B&C Secreto 2011 #03

De: Thi-chan
Para: Elô

Eloise Em Que País? 

Sentados ao redor da mesa redonda, eles se observavam sem realmente prestar atenção. Os pensamentos estavam voando para longe, perdidos nas lembranças de momentos mais felizes. L, P, Thata, Yuri e Thi estavam lá, todos vestidos de preto, em luto pela recente perda. Havia palavras que desejavam ser ditas, mas não havia coragem no coração de nenhum deles. Permaneceram assim, em silêncio, como se nada pudesse tocá-los.

Então, um barulho ensurdecedor enquanto o teto sobre a cabeça deles pareceu desmoronar e a sala toda se enchia de poeira. Todos levantaram e começaram a tossir, alarmados pelo que acontecera. Então, no meio dos escombros, uma figura se levantou, mas eles só conseguiram identificar aquela silhueta após o pó abaixar. O primeiro a conseguir foi o Yuri, que gritou:

– GENTE, A ELÔ VOLTOU COMO ZUMBI PARA BUSCAR A GENTE! – Gritou o vegetariano, quebrando uma das cadeiras e formando uma estaca com os pedaços de madeira.

– Não se preocupem, eu estou com a minha bazuca aqui! – Exclamou Thata, prontamente tirando uma capsula do bolso, acionando um botão secreto e fazendo com que o pequeno objeto se tornasse na sua arma secreta.

– YAY! ELÔ ZUMBI! PODEMOS FICAR COM ELA?! – Perguntou L, saltitando na direção da morta-viva.

– L! NÃO, VOLTA AQUI, ELA VAI COMER SEU CÉREBRO! – Exclamou P, correndo atrás da L para tentar segurar a amiga.

– Ela não parece um zumbi… – Disse Thi, vendo que a Elô parecia apenas uma pessoa que acabara de ser atirada por um canhão e caiu na casa de alguém que até agora o autor não conseguiu definir onde e agora estava cheia de pó branco na cara e no corpo.

– Ei, pessoal, eu não sou um zumbi! Estou viva! Sou eu, Elô! Fã de Arashi, fã do Jun, fã de Crepúsculo! – Exclamou ela, um pouco preocupada pela reação do Yuri e da Thata, mas nada grave.

– Iiiiih, falou que gosta de crepúsculo, é ela mesmo… Nenhum zumbi ousaria admitir isso. – Disse Yuri, recebendo acenos de cabeça afirmativos pela parte dos outros colegas da Liga Brigadeiro com Café.

– AEEE, TODO MUNDO ABRAÇANDO A ELÔ!  – E assim todos seguiram até a Eloise, que todos pensaram ter morrido após um terrível acidente.

FIM!

Não, brincadeira, na próxima página tem mais…

– L, você tem certeza que está aqui? – Perguntou Eloise, com um evidente nervosismo na voz.

– Sim, certeza absoluta, eu estava andando por aqui quando ele caiu. – Respondeu L, se referindo ao chaveiro perdido.

– Okay, então eu vou descer… – Retrucou Eloise, ainda não muito feliz por estar suspensa por apenas uma corda em um buraco enquanto Thi, P, Thata, Yuri e L a faziam descer lentamente dentro de um buraco no meio de uma floresta fictícia.

Todos estavam concentrados, focados na árdua tarefa que a quase-elfa-doméstica-efetivada quando, de repente, Thi-chan fez uma pergunta:

– L, o que é aquilo ali? – Perguntou ele, soltando a corda e apontando para um ponto brilhante no chão, próximo de onde eles estavam.

– Meu chaveiro! – Exclamou L, também soltando a corda e indo até o objeto, pegando-o com as duas mãos e tirando o pouco de terra que havia sobre ele.

– Eu falei que ele não tinha caído no buraco, L. – Disse Yuri, também soltando a corda. Colocou as mãos na cintura para fazer pose e soltou um suspiro cansado.

– Ok, então acho que já vou indo, tenho que buscar a Luna. – Disse P, largando no mesmo momento que a Thata.

– Tá, gente, o que vamos fazer agora? – Perguntou Thata.

– Vamos pra casa da Thata! Lá tem comida e Arashi! – Disse L, animada.

E, assim, todos concordaram em ir para a casa da Thata, sequer reparavam que…

– Gente, cadê a corda? – Perguntou Thi, logo que eles saíram da floresta.

– Que corda? – Perguntou L.

– Aquela que nós estávamos usando para segurar a… – E, nesse momento, todos se deram conta.

– ELÔ! – Gritaram todos em uníssono.

~~

Enquanto isso, no buraco…

– Pessoal…? – Essa foi a primeira pergunta que a Elô fez após a gigantesca queda para dentro do buraco e permanecer desacordada por algumas horas. Só então ela conseguiu perceber onde estava: uma sala circular com um teto altíssimo onde, no meio, um grande orifício se abria, mas que era tão cumprido que ela não conseguia saber para onde levava.

Ao seu lado, uma pequena mesa com tampo de vidro onde, sobre sua superfície lisa, havia uma pequena chave e um frasco de aparência estranha, escrito: “Beba-me”. Bem, considerando que Eloise é uma menina moderna e relativamente esperta, ela provavelmente pensou: “Hm… Uma bebida estranha deixada por um desconhecido em um buraco estranho… Bem, por que não?”. Mas, bem, como ela foi treinada pela L, na verdade ela pensou: “NEM MORTA QUE EU VOU TOMAR ALGO QUE UM DESCONHECIDO DEIXOU AQUI PARA A PRIMEIRA MOÇA DESAVISADA QUE VAI NUM BURACO!”, o que foi uma decisão um tanto quanto sábia.

Mas, então, o que ela poderia fazer? Pensou, pensou e pensou. E, no meio de sua pensação, ela deparou-se com uma cabeça flutuando ao seu lado, olhando-a com curiosidade.

– Você realmente devia beber o que tem dentro desse frasco. – Afirmou a cabeça.

– A-Aiba? – Perguntou ela, incrédula.

– Não, eu sou a sua consciência. – Respondeu a cabeça.

– Não, você é o Aiba. – Retrucou ela, bastante certa que aquela cabeça flutuante pertencia ao membro do Arashi que só sabia conversar vai onomatopéias.

– Não, eu sou a sua consciência! – Disse a cabeça, um pouco impaciente.

– Não, não, estou quase certa que você é o Aiba. – Eloise colocou as mãos sobre a cintura e olhou de maneira desafiadora para a cabeça.

– Ok, OK! Eu sou a sua consciência, que você deliberadamente fantasiou de Aiba, pois achou que a racionalidade combinava com ele. Eu não entendo, você não entende, então vamos logo com isso. Você realmente devia beber esse negócio. – Finalizou a cabeça, criando um braço, também flutuante, e apontando para o pequeno frasco sobre a mesa.

– Se você é minha consciência… Então, eu posso fazer o que eu quiser contigo? Tipo, como se você fizesse parte da minha imaginação? – Perguntou Elô, curiosa.

– Au! Au, au, au, au! – Respondeu Aiba, o que fez com que Eloise percebesse que seu teste realmente funcionara, ela fizera sua consciência latir! Porém, como era uma parte de Elô, ela entendeu o que Aiba quis dizer, e era algo como: Pode, mas não estou certo se deveria, eu tenho sentimentos, sabe? Ah, droga, você fez mesmo assim… Ok, eu realmente acho que você devia parar de brincar e tomar logo o líquido do frasco.

– Eu não vou beber isso. – Decretou Eloise, certa de que aquilo era alguma artimanha maléfica.

– Mas, se você não beber, não vai sair daqui. – Respondeu Aiba.

– Mas, não! Eu não vou beber isso! Nem morta. – Elô cruzou os braços, decidida.

Eis então que a cabeça faz outro braço flutuante aparecer e, utilizando de toda a sua capacidade motora, abre o pequeno frasco e vai levando em direção à Eloise, fazendo barulhinhos de avião enquanto se aproximava.

– Eu já falei que não vou beber isso! – Disse Elô, batendo na mão flutuante e fazendo com que o frasco voasse e batesse na parede mais próxima.

Tanto ela quanto a cabeça ficaram em choque ao perceber que a parede onde o frasco batera, quebrara e derrubara seu líquido havia começado a derreter.

– Viu? Eu estava certa. – Disse Elô, satisfeita.

– Eu sou sua consciência, não há certo ou errado. – Retrucou a cabeça e, mesmo assim, desapareceu enquanto Eloise adentrava a abertura da parede.

Do outro lado, ela avistou um mundo mágico, e incrivelmente imaginário: Plantas multicoloridas e cogumelos sorridentes, cachorros que andavam em duas patas e gatos que andavam em doze patas, centopéias com apenas cinco pés e vampiros que brilham no sol e que, por causa disso, sofrem bullying das fadas malvadas que, por uma incrível coincidência do destino, também brilham no sol, e existem poucas coisas mais ofensivas para um vampiro do que ser chamado de Sininho.

Porém, ela mal perdeu tempo com tudo aquilo, seguindo em direção à floresta, pois algo (sua consciência, provavelmente, que cantarolava ao seu lado) a dissera que aquele era o melhor caminho. A trilha parecia tranquila. As árvores cresciam altas e faziam uma agradável sombra e sensação de umidade.

– Ora, olá! – Ela ouviu uma voz vindo do topo de uma das árvores. Rapidamente procurou a origem, mas não encontrou.

– Quem está aí? – Perguntou.

– Não consegue me ver? – Perguntou a voz, novamente, e agora ela conseguia ver, mas dessa vez era apenas um sorriso flutuante. Percebeu, então, que o sorriso ganhava um rosto, e então um corpo, até que se tornou o…

– Cho? – Perguntou Elô, assim que o japonês se materializou bem na sua frente.

– Não, eu sou o gato sorridente. – Respondeu Cho, de uma maneira que parecia querer ronronar, mas não conseguindo muito sucesso.

– Não, você é o Cho. – Afirmou Elô, com convicção.

– Não, eu sou o gato sorridente. – Respondeu Cho.

Ah, isso de novo não, Elô conseguiu ouvir de sua própria consciência.

– Prove. – Ordenou Elô.

– Ok, OK! Eu vou provar para você… Prepare-se… – E então, antes mesmo que ela pudesse se preparar, ele abriu um largo sorriso e disse:

– Miau.

– É isso? Isso é a sua prova de que você é o Gato Sorridente? – Inquiriu Elô, incrédula.

Só dou tempo de Cho revirar os olhos antes de outros gatos aparecerem ao seu redor. No começo, parecia que eles miavam ao longe, mas à medida que eles se aproximavam, ela conseguiu identificar o coro. Então, ao som daquilo, Cho não agüentou, perdeu seu supremo disfarce ao se juntar com eles:

“Beeru! Beeru! Beeru! Beeru!”, e foram ao longe, a procura de um bar.

– Ah! – Sho lembrou, antes de ficar longe demais – Se você quiser sair daqui, só seguir para o leste. – E desapareceu, deixando apenas a sombra de um sorriso para trás.

O problema, contudo, é que ela não sabia para onde ficava o leste. Então, ela decidiu seguir a direção contrária à qual a sua Aiba-consciência apontara.

Andou, andou e andou. De repente, deparou-se com uma cena estranha. Em um trono feito de flores, uma figura azulada se erguia. Ao seu redor, uma fumaça multicolorida se espalhava, e sua aparência esguia estava confortadamente deitada sobre seu trono. Era algo parecido com uma lagarta, A Lagarta, mas era um pouco… Diferente…

– Jun? – Perguntou Elô, se aproximando, tentando abanar a fumaça com as mãos.

– Siiiiiim? Quer dizer, Nãaaao, eu não sou o Jun, moça. – Respondeu a Lagarta.

– Não, você é o Jun. O JUN! OMG! OMG! ME DÁ AUTÓGRAFO, POR FAVOR! – Pediu Elô, simplesmente perdendo o controle ao ver seu divo deitado em um cenário exótico vestindo apenas algo que parecia ser uma camisola azul. Bem, se sua consciência não julgava, por que ela faria?

– Ei! Não, eu não sou o Jun! – Exclamou Jun, franzindo as sobrancelhas para ela.

– É sim, eu estou vendo. Boca grande, corpo esguio, magrelo, voz esganiçada e invertebrado. É VOCÊ, JUN! ME DÁ UM AUTÓGRAFO! – Ordenou Elô, crente de que conseguiria.

Bem, não conseguiu. A Lagarta-Jun se desfez com a fumaça e desapareceu, abrindo um caminho atrás de si.

Deprimida, Elô seguiu o caminho que se abriu, ignorando todos os esforços de sua consciência para lhe animar. (E até uivar ele uivou).

Andou, andou e andou. Então, parou.

Na sua frente, uma mesa cumprida se estendia. Procurou pela Lebre e pelo Coelho atrasado, mas tudo que havia ali era uma pessoa na ponta da mesa, que ela reconheceu como… Hã, hã? Vocês conseguem adivinhar?

O Ohno, claro! Vestido de chapeleiro, mas o chapéu estava sobre a mesa. Naquele momento, ele olhava Elô de maneira catatônica, como se estivesse prestes a cair no sono. Porém, quando ela se aproximou, ele rapidamente pegou o chapéu sobre a mesa e colocou sobre a cabeça, transformando-se completamente. Nesse momento, como um robô, levantou-se e começou a dançar sobre a mesa. É, definitivamente era o Ohno.

– Oh-chan? – Perguntou Elô, mas não ouve resposta, ele apenas dançava, dançava, dançava. Então, começou a cantar. Daí, explodiu. Bem, acho que ele dançou demais.

Sem se abalar, Elô só queria sair dali, tudo parecia dorgas demais, era quase como se ela tivesse comido uma grande quantidade de Brigadeiro com Café e caído no… Sono.

Era isso! Isso que aconteceu! Ela comeu demais, dormiu e agora estava sonhando! Era isso! Porém, ela não gostava muito da ideia de se beliscar, então decidiu apenas seguir em frente.

Andou, andou e andou.

Enquanto isso, fora do buraco…

 

– Yuri, o que você está vendo? – Perguntou L, do topo do buraco enquanto um Yuri extremamente nervoso era lentamente abaixado até o fundo.

– Eu não vejo nada! É só um buraco normal que… GAAAAH! ME PUXA, ME PUXA! – Pediu o vegetariano, que prontamente foi atendido. Mas, só um pouco, eles ainda queriam saber o que ele estava vendo.

– Gente, a Elô se foi! Tem um lago aqui! Um lago, num buraco! Cheio de crocodilos! Em um deles eu vi a corda que usamos para carregar a Elô!… – Aquela revelação pareceu encher todos de choque. – Pessoal…?

Então, eles começaram a puxar o Yuri para fora do buraco, todos certos de que havia acontecido o pior com a Elô.

Agora, de volta ao buraco…

Ela chegou a um castelo. Geralmente o narrador colocaria algo desafiador aqui, mas acho que a Elô já sofreu demais, então a ponte estava abaixada e só havia uma porta para ela passar. Rapidamente, bateu três vezes, mas ninguém respondeu. Bem, não havia muita coisa para fazer, né? Girou a maçaneta e entrou no castelo, simples assim.

Lá, encontrou um cenário apocalíptico se estendendo à sua frente.  Os jardins, antigamente bem cuidados, agora estavam amarelados e quase mortos. Bem, ela nunca realmente se importou muito com paisagismo, então simplesmente seguiu em frente, andando pelos corredores de Hogwarts… Não, espere, essa é outra história. Bem, pelo castelo da Rainha de Copas, mas ela não sabia que era da Rainha de Copas, então não prestou muita atenção no ponto vermelho que se aproximava até que tropeçou nele.

– CORTE-LHE A CABEÇA! – Gritou o pequeno ser de cabelo comprido e vermelho, com vestido com um quê de oriental misturado com Idade Média.

– … Nino? – Perguntou Elô, identificando os traços orientais no rosto dele/dela.

– Não! Ignóbil! Sou o Rei de Copas!

– Mas, Nino, você está de vestido… – Respondeu Elô, pertinente, ouvindo sua consciência rir com a voz do Aiba.

– Ok, ok, já ouvi todo mundo me zoando por causa disso, já não basta o Jun-lagarta, o Cho-gato, o Ohno-chapeleiro e o Aiba-consciência rindo da minha cara, ainda vem uma menininha fã de crepúsculo querendo me desmoralizar, é isso mesmo? – Ele parecia evidentemente irritado.

– Desculpa, eu estava prestando atenção na sua peruca, o que você estava dizendo? – Perguntou Eloise, mas toda resposta que recebeu foi um pequeno ser de vermelho saindo apressado, afastando-se dela.

– Ei! Volta aqui, eu preciso saber para onde ir!

– Eu acho que você já sabe para onde ir – Disse Aiba, sua consciência. E era verdade, ela sabia, tinha visto o filme… Agora era o momento em que ela ia para o Castelo daquela princesa branquela. Suspirou, não sabia o caminho, então decidiu apenas seguir um caminho qualquer.

Andou, andou e caiu em um buraco. Sim, meus caros, mais um buraco.

A queda foi rápida, considerando que mais parecia um escorregador do que um buraco normal.

Quando, porém, parou de cair, encontrou-se em um lugar muito escuro, onde ela não conseguia ver absolutamente nada.

– E AGORA, SENHORAS E SENHORES, VAMOS VER A APRESENTAÇÃO DA NOSSA INCRÍVEL, FORMIDÁVEL! MEGA-POWER-SUPER-ESPECIAL MULHER CANHÃO! VAMOS LÁ, NO 3! QUERO TODO MUNDO CONTANDO COMIGO! 1… 2… 3!

E, nesse momento, Elô ouviu um barulho enorme e sentiu seu corpo ser lançado pelos ares. Não demorou muito até que ela estava voando sobre o País das Maravilhas, observando um turbilhão de flores coloridas passarem com velocidade, como se estivesse n’A Fantástica Fábrica de Chocolate, ou alguma coisa assim. Porém, algo a chamou a atenção, na parte de baixo, ela avistou um Gato, uma Lagarta, um Chapeleiro, um Rainha vermelha e uma Consciência cantando e dançando em um palco improvisado.

 Eu sabia! Exclamou para si mesma enquanto voava para longe, bem longe…

Agora, de volta ao presente…

-E foi isso que aconteceu. – Disse Elô. – Aí eu vim parar aqui. Não sei como, nem por que…

FIM!

Não, mentira, tem um pouquinho mais…

– Mas, ok, alguém sabe como tudo isso aconteceu? – Perguntou Yuri, curioso.

– Isso eu posso explicar! – Disse Aiba-consciência-de-corpo-inteiro-agora, entrando o aposento e chamando todas as atenções para ele. Todos queriam gritar, mas aparentemente algo impedia que eles o fizessem. Sim, o Aiba-consciência ganhou super-poderes e calou todo mundo.

– Então, tudo começou quando Elô caiu no buraco… Lá, ela acabou no lago dos crocodilos… Porém, mal sabia ela que há uma senha que, após ser dita, é levada para o QG de uma pessoa terrível, terrível, terrível. A senha, como ela deve se lembrar, é: “CROCODILOS! GAH! ME TIREM DAQUI!”, e assim ela foi levada para o quartel-general de um novo super-vilão. Lá, ela foi levada até uma incrível máquina capaz de prendê-la em um mundo fictício, completamente controlado pelos pensamentos mais alucinados de Elô. Lá, ela se perdeu e se encontrou várias vezes. Ela provavelmente não se lembra, mas enquanto ela imaginava que estava andando por um mundo inteiro, na verdade ela estava sendo cuidada por quatis mega-treinados para tratamento de unha, cabelo e massagem facial. Pelo menos até que o canhão estivesse pronto e ela fosse lançada de volta. Ah, eles usaram Seda, por isso o cabelo dela está tão lindo e brilhante…

Nesse momento, ele fez uma pausa para os patrocinadores

– Ou seja, Elô conseguiu achar o HQ de um vilão mais forte que vocês jamais viram. E, de acordo com a nova profecia, é ele que destruirá o mundo dessa vez… Mas, agora, o mais importante, o vilão é…

Nesse momento, ele explodiu em uma nuvem de purpurinas multicoloridas. Mas, como não havia muito que fazer além de limpar a sujeira, eles se contentaram em comer brigadeiro e conversar até o final do dia. Estavam felizes pela Elô estar de volta, então decidiram apenas esperar até que o vilão se mostrasse novamente. Aí, então, eles pensariam no problema.

Enquanto isso, no buraco…

 

Numa sala escura, uma pessoa estava sentada em seu negro trono. Em seu dedo do meio da mão esquerda, um anel brilhava intensamente enquanto ele acariciava um quati zumbi em seu colo. À sua frente, um monitor estava ligado. Estrelando, a Liga Brigadeiro Com Café, que mal sabia que estava sendo observada…

Continua…

Não, mentira, agora sim é o FIM! Pelo menos por enquanto…

B&C Secreto 2011 #02

De: Yuri
Para: Thi-chan

– Bom dia na cidade de Townsvi – KIHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAB!

Vinda de lugar nenhum, uma criatura estranha vestida de verde entra com uma voadora direto no peito do pobre narrador.

– L, quando pedi pra ser discreta, eu quis dizer NADA DE KIHAB! – um Yuri nervoso e agitado recolhia o corpo do narrador e escondia atrás de um sofá.

– Mas até parece que você não conhece a L, né Yuri – Thata, terminando de vasculhar o local em busca de outras pessoas, retorna ao grupo confirmando que o local está limpo – e devo confessar que essa ideia de visitar (P interrompe: InvadirCOF) a dimensão do Grande Narrador foi genial. De quem foi mesmo?

– MINHA! – responde Yuri.

– Nem dá pra acreditar né gente? – L, orgulhosa por ser uma das responsáveis pelos distúrbios na mente do pobre garoto – Por que viemos aqui mesmo?

– Bom, já que perguntou L, vamos relembrar o plano – enquanto fala, Yuri estende um grande papel em uma mesa ao lado do sofá, onde o corpo desmaiado repousava  – como podemos ver no diagrama que-MAS QUEM DESENHOU UMA GIRAFA AQUI? ÉLE!

– A culpa é da Luna que deixou o giz de cera perto de mim! O que você queria que eu fizesse? Guardasse? – L se defende prontamente, dando de ombros.

– GAH! Mas aqui tinha todo o plano e, droga! Ok, vamos improvisar. Thata, está vendo aquela janela ali? – Yuri aponta para uma cortina semi-aberta – preciso que você fique de vigia e, não importa quem apareça, desce o cacete!

– HAI, NI-SAN! – Thata incrementou seus poderes após um workshop com Capitão Nascimento, e agora podia identificar um mal elemento a quilômetros de distância.

– Ok, valeu Thata. Agora, voltando: estamos aqui por uma única coisa, que é narrar o aniversário do Thi-chan de maneira que nada de errado aconteça como na última vez que deixamos a L responsável por organizar a festa.

– Não se esqueça que ela liberou aquele dragão verde gigante que cuspia caramelo bem em cima de uma das namoradas do Thi, Yuri – P, sabiamente pontuando um fato importante da festa.

FLASHBACK

– CONSEGUI PEGAR A CALCULADORA DO THI CHAN EEEEE! – L correndo e batendo palminhas, e esquecendo que estava com o aparelhosuperpoderosonasmãos apertou todos os botões juntos.

– NOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – Thi gritou, enquanto enterrava os joelhos no chão e chorava descontroladamente – COMO isso foi acontecer? QUEM deixou a L pegar o controle?

– Mas Thi, são muitos botões e eu- uma rajada de caramelo ardente interrompe L- GAH! QUENTE QUENTE QUENTE!

– L, o que você fez? Thi! Tem um DRAGÃO voando no seu aniversário!

– Gente, a Lhaisa sempre surpreende né? Esses meninos! – a mãe do Thi, sem desconfiar que a culpa, na verdade, é do filho, que esconde um laboratório super secreto embaixo da cama, além de ser presidente e membro da OSMBPDM – Organização Secreta de Mentes Brilhantes Poderosas para a Dominação Mundial.

– Vamos procurar abrigo enquanto pensamos em uma estratégia! Thi, vem! – Yuri chama Thi, mas ele se encontra em uma poça de depressão, em um cantinho escrito, com legendas vermelhas enormes sobre ele, nas quais era possível identificar a palavra “DERROTADO” – droga! P, leve todos pro laboratório, vou buscar o Thi! E amarre a L!

– Ok! Podeixar! TODO MUNDO JÁ PRA DENTRO! VOU CONTAR ATÉ TRÊS! UM…

Não precisou contar o dois. Logo, só se encontravam Yuri, Thi-deprimido, L amarrada em uma árvore, Thata e P, todos prontos pro combate.

– Thi, para de drama, precisamos de você pra arrumar a calculadora! – P, em tom de mãe, mas não funcionou, já que o menino estava imerso em seus pensamentos repetindo palavras sem sentido como abobora, cachorro e caramelo fumegante.

– Pelo jeito, vai ser com a gente mesmo, Yu – Thata se posiciona com as mãos na altura do peito, pega o iPhone e seleciona um aplicativo, enquanto pronuncia: iCHAVE QUE GUARDA O PODER GENÉRICO, MOSTRE SEUS VERDADEIROS PODERES SOBRE NÓS, E OFEREÇA-OS A MIM, PORQUE SENÃO TE QUEBRO NO MEIO! – uma luz rosa rodeou a Thata, enquanto um samba acompanhava sua transformação superpoderosa, e logo, nossa heroína estava vestida pra guerra – literalmente.

– BHUGOI! – L, que também estava amordaçada além de amarrada, comentou o ocorrido.

– Nossa Thata, que demais! – diz P.

– É que você não viu ainda os aplicativos novos de combate!

E você deve estar se perguntando, caro leitor, o QUE DIABOS o dragão-verde-cuspidor-de-caramelo-fumegante estava fazendo neste meio tempo. Bom, como ele é um dragão, e voa, resolveu passar o tempo destruindo as redondezas, mais que óbvio.

– Thi, REAJA MENINO! – Thata usa o aplicativo da força de vontade, que dá a ela o poder do TAPA DE REALIDADE. O pobre rapaz é atingindo em cheio, e desperta de seu transe melancólico.

– Merlin! Obrigado Thata!

– Imagina!

– Thi, você precisa consertar a calculadora rápido. A L desconfigurou ao apertar vários botões ao mesmo tempo – Yuri, preocupado, enquanto ajudava a P a vestir a roupa de vampiro dela. (a gente precisa mesmo vestir essas roupas Yuri? – P, ainda duvidando daquilo) Claro que sim! Temos que salvar o mundo com estilo! Ninguém mandou você não ter aplicativos como a Thata! (eu tenho dentes! Afiados! \o/)

– Na verdade, o que aconteceu foi que a L não ativou nada. A calculadora está sem bateria. – diz Thi, analisando o objeto.

Todos param, incrédulos.

– O que aconteceu então? – questiona Thata.

– Ainda não sei. Mas não foi só o dragão que veio para nossa dimensão.

PAUSA DO FLASHBACK

– Mas hein, esse flashback vai durar até quando? – P, com sono.

– Espera né, afina é a drama queen que tá contando- mas L não pode terminar, porque uma cadeira voou na direção dela, coincidentemente vindo da mesma direção que Yuri estava. – EI!

VOLTA PRO FLASHBACK

– ENTÃO COMO EU IA DIZENDO, não foi só o dragão-verde-cuspidor-de-caramelo-fumegante que veio para essa dimensão. De acordo com esse relatório dos portais dimensionais da Terra, veio um monstro-mágico de dimensões aleatórias para cada ideia aleatória que a L já teve. – Thi arranca uma série de papeis da calculadora (que agora tinha uma impressora embutida) e distribui entre os presentes.

– Ok… mas isso não quer dizer nada. – diz Yuri.

– Não mesmo. Só quer dizer que foi mais um daqueles distúrbios da imaginação da L quando ela está muito feliz.

– Ah, tá. – todos concordam.

– E como resolvemos isso? – P pergunta – Eu já estou toda vestida e pronta pra matar!

– Acredito que precisamos apenas fazer a L dormir e tudo se resolve.

– NÃO! EU DEMOREI HORAS escolhendo essas roupas pra vocês! – diz Yuri triste – TUDO SUA CULPA L! – e sai batendo o pé.

– Bom, então P, já que você é mãe, você faz a L dormir. – Thata desliga o aplicativo e volta ao normal.

– É. – Thi guarda a calculadora – quem quer jogar Mortal Kombat?

– EU! – e todos saem sorridentes.

– Mas, mas, porque EU? – P, revoltada, indignada, encara L, resgatando toda a “mãe” que ela deixou um pouco pro Rodrigo em Curitiba,  enquanto ele cuidava da Luna com pão e jujubas – vai me dizer que você tomou energético de novo L?

L tenta murmurar algo, mas não conseguiu, pois sua língua estava dormente, a boca amordaçada e os braços, presos. Fez tudo que a situação lhe permitia: virou os olhos fingindo que não escutava nada.

– Quantos você tomou?

– MAMBfSMf.

– Ahn?

P resolveu usar seus poderes vampíricos, e desmaiou L.

 FIM DO FLASHBACK

– Por isso estamos aqui, na sala de onde TODO o universo é controlado: o escritório do… – Yuri faz uma pausa dramática, enquanto terminava com um sussurro – Grande Narrador… – e olhou ao redor desconfiado, como se estivesse sendo vigiado.

– Deixa comigo! Vou narrar uma festa de aniversário bem legal pra ele! – L, já se preparando pra ir ao Microfone-que-tudo-concretiza. Yuri tentou alcança-la, mas não conseguiu, pois tropeçou no pé do corpo, que não ficou atrás do sofá. P e Thata nem ligam muito, pois querem se divertir com a situação. L pigarreia, faz uma voz meio rouca, e começa – Era uma noite esquecida pelas estrelas. Um garoto caminhava pelas ruas silenciosas de sua imaginação, quando um meteoro verde interrompe o fluxo dos ventos-que-anunciavam-a-mudança-dos-tempos e se torna a pedra em seu caminho, abrindo uma imensa cratera entre sua casa e a loja de videogames e um gato-unicórnio-verd-

– VÉLE! É pra fazer algo pro aniversário dele! – interrompe Yuri, jogando ela pra longe do microfone com uma jogada de corpo – ENTÃO TUDO CORREU BEM NO ANIVERSÁRIO DO THI E-

– EU INVOCO A ELO-LHAISA! – E jogando uma pokébola na cabeça do Yuri, um clone da Lhaisa irrompe da luz verde (ela configurou a pokébola porque sempre achou a cor vermelha chata).

– LUCKY MAN! – L gritou em coro, com a Elo-L que saiu do instrumento.

– Elo? Você virou um pokémon? – P e Thata observavam a situação, intrigadas, agora sentadas no sofá, comendo pipocas fresquinhas, feitas pelo aplicativo que Thata baixou, aproveitando a internet de velocidade infinita do G. N.

– Na verdade, eu e a L temos uma pokébola que invoca uma a outra em situações de necessidade extrema. É muito útil quando estamos longe. (a minha é roxa, olha!) Como eu, que na verdade, deixei um bunshin em São Paulo, na casa da minha vó, enquanto vim aqui ajudar. Então L, o que você precisa?

– Vamos derrotar o Yuri! Você segura ele enquanto eu narro o aniversário do Thi!

– HAI! – e Elo parte em direção ao Yuri com toda a braveza que sua carinha fofa conseguia expressar – PREPARE-SE, Yu! Não terei dó de você! – Elo fez uma rápida sequencia de gestos com a mão, e estendeu a palma da mão no chão, dizendo “KUCHYOSE NO JUTSU!”.

– Não pode ser! Você sabe usar esta técnica! – Yuri se afastou com medo, espanto e cautela, enquanto o ambiente era preenchido por gelo seco verde e roxo, e raios de luz verde começaram a despontar de todos os cantos. Uma estrutura cilíndrica de dez metros de diâmetro (sim, a sala era bem grande) surge do chão, e cinco sombras são identificadas por todos, as quais lembravam um bando de pavões desconfigurados.

– YOOOOOOOOOO! – 5 rapazes vestidos de pena acenavam sorridentes.

– GAH! – todos.

– Hehehehe – Elo, orgulhosa de seu treinamento na colônia japonesa de Campinas.

VEVERYBODY ZENSHI! \o/ \o/ \o/

Logo, todos estavam dançando ao som de Arashi, embora não tenha durado mais que meia hora, que era o limite máximo da técnica da Elo. Mas Thata estava satisfeita, pois tirou várias fotos do Sho, enquanto Yuri abraçava o Nino e a Lhaisa gritava palavras em japonês como SUGEEEE e ERA PRA DISTRAIR O YURI ELO MAS TUDO BEM e corria com o Aiba pelo local, completamente desgovernada e de olhos fechados, com os braços pra cima.

Todos estavam cansados. Menos a P, que não gosta de Arashi.

– To com fome. – Yuri abrindo a geladeira e pegando energético e chocolate pra todos, enquanto comentavam e riam do breve show.

– Nunca pulei tanto na minha vida! – diz L, sorrindo satisfeita.

– Eu tirei várias fotos! – Thata apresentava um slide com todos os momentos marcantes daquele momento inesquecível.

– Pena que o Thi não estava aqui né? – diz Elo.

– Pois é, mas a gente leva doce pra ele e- L é interrompida por uma voz misteriosa vinda do além.

– Ai… quem bateu na minha cabeça?

– MELDELS ELE ACORDOU! – Thata, desesperada, dá outra voadora no G.N., voltando para a roda – bom, temos que decidir o que narraremos pro aniversário do Thi.

– DRAGÕES! – L.

– NÃO! – Todos.

– RINOCERONTES! – L, de novo.

– NÃO! – Todos.

– Só de vocês estarem comigo já estou feliz, amigos. – voz misteriosa.

– OWN! – L.

– L, não achou estranho uma voz, do além, falar isso? – P.

– Thata, rápido, use seu aplicativo que detecta calor. – Yuri, a postos para qualquer situação.

– Gente, pra que o desespero? É o Thi. – e puxa do nada um lençol, que até então estava invisível, revelando um Thi, com coca numa mão e brigadeiro na outra.

– Oi!

– … – todos.

– Você estava nos vigiando? – Thata, em um misto de alegria/raiva/vontade de quebrar alguém.

– É… pode-se dizer que era quase isso. Na verdade eu estava aqui antes, vigiando o G.N., fazendo anotações para a dominação mundial e tudo mais. Então vocês chegaram e, bem, o resto já sabem.

– Então, nossa festa surpresa, já era? – Yuri, amargurado, se joga no sofá como uma diva traída.

– Ééé… pode ser que sim. – Thi.

– ADOREI! Como conseguiu o manto de invisibilidade, Thi? – L e Elo, se cobrindo, e descobrindo, a todo instante. Vira, e enquanto o Thi fala, cobre e descobre ele.

– Bom, eu invadi o mundo do Harry Potter (L joga o manto), e já que ele ão usava mais (tira o manto) resolvi pegar emprestado pra sempre (joga o manto). Não é difícil quando se tem um a calculadora (tira o manto) como essa.

– Ah, bom, já que nos resolvemos, vamos lá em casa ver um show do Arashi? – sugere Thata.

– Melhor jogarmos brigadeiro com café – sugere P – já que sou maioria e imortal.

– Eu também sou imortal! Sou um shinigami! – Yuri protesta.

– Tá, tá, Yuri, senta lá. – diz L.

E assim, todos voltaram felizes pra sua dimensão, pra comer brigadeiro com café, ouvir Arashi e cometer bullying com o amigo alternativo selecionado Yuri.

Fics Thi – A Lenda do AnimeFoz

Para posicionar as pessoas que não Foz e não sabem do corrido na cidade: apareceram na cidade com uma propaganda tosca, que logo virou motivo de zoação. A Lenda do AnimeFoz pega gancho nessa propaganda:
A Arca Misteriosa.

*****

Durante as obras de construção de Itaipu, foi encontrada uma Arca Misteriosa. Continha sobre a tampa uma escrita desconhecida. Arqueólogos dos quatro cantos do planeta vieram acompanhar a abertura desse objeto. Quando foi aberta a arca, houve um momento de grande suspense… Cof, acompanhada de grande terror! Pois, dentro dela havia a criatura mais terrível de todas. Eis então que surge de dentro da Arca Maldita o malévolo, cruel, implacável, tenebroso e incrivelmente fofo:

QUATIZILLA!

Apesar de todos os esforços dos arqueólogos dos quatro cantos do planeta, não puderam fazer nada contra a suprema força do terrível Quatizilla. Então, com apenas um toque, todos eles foram transformados nos terríveis iguassuinos (que são tipo zumbis, só que fazem “oink”), capazes de destruir tudo que encontrarem pela frente e infectarem os outros com o Q-Virus, iniciando assim uma epidemia que se alastra rapidamente entre os humanos.

Tudo parecia estar perdido, grande parte da população tornou-se Iguassuina e a cidade encontrava-se submersa no caos. Foi então que em um belo dia de sol após uma chuva torrencial, enquanto todos os iguassuinos rolavam na lama, um geek, que andava por caminhos perigosos a procura de uma escapatória, encontrou, próximo ao vertedouro de Itaipu, a terrível Arca Maldita.

Então, utilizando de todos os seus conhecimentos nerds e selecionando uma equipe especial de desencriptação, conseguiram ler os escritos misteriosos sobre a tampa da Arca. Eis então que descobriram a profecia, que prometia ser tão terrível quanto a virada do milênio e 2012 juntos! Tão destrutiva quanto a Estrela da Morte! Tão trágica quanto a morte do Robin! Tão sinistra quanto Luffy zumbi! Tão nonsense quanto o Pain! Tão frustrante quanto o Sasuke viadinho! Tão triste quanto estar jogando Mario no super nintendo por dez dias, pois seu cartucho não salva e, após passar todas as fases sem usar atalhos e quando está prestes a matar o Bowser, a luz acaba!

As esperanças se esvaíram com a descoberta! Não havia escapatória, todos estavam a mercê do terrível Quatizilla. Mas então, lembraram-se de uma frase que os lembravam de tudo que os Mangás, Livros e HQ’s queriam lhe ensinar. Então, decidiram lutar! Decidiram fazer alguma coisa, não podiam permitir que as coisas acabassem! Todos os que ainda não se tornaram Iguassuinos se uniram, sejam eles Otakus, Geeks, Pessoas Normais, ET’s vindos direto de Namekusei ou tudo isso junto.

Então, utilizando da luz verde da Força de Vontade, construíram o mais incrível, poderoso, esperto e ainda mais fofo:

Apresentamos o charmoso e mega-hyper-blaster-super-fluffy:

PANDAMAN!!

O projeto foi um sucesso, e agora Pandamon e Quatizilla lutam incessantemente! De um lado, os Iguassuinos, de outro, todos aqueles que retem dentro de si a vontade capaz de transformar o mundo! E assim eles se unem, gritam, cantam e esbravejam, prontos para livrar à todos dos incríveis e terríveis poderes do Quatizilla! Porque juntos, nós podemos!

Ah! A frase era:

É mais de oito mil!

To be continued…

FIC THI-CHAN – Manual do Mot-Mot

Manual de um capítulo de lições que o Thi-chan pode ensinar ao Mot-Mot (ou não)

Prólogo

Mot-Mot estava concentrado em sua aula de Yoga, respirando e alongando para fazer seu chi fluir. Entretanto, sua mente não estava relaxada. Ele estava, como sempre, estressado e sobrecarregado de coisas para fazer, desde dominação mundial à se livrar da LAP.

BAM!

– MESTRE, MESTRE! SOCORRO, ELES ESTÃO VINDO! – Gritou Eito-Black adentrando a sala super-secreta balançando freneticamente os braços no ar e correndo em círculos ao redor do Mot-Mot.

– E lá se foi minha aula de yoga. – Disse ele pegando a esteira no chão e suspirando conformado enquanto L, A, P, Yuri e Thata surgiam na sala e iniciavam uma formação estilo meninas-super-poderosas.

“Você está cansado dessas pessoas que impedem seus planos de dominação mundial?”

Mot-Mot acenou positivamente para o holograma da cabeça de Zordon que flutuava no centro da sala enquanto o resto realizava uma estranha dança tribal câmera lenta.

“Está cansado dessas pessoas traumatizarem os seus servos?”

Ele olhou para o Eito Black, que estava abraçado nos joelhos e rodando pela sala um pouco antes de seguir para um canto e montar um altar para louvar a deusa-minhoca. Novamente acenou positivamente.

“E ainda mais cansado dessas pessoas te fazendo passar vergonha na frente de seus entes queridos?”

Mot-Mot olhou para uma foto dele com os irmãos e lembrou-se dele ser chamado de inútil e sempre estar sob eles. Acenou que sim novamente e sentiu uma vontade imensa de procurar um buraco e se esconder.

“Ótimo, tenho o que você precisa! Tudo por um preço razoável de 199,99 R$ mensais!”

Mot-Mot olhou para ele desconfiado e cruzou os braços.

– Prove que funcionará!

Eis então que tudo se iluminou.

Capítulo um – Como torturá-los

L havia acabado de acordar e sua cabeça girava. Olhou ao redor e não sabia onde estava, mas isso era comum para ela. Ao tentar se mover, entretanto, não conseguiu. Seu corpo estava atado à uma cadeira por cordas incrivelmente resistentes. Tentou gritar, se soltar, se debater, contudo nada funcionava. Foi quando uma música estranha começou a tocar que ela notou a TV que estava a sua frente.

No começo tudo estava bem, até o momento em que seres de oito patas e aparência amedrontadora surgiram na tela e, ao redor do globo de vidro onde ela estava, diversos desses seres apareceram também.

– GAAAAAAAH! ARACNOFOBIA NÃÃÃO! ARANHAS NÃÃÃÃÃAO! POR FAVOR, MOT-MOT, ME TIRA DAQUI! PROMETO SER BOAZINHA! – O desespero era evidente em sua voz conforme ele ameaçava abrir uma portinhola e deixar as aranhas entrarem.

– Me conte seus planos, espiã.

– Você realmente deveria parar de ver filmes de terroristas, Mot-Mot… NÃO, ARANHAS NÃO, POR FAVOR! GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

-//-

– MAIS, MAIS! – Gritou Mot-Mot assim que a ilusão se desfez.

“199,99 por mês.”

Ok, ok, eu pago. – Ele tirou a primeira mensalidade da sua carteira em formato de planeta Terra (sempre que podia a usava para brincar de dominação mundial)

“Perfeito! Então vamos continuar.”

-//-

A acordou na mesma sala que a L na ilusão anterior: uma sala completamente branca com um globo de vidro no meio, onde ela estava presa. Mot-Mot estava do lado de fora e olhava com um olhar superior para sua presa. No entanto, dessa vez ela não estava atada pelas cordas super-powerpuffs de Mot-Mot, mas sim solta e livre para se mover dentro do globo.

– Me tira daqui agora. – Ordenou A.

– Me conte os segredos da LAP! – Pediu ele.

– Nunca! – Retrucou A andando até ficar o mais próximo dele que conseguia e começou a bater no vidro.

– Veremos. – O olhar de superioridade dele permanecia quando ele apertou o botão vermelho.

– Espera aí, esse botão não estava aí antes! – Reclamou A.

– Isso é uma ilusão, queria o que?

Contudo, não houvera tempo para uma resposta, o botão foi acionado e uma parte da sala e do vidro se abriram, permitindo que uma multidão de crianças viessem correndo e se organizassem em ordem alfabética e por tamanho dentro do globo (não reclame, ainda é uma ilusão). O vidro se fechou no momento em que a ultima criança entrou.

– Agora todos vocês estão ao cuidado da Tia A!

– Me tire daqui ago- – Nunca saberemos o fim dessa frase pois, no momento seguinte, A fora soterrada por uma avalanche de crianças alegres querendo sua atenção.

– OK, OK, EU CONTO!

-//-

O coração de Mot-Mot foi preenchido por um raio de esperança.

-//-

Novamente a mesma sala, entretanto agora não havia o globo e a P estava presa no centro, atada igualmente a primeira. Dessa vez não havia TV, mas o Mot-Mot se encontrava do lado de fora.

– O que você está tramando, Mot-Mot? – Inquiriu P com uma sobrancelha levantada.

– Onde fica o esconderijo da LAP, me conte!

– Jamais! – Respondeu ela firmemente.

– Então você não me deixa outra escolha… Eito, deixe o primeiro entrar. – Pediu Mot-Mot delicadamente.

Uma porta se abriu e um ser loiro e cabeçudo entrou na sala.

POW! E recarregou a espingarda.

– POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? ELE ERA LOIRO E E E… – P começou a se desesperar.

– Próximos!

A porta abriu-se novamente, dessa vez deixando dois seres loiros entrarem.

– NÃÃÃÃO! O LÉGOLAS E O DRACO NÃO! EU CONTO, EU CONTO.

-//-

Mot-Mot agora saltitava de alegria, estava chegando o dia em que ele enfim se livraria daquelas crianças e daquele cachorro estú- Ops, fala errada. Estava chegando o dia em que ele enfim se livraria daquelas ignóbias criaturas que ousaram o aprisionar com um contrato.

-//-

Mesma sala (L: Eita, Mot-Mot sem criatividade!), só o alvo mudara e a sala estava agora menos iluminada. Thata (Thata: Oxe, sobrou para mim?) estava igualmente amarrada na cadeira. Mot-Mot estava do mesmo jeito que nas outras ilusões, contudo dessa vez havia uma pilha enorme de papéis amontoados.

– Me conte onde você escondeu o Eito Black! – Pediu ele quase em prantos devido ao seu leal escudeiro desaparecido.

– Não sei de nada! – Respondeu Thata.

– Tenho testemunhas que relatam que você estava, na noite de quinta-feira, carregando um oriental no seu ombro, amarrado e amordaçado. Me diga onde está o Eito! – Ordenou.

– Mas… Aquele era o Sho.

– … Argh! – Disse ele tirando o primeiro item da pilha de papel: Um pôster do Arashi. Exibiu-o como uma daquelas assistentes de mágicos que giram um objeto para provar que não é um truque, mas que na verdade era um truque e sua função era enganar os espectadores. Então o rasgou.

– QUE?! NÃO FAÇA ISSO! MEU PÔSTER, MEEEEU! TIRA, TIRA A MÃO! NÃO, NÃO! NÃO PEGUE OUTRO, NÃO RASGUE, NÃO OUSE RASGAR MEUS PÔSTERES! – Berrou Thata enquanto ele pegava o próximo.

– Simples: Me diga onde ele está!

– … Ok, eu digo!

-//-

Mot-Mot refletia se realmente precisaria dessa parte, entretanto sabia que informação era poder, então seria o mais poderosos do universo após aquela sessão. Havia feito um pacote de pipoca de microondas e agora o aproveitava enquanto a nova ilusão começava.

-//-

Agora a sala aparentava estar desbotando. No centro dela estava Yuri, amarrado no chão e com uma venda nos olhos.

– Ah! Onde eu estou?! Cadê a luz? – Perguntou Yuri tentando ver algo através da faixa.

– Me diga! – Mandou Mot-Mot.

– Te dizer o quê?!

– Não sei, só me diga!

– Mas eu não sei o que dizer! Aaah!

– Pois bem, veremos se você não diz depois disso. – Concluiu Mot² um pouco antes de retirar do bolso um fone de ouvido e colocar nos ouvidos do vegetariano. Tirou um CD-player do bolso e apertou o play.

Yuri sentiu o objeto ser colocado ao redor de seus ouvidos e esperou uma música tocar. Entretanto, tudo o que ouviu foi uma voz repetindo:

Você não é a pessoa mais importante do universo. Seus amigos não gostam de você. Seus gatos também não te acham importante. Você não é a pessoa mais importante. Você não é. Você não é…”

E assim se repetia diversas vezes (e de vez em quando surgia a voz do Thi-chan dizendo: “Você não come carne. Você não toma coca.”, porém ele não prestou atenção nessa parte). Logo após começar a terceira repetição, Yuri gritou:

– OK, EU CONTO, EU CONTO! MAS FAZ ISSO PARAR!

– Há! – Mot-Mot disse triunfante.

-//-

O cenário mudou, era dia das crianças e Thata, Thi-chan, Yuri e a LAP estavam reunidos ao redor da mesa brincando de Brigadeiro com café concentradamente. O cronômetro girava no centro da mesa até dar o tempo de trocar de folha. PLIM! Era hora de trocar.

As horas passaram e eles continuaram se divertindo sem parar, até que P perguntou:

– Thi-chan, como você conseguiu fazer com que o Mot-Mot cuidasse da Luna e de todas as outras crianças do bairro da L?

– Então, se lembram daquele dia que ele foi no dentista? Então, ele estava um pouco… Alterado quando voltou para o esconderijo.

-//-

Thi-chan entrou na sala super-mega-hiper-que-qualquer-um-consegue-invadir e olhou ao redor. Não viu nada que pudesse ser útil na sua tarefa de construir androides de alta tecnologia e decidiu sair da sala. Entretanto, antes que chegasse a porta, ouviu um murmúrio vindo de um canto da sala.

Ele olhou ao redor novamente e viu Mot-Mot sentado em um canto da sala. Aproximou-se e viu que o vilão dormia. Contudo, aquilo estava estranho. Talvez ele tenha achado isso porque Sr.Dumau babava, ou porque sua boca estava aberta mostrando gazes de uma recém cirurgia dental, ou até mesmo porque murmurava “Hê, não é o mais importante, não é.

– AGORA É A VEZ DAQUELE ELFO! – Gritou Mot-Mot e balançou os braços fazendo Thi-chan se afastar. Entretanto, ele ainda dormia e Thi decidiu se aproximar novamente.

-//-

A sala não era nada igual a de tortura dos outros. A ilusão estava ainda mais desbotada e qualquer outra coisa que não fossem as pessoas (Mot e Thi-chan) era um borrão indefinível. Thi-chan estava em pé ao lado do Mot-Mot, que olhava ao redor confuso.

– Hum… Vamos ver como tortura-lo – Disse o vilão esfregando as mãos em uma pose de supervilão.

– Torturar quem? – Pediu o Elfo.

– Você, oras! Ignóbil criatura que nem sabe que será torturada até me contar todos os mais secretos segredos da LAP.

– … Ok, para me torturar o que você precisa fazer é assinar essa folha em branco. – Um *PLIM* e uma folha de papel e uma caneta apareceram.

-… Bem, se essa ilusão é minha, você deve ser parte do meu subconsciente e eu sempre estou certo, então assinarei. – Concluiu Mot-Mot pegando a caneta e indo assinar o papel.

– NÃO, NÃO FAÇA ISSO, POR FAVOOOOOOR~ – Thi-chan suplicou falsamente enquanto ele aproximava a caneta do papel.

– Hehehe – E assinou seu nome.

-//-

– Aaaaaah! – Os outros exclamaram após Thi-chan contar-lhes a história, agora com o contrato em mãos – E ainda dei um jeito dele nunca poder usar o que descobriu contra vocês, adoro contratos mágicos do mundo dos elfos. – E sorriu.

-//-

Yuri: Parando para pensar… Mot-Mot descobriu uma maneira de torturar todos nós, menos o Thi-chan…

P: É…

L: Isso não é justo!

Thi: Claro que é! Eu escrevi. *Cruza os braços*

Thata: Não vale!

*Shuá!*

Eis que surge uma figura no centro da sala usando um grande manto verde-limão.

Ser verde-limão: ELE TEM CÓCEGAS! *Aponta para o Thi-chan*

Thi: AH! PLOC, PLOC, PLOC!

*PLOC*

A figura sumiu.

A, L, P, Thata, Yuri: Huuuuuuum…

Thi: Não.

Entretanto, isso não for a o suficiente para impedí-los de se aproximarem. E foi nesse dia que Thi-chan jurou nunca mais usar viagem do tempo em uma fanfic.

(Obviamente o autor não colocaria a maneira verdadeira de ser torturado. Portanto, vocês nunca saberão como.)

FIM!

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 3 – E foi assim que tudo começou…

28/08/2012 – Em frente ao Kokuritsu

Fazia algumas horas desde que o show havia acabado e na frente do Kokuritsu se encontravam cinco seres parados com olhos brilhando. Alem de curtir o show com vista privilegiada, os visitantes ganharam uma atenção toda especial dos cinco integrantes do Arashi.  Todos ganharam kits especiais by Arashi com DVDs de Show e outros trabalhos dos integrantes e um daqueles celulares super-chiques que eles faziam propaganda.

Como bônus, a Thata ganhou pôsteres e fotos autografadas de todos os membros, Thi-chan ganhou um DS velho que Nino não usava mais, L ganhou alguns bichos de pelúcia (os verdes) do Aiba, Yuri ganhou desenhos especiais do Sho (e alguns do Ohno, que são desenhos de verdade) e a P ganhou vestidos costurados pelo próprio Jun (que decidiu dar porque os outros começaram a querer tirar foto quando ele os vestia), que os fazia como passatempo.

– … Thi, como viemos parar aqui? – após alguns minutos que eles ficaram parados admirando seus novos pertences, P perguntou com a voz rouca depois de gritar durante o todo o show. E nesse momento todos voltaram sua atenção para ele com curiosidade.

– Nada demais, só testei algo que aprendi na faculdade. – O elfo respondeu simplesmente.

–x–

28/08/2012 – Cinco minutos após o aparecimento no Show

A porta causou um estrondo ao ser aberta com demasiada força e deixou um pouco de luz entrar na câmara escura. Do lado de fora apenas uma silhueta imponente podia ser observada. O ser deu alguns passos para dentro da sala e bateu palmas, fazendo as luzes se acenderem.

– QUE IGNÓBIL CRIATURA OUSA PERTURBAR MEU SONO DE BELE- … REJUVELESCIMENTO FACI-… QUE IGNÓBIL CRIATURA OUSA ME PERTURBAR?! – Perguntou Mot-mot retirando as fatias de pepino cortado que cobriam seus olhos e olhando ao redor.

Pouco da parede branca da sala aparecia e até o teto estava completamente encoberto pelos cabos que gambiarravam pelo lugar, ligados ao que antigamente era o computador-supremo-dumal do Mot-Mot no centro da sala.

– EITO BLACK! CADÊ VOCÊ?

– A-Aqui. – Respondeu o Eito em um canto da sala enrolado entre os cabos.

– Como isso aconteceu? – Agora o Mot² tirava a toalha que estava amarrada na cabeça e limpava o creme verde que cobria seu rosto.

– Ali. – O ajudante apontou para uma pequena tela na máquina que estava no meio da sala.

Ele leu os cinco nomes que estavam escritos, coçou o queixo e fez uma pose de pensativo.

– … Que seja. – Concluiu, bateu palmas para apagar as luzes e saiu da sala para o seu sono de beleza.

– … Mestre? – Sussurrou eito na sala escura.

–x—

28/08/2012 – Em frente ao Kokuritsu – 5 minutos depois

– Aaaah! – Exclamaram todos após a breve explicação cientifica do Thi-chan sobre a gambiarra, mas o que eles entenderam foi: fio, computador e botão vermelho!

Todos continuaram em silêncio por mais alguns minutos, sentindo que faltava alguma coisa, entretanto ninguém conseguia se lembrar do que era. Eles andaram um pouco seguindo uma direção qualquer.

– Ah! Como nós vamos embora? – Perguntou Thata sendo a primeira a lembrar. Novamente toda a atenção foi para o elfo doméstico.

– Que foi? Eu fiz a minha parte, que era nos trazer aqui. – Replicou cruzando os braços.

– Hm… Ok, eu desenho a vaca! – Comemorou L e todos se lembraram da ideia da rifa que originalmente os levariam até ali.

Entretanto, antes que o resto deles pudesse comemorar a grande ideia e a P cair em desespero, tudo começou a tremer. Um clarão e todos sumiram.

A quantidade absurda de cabos amorteceu a queda dos cinco seres que surgiram do nada dentro da sala. Eles levantaram e se localizaram: aquela era a sala super secreta do Mot-mot. Porém, não fora isso que deixara os nobres intrusos que acabaram de voltar do show do Arashi paralisados, mas sim a A que estava parada com os braços cruzados e um olhar mal-encarado.

– A, por que tem dois orcs com vestidos de escoteiras atrás de você? – Perguntou L.

– É, e por que eles estão segurando Mot-Mot e o Eito Black? – Acompanhou P.

– Eles fazem parte da minha nova experiência e- – Ela pigarreou. – Não importa! Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu A apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

P, Thata, Thi-chan e Yuri apontaram para a L. L apontou para o Eito Black.

–x–

Bônus 2

Esconderijo do Mot-Mot – Realidade paralela nº 2

– Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu Mot-mot apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

L, P, Thata e Yuri apontaram para o Thi-chan. Thi-chan apontou para L.

– Como você ousa mexer na minha máquina?! Você tem alguma noção do que você pode ter causado? Essa máquina construída excepcionalmente por mim tem o poder de modificar não apenas o espaço, mas tambem o tempo em que vivemos! Você pode ter causado uma catástrofe! Essa máquina alterará algum fato muito importante que mudará a vida de vocês para sempre! – Ele deu uma pausa e bebeu um copo d’água – De acordo com os meus cálculos, vocês têm cerca de… – Ele tirou uma calculadora do bolso e começou a apertar os botões freneticamente – 105 anos para descobrir qual fato foi mudado antes que suas vidas tomem rumos diferentes! E vocês nem viverão para ter consciência disso! Um buraco negro se abrirá e o mundo todo será engolido! – A versão nerd do mot-mot terminou o discurso ofegante.

~~

Realidade paralela nº2 – Passado não tão distante

– Olha, A! Mangás! – Exclamou L apontando para a vitrine de uma loja.

– Esse eu não tenho, vamos entrar! – Disse P com animação um pouco antes de abrir a porta da loja.

– Nós não deve-

Entretanto, antes que a A pudesse terminar sua frase, as duas já estavam dentro da loja, então ela não tinha outra escolha e seguiu as outras.

– IRASHAAAAAAAAAAAI! – Gritou um ser saindo de trás do balcão para atender suas novas clientes.

– Oi, eu sou a Pa-

Antes que nossa heroína pudesse terminar sua frase, todos ouviram um trovão que vinha de algum lugar perto. Todos olhavam ao redor assustados, procurando a origem do som.

– Olha, um pavão! – Disse L apontando para o bicho que havia surgido em um dos cantos da sala. – Posso pegar para mim, A? – Continuou enquanto saltitava na direção do animal.

– Claro que n-

A negação da A que faria L começar a uma insistência interminável até o fim dos tempos foi interrompida pela explosão do pavão em milhares de penas multicoloridas e fazendo com que uma silhueta imponente aparecesse e rapidamente tomasse forma no lugar onde o pavão estava.

– NÃO, NÃO, NÃO! ESTÁ TUDO ERRADO. – Gritou o novo visitante enquanto fazia gestos extravagantes com os braços.

– … Quem é você e o que faz… – Começou o dono da loja enquanto se aproximava.

– … – Visitante.

– … – Dono da loja.

Eles se encararam durante alguns minutos de tensão.

– AAAAAAH! – Gritou o dono vegetariano da loja enquanto corria para trás do balcão.

– Tsc tsc… E você! Você não deveria estar aqui! – Exclamou o ser do futuro apontando para a P.

– Ploc! – Proferiu a palavra mágica e fez com que a P desaparecesse.

– E vocês! Esvaeçam-se daqui. PLOC, PLOC! – E rapidamente fez com que as outras duas tambem sumissem.

O aparente mago olhou ao redor por alguns minutos sentindo que havia esquecido de algo.

-… Ah! Yuri, você já deve ter entendido, vem pra cá. – Afirmou para a criatura que saía trêmulo detrás do balcão.

– Você… Sou eu?

– Sim, vim do futuro para organizar os rumos da historia.

– Mas- Eu- Com- … Ok… – balbuciou sem conseguir chegar onde queria.

– Entretanto, como sou um ser bom eu te darei a chance de me fazer uma pergunta sobre o futuro, qualquer pergunta.

Os olhos do Yuri do passado brilharam com entusiasmo.

– …

– …

Eles continuaram se encarando por mais um minuto.

– … Onde você comprou essa roupa?

-… – Yuri do futuro colocou a mão sobre o rosto com indignação, que se limitou a dizer a palavra mágica para voltar para seu próprio tempo:

– Shuá.

-//-

Hora do intervalo

Y: Falando nisso, Thi-chan. Por que eu fui para o passado? E não você, que teve a ideia?

Thi: Foi porque me disseram que, quando você vê você mesmo do futuro, há uma pequena chance de você perder a sanidade.

A: …

L: …

P: …

Thata: …

Y: … Ainda bem que não funcionou, né?

Thata: Se isso faz você dormir a noite, querido…

Y: OH MY G-!

Thi: Agora voltamos com a nossa programação normal!

-\\-

Fim do bônus

–x–

– Eles fazem parte da minha nova experiência e- – Ela pigarreou. – Não importa! Quero saber de quem foi a ideia de fazer isso! – Exigiu A apontando para a estranha máquina com um olhar furioso.

P, Thata, Thi-chan e Yuri apontaram para a L. L apontou para o Eito Black.

Nesse momento A e Mot-Mot se olharam e iniciaram uma conversa mental:

A: O que você acha que deveríamos fazer com ela?

Mot: FOGUEIRA! FOGUEIRA!

A: …

Mot-mot: … Um piquenique?

A: Feito!

 

– Escoteiros! Vocês agora concorrerão a uma nova medalha: Quem prepara um piquenique mais rápido. Um, dois, três, valendo! – Disse A enquanto batia palmas e mandava os dois orcs vestidos de escoteira preparar comida.

– Vamos para a cozinha, o Eito Black fez brigadeiro com café.

– YAY! – Gritaram os outros seguindo rapidamente para a cozinha.

Mot-mot, o único integrante que ainda continuava na sala, refletiu sobre tudo que acontecera nos últimos anos… Desistiu, coçou a cabeça e decidiu ir comer brigadeiro com café.

E assim essa nossa grande família conversava e comia com uma felicidade abrangente, tendo como base assuntos aleatórios e divertidíssimos que viraram normalidade para todos eles, sempre com animação e imaginação explodindo por todos os lados.

Afinal, não há nada melhor que dividir brigadeiro-com-café com aqueles que são nossos melhores amigos.

Pensaram que tinha acabado, né?

–x–

Bônus final: A invasão

Thi-chan voltava para casa dirigindo a bisônica após uma sessão de brigadeiro-com-café na casa da L e, infelizmente (ou não), havia continuado a comer enquanto os outros exerciam atividades hiperativamente e caíam no sono. Contudo, sem realmente notar, parou na frente de um grande portão. Já passavam das duas da manhã quando o elfo apertou o interfone.

– Alô? Eito Ranger Black?

– Que foi?

– Me deixa entrar, quero fazer algo.

– Suma daqui, elfo-doméstico inútil.

 Se não abrir eu contarei para a P quem deu doce para a Chibi naquele dia.

– Mas- Como-… Você não faria!

– Experimente.

– Esssh! Ok, espere só um pouco…

Um ‘tzzzzt’ e o portão abriu. Thi-chan colocou a bisônica, que havia usado para chegar até ali, para dentro e seguiu diretamente para o laboratório.

– Ei, você não pode entrar aí!

– Sabe, Eito. O prejuízo naquele dia foi tão~ grande e a P ficou tão~ irritada, não sei o que ela faria com o responsável.

– NÃO! A P NÃO! E e e a Lilith pode aparecer e… E… *sniff*

– Ótimo! Então seja um bom menino e abra a porta.

– … Tá, mas não conta, por favor. *snif* – E abriu a porta.

E nesse momento, Thi-chan lembrou-se de algo muito importante. Entrou no laboratório e começou a digitar algumas coisas enquanto o Eito fazia movimentos circulares com o dedo.

– Eito! Me dá um autógrafo? – Pediu Thi-chan mostrando um pedaço de papel e uma caneta.

– Awwwn! – Os olhos do Eito brilharam e ele foi saltitante assinar o papel.

– Pronto, agora sua lealdade me pertence. A partir de hoje, você é meu espião. – Concluiu o elfo-doméstico mostrando o contrato que havia sido escondido.

– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! – Gritaria o Eito Black se Thi-chan o tivesse dado permissão.

– Heh. Vamos ao trabalho.

… E foi assim que tudo começou.

FIM

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 2 – Quando as possibilidades não acabam

Casa da L – 20 minutos antes da aparição no show.

Yuri, Thata, L e P estavam sentados ao redor da mesa na cozinha. Todos tinham expressões sérias em seu rosto. Yuri olhava concentradamente para o prato a sua frente enquanto os outros o fitavam com ansiedade.

– DRRRRRRRRRRRREEEEEEEEEEEEAAAAAAAM CHANCE! – O grito de Sho aprisionado dentro do celular da L fez todos se sobressaltarem.

– Alô? – Disse L tirando o celular de dentro do bolso e levando-o ao ouvido.

– Oi, L! – Respondeu o elfo da LAP do outro lado da linha.

– Thi-chan, O Yuri está prestes a pagar aquela aposta!

– Aquela do bacon?

– Essa mesmo.

– Yay! Pode passar o celular para ele rapidinho?

– Ok, espera aí… Ele quer falar com você, Yuri. – Afirmou enquanto passava o aparelho para o vegetariano.

– Sim?

– HEREGE!

– Obrigado pelo apoio, Thi-chan. – Retrucou Yuri sorrindo.

– De nada, posso falar com a P?

– Ele quer falar com você. – E passou o telefone para a P.

– Oi? – Pediu P assim que colocou o celular no ouvido.

– P! Você deixou a chibi em um lugar seguro?

– Ahn… Eu… Sim. – Respondeu desconfiada.

– Ótimo! A A está aí?

– Não, espera… L, cadê a A?

P passou o celular para L.

– Ela disse que precisava resolver alguns assuntos na terra-média. Acho que era algo relacionado com orcs escoteiros. Enfim, por que não está aqui ainda, thi-chan?

– Eu explico, pode colocar na viva-voz?

– Tá, só um pouco.

Thi-chan ouviu alguns barulhos estranhos que acreditou ser a L apertando botões aleatórios do celular até que algum deles pusesse na viva-voz.

– Pronto, pode falar.

– Se eu dissesse que, nesse momento, nós temos como ir pro show do Arashi, o que vocês diriam?

Os quatro que estavam na casa da L se entreolharam confusos.

– Nós pularíamos e gritaríamos!… Mas, porque pergunta? – Disse Thata tomando a iniciativa.

– Porque há! Vocês se lembram da página 17, capítulo 1.2 sobre aparições misteriosas do manual?

– Hai! – Confirmaram Thata, Yuri e L enquanto P ficava ainda mais preocupada por ter deixado o manual de “O que fazer ao invadir o show do Arashi” de lado quando L o havia escrito um ano antes.

-Perfeito! Segurem seus pertences. – Retrucou Thi-chan com simplicidade.

E, de repente, tudo começou a tremer ao redor deles. L agarrou seu celular, Thata segurou sua mochila e Yuri e P seguraram a L. Um clarão e todos desapareceram.

–x–

Bônus

Bastidores do Arashi – Realidade paralela um

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.

Contudo, antes que qualquer um deles pudessem se mover, um trovão estrondou e fez as paredes tremerem. Eis então que surge um buraco negro no meio da sala e de dentro dele sai um ser tão, mas tão perverso que seria capaz de deixar o gato do Shrek sem um novelo de lã pelo resto de sua vida felina. Ele vestia um longo sobretudo e um chapéu-coco azuis com estrelinhas amarelas que piscavam, entretanto isso não diminuía nada da tensão, uma vez que as luzes começaram a piscar freneticamente.

– Quack! – O mago proferiu a palavra mágica e mexeu os dedos no ar, fazendo toda a sala começar a brilhar.

Após cerca de um minuto desacordados, L acordou e levantou-se atordoada. Sentia-se estranha, parecia que o mundo havia ficado… Mais baixo. Não encontrou sinal do mago e arrastou-se até um espelho e olhou seu reflexo: Ela estava no corpo do Aiba.

– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

L ouviu a voz Thi-chan gritando do seu lado e, ao olhar, rapidamente entendeu.

– POR QUE NO CORPO DO JUN!? – Gritou novamente a voz de Thi-chan vindo de um Jun perplexo na frente do espelho.

Fim do bônus
–x–

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.

– Infelizmente… – Começou ele após todos sentarem organizadamente no grande sofá. L, Thata e Yuri entendiam o que ele dizia enquanto Thi-chan e P sentavam lado-a-lado para compartilhar o tradutor instantâneo.

– Ah! Eu não consigo fazer isso. – Sho concluiu enquanto seguia para o canto da sala junto do Aiba.

Nino deu um passo a frente e pigarreou:

– Então, infelizmente vocês não poderão ver o show porqu-

Entretanto, antes que ele pudesse terminar a fatídica frase Yuri e Thata caírem aos prantos, L abraçar os joelhos, Thi-chan começar um plano de sabotagem e P atacá-los violentamente por terem feito tamanha maldade, o celular rosa powerpuff na mão de P começou a tocar.

– ÔôÔôÔ ôÔôÔ ÔôÔ Caught in a bad romance. – Jun correu rapidamente e pegou o celular das mãos de P antes que ela visse o coração com “Jhonny” escrito no centro e purpurinas girando ao redor que aparecia quando o mestre ligava.

– Mo- … Hai… Hai… Hai, Jhonny-sama. – O ser esguio desligou o telefone e se dirigiu novamente para o lado de Nino.

Agora o foco de todos estava no Jun, que teve que se controlar para não começar a se contorcer devida a tanta atenção. Até mesmo Sho e Aiba o olhavam de canto de olho com uma ansiedade crescente.

– Jhonny-sama acabou de ligar e… Vocês têm permissão para assistir o resto do show!

– YAY! – Gritaram os outros, exceto Nino que havia esquecido do aviso que tinha que dar e jogava DS concentradamente.

FIC THI-CHAN – #2012feelings

Capítulo 1 – Luz, câmera, ARASHI!

28/08/2012 – Kokuritsu

O show transcorria normalmente. Love so sweet havia acabado de tocar e agora os integrantes do Arashi se separavam e cada um corria para uma direção: Fight Song iria começar a tocar. Entretanto, antes que o primeiro HOI! pudesse ser gritado, cinco feixes de luz multicoloridos desceram do céu no meio do palco.

Silêncio predominou enquanto a luz se dissipava e deixava aparecer cinco pessoas alinhadas uma do lado da outra por altura. A banda parou de tocar e todos observaram os visitantes. Alguns membros da platéia se perguntavam se aquilo fazia parte do show, outros imaginavam que os Power Rangers surgiriam, outros simplesmente continuavam a gritar como se nada tivesse acontecido.

Quanto aos integrantes do Arashi, cada um teve uma reação, que seriam as normais deles:

-> Ohno e Aiba sorriam para as cinco figuras, imaginando que aquilo fosse alguma ideia do Jun;

-> Sho sabia que o Jun não faria aquilo e era o mais chocado de todos;

-> Jun estava preocupado em procurar uma câmera ao invés prestar atenção nos visitantes;

-> Nino acreditava que o mundo acabaria naquele ano, então aquele acontecimento não era nada alem do esperado, portanto decidiu não se importar.

Os intrusos se olharam por um instante e formaram um círculo com as cabeças para dentro, iriam decidir sua tática.

– Nós temos que fazer isso. – disse L séria.

– Uhum. – Concordou Yuri balançando a cabeça.

– É, parece que não temos escolha. – Afirmou Thi-chan.

– Yoshi! – Complementou Thata com um sorriso.

– Mas… – Tentou argumentar P, e logo os olhos brilhantes dos outros integrantes a fizeram desistir. – Ok, vamos lá. – decidiu, vencida.

– Ok! Quando eu disser três… 1, 2… – Começou Thata enquanto os outros entravam em formação.

– TRÊS!

You’re my soul, soul. Itsumo sugu soba ni aru. Yuzurenai yo daremo jama dekinai. Karadajuu ni kaze wo atsumete. Makiokose, Arashi! Arashi! For dream! – Os cinco cantaram em uníssono de maneira empolgada (e devo dizer que até ficou bonitinho, tirando as desafinações de alguns), com direito a dancinha e papel picado que os Jhonnys Júniors jogavam automaticamente ao ouvir essa música.

Novamente o silêncio, os outros continuavam a observar os cinco pontinhos parados ofegante com a mão estendida, mas dessa vez todos observavam com a atenção devida. Até mesmo o Jun, que estava chocado por ter encontrado a câmera, porém a mesma não estar voltada para ele.

Foi nesse momento que a L tirou de seu bolso uma faixa e, com a ajuda dos outros, estendeu-a e exibiu para os integrantes do Arashi. A faixa dizia: “Viemos em paz” em japonês. Nino foi o primeiro a se aproximar. Olhou-os de cima abaixo e apontou com o dedo para o palco maior.

– Movam-se. – E todos prontamente seguiram a ordem do andróide.

– Jun e Ohno, diga aos fãs que já voltamos. Sho, cuide do Aiba e o mande parar de fazer dança tribal ao redor deles. – E virou-se para os visitantes – Eu irei escoltá-los, me sigam. – continuou cruzando os braços e seguindo em direção aos bastidores, acompanhado por cinco seres alegres e saltitantes (pelo menos era assim que ele os via).

–x–

Bastidores do Show do Arashi – 10 minutos depois.

Enquanto Thata explicava em japonês fluente para Sho e o Jun o que acontecia, L conversava via onomatopéias e dividia alguns gizes de cera com o Aiba, Thi-chan discutia jogos com o Nino usando um tradutor instantâneo que imaginou ser necessário para essa viagem, Yuri discutia sobre arte surrealista e pescaria com o Ohno e a P estava em um canto usando o celular-rosa-powerpuff-com-pompons-que-brilham-no-escuro do Jun para tentar ligar para sua casa e ver como a chibi-p estava.

– Alguém aí sabe fazer ligação Japão-Brasil? – Perguntou P esperançosa, mas recebendo apenas acenos negativos como resposta. – Droga! – Disse conformada enquanto continuava a discar números na esperança que funcionasse.

– Então você quer dizer que vocês simplesmente apareceram aqui?  – Perguntou Sho após Thata finalizar a explicação.

– Exato! – Confirmou Thata orgulhosa da explicação que havia dado, sendo apoiada pelos balanços de cabeça dos outros intrusos.

– Certo, aguardem um pouco… Arashi! Reunião. – Disse Jun chamando os colegas e abrindo a porta.

– Você sabe que não precisa falar assim, né, Jun-chan? – Perguntou Aiba enquanto saía da sala.

A resposta de Jun não pôde ser ouvida devido à porta fechada. Rapidamente os visitantes correram e se amontoaram para colocar o ouvido na porta para ouvir o que o Arashi dizia (até mesmo a P havia desistido de tentar ligar e foi ouvir). Eles conseguiram detectar algumas poucas palavras soltas, elas eram: Giz de cera, lápis de cor, 2012 e ornitorrinco. Porém, decidiram parar de ouvir ao se darem conta de que o único que se fazia ouvir era o Aiba.

A porta abriu novamente e permitiu que os cinco voltassem para dentro da sala. Todos mantinham olhares sérios, como quem tinha uma notícia trágica para dar. Contudo, o maior sinal disso foi Aiba chegar cabisbaixo na sala, tirar seu celular do bolso e ir sentar-se no canto do lugar.

– Acho melhor vocês se sentarem. – Disse Sho em um sinal de solidariedade, apontando para o sofá.