desmaiado no chão.

– Droga. – L – Nem me toquei que podia fugir.

– Percebemos. – AP, suspirando.

– Ei! Não se esqueçam da gente!

De cada canto da sala uma integrante da JAMS saltou, usando a incrível técnica do esquilo voador, usando seus lençóis de estampas das Meninas Super Poderosas como asas improvisadas, e atacaram os Eito Rangers com rasantes. Desesperados com o ataque repentino, os Ranger largaram a LAP, que tentara fugir. Porém, na confusão do corre-corre (que foi aumentada com os orcs públicos, orczinhos da escolinha, orcs da produção, as orcs dançarinas e trio alegria das fics nc17 de Hogwarts), elas acabaram se confundido junto com o povo e apenas corriam gritando desesperadas sem saber para onde ir.

– JÁ CHEEEEEEEGA!

O berro fez com que todo o local tremesse e desabasse o que faltava vir abaixo do cenário.

– ISSO É O CÚMULO DOS ABSURDOS! – esbravejou a Imperatriz Yaya, que usara todo aquele tempo, em que o restante dos personagens só falaram abobrinha e não fizeram nada de útil, para se recuperar emocionalmente e decidir o que fazer com todo aquele problema.

Então, majestosamente como cabia a sua pessoa e reputação, ela ergueu a mão no ar e estalou os dedos, e imediatamente todos foram paralisados na posse em que estavam.

– Nunca, em toda a minha longa e imperial vida de sete anos, alguém usou me trair! – ela apontou o dedo para os Eito Rangers – Ou fugir da minha prisão e destruir o cenário do meu show favorito! – ela apontou acusadoramente duas vezes para o Mago Descolorido, que continuava mudando de cor, apesar de estar em modo estátua – Mas, o pior de tudo, foi quem iniciou isso tudo! Se vocês não tivessem vindo para cá toda essa bagunça não teria acontecido! – ela brigou com a LAP – De todas as portas dimensionais que sou responsável, o mundo da Terra-Média é o mais organizado e civilizado! Tanto que construí minha cidade aqui! E agora vocês simplesmente aparecem, violando umas trocentas regras do Manual de Segurança dos Espaços Dimensionais de Ficção, e causam esse tumulto todo!… Têm algo que possam dizer em suas defesas? – ela perguntou, liberando a LAP parcialmente do paralizamento para que elas pudessem falar.

– Tipo – A (da LAP) – foi mal.

– Tudo o que queríamos era ir para uma festa a fantasia. – P – Não queríamos incomodar ninguém.

– … – L, fazendo carinha de gatinho do Shrek.

– Ok, ok. – a Imperatriz deu um longo suspiro e passou as mãos pelo rosto – Se for analisar mais a fundo, os WIBs t^rm mais culpa nessa tendência que vocês têm de destruir o equilíbrio dos mundos…

– Então podemos voltar para casa? – L feliz.

– Mas não sem um castigo! – Imperatriz.

– Ahn, castigo? – A – Qual?

– Vocês verão… – e com outro estalar de dedos, a menina fez com que o ar ao lado da LAP se torcesse em imagens coloridas, criando uma porta dimensional – Agora sumam da minha frente! E levem essas fedelhas que pensam que herdaram a vontade do fogo com vocês!

– É pra já! – LAP, pegando a JAMS pelos lençóis e as puxando junto para dentro da porta.

– Muito bem, quanto a vocês… – disse sinistramente a Imperatriz, voltando a atenção para os Eito Rangers.

– Ei! E a gente?! – Protestou Harry Potter, finalmente conseguindo usar seus incríveis poderes majids para se libertar do paralizamento.

– Já cuido de você, convencido! Primeiro os traidores…

***

LAP e JAMS desabaram de qualquer jeito na frente do ponto de ônibus, de onde, originalmente, o trio havia partido para a Terra-Média (vide As Duas Pontes).

– Ai. – resmungou J, a primeira a conseguir se levantar já que teve a sorte de cair por último em cima de todo mundo.

– Voltamos? – perguntou A (da JAMS) olhando em volta, tentando reconhecer o terreno.

– ÊÊÊÊÊ! Casa! Casa! Casa! – L, saindo pulando do meio o motinho, e abraçando o ponto de ônibus – Olá ponto do busão! Olá àrvore-atrás-do-ponto-do-busão! Olá formiguinhas do formigueiro no meio do ponto-do-busão!

– Nunca mais quero andar nesse túne! – esbravejou A (da LAP), ajeitando a fantasia de elfa que ficara toda amassada – É pior do que quando a P dirige sob efeito de fanta-citrus-e-martini!

– Ei?! – M, se dando conta – Cadê a S?

– Iiiih, bem que eu senti algo se soltando do meu pé lá naquele túnel rosa-fosforescente com a placa de BarbieWorld…

– E agora? – perguntou L preocupada.

As três cosplayers encolheram os ombros e J falou por todas:

– Ah, deixa ela lá. Ela vai ser mais feliz em um mundo em que se pode usar bandanas cor-de-rosa livremente.

– O importante é que conseguimos voltar! – festejou M – Com nossos incríveis poderzinhos ninja resgatamos a LAP da Terra-Média!

– YAY! – L.

– L, elas nem fizeram muita coisa e quase ficaram lá entaladas coma gente. – considerou A.

– Mas estou feliz mesmo assim! YAY!

– YAY! – L e JAM pulando juntas e batendo palmas.

– Sorria, A! Voltamos! – cantou L, pulando contente em volta da amiga, tentando fazer com que ela levantasse os braços e comemorasse junto com elas.

– Estou mais preocupada com aquela coisa de castigo que aquela Imperatriz pirralha falou. – disse A, batendo uma vez, levantando os braços, apesar de estar mais preocupada do que contente.

– Nem esquenta! – L tranqüilizou – Chegamos inteiras, chegamos no lugar certo e, tirando o fato de que a S ficou no mundo das Barbies, estamos todas aqui! Não é Mesmo, P?! – L pulou em volta da P, esperando que ela comemorasse entusiasmada junto.

Porém, P se esquivou dela como se estivesse com receio de ser contaminada e então correu para se esconder atrás da árvore do ponto de ônibus.

– O.o – JAM.

– … O que foi isso? – L perguntou confusa, parando de pular.

– O que aconteceu, P? – perguntou A (da LAP) no mesmo estado.

De trás da árvore, P as encarou com um olhar estranho, e perguntou muito séria:

– Estão falando comigo, pessoas estranhas?

– O.o. – A e P – Oh-ou…

FIC – O Retorno da LAP

CAP 05 – Mago Descolorido, Johnnys de Elite e a Incrível Arma Secreta da LAP
– EEEEEEESTAMOS DE VOLTA PARA A INCRÍVEL RODADA FINAL! – cantou o Uruk-hai-apresentador.
Entre os aplausos e gritos da animada platéia, os integrantes dos times se concentravam em ouvir atentamente o que o apresentador falava, já que, com o placar 1×1, aquela rodada seria decisiva.
– Que jogo será que vai ser agora? – A.
– Tomara que não seja nada que envolva matemática. – L cruzando os dedos.
– Tomara que não seja nada que envolva desenhos. – P cruzando os dedos.
– Tomara que não seja nada que envolva poções. – Harry Potter cruzando os dedos.
– Tomara que não seja nada que envolva qualquer matéria. – Rony cruzando os dedos.
– Tomara que seja sobre a Constituição da Sociedade Bruxa Moderna. – Hermione cruzando os dedos.
– O.õ – LAP, Rony e Harry.
– Que foi?! Estudei isso no começo da semana! Ainda está tudo aqui. – ela apontou para a cabeça.
– Tomara que não seja nada sobre Constituição da Sociedade Bruxa Moderna! – LAP cruzando os dedos.
– E A AGORA NÓS TEREMOS O ESPETACULAR JOGO DAS-
Mas o Uruk-hai-apresentador não pôde continuar. Todo o lugar começou a tremer e de repente o cenário atrás da Imperatriz Yaya desmoronou, soterrando a criaturinha real. Enquanto praticamente todos corriam para socorrer a Imperatriz, os times permaneceram no mesmo lugar:
– AAAAH! OS ORCS ESTÃO INVADINDO! – P desesperada.
¬¬’ – platéia.
L cutucou a amiga que cobria a cabeça com os braços e indicou para ela as dezenas de orcs em volta delas.
– Ah, é, esqueci desse pequeno detalhe. – P se recompondo.
– Quem é aquele esquisito? – perguntou Rony, chamando a atenção da LAP para o lugar de onde o cenário havia desmoronado e que agora era ocupado por um gargalhante velhinho barbudo completamente rosa com bolinhas amarelas.
– Que troço é aquele?! – perguntou L admirada para as amigas, apontando sem educação nenhuma para o velhinho estranho.
– COMO OUSAM ESQUECER DE MIM (HIC) – ele mudou para xadrez de vermelho e azul – SUAS INSOLENTES?!
– Eu conheço essa voz. – A.
– Pois é, né? – P – É familiar.
– Essa voz me lembra salinha de café na Terra Média. – contou L pensativa.
– AH! – AP – PAI SARU!
– Quem?! – time Harry Detona.
– É mesmo! – L se lembrando – É o Saruman!
– A CULPA É TODA DE VOCÊS! (HIC) – acusou o mago, mudando para amarelo com pintinhas pretas.
– Nossa? – LAP confusa.
– DE VOCÊS E DAQUELE MAGO CARECA DE MEIA TIGELA! (HIC) – verde com listras brancas.
– Mago careca de meia tigela? – LAP se entreolhando.
– Acho que ele está falando do Mot-Mot. – A.
– Só pode ser do Mot-Mot. – L.
– Com certeza é o Mot-Mot. – P.
– Definitivamente é o Mot-Mot… – Hermione.
– O.O – LAP.
– Que foi?! Era uma charada, não era? Eu gosto de resolver charadas!
– O que o Mot-Mot aprontou dessa vez? – perguntou A, ignorando a aluna estudiosa.
– Ora, (HIC)‘o que ele aprontou’! – resmungou o velhinho cruzando os braços, enquanto mudava para rajado de preto e branco, tipo TV fora do ar – Vocês sabem muito bem o que ele aprontou!
– Ele chutou seu palantír longe? – tentou L.
– Deu descarga no seu peixinho dourado? – P.
– Te empurrou do balanço? – A.
– ELE NÃO CUMPRIU A PARTE DELE NO NOSSO PLANO MALÉFICO (HIC [roxo com lacinhos cor-de-rosa) PARA DOMINAR O MUNDO!
– AAAAAAH! – LAP.
– Ele costuma fazer isso… – L.
– Essa era a oportunidade perfeita! Enquanto aqueles patéticos seres da Terra-Média estão se matando para derrubar um olho-metido-a-besta-que-não-consegue-sair-de-cima-da-torre, (HIC [estampas de bananas]) eu iria para o mundo real e dominaria pessoas de verdade!
– Não somos pessoas de verdade? – Harry Potter.
– Mas aquele careca invocou de ir para o Himalaia (HIC [verde musgo com triângulos azul bebê]) treinar os seus malditos rabiscos e me deixou aqui a mercê dessa imperatriz-pirralha por cinco anos! E ainda me jogou essa droga de praga de soluço! – ele respirou furioso e então se recompôs e deu um sorriso maléfico – Mas é claro que, depois de todo esse tempo, ela não contava com uma traição.
– TRAIÇÃO?! – um grito abafado veio debaixo dos escombros e imediatamente eles voaram pelos ares (acertando vários orcs e JdP desavisados), revelando uma Imperatriz Yaya suja de poeira e descabelada, bufando de raiva – QUEM OUSOU ME TRAIR?!
Nisso, uma música invadiu todo o cenário, e pela entrada feita por Pai Saru/Saruman, surgiu um grupo estranho: sete seres usando capacetes e macacões coloridos, cada um com uma respectiva cor, com o símbolo de ‘infinito’ costurado na retaguarda e também nos cintos e marcadas em relevo nos capacetes, que possuíam pequenas asas nas no estilo ‘Sakura Card Captor’ nas laterais. Em meio às luzes piscantes do cenário parcialmente destruído, sem mais nem menos, eles começaram a cantar a sua música tema:
“Ah aaaah Eito Renjya
Vamos derrotá-los de um jeito ou de outro!
Ah aaaah Eito Renjya
Derrotando o mal com um corte só! Eito Renjya
Não precisamos de dinheiro, nós temos sonhos
Em prol de salvar o mundo, recolhemos lixo no parque
Olhe pra nossa cara! Mas as crianças fogem!
Por que eles correm?! Por que são tão rápidos?! Eles não param de rir!
Eles ficam nos chamando de “tiozões”!
Ah aaaah Eito Renjya
Nosso ataque especial é o Mugendai (∞)
Ah aaaah Renjya
Hoje nossos inimigos são o papai e a mamãe!
Eito Renjya!
Eito Renjyaaaaaaaaaaa…”*
(os sete [supostamente eram para ser oito, neh?] param em suas referentes poses de rangers ao final da música)
– Droga. – P emburrada – Achei que finalmente fossem os leões…
– Aaah! – Imperatriz desesperada – Não acredito! Os Eito Rangers! Meus Johnnys de Elite!
– E então, Imperatriz Yaya?! (HIC [preto com letrinhas corridas verdes, estilo Matrix]) O que achou do seu próprio exército se revoltando?!
– Meu Merlin! – P – Essa agora?! Johnnys revoltados? O mundo vai mesmo acabar em 2012…
– Nada pessoal, não, ex-chefinha. – informou o Ranger Amarelo para a Imperatriz – Nós só recebemos uma proposta melhor desse tio estranho aqui.
– Além do cachê maior, ele nos prometeu que vai arrumar o Kokuritsu pra gente ano que vem e vai nos deixar fazer parte do Arashi. – completou o Azul todo feliz.
– Não é justo… – Yaya derrotada, indo procurar um cantinho-escuro para chorar – Prometer ser do Arashi é golpe sujo…
– EITO RANGERS! AUTÓGRAFO! AUTÓGRAFO! – L pulando em volta deles.
– Ei, chefe! Uma refém se prontificou! – informou o Ranger Preto, pegando L pela gola das vestes e a tirando do chão.
– L!!! – AP.
– Gomen… – L.
– E agora? – A.
– Usamos nossas varinhas? – P.
– Mas a L está de refém. – A.
– E daí? – P – Depois a gente arruma um band-aid pra ela…
– É, mesmo, neh? Então nósEEEEI!
Os rangers Lilás e Verde se aproximaram durante a pequena discussão estratégica de A e P e as imobilizaram, enquanto os rangers restantes se ocupavam do Time Harry Detona.
– Eiii! – Rony protestando – Nós não temos nada a ver com isso!
Diante do protesto, os Eito Rangers olharam para o chefe pedindo orientação.
– Segurem eles também! (HIC [púrpura com estrelinhas douradas, típico céu noturno de Hogwarts School]) Vamos precisar de escravos zumbis para dominar o mundo.
– Nããão! – Hary fazendo beicinho – Não quero ser um escravo zumbi!… Vem cá, pai Saru, que tal ter um famoso apoiando a sua causa, hein? Garanto que com a minha influência dominar o mundo será muito mais fácil!
– HARRY! – Rony, Hermione, LAP.
– Hunf, já tenho alguém em mente para esse cargo e não vai ser um simples menino-que-sobreviveu-morreu-e-desmorreu-no-último-livro! A Corporação Shinwa tem muito mais influência do que um testa rachada feito você!
– Droga, com o Go Jun Pyo não posse competir… – Harry derrotado.
– E agora? – perguntou L para as amigas, tentando inutilmente colocar os pés no chão – Vai ser o nosso fim?
– Na verdade temos um último recurso, cara L. – contou P misteriosamente – Não é, A?
– Temos? Ai! – ganhando um chute discreto da amiga – Ééé! Temos uma grande e terrível arma secreta que vocês nem imaginam!
– Arma secreta? O.o – L – Que demais! Cadê ela?! xD
– … – A.
– … – P – …Ela já deve estar chegando e vocês não perdem por esperar! Vão ser todos detonados por ela! – tentando soar o mais ameaçadora possível.
– P, se nós tínhamos essa arma secreta, porque não a usamos antes? – L.
– CALA A BOCA, ANTA VERDE! – PA.
– O.O… – entendendo de repente – AAAAH! Aquela arma secreta?!
– Será que isso não vai ficar perigoso, Chefe? – Eito Ranger Vermelho preocupado, perguntando para o mago que agora estava preto com pontinhos amarelos.
– Tá na cara que elas estão blefando, seus tolos! Se vocês tem mesmo essa tal arma secreta, façam ela aparecer imediatamente!
– É pra já! – A.
– Nós fazemos sim! – P.
– Claro que fazemos! – L.
– Estamos fazendo, ó! – A,
– Aqui vem ela! – P.
– Tá chegando! – L.
– CHAMEM DE UMA VEZ! – Mago descolorido perdendo a paciência.
De repente, uma luz muito forte invadiu o teto do lugar e gritos intensos do tipo ‘pessoas na montanha-russa’ ressoaram pelo estúdio, seguidos de banques surdos de coisas caindo no chão. A luz sumiu e todas as atenções foram para o meio do palco, onde quatro seres alienígenas tentavam se levantar com estilo depois de terem despencado de boca na Terra-Média.
– Ai! Eu falei que deveríamos ter vindo de bote! – J – Amorteceria a queda!
– Eu que não vinha para a Terra Média dentro do bote rosa-neon-purpurinado da S! – A (da JAMS), levantando e esfregando as costas doloridas.
– Mas você também não quis o esquilo voador! – reclamou M verificando o esfolado no cotovelo e ajudando uma S chocada a levantar daquele chão sujo de entulhos e poeira.
– Será que foi porque aquele esquilo gigante comeu o bote rosa-neon-purpurinado da S com uma mordida só assim que você o convocou? – A (da JAMS).
– Onde estamos? – J, a primeira a se dar conta do que acontecia em volta.
– … – A (da JAMS).
– … – M.
– Minhas unhas que eu tinha acabado de fazer especialmente para invadir a Terra-Média… – S se lamentando.
– Vocês realmente estão vendo o que eu estou vendo? – M para as outras.
– É A LAP! – JAMS, apontando sem educação nenhuma para as senpais.
– Conheço essas meninas… – L – Meu Merlin! Não é que tínhamos uma arma secreta mesmo!
– Wow! – AP.
* Tradução especial by Thata-chan! \o/
Referências para cap 05:
 Eito Rangers:
(Bônus:

FIC – O Retorno da LAP

Atualização da semana atrasada por pura e exclusiva culpa da caduquice da L que só hj percebeu que já era sábado o/
***

CAP 04 – LAP VS ?

– Ei?
– Que foi, L? – P.
– O que será que vai ser esse espetáculo?
A e P se entreolharam, com medo nos olhos.
– Com certeza deve ser algo muito doloroso, difícil, trabalhoso, melequento, nojento, dolorido, salgado, amargo, azed-
– Tá, A, tá bom, ela entendeu.
– … – L.
– … Ok, L, não vai ser fácil. – P – Mas garanto que vamos sair dessa como sempre saímos de todas as enrascadas. – diz P com um tom de líder incentivador.
– … – L.
– … – A – … Não ilude ela, P.
– Tipo, sair de enrascadas? Como estar aqui há 5 anos?
– … – P.
– … – A – … Então, né? Tá escuro aqui.
– Pois é, né. – P – Nos jogaram aqui e mandaram esperar, mas não dá pra ver nada.
– Quem tem uma vela aê? – L.
– … – P.
– … – A – Que tipo de bruxa é você, anta verde?!
– … que tipo eu sou? – L – Existe tipologia de bruxas? Legal! Eu quero ser o nível mais alto! Tipo o Dumbledore! Jogando foguinho assim WAAAAAHHH! UAAAA!
– NÃO! EXPELLIARMUS! – P faz com que a varinha de L voasse longe antes que ela botasse fogo no lugar-escuro-em-que-estavam – É só pra fazer LUZ não FOGO!
– Ah, tá. Entendi. – L – … Mas depois eu posso brincar de Dumbledore? A, você pode ser o Harry, né? A P pode ser aqueles mortinhos que saem da água.
– Por que eu tenho que ser um morto?! – P – A que fez o zumbi e ela é o zumbi e ela tem que ser o zumbi não eu!
– Tá, P. – L – Você vai ser a menininha que fica gritando no cinema ‘NÃO HARRY! NÃO!’
– Não, não quero não! – P – Eu vou ser o Voldemort!… Mas, pode ser o Snape também… Mas ele tem cabelo seboso, não quero. A, você vai ser o Snape.
– Por que eu?!
– Porque você tem cabelo preto escorrido e…
– Ia dizer que o meu cabelo tá seboso.
– Bom, se você levar em conta que estamos perdidas na Terra-média há cinco anos onde não existe shampoo e-
– Tá, P, entendi. – A – Te bato quando chegar em casa por isso, me lembra.
– Tá.
– Pode deixar que eu lembrAAIII! Por que me beslicou, P?!
– Tó, L. – devolvendo a varinha – Vai brincar de Dumbledore, vai.
– EÊÊÊÊ! (BUUUUUUUUUMMM! CRASH! VUUUUUSH! *pedras caindo/ parede desmoronando/ bichinhos correndo desesperados pegando fogo* P e A se protegendo com protego*) – ÊÊÊÊ!
– Pronto, não tá mais escuro. – A.
– Mas onde exatamente estamos? – P.
– ÊÊÊÊÊ! (KABUUUUM!)
– Sabe, isso me lembra muito como aqueles filmes de lutinha romana que tinha no coliseu, sabe? Onde o povo ficava antes de morrer.
– Legal! – P batendo palmas – Será que vai ter leões?
– P, você escutou a parte do ‘ficava antes de morrer’?
– Deve ser muito divertido lutar com leões, né? Eles são grandes fofos e miam!
– …P, leões não miam.
– ÊÊÊÊ(ploft) Ai… hum-hum, ÊÊÊÊÊ! – \o/
– Leões miam, sim! Eu vi na TV que-
No mesmo instante as portas abriram e uma claridade intensa tomou conta do lugar juntamente com assovios, aplausos e urros de alegria de uma multidão lá fora que aguardava o espetáculo. Então a LAP, protegendo os olhos e com as varinhas em punho, marcham corajosamente rumo ao desconhecido.
***
– ESTAAAAAAAAAAAAAMOS DE VOLTA COM O PROGRAMA DE MAIOR AUDIÊNCIA DA TERRA-MÉDIA! – cantava um Uruk’hai-apresentador de smoking enquanto orketes dançavam no ritmo na música de abertura do show – YAYA GAMES!
(aplausos e assovios da platéia)
– E hoje temos dois times sensacionais aqui para disputar o grande prêmio oferecido pela nossa querida e idolatrada Imperatriz Yaya! – o Uruk’hai trocou o seu microfone-da-Terra-Média de mão e apontou para o fundo do cenário, onde havia um trono em frente ao cenário colorido, tema do programa – As regras são bem simples: os times disputam entre si por pontos e ao final quem estiver à frente é considerado o ganhador! Então vamos apresentar os nossos times de hoje! – ele apontou para a direita – Conhecidas por invadirem mundos alheios, acabarem com o equilíbrio de qualquer universo e causarem caos geral, temos as wibs-bruxas-escritorasdefics-elfas-hobbit-LAAAAAAAAP!
A LAP entra acenando, mandando beijos, e fazendo poses para a platéia.
(‘buuuuuuuuuu’ da platéia) 

– Aê, educação é bom de vez em quando! – L.Sem dar muita bola para elas o apresentador continuou, indicando o lado esquerdo:

– E agora o time de bruxos mais famosos do mundo trouxa: HARRY! RONY! HERMIONE!

– Já disse que tem que ser ‘Harry Potter Detona’! – Harry entrou reclamando.

– Não! ‘Weasley é nosso Rei’! – resmungou Rony, cruzando os braços e fazendo bico.

– Já disse que temos que tomar uma atitude quanto a esses pobres meninos que são obrigados a trabalhar vestindo preto! Francamente, esse é o pior tipo de exploração que eu já vi! Portanto tem que ser SOJE! (tradução = Salvem os Johnnys Explorados)

(platéia – ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!! HARRY DETONA! ACABEM COM ELAS!)

– Viu, Harry Detona! O povo pediu e eu escuto meus fãs! – vangloriou-se Harry para os amigos.

– Então vamos começar! – anunciou o Uruk-hai-apresentador ao som de tambores-orcs e as orcketes recomeçaram a dança.

– Ei, que tipo de jogo será que vai ser? – A.

– Por que o Harry e Cia estão aqui? – L.

– Cadê os leões? – P.

Com um estalar de dedos da Imperatriz Yaya, imediatamente Johnnys de preto surgiram de todos os lados com martelos, pregos e demais materiais de construção e em segundos montaram uma espécie de mesa redonda no centro do palco. Em quatro pontos ao redor dela haviam degraus e a parte do centro era diferente do restante, como se fosse um tampo encaixado.

– O INCRÍVEL FABULOSO JOGO DAS MOEDAS QUE CAEM SE VOCÊ DER VACILO! – anunciou o apresentador e a platéia aplaudiu entusiasmada.

– Incrívelfabulooquê?! – LAP.

– Como os todos são novatos, vamos explicar as regras do jogo. Os times escolhem dois representantes que devem se posicionar em lados opostos aqui na mesa. Quando o sinal for dado, a mesa começará a girar e os jogadores devem começar a empilhar as moedas, no máximo três por rodada. Como vocês podem ver, em cada um dos lugares existe uma variedade de moedas que valem 5, 10 e 20 pontos, segundo a cor e o tamanho. Conforme a mesa for rodando, a torre de moedas aumenta, e os pontos também. O jogador que deixar a torre desmoronar, não só fará com que seu time perca como vai passar todos os pontos adquiridos para o time adversário.

– … – L.

– … – A.

– … – P.

– … – Harry.

– … – Rony.

– Entendi! – Hermione.

– Então escolham os participantes desse jogo!

Harry e Rony empurraram Hermione para a mesa.

– São dois! – ela reclamou.

Enquanto o restante do time Harry Detona tirava no par ou impar para ver quem faria dupla com a Hermione, a LAP decidia sabiamente quem iria participar:

– Pelo que eu entendi, precisa ser meio coordenada para jogar isso. – A.

A LAP se entreolhou.

– Eu acho que a A é o ser da LAP para quem papai do céu deu mais coordenação. – P deu a sua opinião.

– E eu acho que eu sou a que se perdeu na fila desse dom, então boa sorte! – L acenou alegremente para as amigas enquanto assumia a sua posição de espectadora ao lado da mesa.

– Yoooosh! – AP se posicionando nos lugares opostos da mesa – Vamos lá!
Assim que um Rony rabugento se juntou a Hermione na mesa, o Uruk-hai-apresentador voltou a cantar:

– O INCRÍVEL FABULOSO JOGO DAS MOEDAS QUE CAEM SE VOCÊ DER VACILO, COMEÇAR!

Uma sirene ecoou e uma musiquinha de trenzinho iniciando a viagem inundou o local, ao mesmo instante em que o tampo da mesa começou a se mover. Hermione, por ser um ser inteligente como era, começou empilhando três moedas de 20 pontos, e o marcador do lado esquerdo do palco anunciou ‘60 pontos’ para o time Harry Detona. Em seguida foi a vez da A, que não quis fazer feio e juntou mais três moedas de 20 pontos na pilha começada pela adversária, também marcando 60 pontos para a LAP. Depois dela foi a vez do Rony, que com muito cuidado colocou três das moedas finas que valiam 5 pontos sem que a pequena torre desse algum sinal de que cairia, somando 75 pontos para o seu time. E por último, P com muita concentração, arriscou colocar uma moeda de cada ponto na pilha, 95 pontos para a LAP.

– Até que é fácil! – L comentando com Harry Potter.

Porém, ao completar a volta, o ritmo da música aumentou, assim como a velocidade do tampo da mesa.

-Oh-ou… – L.

(2 minutos depois)

P se esticava na ponta dos pés, tentando alcançar o topo da torre torta de moedas que se mantinha precariamente de pé. A roia as unhas agoniada e L devorava sorvete (que havia conseguido depois de fazer amizade com um grupo de orczinhos de uma pré-escola-orc particular que vieram apreciar o espetáculo) torcendo para que ela conseguisse.

Mas no momento em que ela conseguiu colocar uma moeda de 5 pontos lá em cima:

– ATCHÔÔÔÔÔ! – P.

E toda a torre veio abaixo.

– NÃÃÃÃÃOOO! – LA chorando.

– YES! – Time Harry Detona, batendo as mãos para comemorar.

LAP: 350 x Harry Detona: 235. Com a derrota, o time adversário da LAP fica com um total de 585 pontos.

– Droga. – P fungando.

***

– Nosso próximo desafio é muito fácil! – começou a explicar o Uruk-hai-apresentador, diante da recém acabada construção de cenário by JdP (Johnnys de Preto).

Em menos de cinco segundos havia no meio do palco uma piscina de um metro de altura, já repleta de água, com duas torres em cada borda. Entre as torres havia uma precária e molenga ponte feita com pedaços de paus amarrados por cordas.

– A POOOOOOOOONTE DO RIO QUE CAIIIIIIII! – anunciou o apresentador em meio à explosão de aplausos da platéia.

– Eles realmente gostam disso. – comentou A.

– Também acho divertido assistir. – comentou L.

– Nada de leões ainda? – reclamou P.

– Os nossos participantes devem atravessar a ponte, os três juntos, enquanto o outro time arremessa bexigas de água!

– … – A.

– … – P.

– … – L – Juro que acreditei quando ele disse que seria fácil…

– É só isso? – Harry Potter – Tô dentro!

– Todos tem que ir? – Hermione, fazendo careta.

– Para sermos justos pelo menos uma vez no programa, – cantou o Uruk-hai-apresentador – O time vencedor da outra rodada começa!

– Legal! – LAP correndo para se munirem com bexigas.

– Ai. – Rony, por antecipação.

Arrastando os pés (Rony e Hermione, Harry vai pulando contente), o time Harry Detona foi até a torre inicial e subiu a escada, se preparando mentalmente para o desafio. Os outros dois empurrando Harry para ser a primeira víti, ops, o primeiro da fila.

– KIHAAAAAAAAABIIIIIIIIIIIIIIII! – LAP lançando as bexigas assim que a música de cavalaria começou a tocar e os três pisaram na ponte.

– MANHÊÊÊÊÊ! – Rony o primeiro a cair com um bexiga de água na cara.

– AAAAAAAHHHH! – Hermione, tropeçando nos próprios pés e despencando de boca na piscina.

– Blééééé! – Harry correndo em direção a outra torre se desviando de todas as bolas com a sua incrível agilidade adquirida em anos de experiência como apanhador de pomos de ouro e alvo de feiticeiros das trevas – Vocês não me pegam! Lerolerolero!

– Ah, é? – A, fazendo uma mira muito bem feita.

– leroleroleGAAAAAHHH! (splash)

– Striiiiike! \o/ – A, comemorando.

– YAAAY! – LAP fazendo a dançinha da vitória – Ganhamos essa!

Depois de receberem toalhas dos JdP, o time Harry Detona trocou de lugar com a LAP, lançando sorrisos maléficos de ‘Agora é nossa vez, suas manés!’.

– Acho que a gente não deveria ter feito a dançinha da vitória. – L subindo a escada, sendo seguida por A e P – Eles ficaram com raiva agora.

– Nha, a gente consegue. – A, se posicionando em cima da torre com as outras – É fácil. Né, P?… P?

P estava paralisada, olhando para baixo, lembrando, tarde demais, que tinha medo de altura.

– …Oh-ou. – LA.

– EU NÃO QUERO IR! – P desesperada, tentando descer a escada e sendo segurada pelas amigas – NÃÃÃO! É DEMAIS PARA MIM!

– Se avexe, P! – A.

– Não é tããão alto e tem água lá embaixo, nem se preocupa, não vai doer tanto se cair. – L, tentando ser animadora.

– NÃÃÃÃÃO! BUÁÁÁÁ! EU QUERO OS LEÕES!

– Tenho uma idéia. – A para L – Segura ela firme para não fugir.

– Pode deixar! – L agarrando P e utilizando a sua mais nova técnica de pressão aprendida em defesa pessoal, fazendo a amiga perder o seu ponto de equilíbrio e cair no chão sem conseguir mexer os pés.

– Eu falei para segurar, não deixar ela sem sentidos! – A.

– Foi mal… – L – Eu só estava esperando uma chance de usar isso…

– Vão demorar muito aê?! – Harry – Eu tenho uma entrevista no Jô Soares daqui meia hora!

Apressada pelo Menino-que-sobreviveu, A pegou sua varinha e conjurou uma imagem no outro lado da ponte, ao mesmo tempo em que P recuperava a força nas pernas e se levantava com a ajuda da L.

– Olha, P! – A apontou – Um Jhonny Deep loiro no fim da ponte!

– ONDE?! ONDE?! ONDE?! – P.

– Corre e pega antes que ele fuja! – L, incentivando.

– É MEU! NINGUÉM TASCA! – P saindo em disparada pela ponte, com A e L logo atrás, ao mesmo tempo em que a música começava e a chuva de bexigas eram disparadas pelos oponentes.

Incrivelmente, as três conseguiram correr até a metade da ponte sem serem atingidas. Mas, ao chegarem naquele ponto, uma das bexigas acertou a P, que se desequilibrou e caiu. Porém, indo além dos limites para alcançar os seus objetivos, P se agarrou na ponte de cordas, deu um giro de 360º e caiu espetacularmente de volta na ponte, voltando a correr. L e A acabaram caindo no processo da acrobacia da amiga, mas P não percebeu esse pequeno detalhe.

– MEU JOHNNY DEEP LOIRO! – P pulando no final da ponte, só agarrando o ar, porque foi o tempo da imagem conjurada da A sumir – …Ué? Sumiu?… Muito bem, qual de vocês pegou ele?! – ameaçando as orcketes com sua varinha.

– E O TIME DA LAP GANHA ESSA RODADA! – o Uruk-hai-apresentador fala para a platéia – E agora vamos entrar no último e decisivo momento dessa fabulosa disputa! Quem irá ganhar? O trio de meninas perdidas que desejam mais do que tudo voltar para casa depois de cinco anos vagando pela Terra-Média. Ou o trio de bruxos que foi enganado por Lord Voldemort e convencidos a entrar em uma fic de crossover, ficando presos aqui?! NÃO PERCAM! LOGO DEPOIS DOS NOSSOS COMERCIAIS!

– Pensa pelo lado bom, P. – L, secando cuidadosamente os cachos de hobbit (que incrivelmente não derreteram… Provavelmente conseqüência do spray com validade de cinco anos atrás da mochila da A) – Pelo menos você não caiu na água.

– Não tem leões, não tem Johnny Deep loiro. – P resmungando – Isso tá sem graça…

SEMANA DE ANIVERSÁRIO DA LAP! IV

Demorou, mas aqui está! o/ Mais um cap de O RETORNO DA LAP!

CAP 03 – Em Yayacity

– Orcisss tolos! – reclamava Gollun, fazendo rabiscos com um osso velho de peixe no chão da masmorra onde estava preso – Acham que podem jogar nós aqui como se nós fosse um hobbit?!… Eles vão pagar por isso, não vão precioso? Nós vamos mostrar para eles, não precioso? Nós vamos-

– GOooOOLUuuuUNnn! – chamou uma voz medonha de lugar nenhum.

– NÃO FOI NÓS! JURO! NÃO FOI NÓS! – a criatura começou a apagar do chão os rabiscos de orcs decapitados, afogados e comidos por aranhas – JÁ ESTAVA DESENHO AQUI! NÓS JURA, PRECIOSO!

– Cala a boca e escuta, Gollun! – pediu A, tirando o microfone-éfico no modo voz-assustadora das mãos da P – Já enjoamos de ficar aqui nessa Terra-Média e queremos ir para casa.

As três, agachadas na frente da porta da masmorra, espiavam pela portinha de empurrar comida para os prisioneiros.

– Onde está o anel que veio de brinde no seu peixe? – perguntou A, direta.

– Ela é uma hobbit agoraAi! – L informou desnecessariamente e levou um cascudo na cabeça.

– Brinde? O que ser isso, precioso?

– Um assim, ó. – L, enfiando a mão pela portinha, alcançou o osso de peixe e começou a rabiscar no chão – Mais ou menos assim. Estava dentro do peixe que você pegou no rio perto de Gondor, lembra?

– AAAAAAAAAAAAAAHHHH! – fez Gollun, dando voltas no mesmo lugar e batendo palmas – Nós pegamos um peixe no rio, precioso! Foi nós que pegamos! Gollun bom menino!

– E então? – LAP, esperançosas.

– Peixe muito gostoso, sim. – respondeu o monstrinho com um sorriso desdentado e olhos brilhantes – Meninas boazinhas ter mais peixe para nós?

– Aaah… peixe? – L.

– Peixe! – A.

– Aquele peixe? – P.

– Temos! – L.

– Claro que temos! – A.

– Temos muitos peixes! – P.

– PEIXE, PRECIOSO! NÓS VAI TER PEIXE!

– Tadinho! – chorou L disfarçadamente para as amigas – Ele está com fome e prometemos comida pra ele… Somos más!

– L, ele sobrevive com pouca coisa. – P – Não se deixe enganar por um personagem secundário que já viveu demais e fundiu os miolos.

– Primeiro nos diga onde está o anel, Gollun. – condicionou A.

Ele começou a pensar, com muito esforço:

– Nós estar com o anel… Daí pegamos o anel… Daí… Daí nós estar com mais fome!… Daí nós foi para Yayacity e trocamos o anel com o Mendigo Descolorido para podermos comprar peixes salgados e tubaína!

– Yayacity? – A.

– Mendigo Descolorido? – P.

– Tubaína? – L.

– Onde fica Yayacity? – perguntou A, enquanto P folheava o seu exemplar raro de SDA em busca dessa informação.

Gollun entortou a cabeça, indicando eu não sabia dizer.

– Ok. – A suspirou – Que tal um balde de sardinhas?

– Yayacity é a cidade da Imperatriz Yaya. – contou o prisioneiro prontamente, feliz com a expectativa de receber mais peixe do que o combinado pela informação extra – A Imperatriz boazinha, não é precioso? Imperatriz boazinha com Gollun. Mandou ele ser açoitado só três vezes, não é precioso? E quando mandaram o Gollun pular no fosso, ela mandou guardar os tubarões, não é? Imperatriz boazinha…

A LAP se entreolhou:

– E agora? – L.

– Não tem jeito. – A.

– Então, vamos. – P.

– Ah! Aí estão as treinadoras! – um orc apareceu no corredor – A aula já está para começar! Quando vocês vã-

– COOOOOORREEEE! – LAP, fugindo desembestadas.

***

– Óóóóóó! – LAP olhando admirada para a Yayacity da Terra-Média.

Segundo informava o panfleto informativo, que elas pegaram em um camelô em troca das suas identidades da Fortaleza Orc, aquela era a ligação de planos da Terra-Média. Ou seja, a partir dali, você podia ir para qualquer dimensão imaginativa que quisesse, tendo a devida permissão. E o ser magnânimo que concedia essa permissão naquele território era a ilustríssima Imperatriz Yaya.

– Vai ser fácil. – disse P analisando o panfleto – Aqui só diz que temos que ir até ela e pedir permissão.

– Será? – perguntou L – Não gostei do modo nervoso como Gollun falava dela… Parecia que ele estava meio traumatizado…

– Ora, – comentou A – O Gollun não é exatamente um ser simpático… Ele deve ter tentado roubar o almoço dela…

Após percorrerem as estreitas ruas repletas de camelos com as coisas mais variadas e diversas possíveis (desde feijõezinhos de todos os sabores à DVDs piratas do Calypso) a LAP chegou à entrada de um enorme castelo, com um letreiro girante em neon que dizia: YAYA – A ORIGINAL.

– Bom, depois de passar por essa Cidade de Leste em plena Terra-Média, não é de se admirar que tenham Yayas falsificadas. – comentou P.

As três se aproximaram da entrada e tocaram a campainha, que começou a reverberar por de trás dos muros tocando a melodia de Michi. Logo o pesado portão de madeira foi aberto por pessoas vestidas com ternos pretos e-

– AAAAAAHHHH! – LAP – WIBS!

As pessoas de preto se entreolharam e depois olharam para os seres estranhos a sua frente.

– O que querem? – um perguntou, sem mudar a expressão séria.

A LAP, abraçadas umas nas outras, os encararam por um tempo.

– Vocês não são WIBs? – perguntou A por fim.

– Somos os guardas da Imperatriz Yaya. – informou um deles.

– Guardas? – L conferiu no panfleto informativo da cidade – É mesmo! Ela tem guardas… Segundo o que diz aqui, eles são os Johnnys de Preto… Prazer! LAP desu! Queremos falar com a Imperatriz Yaya!

– Uma audiência? – perguntou o outro guarda – Preencheram o formulário?

– … que formulário? – P.

– Não podem ter uma audiência com a Imperatriz Yaya sem preencherem devidamente o formulário de requerimento. – o outro guarda indicou o panfleto e a LAP conferiu.

– Que droga. – L.

– Odeio requerimentos. – A.

– Até aqui tem burocracia? – P.

– Só podem entrar com o formulário preenchido. Adeus. – os guardas fecharam a porta da cara da LAP.

– E agora?! – L.

– Onde achamos esse dito de formulário?! – A revirava o panfleto da cidade em busca da informação.

– Que tal ali? – perguntou P, apontando para uma banquinha que tinha ao lado um painel dizendo ‘Formulários de requerimentos de audiências com a Imperatriz Yaya – Super Promoção! Formulários já preenchidos pelo preço de formulários em branco!’

– Wow! – LAP.

Sem perder tempo, as três correram para a banca, revirando os bolsos e as mochilas pelo caminho para reunirem tudo o que tinham que parecesse minimamente com escambo para os habitantes da Terra Média.

***

Depois de terem finalmente conseguido uma audiência com a Imperatriz Yaya, a LAP foi conduzida por outros Johnnys de Preto até um grande salão, repleto de quadros coloridos, fitas coloridas e luzes coloridas. No fim da sala, havia um grande trono, onde uma figura chamativa estava sentada segurando nas mãos um notebook.

– Oooohhh, ela tem até internet! – L indicou admirada para a antena wireless que saia no aparelho.

Porém, ao se aproximarem mais, a LAP pode reparar mais na Imperatriz de vestes coloridas de alguma época mitológica perdida no que no seu notebook.

– Você é a Imperatriz? – perguntou A com um tom de descrença.

– Serio? – P quase riu.

– Meu Merlin! Quantos anos você tem?! – L em tom de ‘como conseguiu?’.

A menina, que não parecia ter mais do que seis anos, colocou o seu note de lado, se apoiou nos braços do trono para poder pegar impulso e pular do seu assento, e então se pôs majestosamente de pé, perguntando:

– Quem são vocês?

A LAP olhou para baixo, enquanto a Imperatriz mantinha o rosto erguido firmemente, naquela pose de dominação mundial típica do Mot-Mot em fotos.

– Somos a LAP. – L achou melhor explicar – Na verdade estamos aqui para-

– Não precisa dizer! – a Imperatriz a interrompeu, e então girou o seu note para digitar alguma coisa, mostrando para a LAP logo depois, dizendo – Vocês estão presas na Terra-Média já há algum tempo por pura estupidez e não conseguem voltar. Para isso precisam encontrar um anel que representa a ponte de ligação com o seu mundo, e vieram até aqui pedir isso pra mim, não?

A LAP arregalou os olhos para a página inicial do Blog da LAP que aparecia na tela LCD.

– Mas vocês não seguiram devidamente a pista que Gollun deu. – continuou a Imperatriz recolocando o seu note no trono, com um sorriso de quem tinha o poder da informação nas mãos – Se fosse realmente espertas, teriam procurado o Mendigo Descolorido.

– E quem disse que somos espertas? – reclamou A.

– Se fossemos espertas nunca teríamos feito a besteira de entramos no mundo das fics! – P.

– Teríamos estudado matemática, nos formado em engenharia e agora estaríamos trabalhando na Petrobras e ganhando um monte por mês! Mas nãããão, vamos ser artistas! Comer miojo e ovo frito e cruzar os dedos para não cortarem a nossa internet!

– Ok, L. – P – Deu.

– Mas para a sorte de vocês, – prosseguiu a Imperatriz – o Mendigo Descolorido está aqui nesse castelo.

– Sério? – L.

– Podemos falar com ele então? – A
.
– Puxa, que sorte! – P.

– Vocês só precisam passar por alguns testes. – Imperatriz Yaya.

– Testes? – L.

– Que testes? – A.

– Estava fácil de mais para ser verdade… – P.

– JOHNNYS! – berrou a imperatriz e logo um bando de guardas vieram atender ao chamado – Preparem a arena e toquem as trombetas para chamar o povo de Yayacity… Hoje vamos ter um espetáculo!

– … Oh-ou. – LAP, não gostando de como soou aquela última frase.

Fic – O Retorno da LAP

CAP 02 – Técnica suprema de dominação mundial

– Puxa, quem diria que depois de termos caído em um lago de crocodilos, sermos resgatadas por um barco tripulado por aqueles simpáticos smurfs, termos nos perdidos nos esgotos de Môrdor e termos conseguido cavar um buraco até o horta da cantina do Centro de Treinamento de Orcs, nós finalmente tivéssemos a brilhante idéia de pedir informação sobre onde estava o carregamento de carne fresca do dia e finalmente acharmos a porta certa, não é?

– Pois é, L. – comentou Rosie-Posie, digo, A ainda de mau humor por causa da sua mais nova identificação perante a Terra-Média – Mas bem que eles poderiam ter lembrado de informar a parte dos ‘mais de três mil degraus’ que teríamos que subir para chegar na dita torre, não?

– 3.873, 3.874, 3.875, 3.876, 3.877… 3.878! – P saltou no último degrau – Legal! Eu disse que seria um número par!… Será que é esse lugar mesmo?

Elas olharam em volta da torre circular, iluminada apenas por um archote tosco na parede. Logo à frente, perto de uma abertura na parede de onde só se podia ver a escuridão do lado de fora, estava um amontoado de trapos.

– Será que é o Frodo? – perguntou A, cautelosa.

– L, vai lá e cutuca pra ver se está vivo. – ordenou P.

– Por quê eu?!

O monte de trapos se mexeu, fazendo as três se abraçarem de susto. Depois de coçar um pé no outro, resmungar alguma coisa que soou como ‘quero pudim de chocolate com danoninho, Sam’ e trocar de lado, voltando a dormir babosamente, a LAP pôde confirmar que se tratava mesmo do hobbit semi-morrido.

As três se entreolharam, e confirmaram mentalmente o que deveriam fazer. Imediatamente A tirou sua mochila das costas e resgatou de dentro dela um relógio de corrente, passando-o para P. Esta se aproximou do hobbit que roncava feliz, aproveitando o seu turno de descanso na história enquanto Sam passava por apuros para resgatá-lo, e iniciou os passos do manual ‘arranque qualquer informação de uma pessoa dormindo em três passos simples’.

– Agora, Frodo Bolseiro, – começou P, ajoelhada, balançando, concentrada, o relógio na frente do nariz dele – você está sob o meu controle e responderá qualquer uma das minhas perguntas!

– Mas, não precisa estar com os olhos abertos para que essa coisa do relógio balançando funcionasse? – perguntou L para A em um sussurro.

– L, o relógio é só para enganar o pessoal da fiscalização WIB. – explicou A falando baixinho – Repara que a P está usando a varinha disfarçadamente.

– Aaaaaahhh, entendi.

– Onde está o amuleto do amor eterno da Florzinha e do Hans Jensen Hokens? – perguntou P para o hobbit adormecido.

– Amuleto… o… quê?… – perguntou o hobbit vagarosamente, com uma voz sonolenta.

– O anel de plástico do chiclete que o Gollun pegou no rio outro dia.

– Ele pegou?… – o hobbit fez uma careta de estranheza, ainda dormindo – Nããããão, o Gollun não faria isso… No fundo ele é uma boa criatura, só tem um pequeno desvio de personalidade e precisa de um pouco de confiança e de compreensão das pessoas.

– Você vai acabar perdendo um dedo se continuar pensando assim. – comentou A.

– Não reparou se o Gollun tinha um anel estranho nesses últimos dias? – insistiu P, ainda balançando o relógio na frente dele.

– A única coisa que ele tem é uma tanguinha esfarrapada, uns cinco fios de cabelo e dois olhos enormes! – respondeu Frodo já ficando irritado, trocando de lado novamente.

– P, ele está na parte tosca dele na história, em que tem tanta fome e tanto medo que não vê nada de óbvio e pensa que o Fedegoso tem salvação. – disse A – Acho que o melhor é emboscarmos o próprio Gollun e torturá-lo até ele pedir pra sair.

– Também tô achando. – concordou P – Então, precisamos nos localizar no tempo da história… Será que ele tem algum script? – P começou a revistar os bolsos do hobbit.

– Eu acho que estamos em algum momento antes daquela parte em que os orcs vêm revistar ele e tiram tudo o que ele tem. Sabe, daí eles começam a brigar e logo o Sam aparece para resgatar o mestre Frodo…

– Então isso quer dizer que os orcs estão vindo para cá? – perguntou A, processando a informação.

– Provavelmente. – assentiu L.

– Então não podemos perder mais tempo! – P foi até as amigas, as empurrando para as escadas – Temos que sair daqui antes que eles percebam que nós não somos-

– Ah, então aí estão as treinadoras de técnicas de lutas! – exclamou um orc, aparecendo nas escadas – Procuramos vocês por toda a parte! A primeira turma está esperando por vocês no pátio de treinamento!

– …Sujô. – resmungou a LAP, com disfarçados sorrisos amarelos.

***

– TODO MUNDO JUNTO AGORA! – ordenou L, fazendo sinal para que a multidão de orcs enfileirados prestassem atenção nelas – SEGUINDO A GENTE!… POSTURA RETA! PÉS LEVEMENTE AFASTADOS! RESPIREM FUNDO! AGORA BATENDO UM PÉ NO RITMO! 1! 1-2! 1! 1-2! 1! 1-2! …CANTANDO HADASHI NO MIRAI COM A LAP!

Rikutsu janakute (esticam os braços para o lado com as mãos abertas)
Mushuu ni natte (da mesma forma, jogam os braços para cima, com as mãos fechadas)
Konna kimochi uso janai (abaixam as mãos espalmadas e então fazem um movimento de ‘subir degraus’ com elas, uma de cada vez sobre a outra)
Tsukareta mama no (abrem os braços, em um movimento como se estivessem mostrando aos outros todo o lugar a sua volta)
Kokoro urushite hashirou (fecham as mãos em punho e as movimentam para cima e para baixo)
Hajikeru PASSION! (esticam os braços para os lados com as mãos abertas)
Sousa NO REASON! (jogam os braços para cima com as mãos fechadas)
Todokisou na ashita e (abaixam as mãos espalmadas)
Mirai no kakera wo (abrem os braços no movimento de mostrar)
Yukeba ii (apontam para frente, acompanhando a melodia da música, e abaixam as mãos espalmadas)

– MUITO BEM, POVO! – P aplaudiu o esforço e empenhos dos alunos – AGORA VAMOS ACRESCENTAR A REQUEBRADA AO RITMO! VAMOS LÁ, DE NOVO!

Rikutsu [requebra pra um lado] janakute [requebra pro outro]
Mushuu [requebra pra um lado] ni natte [requebra pro outro]
Konna kimochi [requebra pra um lado] uso janai [requebra pro outro]
Tsukareta [requebra pra um lado] mama no [requebra pro outro]
Kokoro urushite [requebra pra um lado] hashirou [requebra pro outro]
Hajikeru [requebra pra um lado] PASSION! [requebra pro outro]
Sousa [requebra pra um lado] NO REASON! [requebra pro outro]
Todokisou na [requebra pra um lado] ashita e [requebra pro outro]
Mirai no kakera wo [requebra pra um lado]
Yukeba ii [requebra pro outro]

– ISSO AÍ! – A – TODO MUNDO FEZ CERTINHO!

***

Enquanto isso, na torre de observação dos orcs de alta patente:

– Tem certeza de isso é uma nova técnica de luta? – perguntou o orc-general 01.
– Sim. – confirmou o orc-general 02 – Elas disseram que essa é uma técnica suprema capaz de dominar o mundo inteiro…

Os dois se entreolharam por um tempo e então deram um longo suspiro, voltando as suas atenções para o pátio de treinamento, onde a LAP incentivava as tropas a baterem palmas e entoarem o seu hino de batalha.

***

Nessa vida tudo é fantasia… – L.

Qualquer coisa por acontecer… – A.

Todo mundo tem que ter um sonho, pra viver… – P.

TODO MUNDO JUNTO! – LAP.

Capotando dentro de um livro
Numa emoção verdadeira
Viajando pela Terra-Média
Onde não existe internet e pizza
Há muito mais entre os anéis e guerrear
Pra Sauron não existem barreiras
Môrdor não vai terminar
Enquanto houver as GUERREIRAS!

– Peraí! – A arrancou o microfone-élfico da L, que havia se empolgado e continuava cantando sozinha – Não são guerreiras! São orcs!

– Ah, mas não é a mesma coisa cantar a música sem falar essa parte… – reclamou L com beicinho.

– Mas vamos acabar com a reputação deles se eles cantarem, do nada, Guerreiras Mágicas, na frente de algum elfo loiro, por exemplo. – explicou A.

– Concordo plenamente. – afirmou P, provavelmente só ouvindo ‘elfo loiro’ da frase inteira – Vamos ensinar para eles um grito de guerra eu não seja tão vergonhoso para orcs não-otakus como eles. – ela pegou o microfone da L – SEGUINTE, PESSOAL! WHEN I SAY ‘LUCKY’ U SAY ‘MAN’!

LUCKY!(\o\\o\\o\) – LAP.

MAN!(\o\\o\\o\\o\\o\\o\\o\\o\) – Orcs.

LUCKY!(/o//o//o/) – LAP.

MAN!(/o//o//o//o//o//o//o//o//o/) – Orcs.

LUCKY!(\o\\o\\o\) – LAP.

MAN!(\o\\o\\o\\o\\o\\o\\o\\o\\o\) – Orcs.

LUCKY!(/o//o//o/) – LAP.

MAN!(/o//o//o//o//o//o//o//o//o/) – Orcs.

MORDOR EVEYBODY SCREAAAAAAAM! (\o/\o/\o/) – LAP.
AAAAAHHHHH!!! (\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/) – Orcs.

***

– Puxa… essa vida de treinar orcs para batalhas sangrentas não é nada fácil, não é? – comentou L para as outras duas, enquanto elas voltavam da cantina, depois de um merecido lanchinho da tarde.

– Acho que no próximo treinamento nós temos que montar um plano de aula e-

– Querem parar as duas! – cortou A – Não estamos aqui para treinar orcs!

– É mesmo, tinha me esquecido. – L.

– Desculpa, Rosie, digo, A… O que temos que fazer mesmo?

– Agora temos que procurar pelo Gollun! – lembrou A, mais uma vez tentando quebrar o seu crachá de habitante da Terra-Média e mais uma vez sendo derrotada pelo material resistente de que ele era feito.

– Mas onde vamos encontrar ele? – perguntou L – Depois que ele enganou os hobittsses ele some e só aparece para piorar o que já está ruim.

– Uma coisa é certa. – começou P – Ele está em Mórdor.

– Fantástico, P! – disse A – Só temos que procurar. O fato desse lugar ser maior que Foz não é nenhum problema, né?

– Como eu estava te dizendo Durvaldonildo, – dois orcs vinham conversando no corredor pelo lado contrário delas – hoje de manhã prendemos um sujeitinho estranho. Era magro como um ET e usava só uma tanguinha. Tinha os olhos enormes e um bafo de peixe que dava para sentir em quilômetros!

– É mesmo, Podrongôncio? E onde ele está?

– Jogamos ele nas masmorras, para não ficar fedendo aqui em cima.

A LAP deu um sorriso de triunfo.

***

Material de referência para esse cap:

Hadashi no Mirai:
Versão metade-mas-com-passos-completos
Versão Time-zoada-vamos-dominar-o-mundo
Versão Filha-Kim-Sam-Soon

Abertura Guerreiras mágicas

Lucky Man

Um Smurf (espécie em extinção, trate-os bem!)

Fic – O Retorno da LAP

Terceira parte de: O Um Anel Perdido e As Duas Pontes

CAP 01 – Na Fortaleza dos Orcs

– Eu ainda não entendo… – disse L brincando de enrolar um dos seus cachinhos no dedo.
– O que, L? – perguntou P ajustando o foco os seus binóculos infra-vermelhos superpower, capazes de funcionar mesmo no tempo sempre encoberto de nuvens negras de Môrdor, vindo diretamente da mochila da A – O fato de nós estarmos encalhadas aqui na Terra-Média desde 2005?
– O fato de ninguém ter reparado que a história ficou no pause durante todos esses anos? – ajudou A, enquanto usava sua varinha para mexer os ovos que estavam cozinhando em uma panelinha (retirada da sua mochila) no fogo mágico.
– Não! Eu não entendo como eu ainda tenho cachinhos!… Olha! Será que isso não vai sair nunca?! – L perguntou indignada – Eu quero meu cabelo embaraçado de volta!
– Não é hora pra isso, L! – brigou P – Eles vão nos ouvir!
– O que? Eles já chegaram? – perguntou A indo espiar por cima do ombro da amiga.
– Só pode ser. Olha… – ela passou o binóculos para a outra
– Também quero ver! – L pulou ao lado delas.
– Eles estão carregando alguma coisa muito suspeita. – continuo P – Deve ser o Frodo meio-morrido envenenado pela Laracna.
– Mas não era a Aragoge? – perguntou L espiando também – Lembra que ela havia sumido do cenário de Harry Potter e, segundo testemunhas, quem a roubou foi um sujeito que dava risadas muito altas dizendo ‘Sauron é incrível! Para que criar personagens novos se existem personagens de sobra mal usados poraí dando sopa?!’. Então só pode se-
– Enfim, – A interrompeu – O que importa é que tudo está seguindo o roteiro. – ela começou a contar nos dedos – A aranha quase mata o Frodo, Sam acha que ele morreu mesmo, os orcs vêm e levam o Frodo semi-morto embora para assar e… Peraí! – ela pareceu se lembrar de algo muito importante – Não estamos aqui para pegar o Anel e podermos voltar, P?
– Sim.
– Mas… que anel exatamente temos que pegar?
– … – P.
– … – L – … O que nós leva pra casa, neh? Aquele que a Elfa Super Poderosa tinha, o amuleto do amor eterno, o que você tentou enganar o Faramir, o que-
– Tá, L, já entendi. – A a cortou – Acontece que quem pegou esse anel foi o Gollun e-
– E não sabemos o que foi feito com ele desde então. – completou P – O nosso plano é bem simples: vamos aproveitar essa parte da história em que o Frodo fica lá na torre preso, nos disfarçamos de orcs e o interrogamos para saber em que pé anda a as coisas e como vamos recuperar a ponte sem criamos um colapso na história que poderia resultar em uma fenda no tempo e espaço em que intrusas como nós seriam simplesmente engolidas por um turbilhão de informações e tratadas como se fossemos simples bugs do sistema.
– … – L.
– … – A – Aaaaah, obrigada por me informar desse seu plano ao invés de ter me mandado cozinhar ovos, P! …Aliás, isso é ovo do que, L? A casca deles tem essa cor estranha de besouro…
– Sei lá. Achei ali atrás daquele arbusto e-
CRECK
– … – L.
– … – A.
– .. – P – O que foi isso?
CRECKS. CRECKS. E MAIS CRECKS.
Sons estridentes começaram a vir de dentro da panelinha e as três se viraram para ver o que estava acontecendo.
Coisas escuras com asas e pescoços cumpridos se mexiam sem parar dentro da água, soltando uivinhos agudos.
– Isso me é familiar. – A.
– Parece que eu já vi um troço assim antes. – L.
– Ah! – exclamou P lembrando – É um daqueles bichos voadores que os espectros montam!
– Exatamente em que arbusto você achou isso, L?! – perguntou A já se desesperando.
Mas L não pôde responder. No mesmo instante rugidos estridentes responderam aos guinchos dos bichos na panela e vários nazgûls surgiram de trás dos arbustos, procurando pelos filhotes perdidos.
– Mudança de plano! – disse P – Vamos entrar AGORA!
– AAAAAAHHHHHHHHHHH!!! – LAP correu na direção do castelo para onde haviam levado o Frodo, sendo perseguidas por mamães-nazgûls furiosas.

***

– P?
– O que foi, A?
– O que exatamente vem a ser isso?
– Hum…
A LAP, depois de ter dado duas voltas pelas montanhas até despistar as nazgûls, se espreitaram até a entrada da fortaleza dos orcs.
Mas, ao invés de estarem em frente a uma grande e tosca porta de madeira podre, como elas imaginavam encontrar ao estarem ali, estavam diante de uma grande porta de metal liso e reluzente.
– Caramba. – admirou-se L – Isso parece até aquelas portas de freezers de gente rica… Será que erramos de montanha?
De repente uma pequena abertura, antes invisível, se abriu e um par de olhos negros espremidos apareceu, perguntando:
– Quem são vocês e o que querem?
As três se entreolharam. Ainda estavam abismadas demais com a porta para poderem formular um plano de invasão que batesse com aquela realidade.
– Viemos ser orcs! – disse L pensando rápido.
– O quê? – o guarda da porta perguntou confuso.
– Viemos nos recrutar para o exército do grande senhor Sauron! – A explicou melhor, entendendo a idéia da outra.
– Huuummm… – o orc-guarda as analisou dos pés as cabeças – Não, vocês são muito baixinhas!
– EEEEIII! – P chutou a porta – Quem é baixinha! Vocês é que são grandes demais!
– Nós podemos ser espiãs! – sugeriu L.
– Por sermos baixinhas podemos nos esconder facilmente! – acrescentou A segurando P que tentava dar mais um chute na porta.
Porém, o orc-guarda não deu atenção para essa sugestão. Ele ainda estava impressionado com o ponta-pé que a P dera na porta.
– Onde aprendeu essa técnica, incrível, elfa baixinha?
– Técnica? – P.
– É um novo estilo de luta que criamos. – disse L em posição de luta, com os punhos no ar, vendo que agora o orc-guarda cairia facilmente no que elas dissessem – Treinamos durante anos para podermos servir ao senhor Sauron. – ela fez sinal para que as amigas as imitasse.
– Que legal isso! – o orc-guarda se interessou – E vocês vão nos ensinar também?
P e A olharam para L, que engoliu em seco e respondeu com um sorriso amarelo:
– Claro que ensinamos! Somos especialistas em ensinar técnicas de lutas de animes aleatórios para os outros, senhor!
– Então podem entrar. – disse ele acionando algum mecanismo por dentro que fez a porta correr para que elas entrassem – É só fazemos os seus crachás e vocês poderão participar do recrutamento.
– Está mesmo tendo um recrutamento? – perguntou A aos sussurros para P, a especialista em Senhor dos Anéis.
Lá dentro elas se deparam com uma sala iluminada onde a maioria dos objetos eram feitos de um metal como o da porta. E, o mais impressionante de tudo, havia uma grande mesa repleta de botões que piscavam, marcadores coloridos, radares que indicavam a movimentação em toda a terra de Môrdor e um palatír que expelia constantemente uma fita com códigos.
– UAU! – LAP, olhando em volta admiradas.
– Isso tá mais legal que a central WIB! – comentou L – Posso apertar algum botão? Só, um vai, diz eu sim, só um, unzinho, deixa?
– P, tem certeza que estamos no lugar certo? – perguntou A ignorando L eu repuxava a manga da sua veste.
P olhou para o orc-guarda, vestido com um terno preto, mas inconfundivelmente um orc, e disse sem muita certeza:
– Sim… acho…
– Coloquem os dedos indicadores aqui. – disse o orc, trazendo até elas um aparelho com uma saída de som e um local com o formato certo para que as pessoas colocassem o dedo solicitado.
P foi a primeira (ou seja, foi empurrada para frente pelas outras duas, eu olhavam a tecnologia orquiana com suspeita). O aparelho soltou uns bips e logo falou com uma voz robotizada de mulher:
Personagem identificado: Elfa Nindë Oronar, residente de Valfenda.
P piscou várias vezes, olhando boquiaberta para o aparelho que, de repente, soltou um flash e logo em seguida expeliu um crachá com essas informações e a foto dela com a cara que ainda estava fazendo.
– Minha vez! Minha vez! – L pulou na frente da P e enfiou o dedo no aparelho.
Personagem identificado: hobbit Rubi Pescoço-orgulhoso de Tûk.
L fez uma posse com um sorriso de orelha em orelha e dedos em ‘v’ na hora da foto e só depois reclamou:
– Eeeeei! Que tipo de nome é esse?! – ela pegou o seu crachá – Pelo menos a foto ficou legal!… Eu sou de Tûk?
– Sua vez. – o orc-guarda estendeu o aparelho na frente de A e ela colocou seu dedo.
Personagem identificado: hobbit Rosie-Posie Princesadoscampos de Bancopegado.
– QUE ***** É ESSA?! – rosnou A.
FLASH
– Agora vão por aquela porta e sigam até o final do corredor. Depois virem a esquerda, depois a direita, sigam três portas adiante, virem novamente a direita, desçam três lances de escadas, virem a esquerda, peguem o corredor número 5, entrem no elevador e subam até o vigésimo andar. Lá encontrarão o responsável pelo recrutamento.
– Tá. – L.
– Ok. – P.
– Eu sou uma elfa! – protestou A – Não se ligou na minha roupa não, ô maquininha do Paraguai!

***

– Como assim vocês não prestaram atenção nas instruções! – reclamou A, ainda de mau humor por causa do seu crachá, enquanto as três davam voltas pelos corredores repletos de portas.
– Mas eu achei que a P tinha prestado atenção. – quase chorou L.
– E eu achei que você tivesse prestado atenção, A. – se defendeu P.
– Sim, como se eu pudesse prestar atenção em qualquer coisa depois de ser nomeada Rosie-Posie Princesadoscampos do Bancopegado!
– … – L – Éééé… foi falha nossa, P.
– E o que vamos fazer agora? – pediu P – Esses corredores são todos iguais que nem sei se estamos indo ou vindo…
– Que tal batermos nas portas e ver se encontramos alguém para pedir informação? – sugeriu L.
– Princesadoscampos o *******… – resmungou A.
– Mas tem um mundo de portas aqui em baixo, L! – P – Temos que encontrar o lugar onde o Frodo está antes que chegue o momento de ele acordar, ou vamos atrapalhar o andamento da história!
– Bom, então ao invés de bater vamos simplesmente abrir todas as portas.
– Agora melhorou… Você fica com as de lá e eu com as de cá… E, A, senta em um cantinho emo com a sua mochila e espera a gente, ok?
– Tá. – respondeu A em um muxoxo, agarrando a sua mochila e se sentando no chão, ainda olhando inconformada para o seu crachá – Eu sou uma elfa, uma imortal…

***

P foi para seu lado das portas e abriu a primeira delas. Imediatamente, uma música muito alta encheu seus ouvidos e o que viu foi um pouco mais preocupante: um monte de pessoas usando turbantes e aquele bando de mulheres vestidas com burca.
Já estava escriiiitoooooooo – cantou uma mulher próxima.
Abismada, P percebeu que estava na novela O Clone.
– Óh!!! Inchálá, quero que Alá me dê muito oro!!
– Hum… – P deu um sorriso amarelo para uma mulher que lhe oferecia um docinho estranho, agradecendo e comentando consigo – acho que o Frodo não deve estar aqui…
Então, rapidamente fechou a porta.

***

– Dá licença! – pediu L abrindo uma das portas de supetão.
– NÃO TEM NADA PRA VER AQUI, SUA BASTARDA! – berrou uma mulher de rosto redondo e um cabelo armado, encolhida sentada em cima de um vaso sanitário, com a maquiagem toda borrada e escorrida pelo choro, assoando o nariz com um rolo de papel higiênico – EU SÓ LEVEI UM FORA DE NOVO E ESTOU DERRETENDO DE CHORAR NO BANHEIRO! ALGUM PROBLEMA COM ISSO?!
– Não, nenhum. Desculpe atrapalhar.
– ENTÃO DÁ O FORA DAQUI, IDIOTA!
– Sim, senhora Kim Sam Soon.
(fung, fung)… Como sabe o meu nome?
– Dá um autógrafo? – pediu L sorridente – Pode ser no papel higiênico mesmo!
– SOME DAQUI, FEDELHA!
– Desculpa-sumida. – pediu L mais uma vez com uma reverência antes de fechar a porta, ainda ouvindo o som abafado de um rolo de papel-higiênico sendo jogado contra ela.

***

P seguiu para a outra porta e a abriu. Dentro dela tinha uma floresta úmida e um casal estava ali próximo conversando. E, por mais estranho que isso parecesse, o homem era muito branco e parecia estar coberto de purpurina.
– Vampiro? – falou a mulher, encarando o homem.
– Vampiro?! – os olhos de P se encheram de compreensão – Vampiros brilham? – ela falou se aproximando, rindo e olhando o homem, interessada – Olá! Porque você passou purpurina em você, Cedrico?
– Que Cedri… AHHHHHHHHHHH! Me solta sua malucaaa!!!
P pulara no pescoço do Cedrico-Edward com olhinhos brilhantes antes que ele pudesse ter tempo de se defender.
– Ei! – protestou a garota – Ele é meu! Eu vi primeiro!
– Eu não me importo de você ter purpurina no corpo, eu te acho mó gatão!
Sem entender o Cedrico-Edward com sua força vampírica jogou P através da porta, fechando-a rapidamente.
– Humpt… paciência… – a rejeitada se levantou esfregando as costas – Francamente, como se eu gostasse daquele loiro lindo e aguado… Será que o próximo eu vejo um loiro mais bonito? – se perguntou, saltitando feliz em direção a outra porta.

***

L abriu outra porta e imediatamente ouviu uma explosão de aplausos.
– E aí está a nossa concorrente desse domingo! – cantou Silvio Santos – Se aproxime, minha jovem, para rodar a Roda da Esperança!
O concorrente que já estava no palco girou a dita da roda e uma música medonha, mistura de trilha sonora de Tubarão com Psicose, começou a tocar.
– GAAAAAAAHHHH!!! – L gritou desesperada no maior estilo ‘Esqueceram de Mim’ e fechou a porta desesperada, saindo correndo.

***

P abriu outra porta, ainda meio torta pela dor nas costas de ter sido arremessada, e encontrou um jardim bonito com uma piscina e várias pessoas ouvindo atentamente uma voz que parecia vir de um microfone.
– Agora vamos dar início à prova do líder!
– ARGH – P gritou, enojada, já dando meia-volta – BBB de novo NÃO!! Já me basta o de Hogwarts, francamente…
– Temos uma nova participante, Bial? – falou um dos peit… digo, uma das mulheres.
– AHHHHHHHHHHH! – P fechou a porta, correndo o mais longe possível dela.

***

L, ainda ofegando, abriu mais uma porta e no mesmo instante uma rajada de vento frio veio por entre um monte de casacos de pele no que parecia ser um armário de roupas antigas.
– Huuumm… – L pensou por alguns instantes – Opção 01 = ir para Nárnia, viver grandes aventuras até ficar velha e depois voltar do mesmo jeito que entrou e apanhar da A e da P por perder tempo com coisas aleatórias. Opção 02 = fingir que não viu nada, fechar a porta, seguir para a próxima, encontrar o Frodo, achar a ponte, voltar para casa sem ir para Nárnia e viver grandes aventuras, deixando P e A felizes… – L entrou pela porta batendo palmas – Opção 01! Opção 01! Opção 01!
Mas no mesmo instante a uma voz robótica de mulher (igual a do aparelho de identificação) soou vinda de algum lugar do além:
Não é permitida a entrada de hobbits nesse recinto.
E o lugar de onde vinha a rajada de vento desapareceu.
– Eeeeei! Que preconceito é esse!… E eu não sou uma hobbit! Sou humana!
Ha. Ha. Ha. – voz robótica rindo – Você não engana nós hobbitses! Circulando!
L fechou a porta contra a vontade:
– Bom, pelo menos acho que achei a irmã do Gollun… irmã?…

***

P abriu uma porta e…

***

L abriu uma porta e…

***
– Que estranho… – comentou A no seu cantinho emo – O chão está tremendo…
– AAAAAAAAHHHH! – P e L surgiram correndo desembestadas pelo corredor sendo perseguidas por gremelins e pelos marcianos de ‘Marte Ataca’.
– Meu Merlin! O que vocês fizeram?! – perguntou A ficando de pé em um pulo e no mesmo instante sendo agarrada pelas amigas para que corresse também e não fosse devorada ou desintegrada.
– FOI SEM QUERER! EU JURO! – chorava L.
– ELES SIMPLESMENTE ESTAVAM LÁ QUANDO ABRI A PORTA! – P se justificou.
– Ali! Ali! Ali! – A indicou uma porta com uma plaquinha escrito em orcês (com tradução em élfico, inglês-hobbit, sereiânico, trasguê e libras).
Assim que elas entraram e fecharam a porta depressa, tudo ficou em silêncio, e a escuridão foi total.
– Sabe… – começou L, ofegando como as outras, ainda segurando a porta fechada com toda a força – Não sei vocês, mas eu tenho a estranha sensação de que não temos mais um chão para pisaAAAAAAAAAAAHHHHHHH!
E as três despencaram em um precipício escuro.