B&C Secreto 2011 #05

De: Thata
Para: P

Segunda geração

Apesar de trabalhar, ter que cuidar da casa, do marido e da filha, Devoy precisava ficar pronta, levasse o tempo que fosse preciso.  Essa seria a história que abriria as portas para o reconhecimento e faria valer mais a pena anos e anos de palavras e diversão com a LAP.

O problema é que todas as idéias haviam se esvaído. No editor de texto, o cursor piscava no meio de uma frase interrompida, quase pedindo uma resposta. Apesar de não querer, precisava de uma pausa.

Decidiu dar uma volta pela casa, e ao ver a porta do quarto de Luna entreaberta, deparou-se com uma das cenas mais belas da maternidade: a menina colocara o pai pra dormir. Enquanto Rodrigo ressonava, a pequena afagava o rosto dele. A criança ouviu a risada da mãe, ainda que abafada.

-Mamãe! – Ela sabia que Luna sentia muita falta dela. As brincadeiras já não tinham tanta graça.

-Vem filha, mamãe vai fazer um leite pra você.

Com toda a destreza adquirida com os anos, Paula fez tudo sem muita dificuldade. Mas, ao virar-se novamente para o resto da cozinha, viu que o local estava tomado de açúcar, farinha de trigo e fermento. Luna estava no meio desse caos, amontoando a mistura e jogando para cima, plenamente satisfeita.

-Filha! – Paula exclamou, em um misto de cansaço, medo e repreensão – Por que você fez isso?

-Mamãe, eu queria ver neve! – o bebê falou inocentemente.

“Essa menina realmente tem muita imaginação, a segunda geração da LAP já está garantida”, pensou P. Decidiu aproveitar a bagunça e brincar na “neve” com sua menina. Devoy poderia esperar um pouco mais e a paga de Rodrigo ter dormido seria a vassoura e a pá para quando a brincadeira deixasse de ser interessante para o bebê.

B&C Secreto 2011 #04

De: Elô
Para: Thata

Por que não trouxeram o Jun???

– Corre L, eles devem chegar logo. Vamos para o aeroporto. – Thata corria, calçando os sapatos e apurando a amiga. Sho e Nino estavam vindo para o Brasil, mais especificamente para Foz do Iguaçu, gravar um comercial nas Cataratas e Thaiza, como fã louca que era, não poderia deixar de recepcionar seus ídolos no aeroporto.

– Calma Thata, nós chegaremos a tempo. A Elô acabou de me mandar um sms dizendo que o vôo deles está atrasado em mais de 2 horas. – Lhaisa tentou acalmar a amiga.

Assim que terminaram de se arrumar, a mãe de Thata levou-as para o aeroporto, onde umas 20 pessoas estavam aguardando a chegada dos ídolos, não muito famosos na cidade.

Depois de mais de 4 horas de espera no maravilhoso ar condicionado do aeroporto, que aliviava o calor infernal da “cidade forno”, elas puderam ver o avião pousando.

Todas as 20 pessoas que aguardavam, estenderam as enormes faixas, escritas em japonês e até mesmo em português, saudando os ídolos que estavam chegando.

– Tá tudo ok! – Eloise gritou apontando as faixas. (NOTA: sim, é a Eloise que manda em tudo, e a Thata manda na Elô. o/)

*—————————-*

Enquanto isso, no avião…

– Aiin Sho-chan, será que temos fãs esperando por nós no aeroporto? – Nino perguntou, ansioso e muito cansado depois da longa viagem.

– Acho que não. Pelo que me disseram é uma cidade pequena, então eles nem devem saber da nossa existência.

– Hum, estamos pousando. – Nino falou.

Os dois desceram rapidamente do avião e encaminharam-se para dentro do aeroporto, esperando a paz e o sossego, quando ouviram vozes gritando por seus nomes.

– Sho-chan, tá ouvindo? – Nino falou, espantado apontando para dentro do aeroporto.

– Estou sim. Parecem fãs… gritando nossos nomes. HÃ?

Seguiram em frente e puderam ver algumas pessoas – nada assustador demais – segurando faixas e gritando por seus nomes.

            Foram até os detectores de metais, onde Nino passou primeiro. Quando Sho foi passar, ouviu um alarme irritante. Os guardas pediram que ele voltasse e Sho começou a retirar toda e qualquer coisa (sapatos, cinto, relógio, etc.) que tivesse alguma parte de metal, mas cada vez que passava pelo detector, novamente o alarme soava.

*—————————-*

– Thata, o que que tá acontecendo? – Lhaisa perguntou quando notou a demora dos ídolos.

– Parece que o Sho não consegue passar pelo detector de metais.

Nesse momento Sho esticou-se e sua camiseta subiu um pouco, deixando com que Thata vislumbrasse um brilho metálico em sua barriga.

– Meninas, fiquem quietas um pouquinho. – Thata falou.

– Silêncio rapidinho. – Eloise, que segurava uma enorme faixa escrita em japonês “Por que não trouxeram o Jun?”, gritou para as outras e o silêncio reinou.

*—————————-*

De uma hora para outra, depois de um grito de uma das meninas, todas se calaram. Sho e Nino não puderam deixar de perceber o silêncio que havia tomado conta do lugar.

– O que aconteceu, Kazu? – Sho perguntou, já estressado com a história do detector de metais.

– Não sei… mas não deve ser coisa boa. Melhor você arrumar um jeito de sair logo daí. (NOTA: não, eles não conheciam a fama de Foz, mas ficaram com medo igual!)

Sho olhou para o saguão do aeroporto e uma das faixas lhe chamou atenção. Nela estava escrito em japonês “Por que não trouxeram o Jun?” e ao lado da garota que segurava essa faixa, encontrava-se uma mulher.

– Sho, o piercing! – A mulher morena que estava ao lado da garota da faixa gritou em português, mas mesmo assim, chamou a atenção de Sho, que ergueu a camisa e vislumbrou o piercing que havia recolocado no dia anterior.

– Sho-chan, eu não acredito que você colocou o piercing novamente! – Nino olhou indignado para o amigo – Tira logo essa merda e vamos embora.

Sho rapidamente tirou o piercing e seguiu para fora do aeroporto, passando pelas fãs. Ao passar pela mulher morena que havia lembrado-o do piercing, ele parou e deu-lhe alguma atenção.

– Autografa meu iPhone? – Thata estendeu seu celular para que Sho autografasse.

NOTAS FINAIS: Eloise continua indignada por não terem trazido o Jun junto, mas fica feliz ao ver o tanquinho de Sho quando ele tira o piercing. Thaiza ganha autógrafos de Sho e Nino no iPhone e morre de felicidade. Lhaisa ampara a amiga.

FIC THI-CHAN – Manual do Mot-Mot

Manual de um capítulo de lições que o Thi-chan pode ensinar ao Mot-Mot (ou não)

Prólogo

Mot-Mot estava concentrado em sua aula de Yoga, respirando e alongando para fazer seu chi fluir. Entretanto, sua mente não estava relaxada. Ele estava, como sempre, estressado e sobrecarregado de coisas para fazer, desde dominação mundial à se livrar da LAP.

BAM!

– MESTRE, MESTRE! SOCORRO, ELES ESTÃO VINDO! – Gritou Eito-Black adentrando a sala super-secreta balançando freneticamente os braços no ar e correndo em círculos ao redor do Mot-Mot.

– E lá se foi minha aula de yoga. – Disse ele pegando a esteira no chão e suspirando conformado enquanto L, A, P, Yuri e Thata surgiam na sala e iniciavam uma formação estilo meninas-super-poderosas.

“Você está cansado dessas pessoas que impedem seus planos de dominação mundial?”

Mot-Mot acenou positivamente para o holograma da cabeça de Zordon que flutuava no centro da sala enquanto o resto realizava uma estranha dança tribal câmera lenta.

“Está cansado dessas pessoas traumatizarem os seus servos?”

Ele olhou para o Eito Black, que estava abraçado nos joelhos e rodando pela sala um pouco antes de seguir para um canto e montar um altar para louvar a deusa-minhoca. Novamente acenou positivamente.

“E ainda mais cansado dessas pessoas te fazendo passar vergonha na frente de seus entes queridos?”

Mot-Mot olhou para uma foto dele com os irmãos e lembrou-se dele ser chamado de inútil e sempre estar sob eles. Acenou que sim novamente e sentiu uma vontade imensa de procurar um buraco e se esconder.

“Ótimo, tenho o que você precisa! Tudo por um preço razoável de 199,99 R$ mensais!”

Mot-Mot olhou para ele desconfiado e cruzou os braços.

– Prove que funcionará!

Eis então que tudo se iluminou.

Capítulo um – Como torturá-los

L havia acabado de acordar e sua cabeça girava. Olhou ao redor e não sabia onde estava, mas isso era comum para ela. Ao tentar se mover, entretanto, não conseguiu. Seu corpo estava atado à uma cadeira por cordas incrivelmente resistentes. Tentou gritar, se soltar, se debater, contudo nada funcionava. Foi quando uma música estranha começou a tocar que ela notou a TV que estava a sua frente.

No começo tudo estava bem, até o momento em que seres de oito patas e aparência amedrontadora surgiram na tela e, ao redor do globo de vidro onde ela estava, diversos desses seres apareceram também.

– GAAAAAAAH! ARACNOFOBIA NÃÃÃO! ARANHAS NÃÃÃÃÃAO! POR FAVOR, MOT-MOT, ME TIRA DAQUI! PROMETO SER BOAZINHA! – O desespero era evidente em sua voz conforme ele ameaçava abrir uma portinhola e deixar as aranhas entrarem.

– Me conte seus planos, espiã.

– Você realmente deveria parar de ver filmes de terroristas, Mot-Mot… NÃO, ARANHAS NÃO, POR FAVOR! GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

-//-

– MAIS, MAIS! – Gritou Mot-Mot assim que a ilusão se desfez.

“199,99 por mês.”

Ok, ok, eu pago. – Ele tirou a primeira mensalidade da sua carteira em formato de planeta Terra (sempre que podia a usava para brincar de dominação mundial)

“Perfeito! Então vamos continuar.”

-//-

A acordou na mesma sala que a L na ilusão anterior: uma sala completamente branca com um globo de vidro no meio, onde ela estava presa. Mot-Mot estava do lado de fora e olhava com um olhar superior para sua presa. No entanto, dessa vez ela não estava atada pelas cordas super-powerpuffs de Mot-Mot, mas sim solta e livre para se mover dentro do globo.

– Me tira daqui agora. – Ordenou A.

– Me conte os segredos da LAP! – Pediu ele.

– Nunca! – Retrucou A andando até ficar o mais próximo dele que conseguia e começou a bater no vidro.

– Veremos. – O olhar de superioridade dele permanecia quando ele apertou o botão vermelho.

– Espera aí, esse botão não estava aí antes! – Reclamou A.

– Isso é uma ilusão, queria o que?

Contudo, não houvera tempo para uma resposta, o botão foi acionado e uma parte da sala e do vidro se abriram, permitindo que uma multidão de crianças viessem correndo e se organizassem em ordem alfabética e por tamanho dentro do globo (não reclame, ainda é uma ilusão). O vidro se fechou no momento em que a ultima criança entrou.

– Agora todos vocês estão ao cuidado da Tia A!

– Me tire daqui ago- – Nunca saberemos o fim dessa frase pois, no momento seguinte, A fora soterrada por uma avalanche de crianças alegres querendo sua atenção.

– OK, OK, EU CONTO!

-//-

O coração de Mot-Mot foi preenchido por um raio de esperança.

-//-

Novamente a mesma sala, entretanto agora não havia o globo e a P estava presa no centro, atada igualmente a primeira. Dessa vez não havia TV, mas o Mot-Mot se encontrava do lado de fora.

– O que você está tramando, Mot-Mot? – Inquiriu P com uma sobrancelha levantada.

– Onde fica o esconderijo da LAP, me conte!

– Jamais! – Respondeu ela firmemente.

– Então você não me deixa outra escolha… Eito, deixe o primeiro entrar. – Pediu Mot-Mot delicadamente.

Uma porta se abriu e um ser loiro e cabeçudo entrou na sala.

POW! E recarregou a espingarda.

– POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? ELE ERA LOIRO E E E… – P começou a se desesperar.

– Próximos!

A porta abriu-se novamente, dessa vez deixando dois seres loiros entrarem.

– NÃÃÃÃO! O LÉGOLAS E O DRACO NÃO! EU CONTO, EU CONTO.

-//-

Mot-Mot agora saltitava de alegria, estava chegando o dia em que ele enfim se livraria daquelas crianças e daquele cachorro estú- Ops, fala errada. Estava chegando o dia em que ele enfim se livraria daquelas ignóbias criaturas que ousaram o aprisionar com um contrato.

-//-

Mesma sala (L: Eita, Mot-Mot sem criatividade!), só o alvo mudara e a sala estava agora menos iluminada. Thata (Thata: Oxe, sobrou para mim?) estava igualmente amarrada na cadeira. Mot-Mot estava do mesmo jeito que nas outras ilusões, contudo dessa vez havia uma pilha enorme de papéis amontoados.

– Me conte onde você escondeu o Eito Black! – Pediu ele quase em prantos devido ao seu leal escudeiro desaparecido.

– Não sei de nada! – Respondeu Thata.

– Tenho testemunhas que relatam que você estava, na noite de quinta-feira, carregando um oriental no seu ombro, amarrado e amordaçado. Me diga onde está o Eito! – Ordenou.

– Mas… Aquele era o Sho.

– … Argh! – Disse ele tirando o primeiro item da pilha de papel: Um pôster do Arashi. Exibiu-o como uma daquelas assistentes de mágicos que giram um objeto para provar que não é um truque, mas que na verdade era um truque e sua função era enganar os espectadores. Então o rasgou.

– QUE?! NÃO FAÇA ISSO! MEU PÔSTER, MEEEEU! TIRA, TIRA A MÃO! NÃO, NÃO! NÃO PEGUE OUTRO, NÃO RASGUE, NÃO OUSE RASGAR MEUS PÔSTERES! – Berrou Thata enquanto ele pegava o próximo.

– Simples: Me diga onde ele está!

– … Ok, eu digo!

-//-

Mot-Mot refletia se realmente precisaria dessa parte, entretanto sabia que informação era poder, então seria o mais poderosos do universo após aquela sessão. Havia feito um pacote de pipoca de microondas e agora o aproveitava enquanto a nova ilusão começava.

-//-

Agora a sala aparentava estar desbotando. No centro dela estava Yuri, amarrado no chão e com uma venda nos olhos.

– Ah! Onde eu estou?! Cadê a luz? – Perguntou Yuri tentando ver algo através da faixa.

– Me diga! – Mandou Mot-Mot.

– Te dizer o quê?!

– Não sei, só me diga!

– Mas eu não sei o que dizer! Aaah!

– Pois bem, veremos se você não diz depois disso. – Concluiu Mot² um pouco antes de retirar do bolso um fone de ouvido e colocar nos ouvidos do vegetariano. Tirou um CD-player do bolso e apertou o play.

Yuri sentiu o objeto ser colocado ao redor de seus ouvidos e esperou uma música tocar. Entretanto, tudo o que ouviu foi uma voz repetindo:

Você não é a pessoa mais importante do universo. Seus amigos não gostam de você. Seus gatos também não te acham importante. Você não é a pessoa mais importante. Você não é. Você não é…”

E assim se repetia diversas vezes (e de vez em quando surgia a voz do Thi-chan dizendo: “Você não come carne. Você não toma coca.”, porém ele não prestou atenção nessa parte). Logo após começar a terceira repetição, Yuri gritou:

– OK, EU CONTO, EU CONTO! MAS FAZ ISSO PARAR!

– Há! – Mot-Mot disse triunfante.

-//-

O cenário mudou, era dia das crianças e Thata, Thi-chan, Yuri e a LAP estavam reunidos ao redor da mesa brincando de Brigadeiro com café concentradamente. O cronômetro girava no centro da mesa até dar o tempo de trocar de folha. PLIM! Era hora de trocar.

As horas passaram e eles continuaram se divertindo sem parar, até que P perguntou:

– Thi-chan, como você conseguiu fazer com que o Mot-Mot cuidasse da Luna e de todas as outras crianças do bairro da L?

– Então, se lembram daquele dia que ele foi no dentista? Então, ele estava um pouco… Alterado quando voltou para o esconderijo.

-//-

Thi-chan entrou na sala super-mega-hiper-que-qualquer-um-consegue-invadir e olhou ao redor. Não viu nada que pudesse ser útil na sua tarefa de construir androides de alta tecnologia e decidiu sair da sala. Entretanto, antes que chegasse a porta, ouviu um murmúrio vindo de um canto da sala.

Ele olhou ao redor novamente e viu Mot-Mot sentado em um canto da sala. Aproximou-se e viu que o vilão dormia. Contudo, aquilo estava estranho. Talvez ele tenha achado isso porque Sr.Dumau babava, ou porque sua boca estava aberta mostrando gazes de uma recém cirurgia dental, ou até mesmo porque murmurava “Hê, não é o mais importante, não é.

– AGORA É A VEZ DAQUELE ELFO! – Gritou Mot-Mot e balançou os braços fazendo Thi-chan se afastar. Entretanto, ele ainda dormia e Thi decidiu se aproximar novamente.

-//-

A sala não era nada igual a de tortura dos outros. A ilusão estava ainda mais desbotada e qualquer outra coisa que não fossem as pessoas (Mot e Thi-chan) era um borrão indefinível. Thi-chan estava em pé ao lado do Mot-Mot, que olhava ao redor confuso.

– Hum… Vamos ver como tortura-lo – Disse o vilão esfregando as mãos em uma pose de supervilão.

– Torturar quem? – Pediu o Elfo.

– Você, oras! Ignóbil criatura que nem sabe que será torturada até me contar todos os mais secretos segredos da LAP.

– … Ok, para me torturar o que você precisa fazer é assinar essa folha em branco. – Um *PLIM* e uma folha de papel e uma caneta apareceram.

-… Bem, se essa ilusão é minha, você deve ser parte do meu subconsciente e eu sempre estou certo, então assinarei. – Concluiu Mot-Mot pegando a caneta e indo assinar o papel.

– NÃO, NÃO FAÇA ISSO, POR FAVOOOOOOR~ – Thi-chan suplicou falsamente enquanto ele aproximava a caneta do papel.

– Hehehe – E assinou seu nome.

-//-

– Aaaaaah! – Os outros exclamaram após Thi-chan contar-lhes a história, agora com o contrato em mãos – E ainda dei um jeito dele nunca poder usar o que descobriu contra vocês, adoro contratos mágicos do mundo dos elfos. – E sorriu.

-//-

Yuri: Parando para pensar… Mot-Mot descobriu uma maneira de torturar todos nós, menos o Thi-chan…

P: É…

L: Isso não é justo!

Thi: Claro que é! Eu escrevi. *Cruza os braços*

Thata: Não vale!

*Shuá!*

Eis que surge uma figura no centro da sala usando um grande manto verde-limão.

Ser verde-limão: ELE TEM CÓCEGAS! *Aponta para o Thi-chan*

Thi: AH! PLOC, PLOC, PLOC!

*PLOC*

A figura sumiu.

A, L, P, Thata, Yuri: Huuuuuuum…

Thi: Não.

Entretanto, isso não for a o suficiente para impedí-los de se aproximarem. E foi nesse dia que Thi-chan jurou nunca mais usar viagem do tempo em uma fanfic.

(Obviamente o autor não colocaria a maneira verdadeira de ser torturado. Portanto, vocês nunca saberão como.)

FIM!

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 3 – E foi assim que tudo começou…

28/08/2012 – Em frente ao Kokuritsu

Fazia algumas horas desde que o show havia acabado e na frente do Kokuritsu se encontravam cinco seres parados com olhos brilhando. Alem de curtir o show com vista privilegiada, os visitantes ganharam uma atenção toda especial dos cinco integrantes do Arashi.  Todos ganharam kits especiais by Arashi com DVDs de Show e outros trabalhos dos integrantes e um daqueles celulares super-chiques que eles faziam propaganda.

Como bônus, a Thata ganhou pôsteres e fotos autografadas de todos os membros, Thi-chan ganhou um DS velho que Nino não usava mais, L ganhou alguns bichos de pelúcia (os verdes) do Aiba, Yuri ganhou desenhos especiais do Sho (e alguns do Ohno, que são desenhos de verdade) e a P ganhou vestidos costurados pelo próprio Jun (que decidiu dar porque os outros começaram a querer tirar foto quando ele os vestia), que os fazia como passatempo.

– … Thi, como viemos parar aqui? – após alguns minutos que eles ficaram parados admirando seus novos pertences, P perguntou com a voz rouca depois de gritar durante o todo o show. E nesse momento todos voltaram sua atenção para ele com curiosidade.

– Nada demais, só testei algo que aprendi na faculdade. – O elfo respondeu simplesmente.

–x–

28/08/2012 – Cinco minutos após o aparecimento no Show

A porta causou um estrondo ao ser aberta com demasiada força e deixou um pouco de luz entrar na câmara escura. Do lado de fora apenas uma silhueta imponente podia ser observada. O ser deu alguns passos para dentro da sala e bateu palmas, fazendo as luzes se acenderem.

– QUE IGNÓBIL CRIATURA OUSA PERTURBAR MEU SONO DE BELE- … REJUVELESCIMENTO FACI-… QUE IGNÓBIL CRIATURA OUSA ME PERTURBAR?! – Perguntou Mot-mot retirando as fatias de pepino cortado que cobriam seus olhos e olhando ao redor.

Pouco da parede branca da sala aparecia e até o teto estava completamente encoberto pelos cabos que gambiarravam pelo lugar, ligados ao que antigamente era o computador-supremo-dumal do Mot-Mot no centro da sala.

– EITO BLACK! CADÊ VOCÊ?

– A-Aqui. – Respondeu o Eito em um canto da sala enrolado entre os cabos.

– Como isso aconteceu? – Agora o Mot² tirava a toalha que estava amarrada na cabeça e limpava o creme verde que cobria seu rosto.

– Ali. – O ajudante apontou para uma pequena tela na máquina que estava no meio da sala.

Ele leu os cinco nomes que estavam escritos, coçou o queixo e fez uma pose de pensativo.

– … Que seja. – Concluiu, bateu palmas para apagar as luzes e saiu da sala para o seu sono de beleza.

– … Mestre? – Sussurrou eito na sala escura.

–x—

28/08/2012 – Em frente ao Kokuritsu – 5 minutos depois

– Aaaah! – Exclamaram todos após a breve explicação cientifica do Thi-chan sobre a gambiarra, mas o que eles entenderam foi: fio, computador e botão vermelho!

Todos continuaram em silêncio por mais alguns minutos, sentindo que faltava alguma coisa, entretanto ninguém conseguia se lembrar do que era. Eles andaram um pouco seguindo uma direção qualquer.

– Ah! Como nós vamos embora? – Perguntou Thata sendo a primeira a lembrar. Novamente toda a atenção foi para o elfo doméstico.

– Que foi? Eu fiz a minha parte, que era nos trazer aqui. – Replicou cruzando os braços.

– Hm… Ok, eu desenho a vaca! – Comemorou L e todos se lembraram da ideia da rifa que originalmente os levariam até ali.

Entretanto, antes que o resto deles pudesse comemorar a grande ideia e a P cair em desespero, tudo começou a tremer. Um clarão e todos sumiram.

A quantidade absurda de cabos amorteceu a queda dos cinco seres que surgiram do nada dentro da sala. Eles levantaram e se localizaram: aquela era a sala super secreta do Mot-mot. Porém, não fora isso que deixara os nobres intrusos que acabaram de voltar do show do Arashi paralisados, mas sim a A que estava parada com os braços cruzados e um olhar mal-encarado.

– A, por que tem dois orcs com vestidos de escoteiras atrás de você? – Perguntou L.

– É, e por que eles estão segurando Mot-Mot e o Eito Black? – Acompanhou P.

– Eles fazem parte da minha nova experiência e- – Ela pigarreou. – Não importa! Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu A apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

P, Thata, Thi-chan e Yuri apontaram para a L. L apontou para o Eito Black.

–x–

Bônus 2

Esconderijo do Mot-Mot – Realidade paralela nº 2

– Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu Mot-mot apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

L, P, Thata e Yuri apontaram para o Thi-chan. Thi-chan apontou para L.

– Como você ousa mexer na minha máquina?! Você tem alguma noção do que você pode ter causado? Essa máquina construída excepcionalmente por mim tem o poder de modificar não apenas o espaço, mas tambem o tempo em que vivemos! Você pode ter causado uma catástrofe! Essa máquina alterará algum fato muito importante que mudará a vida de vocês para sempre! – Ele deu uma pausa e bebeu um copo d’água – De acordo com os meus cálculos, vocês têm cerca de… – Ele tirou uma calculadora do bolso e começou a apertar os botões freneticamente – 105 anos para descobrir qual fato foi mudado antes que suas vidas tomem rumos diferentes! E vocês nem viverão para ter consciência disso! Um buraco negro se abrirá e o mundo todo será engolido! – A versão nerd do mot-mot terminou o discurso ofegante.

~~

Realidade paralela nº2 – Passado não tão distante

– Olha, A! Mangás! – Exclamou L apontando para a vitrine de uma loja.

– Esse eu não tenho, vamos entrar! – Disse P com animação um pouco antes de abrir a porta da loja.

– Nós não deve-

Entretanto, antes que a A pudesse terminar sua frase, as duas já estavam dentro da loja, então ela não tinha outra escolha e seguiu as outras.

– IRASHAAAAAAAAAAAI! – Gritou um ser saindo de trás do balcão para atender suas novas clientes.

– Oi, eu sou a Pa-

Antes que nossa heroína pudesse terminar sua frase, todos ouviram um trovão que vinha de algum lugar perto. Todos olhavam ao redor assustados, procurando a origem do som.

– Olha, um pavão! – Disse L apontando para o bicho que havia surgido em um dos cantos da sala. – Posso pegar para mim, A? – Continuou enquanto saltitava na direção do animal.

– Claro que n-

A negação da A que faria L começar a uma insistência interminável até o fim dos tempos foi interrompida pela explosão do pavão em milhares de penas multicoloridas e fazendo com que uma silhueta imponente aparecesse e rapidamente tomasse forma no lugar onde o pavão estava.

– NÃO, NÃO, NÃO! ESTÁ TUDO ERRADO. – Gritou o novo visitante enquanto fazia gestos extravagantes com os braços.

– … Quem é você e o que faz… – Começou o dono da loja enquanto se aproximava.

– … – Visitante.

– … – Dono da loja.

Eles se encararam durante alguns minutos de tensão.

– AAAAAAH! – Gritou o dono vegetariano da loja enquanto corria para trás do balcão.

– Tsc tsc… E você! Você não deveria estar aqui! – Exclamou o ser do futuro apontando para a P.

– Ploc! – Proferiu a palavra mágica e fez com que a P desaparecesse.

– E vocês! Esvaeçam-se daqui. PLOC, PLOC! – E rapidamente fez com que as outras duas tambem sumissem.

O aparente mago olhou ao redor por alguns minutos sentindo que havia esquecido de algo.

-… Ah! Yuri, você já deve ter entendido, vem pra cá. – Afirmou para a criatura que saía trêmulo detrás do balcão.

– Você… Sou eu?

– Sim, vim do futuro para organizar os rumos da historia.

– Mas- Eu- Com- … Ok… – balbuciou sem conseguir chegar onde queria.

– Entretanto, como sou um ser bom eu te darei a chance de me fazer uma pergunta sobre o futuro, qualquer pergunta.

Os olhos do Yuri do passado brilharam com entusiasmo.

– …

– …

Eles continuaram se encarando por mais um minuto.

– … Onde você comprou essa roupa?

-… – Yuri do futuro colocou a mão sobre o rosto com indignação, que se limitou a dizer a palavra mágica para voltar para seu próprio tempo:

– Shuá.

-//-

Hora do intervalo

Y: Falando nisso, Thi-chan. Por que eu fui para o passado? E não você, que teve a ideia?

Thi: Foi porque me disseram que, quando você vê você mesmo do futuro, há uma pequena chance de você perder a sanidade.

A: …

L: …

P: …

Thata: …

Y: … Ainda bem que não funcionou, né?

Thata: Se isso faz você dormir a noite, querido…

Y: OH MY G-!

Thi: Agora voltamos com a nossa programação normal!

-\\-

Fim do bônus

–x–

– Eles fazem parte da minha nova experiência e- – Ela pigarreou. – Não importa! Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu A apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

P, Thata, Thi-chan e Yuri apontaram para a L. L apontou para o Eito Black.

Nesse momento A e Mot-Mot se olharam e iniciaram uma conversa mental:

A: O que você acha que deveríamos fazer com ela?

Mot: FOGUEIRA! FOGUEIRA!

A: …

Mot-mot: … Um piquenique?

A: Feito!

 

– Escoteiros! Vocês agora concorrerão a uma nova medalha: Quem prepara um piquenique mais rápido. Um, dois, três, valendo! – Disse A enquanto batia palmas e mandava os dois orcs vestidos de escoteira preparar comida.

– Vamos para a cozinha, o Eito Black fez brigadeiro com café.

– YAY! – Gritaram os outros seguindo rapidamente para a cozinha.

Mot-mot, o único integrante que ainda continuava na sala, refletiu sobre tudo que acontecera nos últimos anos… Desistiu, coçou a cabeça e decidiu ir comer brigadeiro com café.

E assim essa nossa grande família conversava e comia com uma felicidade abrangente, tendo como base assuntos aleatórios e divertidíssimos que viraram normalidade para todos eles, sempre com animação e imaginação explodindo por todos os lados.

Afinal, não há nada melhor que dividir brigadeiro-com-café com aqueles que são nossos melhores amigos.

Pensaram que tinha acabado, né?

–x–

Bônus final: A invasão

Thi-chan voltava para casa dirigindo a bisônica após uma sessão de brigadeiro-com-café na casa da L e, infelizmente (ou não), havia continuado a comer enquanto os outros exerciam atividades hiperativamente e caíam no sono. Contudo, sem realmente notar, parou na frente de um grande portão. Já passavam das duas da manhã quando o elfo apertou o interfone.

– Alô? Eito Ranger Black?

– Que foi?

– Me deixa entrar, quero fazer algo.

– Suma daqui, elfo-doméstico inútil.

 Se não abrir eu contarei para a P quem deu doce para a Chibi naquele dia.

– Mas- Como-… Você não faria!

– Experimente.

– Esssh! Ok, espere só um pouco…

Um ‘tzzzzt’ e o portão abriu. Thi-chan colocou a bisônica, que havia usado para chegar até ali, para dentro e seguiu diretamente para o laboratório.

– Ei, você não pode entrar aí!

– Sabe, Eito. O prejuízo naquele dia foi tão~ grande e a P ficou tão~ irritada, não sei o que ela faria com o responsável.

– NÃO! A P NÃO! E e e a Lilith pode aparecer e… E… *sniff*

– Ótimo! Então seja um bom menino e abra a porta.

– … Tá, mas não conta, por favor. *snif* – E abriu a porta.

E nesse momento, Thi-chan lembrou-se de algo muito importante. Entrou no laboratório e começou a digitar algumas coisas enquanto o Eito fazia movimentos circulares com o dedo.

– Eito! Me dá um autógrafo? – Pediu Thi-chan mostrando um pedaço de papel e uma caneta.

– Awwwn! – Os olhos do Eito brilharam e ele foi saltitante assinar o papel.

– Pronto, agora sua lealdade me pertence. A partir de hoje, você é meu espião. – Concluiu o elfo-doméstico mostrando o contrato que havia sido escondido.

– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! – Gritaria o Eito Black se Thi-chan o tivesse dado permissão.

– Heh. Vamos ao trabalho.

… E foi assim que tudo começou.

FIM

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 2 – Quando as possibilidades não acabam

Casa da L – 20 minutos antes da aparição no show.

Yuri, Thata, L e P estavam sentados ao redor da mesa na cozinha. Todos tinham expressões sérias em seu rosto. Yuri olhava concentradamente para o prato a sua frente enquanto os outros o fitavam com ansiedade.

– DRRRRRRRRRRRREEEEEEEEEEEEAAAAAAAM CHANCE! – O grito de Sho aprisionado dentro do celular da L fez todos se sobressaltarem.

– Alô? – Disse L tirando o celular de dentro do bolso e levando-o ao ouvido.

– Oi, L! – Respondeu o elfo da LAP do outro lado da linha.

– Thi-chan, O Yuri está prestes a pagar aquela aposta!

– Aquela do bacon?

– Essa mesmo.

– Yay! Pode passar o celular para ele rapidinho?

– Ok, espera aí… Ele quer falar com você, Yuri. – Afirmou enquanto passava o aparelho para o vegetariano.

– Sim?

– HEREGE!

– Obrigado pelo apoio, Thi-chan. – Retrucou Yuri sorrindo.

– De nada, posso falar com a P?

– Ele quer falar com você. – E passou o telefone para a P.

– Oi? – Pediu P assim que colocou o celular no ouvido.

– P! Você deixou a chibi em um lugar seguro?

– Ahn… Eu… Sim. – Respondeu desconfiada.

– Ótimo! A A está aí?

– Não, espera… L, cadê a A?

P passou o celular para L.

– Ela disse que precisava resolver alguns assuntos na terra-média. Acho que era algo relacionado com orcs escoteiros. Enfim, por que não está aqui ainda, thi-chan?

– Eu explico, pode colocar na viva-voz?

– Tá, só um pouco.

Thi-chan ouviu alguns barulhos estranhos que acreditou ser a L apertando botões aleatórios do celular até que algum deles pusesse na viva-voz.

– Pronto, pode falar.

– Se eu dissesse que, nesse momento, nós temos como ir pro show do Arashi, o que vocês diriam?

Os quatro que estavam na casa da L se entreolharam confusos.

– Nós pularíamos e gritaríamos!… Mas, porque pergunta? – Disse Thata tomando a iniciativa.

– Porque há! Vocês se lembram da página 17, capítulo 1.2 sobre aparições misteriosas do manual?

– Hai! – Confirmaram Thata, Yuri e L enquanto P ficava ainda mais preocupada por ter deixado o manual de “O que fazer ao invadir o show do Arashi” de lado quando L o havia escrito um ano antes.

-Perfeito! Segurem seus pertences. – Retrucou Thi-chan com simplicidade.

E, de repente, tudo começou a tremer ao redor deles. L agarrou seu celular, Thata segurou sua mochila e Yuri e P seguraram a L. Um clarão e todos desapareceram.

–x–

Bônus

Bastidores do Arashi – Realidade paralela um

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.

Contudo, antes que qualquer um deles pudessem se mover, um trovão estrondou e fez as paredes tremerem. Eis então que surge um buraco negro no meio da sala e de dentro dele sai um ser tão, mas tão perverso que seria capaz de deixar o gato do Shrek sem um novelo de lã pelo resto de sua vida felina. Ele vestia um longo sobretudo e um chapéu-coco azuis com estrelinhas amarelas que piscavam, entretanto isso não diminuía nada da tensão, uma vez que as luzes começaram a piscar freneticamente.

– Quack! – O mago proferiu a palavra mágica e mexeu os dedos no ar, fazendo toda a sala começar a brilhar.

Após cerca de um minuto desacordados, L acordou e levantou-se atordoada. Sentia-se estranha, parecia que o mundo havia ficado… Mais baixo. Não encontrou sinal do mago e arrastou-se até um espelho e olhou seu reflexo: Ela estava no corpo do Aiba.

– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

L ouviu a voz Thi-chan gritando do seu lado e, ao olhar, rapidamente entendeu.

– POR QUE NO CORPO DO JUN!? – Gritou novamente a voz de Thi-chan vindo de um Jun perplexo na frente do espelho.

Fim do bônus
–x–

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.

– Infelizmente… – Começou ele após todos sentarem organizadamente no grande sofá. L, Thata e Yuri entendiam o que ele dizia enquanto Thi-chan e P sentavam lado-a-lado para compartilhar o tradutor instantâneo.

– Ah! Eu não consigo fazer isso. – Sho concluiu enquanto seguia para o canto da sala junto do Aiba.

Nino deu um passo a frente e pigarreou:

– Então, infelizmente vocês não poderão ver o show porqu-

Entretanto, antes que ele pudesse terminar a fatídica frase Yuri e Thata caírem aos prantos, L abraçar os joelhos, Thi-chan começar um plano de sabotagem e P atacá-los violentamente por terem feito tamanha maldade, o celular rosa powerpuff na mão de P começou a tocar.

– ÔôÔôÔ ôÔôÔ ÔôÔ Caught in a bad romance. – Jun correu rapidamente e pegou o celular das mãos de P antes que ela visse o coração com “Jhonny” escrito no centro e purpurinas girando ao redor que aparecia quando o mestre ligava.

– Mo- … Hai… Hai… Hai, Jhonny-sama. – O ser esguio desligou o telefone e se dirigiu novamente para o lado de Nino.

Agora o foco de todos estava no Jun, que teve que se controlar para não começar a se contorcer devida a tanta atenção. Até mesmo Sho e Aiba o olhavam de canto de olho com uma ansiedade crescente.

– Jhonny-sama acabou de ligar e… Vocês têm permissão para assistir o resto do show!

– YAY! – Gritaram os outros, exceto Nino que havia esquecido do aviso que tinha que dar e jogava DS concentradamente.

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 1 – Luz, câmera, ARASHI!

28/08/2012 – Kokuritsu

O show transcorria normalmente. Love so sweet havia acabado de tocar e agora os integrantes do Arashi se separavam e cada um corria para uma direção: Fight Song iria começar a tocar. Entretanto, antes que o primeiro HOI! pudesse ser gritado, cinco feixes de luz multicoloridos desceram do céu no meio do palco.

Silêncio predominou enquanto a luz se dissipava e deixava aparecer cinco pessoas alinhadas uma do lado da outra por altura. A banda parou de tocar e todos observaram os visitantes. Alguns membros da platéia se perguntavam se aquilo fazia parte do show, outros imaginavam que os Power Rangers surgiriam, outros simplesmente continuavam a gritar como se nada tivesse acontecido.

Quanto aos integrantes do Arashi, cada um teve uma reação, que seriam as normais deles:

-> Ohno e Aiba sorriam para as cinco figuras, imaginando que aquilo fosse alguma ideia do Jun;

-> Sho sabia que o Jun não faria aquilo e era o mais chocado de todos;

-> Jun estava preocupado em procurar uma câmera ao invés prestar atenção nos visitantes;

-> Nino acreditava que o mundo acabaria naquele ano, então aquele acontecimento não era nada alem do esperado, portanto decidiu não se importar.

Os intrusos se olharam por um instante e formaram um círculo com as cabeças para dentro, iriam decidir sua tática.

– Nós temos que fazer isso. – disse L séria.

– Uhum. – Concordou Yuri balançando a cabeça.

– É, parece que não temos escolha. – Afirmou Thi-chan.

– Yoshi! – Complementou Thata com um sorriso.

– Mas… – Tentou argumentar P, e logo os olhos brilhantes dos outros integrantes a fizeram desistir. – Ok, vamos lá. – decidiu, vencida.

– Ok! Quando eu disser três… 1, 2… – Começou Thata enquanto os outros entravam em formação.

– TRÊS!

You’re my soul, soul. Itsumo sugu soba ni aru. Yuzurenai yo daremo jama dekinai. Karadajuu ni kaze wo atsumete. Makiokose, Arashi! Arashi! For dream! – Os cinco cantaram em uníssono de maneira empolgada (e devo dizer que até ficou bonitinho, tirando as desafinações de alguns), com direito a dancinha e papel picado que os Jhonnys Júniors jogavam automaticamente ao ouvir essa música.

Novamente o silêncio, os outros continuavam a observar os cinco pontinhos parados ofegante com a mão estendida, mas dessa vez todos observavam com a atenção devida. Até mesmo o Jun, que estava chocado por ter encontrado a câmera, porém a mesma não estar voltada para ele.

Foi nesse momento que a L tirou de seu bolso uma faixa e, com a ajuda dos outros, estendeu-a e exibiu para os integrantes do Arashi. A faixa dizia: “Viemos em paz” em japonês. Nino foi o primeiro a se aproximar. Olhou-os de cima abaixo e apontou com o dedo para o palco maior.

– Movam-se. – E todos prontamente seguiram a ordem do andróide.

– Jun e Ohno, diga aos fãs que já voltamos. Sho, cuide do Aiba e o mande parar de fazer dança tribal ao redor deles. – E virou-se para os visitantes – Eu irei escoltá-los, me sigam. – continuou cruzando os braços e seguindo em direção aos bastidores, acompanhado por cinco seres alegres e saltitantes (pelo menos era assim que ele os via).

–x–

Bastidores do Show do Arashi – 10 minutos depois.

Enquanto Thata explicava em japonês fluente para Sho e o Jun o que acontecia, L conversava via onomatopéias e dividia alguns gizes de cera com o Aiba, Thi-chan discutia jogos com o Nino usando um tradutor instantâneo que imaginou ser necessário para essa viagem, Yuri discutia sobre arte surrealista e pescaria com o Ohno e a P estava em um canto usando o celular-rosa-powerpuff-com-pompons-que-brilham-no-escuro do Jun para tentar ligar para sua casa e ver como a chibi-p estava.

– Alguém aí sabe fazer ligação Japão-Brasil? – Perguntou P esperançosa, mas recebendo apenas acenos negativos como resposta. – Droga! – Disse conformada enquanto continuava a discar números na esperança que funcionasse.

– Então você quer dizer que vocês simplesmente apareceram aqui?  – Perguntou Sho após Thata finalizar a explicação.

– Exato! – Confirmou Thata orgulhosa da explicação que havia dado, sendo apoiada pelos balanços de cabeça dos outros intrusos.

– Certo, aguardem um pouco… Arashi! Reunião. – Disse Jun chamando os colegas e abrindo a porta.

– Você sabe que não precisa falar assim, né, Jun-chan? – Perguntou Aiba enquanto saía da sala.

A resposta de Jun não pôde ser ouvida devido à porta fechada. Rapidamente os visitantes correram e se amontoaram para colocar o ouvido na porta para ouvir o que o Arashi dizia (até mesmo a P havia desistido de tentar ligar e foi ouvir). Eles conseguiram detectar algumas poucas palavras soltas, elas eram: Giz de cera, lápis de cor, 2012 e ornitorrinco. Porém, decidiram parar de ouvir ao se darem conta de que o único que se fazia ouvir era o Aiba.

A porta abriu novamente e permitiu que os cinco voltassem para dentro da sala. Todos mantinham olhares sérios, como quem tinha uma notícia trágica para dar. Contudo, o maior sinal disso foi Aiba chegar cabisbaixo na sala, tirar seu celular do bolso e ir sentar-se no canto do lugar.

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.

ESPECIAL DE FINAL DE ANO 2010 – PARTE 3 –

LAP vai a Forks

ERROS DE GRAVAÇÃO

– Droga… Como ele sempre consegue nos convencer? – L.

– Porque ele sempre tem que usar essa desculpa de vocês querem receber no final do mês? – A.

– Porque ele nos olhou com aquele olhar dumau e AAAAAHHHHHHH! CAMINHÃO #$%&@#%!!!! NÃO VÊ QUE ESTAMOS TRABALHANDO AQUI, $#$%&@$! – P.

– Droga! – A – Yuri! Traz toalhas que tomamos um banho agora!

– Friiiiiiiio! – L.

***

– É sério! Só você poderá nos sal-COF!COF!COF! THIIII! A FUMAÇA É UM VOLTA, NÃO NA MINHA CARA!

– Desculpa. – pediu Thi, saindo com um sorriso satisfeito.

***

– Não se preocupe! – disse Thata girando um botão na sua espingarda, apertando alguns botões, apontando para P e atirando.

– AAAAAAAH! – demais.

– … – L.

– … – A.

– … – Yuri.

– … – Thi.

– … – P, coberta de farinha.

– … – Thata – Iiiiih, gente, desculpa! Botão errado! Esse é quando minha mãe quer ajuda para fazer bolos…

***

– Droga… Como ele sempre consegue nos convencer? – L.

– Porque ele sempre tem que usar essa desculpa de vocês querem receber no final do mês? – A.

– Porque ele nos olhou com aquele olhar dumau e… – P olha para L sentada no chão molhado mexendo na lama – O que está fazendo?

– Bolinhos de chocolate. Querem?

***

– Oi! – P cumprimentou, jogando a Bella verdadeira para debaixo da mesa para tomar o lugar dela e a segurando com os pés.

– Oi! – Menina 01.

– Oi! – Menina 02.

– Oi! – Menino 01.

– E aí? – Menino 02 – E aí? E aí? E aí? E aí? E aí? E aí? E aí?

– EI! – P – Acho que o Menino 02 está com defeito!

***

P na aula de biologia, pensando:

– Acho que acontece alguma coisa nessa hora… – ela olha de relance para Edward que pacientemente espera a deixa dela ao seu lado.

Então uma samambaia vem correndo com folhas impressas, tropeça no caminho, rola pela sala, espalhas folhas para todos os lados, atropela alunos, carteiras e professores, bate no armário do fundo e é soterrada pelos materiais didáticos da aula.

– Ai. – L – Acho que machuquei alguma coisa…

***

– Foi mal, estava meio frio e tentamos acender uma fogueira no banheiro, mas a tia zeladora nos expulsou de lá e-

– L!

– Ah, sorrysorrysorry – as outras samambaias juntam-se a L e começam a dançar e a cantar e logo professores e alunos estão compartilhando cerveja amanteigada e cantando no karaokê e ninguém lembra mais o que estavam fazendo antes disso.

***

– Thata! A purpurina caseira da tua mãe! Rápido!

– Pra já! – Thata obedece prontamente atira no Yuri que é lançado para longe e some no horizonte.

– Iiiih, botão errado de novo. – Thata verificando o manual de instruções da sua espingarda e falando para os outros – Calma, gente! Eu ainda vou aprender a mexer direito nesse troço!

***

– Sim, foi o que eu disse, Jasson. Então, fala com ele, L! – P empurra L para a frente do lobo.

– Euuuuu?! – L – Por quê?!

Mas a P já havia fugido junto com todos os outros.

– Então… – L olhando para os lados em busca de um assunto – Você assistia TV Colosso?

– Sim! Eu adorava a Priscila e o Gilmar!

– É, né! E aquele cachorro amarelo-estranho que era o guru também era divertido!

– O final era sempre igual, chamando o povo para comer, mas eu adorava!

– E a música de abertura! Eu chorava quando minha mãe não me acordava para assistir a abertura!

– Sim! E-

– Ei! – P interrompendo a conversa – Não passava TV Colosso aqui em Forks, Josias!

Jacob a encarou por um tempo e então perguntou:

– Mas não vale nem se for assistido do Youtube?

– Nem existia internet direito naquela época, criatura! – A.

– Aaaaah… vamos de novo então.

***

– Obrigada. – P respirou aliviada – Agora, DAAAAAAAAMON! – ela grunhiu, mostrando os dentes – Você me matou, seu inútil! – ela tirou a varinha das vestes deu um sorriso malvado – Eu não amo mais você!… Mentira, amo sim, mas sabe como é, né? Tenho que seguir o roteiro e-

– P! – demais.

– Foi mal. – P.

***

– Droga… Como ele sempre consegue nos convencer? – L.

– Porque ele sempre tem que usar essa desculpa de vocês querem receber no final do mês? – A.

– Porque ele nos olhou com aquele olhar dumau e-

Um bola de brilhante despencou do céu bem na frente delas e logo se transformou em um conversível vermelho, com um loiro sorridente na janela que perguntou:

– E aí, moças! Querem uma carona?

– Eu quero! – P já quase entrando no conversível.

– Ainda não é hora de você aparecer, Apolo!

– Deixa eu iiiiiiir! – P.

***

– Viu, mas como vocês vieram para cá? – perguntou L, terminando de anotar suas conclusões sobre os acontecimentos sobrenaturais que assolavam a cidade no seu relatório WIB.

– Por que você desenha ao invés de escrever no relatório, L? – Yuri.

– Porque é mais bunitinho! – L mostrando os rabiscos coloridos para eles com um sorriso enorme.

***

Entretanto, antes que algum botão vermelho pudesse ser acionado, um estrondo chamou a atenção de todos e logo em seguida um ponto do teto desabou. Sob os destroços do telhado pairava uma bola brilhante.

– AAAAAAHHH! – Yuri sai correndo dos destroços que quase desabaram em cima dele.

– YURI! – A – É PRA VOCÊ FICAR ALI!

– TÁ LOUCA?! – Yuri.

***

– Olha! – P exibindo seus poderes vampirescos para os amigos – Eu posso correr muito rápido! – e ela sai correndo igual a uma mula – Eu posso destruir coisas! GRRRR! – ela pega a máquina de cafezinho do escritório WIB e joga pela janela.

– NÃÃÃÃÃO! – A e L tentando salvar a máquina.

– E eu posso voar! – P sai correndo, pula e cai de cara no chão, se levantando logo em seguida majestosamente como se nada houvesse acontecido – Ok, não posso voar… Tudo bem, tenho medo de altura mesmo.

***

– Landis Juuuuuuunior! Vai lá no quintal e pega um ramo verde que esteja apontando para o leste! Thaiza, pega a garrafinha de água benta que o padre da televisão benzeu hoje! Thiaguinho… Nada não, menino. Fica aí quietinho. O RESTO SEGURA A PAULA! – mandou a Tia-mãe-da-Thata enquanto checava novamente a sua receita em um caderninho antigo.

– Então né… Todos estão fazendo alguma coisa… – Disse Thi-chan com voz de elfo choroso sentado em uma mesa no canto da sala abraçado em seu ornitorrinco de pelúcia comendo um pedaço de bolo que a tia-mãe-da-Thata preparara.

***

– Então, primeiro você mistura a purpurina com farinha e limão para dar um toque diferente nas concistência da mistura. Daí pode escolher baunilha ou groselha para ficar um cheirinho melhor. Depois coloca no microondas por algum tempo e mistura com erva-doce e-

– Thata! – Yuri interrompe a conversa entre a amiga e o lobisomem, que anotava atentamente as instruções no seu diário – Não pode revelar os segredos da sua mãe assim pra qualquer um!

– Mas foi minha mãe que mandou! – Thata.

***

– Ok, Yuri. – A – Pode sair debaixo dos detroços… Yuri?

– Iiiiiih! – Thata olhando embaixo dos detroços – Acho que precisamos chamar uma ambulância… Mãe! Tem esparadrapo em casa?