B&C Oficina de Fanfics #17

Elementos: Anel/ bola de basquete/ morcego/ Cortador de grama.

Mariane, a médica que tentou ir no parque

Mariane realmente acreditou que seu dia de folga seria calmo, mas a visão do amontoado de gente gritando ‘Ajuda! Alguém traga ajuda!”, convenceram-na do contrário, correndo em direção à multidão, prontificou-se a auxiliar.

– Oi, sou médica. Há alguém ferido?

O rapaz , assustado, nada disse apenas apontou o corpo estirado no chão. Mas não havia nenhum brinquedo por perto. Afinal, quem conseguiria se ferir no solo? Um funcionário do parque, vendo Mariane aproximar-se do garoto machucado, já chegou na defensiva, falando que o moço se atirou na frente do cortador de grama enquanto fugia de um morcego. Os outros passantes começavam a enfurecer-se com o empregado, um revoltoso inclusive tentou atingi-lo com uma bola de basquete. A doutora iria medir o pulso do rapaz quando ele, sem abrir os olhos, agarrou sua mão fortemente.

– Ai! – Ela gritou – Deixa eu pelo menos tirar meu anel!

– Ele está acordando! – um dos observadores gritou. A médica vendo a situação disse:

– Calma gente deixa eu ver se está tudo bem mesmo com o rapaz. A multidão agitada não deixava a médica trabalhar.

Então ela deu um grito e todo mundo se afastava assustados. Nesse momento o garoto que estava no chão levantando e começou a encarar a médica Mariane, que imediatamente tentou explicar

– Calma! Calma! Eu sou médica e estava tentando lhe ajudar mas a multidão não deixava.

– Aah, desculpe-me doutora, me precipitei! Nossa doutora que olhos lindos e que lábios carnudos a senhora tem.

– Ficou maluco muleque; – disse a doutora furiosa com o menino. EU tenho idade para ser sua mãe!

– Uuuui, então eu queria ter uma mãe dessa hein. Toda boa (rsrsrs)

– Mas respeito comigo seu menino, olha minha idade;

Desculpe moça, é que você é, lá na enfermaria Mariane que cuida di ferido do Parque de diversão, mas o anel a deixava curiosa e a bola de basquete ira linda, o morcego não foi achado, cortador de grama quebrado isso era trágico.

– Enfim, parece que você já está se sentindo melhor disse a Dra, educadamente.

– Claro, com você sendo minha médica, só poderia.

A médica levantou-se com um olhar autoritário. Tinha algo errado com o menino alem de seus machucados visíveis. Logo presumiu que o morcego não existia.

– Rapaz, me acompanhe. Você precisa de mais exames – Ela declarou.

– Claro! Com você, tudo! – ele disse já a agarrando.

– SEGURANÇA! – Mariane gritou.

Dois bruta-montes abriram clareiras na multidão, e levantaram o rapaz pelos braços, levando-o à administração do parque de diversões. De lá, uma ambulância foi chamada. Além  da equipe, Mariane e um guarda do parque que foram junto ao hospital, onde foram feitos alguns exames.

– Não houve nenhum trauma profundo ou fraturas. – Afirmou o doutor.

– Que bom. – Mariane suspirou aliviada.

– Mas, no exame gástrico, apareceu um nível muito alto de manga, leite, licor e chumbo. Por mais que a maior parte já tenha sido eliminada, as alucinações ainda persistem. Ele terá que ficar internado.

À noite, no hospital, por semanas, se ouviam gritos:

– Mariane! Mariane, minha deusa! Venha me buscar!

B&C Oficina de Fanfics #14

Elementos: Pepino/ Urso/ Caneta/ Terra;

Um dia de pepinos e mosca

Era uma vez, na Terra do meu Quintal, onde havia uma carreira de pepinos plantados. Estávamos fazendo um piquenique para festejarmos o meu aniversário, quando minha irmã Betina chegou com uma caneta preta, querendo matar uma mosca que estava em cima da cabeça de um urso.

De repente, a caneta preta virou uma espada cor de terra e a menina correu em direção ao urso para acertá-la. Assustado ele tentou se defender, ao mesmo tempo em que a mosca fugiu. Isso fez com que o piquenique se transformasse em uma festa de pepinos, pois Betina, ao tentar acertar a mosca, estraçalhava os vegetais, que caiam aos pedaços na toalha estendida no chão.

O urso, não entendendo direito o que acontecia, limitou-se a sentar e observar a chacina contra os pepinos. Enquanto minha irmã lutava, o inseto desviava da espada com seus incríveis reflexos de mosca ninja. Eu, por minha vez, concentrava-me em molhar a terra e construir castelos de barro.

O animal de grande porte foi me ajudar. E que incrível habilidade o urso tinha! Enquanto eu me contentava em fazer apenas montinhos de barro, ele os ia moldando ao estilo dos melhores castelos da Europa, com belas torres e até um fosso! Mas tudo foi abaixo com um golpe de espada de Betina, que furiosa, gritou:

– Parem com isso e venham me ajudar!

– Calma, Betina… – disse o urso.

Assustada, Betina diz:

– Você fala?!

– Mas é claro. – afirmou o urso.

Betina desmaiou no colo do urso, que se assustou com o que acontecia.

Então a mosca virou para o urso e gritou:

– “Vida longa às moscas!”

Ao terminar a frase ela só sentiu a espada cortar parte de sua asa esquerda derrubando-a no chão.   Aproveitando-se da situação, ela fingiu-se de morta e o urso foi confirmar se era verdade. Mas, repentinamente, um enxame de moscas saiu de dentro do cabelo de Betina (porque o que ninguém sabia era que há mais de quatro semanas Betina estava com uma chapinha no cabelo, e de forma alguma queria tirar; e o cheiro do óleo anti-friz conduzia as moscas, deixando-as escondidas, sem ninguém perceber, entre os fios da raiz  até as pontas).

Betina ficou muito decepcionada, e desabafou:

– Aah, que saco! Eu só ia lavar meu cabelo no fim do mês, hoje já é dia cinco. Ia passar tão rapidinho… Mas agora sou OBRIGADA a lavar! Eu ainda lanço uma Organização Anti-Moscas e publico no meu blog… Aah, falando nisso, deixa eu ir lá pra dentro entrar um pouco na net.

-> Beijos!

B&C Oficina de Fanfics #15

Elementos: Gibi / Sorvete / Máquina de lavar / Goiaba

Que é Bella?!

Uma vez, um menino que andava distraidamente pela rua, com um sorvete na mão e um gibi na outra, e acabou tropeçando em uma máquina de lavar. Estirado de barriga no chão, praguejando até a décima geração da eletrolux, o menino se recompôs e, ao juntar seu sorvete do chão, se deparou com uma goiaba mágica. Entretanto, como ele não sabia que a goiaba tinha propriedades únicas, continuou andando e, sem querer, pisou na fruta mágica.

Muita luz e purpurina saíram daquela fruta. Assustado, o garoto viu se materializar bem na sua frente um cara alto, pálido igual a uma fralda de bebê nova. Com um sussurro quase inaudível, a criatura purpurinada disse:

– Onde está Bella?

– Quem é Bella? – o menino perguntou confuso.

– Eu sei que você está com ela! – e o cara, pálido como fralda de bebê, dava passos vagarosos na direção do garoto.

– E-eu juro que não estou com essa tal Belle.

– BELLA! – esbravejou o outro.

– Tanto faz… – o menino começou.

– Edward. Meu nome é Edward. Agora, me fala: o que você fez com a Bella?

– Não sei, nem sei e não gostaria de saber!

– MENTIRA!  Você sumiu com ela e eu sei!

E eles continuaram batendo boca.

Passando 2 horas, Bella aparece chupando um sorvete, tranqüila. Quando a viu, Edward corria em sua direção. Foi uma cena muito melosa. Porém antes dos dois se encontrarem Harry Potter surgiu entre o casal e gritou:

– NÃO, ELA É MINHA! – reclamou o bruxo erguendo sua varinha.

Mas logo aparece o Bob Esponja e…

– Hê hê He… Sem chance, ela é minha! Patrick, vem me ajudar! – disse Bob.

– POW, cara, eu cheguei primeiro! – gritou Edward.

– Ei, fui eu que ajudei ela a se recuperar quando você a abandonou – disse Jacob, descendo em um feixe de luz cor-de-rosa entre eles.

– Foi nada! – reclamou Patrick – Eu estava lá quando ninguém estava!… onde que era mesmo, Bob Esponja?

Entediada com aquela luta épica de mocinhos pela sua pessoa, Bella, que na verdade era Belle Goose disfarçada, avistou o gibi no chão e o achou mais interessante do que a briga.

– Ei, cadê a Bella? – perguntou o Harry Potter de repente, olhando em volta.

– Cansei de vocês! – gritou Belle, enquanto se entretinha, ali na esquina, em retirar um personagem de dentro dos quadrinhos – Agora esse cara aqui vai ser meu namorado. Ele com certeza é um vampiro!

– Oi, eu sou o Goku! – disse o personagem com um sorriso amigável, acenando alegremente enquanto era estrangulado pela sua nova dona.

– Ah, droga… – Bob Esponja – Vamos voltar a caçar águas-vivas, Patrick.

– Yay! – e os dois saíram.

– Mas, Bella!  – Edward fez beicinho.

– Some, seu sem graça!

E Edward fugiu chorando, sendo seguido por Jacob:

– Não chora, amiguinho!

– Se você não me quiser, vou casar com a Ariel! – ameaçou o Harry Potter.

– Tô nem aí. – Belle.

– Oi, eu sou o Goku! – sorriu o personagem.

E assim, Belle Goose arranjou uma nova vítima, ops, amor, e foi feliz até a outra semana, quando ela largou o Goku (Oi, eu sou o Goku!) e se apaixonou pelo Luffy.

Moral da história: Belle Goose non ecxiste! É um fruto da imaginação perversa do Sheldon! Bazzinga!

B&C -Oficina de Fanfics- #14

Elementos: Melancia / Balde / Caminhão / Cotonete

O caso do cotonete

Tudo porque eu não usei o cotonete.

Não ouvi minha mãe gritar e avisar que um carregamento de baldes em um caminhão gigante estava, em alta velocidade, passando no exato momento em que deixei uma melancia – que estava em minhas mãos sujas de sorvete, logo, escorregadias – deslizar rua abaixo. Fiz o que era óbvio e disparei atrás dela.

Só que, no momento em que eu sai, sinti algo me atingir com força na lateral do corpo. Antes de desmaiar, só tive tempo de me desculpar, afinal, eu estava no meio do caminho.

Infelizmente, acabei desmaiando e uma luz branca surgiu, trazendo consigo uma sombra, alta, magrela e cabeluda, que estava cada vez mais perto de mim.

Ela chegou, mas de um jeito diferente, escorregando com um balde. Cheguei mais perto para ver, e vi um caminhão vindo em minha direção.

– SOCORRO! SOCORRO! A VIDA É BELA, EU NÃO QUERO MORRER!!! I Love me!

Mas veio uma taturana e… Atropelou o caminhão, que virou, derrubando tudo o que tinha na caçamba, por sorte eram apenas potes de purpurina e o estrago não foi muito grande.

Apenas três pessoas foram para o pronto socorro, engasgadas com purpurina. O restante teve apenas lesão ocular e ficariam desprovidas da visão por algum tempo. Já o pior caso foi o meu: atropelado por um caminhão de baldes que por sua fez foi atropelado por um caminhão de purpurina que logo em seguida foi atingido por uma taturana gigante.

Tudo correu como o planejado: Só preciso lembrar onde deixei aqueles pavões…

Então Deus retorna para sua sala de projetos, satisfeito por dar continuidade ao que havia começado séculos antes, quando tirou a costela de Adão para ajudar a criar uma raça capaz de rebolar macarronicamente.

– DEUS!

– Fala Adão!

– Você esqueceu da purpurina. O que faremos?

– Hmmm… O que acha da idéia da Eva de levar um pouco de brilho na vida triste e escura dos vampiros…

B&C -Oficina de Fanfics- #13

Elementos: Chocolate / Capacete / Caneta / Jardim

O menino que queria chocolate

– Mas eu quero chocolate! – disse o menino, apontando para a geladeira.

Ele vestia um capacete e uma capa verde-limão, uma calça jeans suja com a terra do jardim e uma camiseta amarela suja com tinta de uma caneta que estourara em suas mãos.

– Não – negou veemente a pequena girafa, governanta da casa para crianças com imaginação improvável.

– Mas, Astolfa, eu-

– SENHORA Astolfa.

– Que seja… Já limpei o jardim e eu quero meu chocolate!

– Mas antes de tudo você também tem que lavar o banheiro!

– Eu não vou lavar o banheiro! – disse o menino, emburrado.

– Então não ganha o chocolate! – Astolfa disse autoritária.

– Tá, tá eu vou. – dito isso ele virou as costas.

Mas, assim que a girafa saiu do campo de visão, ele foi correndo em direção da geladeira. Astolfa se meteu na frente e o menino driblou a girafa. Só que a governante pôs o pé e o menino caiu de cara no chão.

Ele gritou:

– AAAAAAAAA!!!! Um ser super estranho quer me pegar!!!

Então, uma pessoa veio ajudar, mas atrapalhou tudo. Veio com capacete com purpurina rosa e com luzes verdes fluorescentes e todos ficaram cegos no mesmo instante.

– Só se for cega de amor! – disse a girafa.

Pelo jeito, ela se apaixonara pelo ser esdrúxulo que aparecera. Era um Pernalonga gigante, disfarçado de um microorganismo unicelular gigante.

– Como é seu nome, gatão? – perguntou Astolfa ao estranho ser.

– Purpurina-man, ou se preferir… Astrogildo, o porteiro do prédio ao lado. Sempre pronto para resolver todos os seus problemas, por apenas 99,99!

O menino, de tão perdido com o que acontecia, entrou em combustão espontânea. Como estava próximo ao botijão de gás, causou uma explosão, matando todo mundo.

E esse é o fim da história do menino que queria chocolate.

B&C Oficina de Fanfics #12

Elementos: Sapato / Guitarra / Computador / Árvore

Pernas para a árvore triste

Era uma vez, uma montanha de lixo, onde haviam, entre outras coisas descartadas, um computador velho, um sapato sem sola e uma guitarra sem cordas. Entre essas coisas sem vida, havia uma árvore, verdinha e cheia de folhas, que, sabe-se lá como, ainda vivia.

A árvore estava deprimida, pois não tinha ninguém para brincar. Então uma fada-madrinha, chamada Junete, apareceu e anunciou que lhe concederia um desejo. Animada com a possibilidade de finalmente acabar com sua solidão, ela pediu esperançosa:

– Quero amigos!

– Por quê? – perguntou a fada com um olhar suspeito – Você não precisa de amigos! Precisa é de pernas, para assim poder andar por aí e dominar o mundo! – continuou a maquiavélica fada e realizou sua mágica usando papel picado.

Antes pernas do que nada, pensou a árvore e pôs-se a correr em direção a lugar algum.

Depois de muito andar ela finalmente chegou à linda cidade de Lugar Nenhum. Lá se viam muitas pessoinhas alegres e saltitantes.

– Olá, pessoinhas alegres e saltitantes! – a árvore gritava pela cidade, enquanto recebia de volta olhares suspeitos e assustados.

– Uma árvore na cidade? – exclamou um morador que passava por ali.

A árvore continuava saltitante.

Todos estranhavam e olhavam com o canto do olho (tipo japa) até que surgiu uma margarida saltitante. Logo a árvore e a margarida se apaixonaram. Mas era um amor proibido, pois a margarida e a laranja e a fada já estavam apaixonadas pela árvore havia três séculos.

Mas aí apareceu a Hannah Montana cantando “The Climb”.

E no momento em que Hannah parou de cantar, a árvore e a margarida morreram. E morreram felizes para sempre.

B&C Oficina de Fanfics #11

Elementos: Cachorro / purpurina / chapéu / lápis de cor

Mais um dia na vida de uma criança da Vila Pinguin

Lá estava eu, com meus lindos lápis de cor e a purpurina, desenhando meu chapéu de festa para meu aniversário que seria dali uma semana.

O que eu mais queria era um cachorrinho, mas meu pai não queria me dar. Eu tinha que armar um plano com toda a minha inteligência de cinco anos.

Já sei! Vou roubar um cachorro e escondê-lo em casa. Meu pai nunca vai achar o cãozinho…

Resolvi roubar o primeiro cachorro que vi. Ele era branco e roxo e fedia muito, mas mesmo assim, fiquei com ele.

Passou um tempo, eu descobri que na verdade era uma cadela que estava prenha. Fiquei muito pensativa com minha inteligência. O que eu iria fazer?… Sairam filhotinhos muito estranhos, com a cara de Michel Jackson.

Não demorou muito e descobri que era um estranho fenômeno em homenagem aos 365 dias de falecimento do rei do pop. E, para me ajudar no meu dilema, logo em seguida recebi a mística visita de Ash e Pikachu, eles queriam que eu salvasse o mundo Pokémon! Mas neguei, fugi dos meus problemas e fui comer terra a terra era úmida e gostosa que saciou minha fome rapidamente.

Logo eu estava venerando a deusa minhoca e empenhada na minha missão de cavar o maior buraco do planeta. Porém, meu cachorrinho branco e roxo, reencarnação do rei do pop, veio me resgatar da minha alienação e me salvar de me afogar na lama.

Entretanto, contudo, porém, no entanto, eu não queria ser salva porque se eu morresse, poderia ressurgir como uma minhoca e conquistar o amor de minha deusa.

Só que o cachorro havia espantado a deusa minhoca e eu não tinha mais porque viver. Mas então meu cachorro me mostrou que, mesmo sem o amor da sua vida, se pode ser feliz.

Resolvi voltar para casa, triste, depois dessa decepção. Mas, ao chegar lá eu tive uma surpresa magnífica: Meu pai tinha me dado um cachorro azul que se apaixonou pelo meu cachorro branco e roxo. Meu pai ficou muito indignado com tudo, mas aceitou os dois cachorros.

Com eles eu superei o trauma de perder a deusa minhoca.

Moral da história: não coma terra.